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Teoria dos sistemas abertos e perspectiva sociotécnica (MOTTA; VASCONCELOS, 2006, Cap. 6) Von Bertalanffy (1950, 1956) – um complexo de elementos em interação.

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1 Teoria dos sistemas abertos e perspectiva sociotécnica (MOTTA; VASCONCELOS, 2006, Cap. 6) Von Bertalanffy (1950, 1956) – um complexo de elementos em interação e em intercâmbio contínuo com o ambiente Burns e Stalker (1961) – empresa mecânica e empresa orgânica Organização é um sistema aberto que deve se adaptar ao seu meio ambiente Contexto: Segunda Guerra Mundial, países mutuamente dependentes, modificações em uma parte do sistema refletiam-se nas outras partes

2 Funcionalismo de Talcott Parsons ( ) Método de análise dos fenômenos sociais dividido em: Acionismo social – tipo de análise voltada para a explicação da ação. Na escolha de meios alternativos para atingir um fim, a ação obedece a uma orientação normativa. A norma social influencia a ação humana (controle social). Agir de acordo com a norma corresponde a receber reforços positivos. Imperativismo funcional – macroabordagem voltada para a explicação do sistema social

3 Funções do sistema social (Parsons) Quatro funções que garantem a sobrevivência do sistema social Sistema social: conjuntos formados por partes diferenciadas, que têm funções diversas, mas que são interdependentes Modelo Liga: latency, integration, goal attainment, adaptation

4 Modelo Liga (Parsons) Latência: forma como o sistema se sustenta e se reproduz; como transmite os valores e padrões culturais; garante o processo de socialização; comportamentos positivos Integração: assegura coordenação e coerência entre indivíduos e grupos; garante que as diversas partes (diferenciadas e isoladas) não fiquem isoladas Gerar e atingir objetivos: estabelece metas e objetivos e implementação de meios (sistema burocrático) visando atingi-los Adaptação: organização busca recursos para a sua sobrevivência

5 Modelo Liga (Parsons) Sistema social fornece valores (L) que permitem aos indivíduos integrarem-se na sociedade (I), buscando atingir objetivos (G), e, para tanto, contribuindo para a adaptação dele, produzindo os recursos fundamentais (A) A análise parsoniana pressupõe que o sistema de valores seja anterior aos outros e praticamente determina as escolhas dos indivíduos e grupos e a ação social

6 Imperativismo funcional (Parsons) Todo sistema social enfrenta quatro imperativos funcionais (funções descritas), aos quais não pode deixar de satisfazer. Qualquer sistema social deve ser estudado em termos de manutenção, integração, atingimento de objetivos e adaptabilidade, ou melhor, em termos dos meios que utilizam para satisfazer a esses imperativos.

7 Modelo Liga (Parsons) Organizações econômicas: responsáveis pela adaptação; pela busca de recursos Organizações governamentais: responsáveis por gerar e atingir objetivos pela fixação de políticas públicas Organizações legais e paralegais (justiça, polícia, ministério público, advogados etc.): responsáveis pela integração; pela necessidade de cumprir as regras Organizações educacionais: responsáveis pela latência: transmitem valores e padrões culturais, reforçando-os. Indivíduos internalizam e agem de acordo com esses padrões

8 Modelo Liga (Parsons) Organizações responsáveis pela manutenção da ordem social; funcionalismo reforça a ordem e não analisa o conflito; os valores estão na base da ação social e antecedem as outras funções Necessitando sobreviver, determinado grupo social desenvolve práticas, padrões de comportamento, valores, os quais são transmitidos às novas gerações pelos mais velhos como os padrões culturais a serem seguidos. Eles são institucionalizados, ensinados como corretos. A obediência é recompensada.

9 Modelo Liga (Parsons) Valores vão sendo mantidos enquanto funcionarem bem; valores, criados e institucionalizados, são internalizados pelos indivíduos mais jovens em sua socialização primária (transmissão de valores pela família) e secundária (escola, comunidade, treinamento profissional), sendo assim reforçados. Os valores oferecem aos indivíduos expectativas de papéis (como devem comportar-se) e objetivos a serem atingidos (o que eles podem esperar ser e como atingir esses objetivos). Ao ingressarem nas organizações, os indivíduos obedecerão às regras do sistema. Assim, a ordem social é mantida.

10 Para Parsons Tendo em vista a sua inserção social e as relações de poder às quais está submetido nas diversas instituições que frequenta (família, colégio, igreja), o indivíduo incorpora os valores sociais prescritos e regras de comportamento. Essas regras e valores internalizados por ele regularão sua ação e suas tentativas de atingir seus objetivos individuais, que também são fornecidos pelos valores do sistema social ao qual pertence. A ação individual se basearia em valores preexistentes na sociedade, que seriam percebidos pelo indivíduo como um dado objetivo da realidade e incorporados em sua ação.

11 Grandes figuras – Eric Trist Subsistemas técnico e social. Técnico: corresponde às demandas da tarefa, à implementação física e ao equipamento Social: refere-se às relações sociais dos envolvidos na execução da tarefa, transformando a eficiência potencial em real Resumo da teoria sociotécnica : - O trabalho não pode ser considerado um conjunto de tarefas rotineiras e justapostas - O grupo deve ser a unidade de análise principal - O próprio grupo de trabalho tem de se ajustar de modo informal e organizar o seu trabalho e não o controle burocrático excessivo, que gera reações

12 Grandes figuras – Eric Trist Resumo da teoria sociotécnica (cont.): - Quando necessário, funções e tarefas (e não os indivíduos) devem ser modificadas - Os papéis sociais no trabalho não devem ser prescritos, pois, tendo autonomia, as pessoas sentir-se-ão mais à vontade - Os indivíduos não são meras extensões das máquinas, eles as complementam - A padronização excessiva das habilidades dificulta a mudança organizacional - O redesenho das tarefas em conjunto com os empregados aumenta o comprometimento desses

13 Idéias Centrais: o Homem Funcional Papel: conjunto de atividades associadas a um ponto específico do espaço organizacional (cargo) Organização vista como um conjunto de papéis, mediante os quais as pessoas se mantêm inter- relacionadas Fatores organizacionais, de personalidade e interpessoais compõem o contexto Métodos utilizados: descrição de como executar a tarefa e supervisão X trabalhadores livres Conceito de autonomia ou empowerment; Autonomia, interação e estímulo Conflito de papéis – custo para o indivíduo (tensão, menos satisfação) em termos emocionais e interpessoais e para a organização

14 Características das organizações como sistemas abertos (1 de 2) Importação de energia – recebe insumos do meio ambiente Processamento – processamento de insumos para transformá-los em produtos Exportação de energia – a organização coloca produtos no ambiente Ciclo de eventos – energia retorna à organização para reprocessamento Entropia negativa – fuga da morte

15 Características das organizações como sistemas abertos (2 de 2) Informação e retroalimentação – permite à organização corrigir os seus desvios em reação ao ambiente Estado estável e homeostase dinâmica – estabilidade e expansão Diferenciação – multiplicação e elaboração de funções Equifinalidade – crítica à one best way. Existem diversas formas de atingir um estado estável

16 Teoria Geral dos Sistemas e a Organização A organização se distingue dos demais sistemas sociais pelo seu alto nível de planejamento. Ela utiliza também um alto nível de controle, que inclui pressões ambientais e valores e expectativas compartilhados, mas especialmente a aplicação de regras cuja violação implica penalidades.

17 Papéis e Subsistemas Organizacionais Papéis – formas específicas de comportamento associadas com dadas tarefas; padrões de comportamento exigidos. Normas são expectativas gerais para todos que desempenham papéis. Valores – justificações e aspirações ideológicas. Papéis, normas e valores compõem as bases da integração do sistema Orgs. econômicas – fornecimento de mercadorias e serviços; empresas Orgs. de manutenção – socialização e treinamento das pessoas; escolas e igrejas Orgs. adaptativas – criação de conhecimento e desenvolvimento de novas soluções; P e D, universidades Orgs. político-administrativas – coordenação e controle de recursos humanos e materiais; Estado, órgãos públicos

18 Estudos recentes: a tecnologia e os sistemas sociotécnicos (ZUBOFF, 1988) Automatização – processos são executados a um custo menor, com mais controle e continuidade; robotização; modelo industrial de produção; permite a melhoria contínua dos processos; single loop learning Informatização – gera-se e incorpora-se uma informação nova que aperfeiçoa o próprio sistema; modelo informacional de produção; sociedade pós-industrial; double loop learning A tecnologia (internet, intranet, fax etc.) permitiria o contato entre diferentes mercados e o trabalho a distância

19 Estudos recentes: a tecnologia e os sistemas sociotécnicos (ZUBOFF, 1988) Atualmente, novas tecnologias permitem processar informações melhor e mais rapidamente, sendo fonte de maior produtividade Embora redefina o horizonte de possibilidades, a tecnologia não pode determinar quais escolhas são feitas pelos indivíduos e com que intenções. É o ser humano que atribui sentido à ferramenta, de acordo com seus objetivos e com os elementos de sua identidade social. Inovação e tecnologia social Para que haja inovação tecnológica deve haver inovação social (ex: normas ISO 9000)

20 Críticas ao determinismo parsoniano Questiona-se o princípio da anterioridade do sistema de valores sobre os outros sistemas sociais Valores e comportamento não seriam explicados por uma lógica linear de causa-efeito. Os novos comportamentos de um indivíduo poderiam originar novos valores, fazendo-o questionar os valores antigos ou poderiam reforçar ainda mais esses últimos Os indivíduos não seriam passivos diante da incorporação de valores, mas teriam um nível de controle sobre os seus valores, reajustando-os

21 Críticas ao determinismo parsoniano Modelo da identidade no trabalho O confronto com seus próprios valores e características de base será mais forte à medida que o indivíduo se sinta oprimido pela nova realidade e busque compreendê-la. Ele reverá então sua lógica de ação e buscará uma nova visão de mundo que integre suas experiências passadas, mas que explique também suas novas percepções e sensações, permitindo encontrar novos meios de ação. A aptidão de analisar as diversas opções e assumir riscos nas relações interpessoais é fruto de um aprendizado concreto nas relações de trabalho.


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