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Pré-modernismo e Vanguardas Europeias. Pré-modernismo Literatura que se inicia na virada do século XIX para o XX. O movimento durou até 1922. Eram preocupados.

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1 Pré-modernismo e Vanguardas Europeias

2 Pré-modernismo Literatura que se inicia na virada do século XIX para o XX. O movimento durou até Eram preocupados em apresentar novas facetas de um Brasil pouco conhecido pelos brasileiros. A produção literária, no pré-modernismo, buscou retratar a realidade nacional em algo mais típico que se configurasse como brasileiro.

3 Pré-modernismo Porém, o tradicionalismo ainda vigorava nas obras pré- modernas. Todavia, elas possibilitaram a abertura de um espaço para temas pouco abordados. Há o predomínio da prosa, entretanto poemas também foram publicados Os escritores, então, preocuparam-se não-somente com o litoral carioca, mas também com outras regiões do Brasil. Os principais escritores desse período foram Euclides da Cunha, Graça Aranha, Monteiro Lobato, Lima Barreto.

4 Pré-modernismo – Lima Barreto Não há dúvida alguma que o Brasil é um país muito rico. Nós que nele vivemos; não nos apercebemos bem disso, e até, ao contrário, o supomos muito pobre, pois a toda hora e a todo instante, estamos vendo o governo lamentar-se que não faz isto ou não faz aquilo por falta de verba. Nas ruas da cidade, nas mais centrais até, andam pequenos vadios, a cursar a perigosa universidade da calariça das sarjetas, aos quais o governo não dá destino, o os mete num asilo, num colégio profissional qualquer, porque não tem verba, não tem dinheiro. É o Brasil rico...

5 Pré-modernismo – Lima Barreto Surgem epidemias pasmosas, a matar e a enfermar milhares de pessoas, que vêm mostrar a falta de hospitais na cidade, a má localização dos existentes. Pede-se à construção de outros bem situados; e o governo responde que não pode fazer porque não tem verba, não tem dinheiro. E o Brasil é um país rico. Anualmente cerca de duas mil mocinhas procuram uma escola anormal ou anormalizada, para aprender disciplinas úteis. Todos observam o caso e perguntam: - Se há tantas moças que desejam estudar, por que o governo não aumenta o número de escolas a elas destinadas?

6 Pré-modernismo – Lima Barreto O governo responde: - Não aumento porque não tenho verba, não tenho dinheiro. E o Brasil é um país rico, muito rico... As notícias que chegam das nossas guarnições fronteiriças, são desoladoras. Não há quartéis; os regimentos de cavalaria não têm cavalos, etc., etc. - Mas que faz o governo, raciocina Brás Bocó, que não constrói quartéis e não compra cavalhadas? O doutor Xisto Beldroegas, funcionário respeitável do governo acode logo: - Não há verba; o governo não tem dinheiro.

7 Pré-modernismo – Lima Barreto - E o Brasil é um país rico; e tão rico é ele, que apesar de não cuidar dessas coisas que vim enumerando, vai dar trezentos contos para alguns latagões irem ao estrangeiro divertir-se com os jogos de bola como se fossem crianças de calças curtas, a brincar nos recreios dos colégios. O Brasil é um país rico... País rico, Lima Barreto

8 Pré-modernismo - Sertões A linha férrea corre no lado oposto. Aquele liame do progresso passa, porém, por ali, inútil, sem atenuar sequer o caráter genuinamente roceiro do arraial. Salta-se do trem; transpõe-se poucas centenas de metros entre casas deprimidas; e topa-se para logo, à fímbria da praça – o sertão... Está-se no ponto de tangência de duas sociedades, de todo alheias uma à outra. O vaqueiro encourado emerge da caatinga, rompe entre a casaria desgraciosa, e estaca o campião junto aos trilhos, em que passam, vertiginosamente, os patrícios do litoral, que o não conhecem.

9 Pré-modernismo - Sertões O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta- lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. (...)

10 Pré-modernismo - Sertões Concluídas as pesquisas nos arredores, e recolhidas as armas e munições de guerra, os jagunços reuniram os cadáveres que jaziam esparsos em vários pontos. Decapitaram-nos. Queimaram os corpos. Alinharam depois, nas duas bordas da estrada, as cabeças, regularmente espaçadas, fronteando-se, faces volvidas para o caminho. Por cima, nos arbustos marginais mais altos, dependuraram os restos de fardas, calças e dólmãs multicores, selins, cinturões, quepes de listras rubras, capotes, mantas, cantis e mochilas... A caatinga mirrada e nua, apareceu repentinamente desabrochando numa florescência extravagantemente colorida no vermelho forte das divisas, no azul desmaiado dos dólmãs e nos brilhos vivos das chapas dos talins e estribos oscilantes...

11 Pré-modernismo - Sertões Um pormenor doloroso completou essa encenação cruel: a uma banda avultava, empalado, erguido num galho seco, de angico, o corpo do coronel Tamarindo. Era assombroso... Como um manequim terrivelmente lúgubre, o cadáver desaprumado, braços e pernas pendidos, oscilando à feição do vento no galho flexível e vergado, aparecia nos ermos feito uma visão demoníaca."


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