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1 Contributo para o estudo da bioecologia da traça oriental do pessegueiro, Grapholitha molesta Busck. (Lepidoptera: Olethreutidae) em pomares de pessegueiros.

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1 1 Contributo para o estudo da bioecologia da traça oriental do pessegueiro, Grapholitha molesta Busck. (Lepidoptera: Olethreutidae) em pomares de pessegueiros da Ilha Terceira

2 2 Principais objectivos: - determinar, para cada pomar, a evolução fenológica do pessegueiro; - estudar a dinâmica populacional de G. molesta ; - quantificar os estragos provocados por esta praga; - estabelecer um ensaio de luta por confusão sexual e avaliar a sua eficácia como meio de protecção contra G. molesta ; - averiguar a eventual presença de fauna auxiliar parasitóide nos pomares estudados.

3 3 Classificação taxonómica Filo: Arthropoda Classe: Insecta Subclasse: Pterygota Ordem: Lepidoptera Subordem: Heteroneura Superfamília: Tortricoidea Família: Olethreutidae Género: Grapholitha Espécie: Grapholitha molesta

4 4 Origem e distribuição A traça oriental é um microlepidóptero originário do Noroeste da China. Actualmente possui uma vasta área de distribuição geográfica: - região da OEPP - Ásia - África - América do Norte - América do Sul - Oceania Nos Açores foi assinalada pela primeira vez, em 1974, em S. Miguel. Em foi detectada a sua presença na Terceira. Actualmente, encontra-se estabelecida em S ta. Maria, S. Miguel, Terceira, Faial, Graciosa e Corvo.

5 5 Hospedeiros G. molesta é uma espécie polífaga, mas ataca preferencialmente espécies da família Rosaceae. Entre os hospedeiros da traça oriental encontram-se as seguintes espécies: Malus pumila (macieira) Pyrus communis (pereira) Cydonia oblonga (marmeleiro) Prunus persica (pessegueiro) Prunus cerasifera, Prunus domestica (ameixeira) Prunus dulcis (amendoeira) Prunus avium, Prunus cerasus (cerejeira)

6 6 Morfologia 1 mm de comprimento e 0,9 mm de largura Passam por 4 a 5 instares larvares, medindo 1 mm no 1º instar e 12 a 14 mm no último instar larvar. 6 a 6,5 mm de comprimento 10 a 15 mm de envergadura e 6 a 7 mm de comprimento

7 7 Ciclo de vida A emergência dos primeiros adultos dá-se em fins de Março, início de Abril. A postura ocorre a partir do 2º dia após a emergência dos adultos, prolongando-se por 10 a 15 dias. Os ovos são depositados isoladamente na página inferior das folhas, nos caules dos rebentos jovens e nos frutos. Após a eclosão, as larvas penetram rapidamente nos ápices vegetativos, formando uma galeria descendente com 5 a 7 cm de comprimento que ocupa todo o diâmetro do caule. Após atingirem a maturidade, as larvas dedicam-se à construção da câmara pupal. As câmaras pupais podem ser encontradas nas cavidades dos ramos ou nos detritos que se acumulam no solo. Nos frutos, as larvas dirigem- se para o caroço, alimentando-se da polpa na proximidade deste

8 8 Número de gerações anuais O ciclo de vida de G. molesta é caracterizado pela existência de numerosas gerações anuais, cujo número é influenciado pelas condições climáticas que determinam um desenvolvimento mais ou menos rápido de cada geração. - Este número varia entre 3 gerações em Ontário e 6 a 7 na Geórgia. - Em França ocorrem, normalmente, 4 gerações. Devido ao seu rápido desenvolvimento, as gerações sucessivas aparecem mais ou menos sobrepostas cronologicamente e os adultos voam nos pomares durante todo o período de vegetação.

9 9

10 10 Sintomatologia Estragos nos rebentos:

11 11 Estragos nos frutos:

12 12 Estimativa do risco e NEA A estimativa do risco é realizada através da observação visual de rebentos e frutos atacados. Para a primeira geração devem efectuar-se dois controlos: - o primeiro 10 a 15 dias após o primeiro dia de capturas na armadilha sexual; - o segundo controlo 10 dias após o primeiro. Para a segunda geração e seguintes deve realizar-se um controlo com uma periodicidade de 10 a 12 dias a partir da entrada em actividade da segunda geração.

13 13 Os resultados das observações devem ser expressos em percentagem de rebentos e frutos atacados. O valor obtido para a percentagem indicativa de ataque da parcela deve ser depois comparado ao NEA. Se os valores indicados para o NEA forem ultrapassados deve-se proceder a um tratamento para limitar a evolução da praga Posteriormente, deve-se determinar a percentagem indicativa de ataque da parcela segundo a seguinte fórmula:

14 14 Nível Económico de Ataque (NEA) referenciado a nível nacional para a traça oriental do pessegueiro:

15 15 Meios de luta - luta cultural: evitar a plantação de pessegueiros nas proximidades de zonas de cultivo de pomóideas; evitar o abandono de frutos infestados no solo; retirar as extremidades dos ramos atacados pelas larvas da primeira e segunda geração eliminar e queimar todos os ramos atacados na poda de Inverno; mobilizar o solo, já que é aí que se encontram a maioria das larvas em diapausa; escolher variedades de maturação simultânea; optar por variedades precoces de pessegueiro, já que as tardias são mais atacadas.

16 16 - Luta química

17 17 - luta biológica G. molesta é atacada, nos diversos estados do seu desenvolvimento, por um grande número de organismos. Têm sido realizados vários estudos: Austrália ( ); E.U.A ( ); Chile ( ), no sentido de avaliar a eficácia de organismos auxiliares na limitação natural de G. molesta, estes incidiram sobre: - a inventariação dos possíveis auxiliares existentes nas diversas zonas de implementação da praga; - na importação de auxiliares provenientes da zona de origem da praga e de outras zonas, com o objectivo de proceder à sua aclimatação. A acção do parasitismo natural varia consideravelmente de uma região para outra. Pode tornar-se localmente suficiente para limitar os estragos observados sobre os frutos.

18 18 - luta biotécnica O método da confusão sexual consiste na difusão, no ar, de feromona sexual em quantidade tal que cause a desorientação dos machos impedindo o encontro dos sexos e a consequente reprodução (Aguiar et al., 1999). Vantagens: ausência de resíduos nos frutos; reduz gradualmente as populações da praga; facilita a estimativa do risco; não existem fenómenos de resistência da praga a este método; a feromona, não sendo tóxica, não representa perigo para o aplicador; não afecta negativamente os organismos auxiliares, promovendo o sucesso da luta biológica; ao limitar o uso de insecticidas promove a diminuição do aparecimento de resistências noutras pragas presentes no pomar.

19 19 A eficácia deste método depende de numerosos factores: as parcelas da confusão sexual devem estar adequadamente isoladas de fontes exteriores de contaminação, de onde podem provir fêmeas fecundadas; a área mínima da parcela da confusão sexual deve ser pelo menos de um hectare, ter uma forma regular e não devem estar expostas ao vento; a protecção de árvores muito jovens é difícil porque o reduzido volume de vegetação diminui a retenção das moléculas de atractivo sexual pelo vegetal; no início da introdução do método, a densidade populacional da praga deve ser reduzida; a dose de atractivo difundida deve ser espaço-temporal suficiente.

20 20 Inquéritos aos fruticultores - Objectivos definir um padrão de comportamento do fruticultor possuidor de pomares com pessegueiros; obter informação sobre a dimensão, idade, composição varietal dos pomares de pessegueiros e sobre alguns aspectos fitossanitários desta fruteira. - Material e métodos Foram inquiridos pessoalmente 20 fruticultores como os mais representativos dos 41 registados no SDAT.

21 21 - Resultados e discussão

22 22

23 23 - Conclusões a maioria dos pomares apresenta áreas iguais ou inferiores a 1 alqueire e idade inferior a 10 anos. existe uma grande diversidade de variedades cultivadas, no entanto, a variedade Rubidoux surge como a mais abundante. as pragas consideradas, pelos fruticultores, como as mais prejudiciais para esta cultura são a traça oriental do pessegueiro e a mosca da fruta. uma grande percentagem dos fruticultores inquiridos realiza, em média, 10 a 12 tratamentos fitossanitários.

24 24 Caracterização dos pomares estudados Seleccionaram-se três zonas: - Biscoitos (B); - Terra-Chã (T); - e S. Sebastião (S). Em cada uma das quais foram seleccionados três pomares: - testemunha (Bt, Tt e St); - luta química (Blq, Tlq e Slq); - confusão sexual (Bcs,Tcs e Scs)

25 25

26 26

27 27 Fenologia do pessegueiro - Objectivos Conhecer melhor a evolução do desenvolvimento vegetativo do pessegueiro, tendo em conta as condições climatéricas e a variedade analisada. - Material e métodos Este estudo foi realizado nos pomares da zona dos Biscoitos, da Terra-Chã e apenas num pomar de S. Sebastião. Foram observadas semanalmente 10 árvores ao acaso da variedade Rubidoux. Em cada uma escolheu-se, para observação, um raminho também ao acaso, no qual se identificaram e registaram os diversos estados fenológicos presentes.

28 28 - Resultados e discussão BtBlq Bcs

29 29 Tlq Tt Tcs

30 30 Scs

31 31 o início do desenvolvimento vegetativo do pessegueiro ocorreu em finais de Março. em Abril e Maio surgiram os diversos estados fenológicos em maior ou menor percentagem consoante as condições edafo-climáticas particulares a que estão sujeitos os pessegueiros. em Junho e Julho predominaram os estados fenológicos H (vingamento) e I (jovem fruto). - Conclusões

32 32 Estudo da dinâmica populacional de G. molesta - Objectivos identificar o início da actividade da praga; determinar o número de gerações ocorridas durante o período de desenvolvimento vegetativo do pessegueiro; determinar a evolução das populações averiguar da existência ou não de diferenças populacionais entre os pomares - Material e métodos Este estudo decorreu nos três pomares seleccionados por cada zona O método de amostragem indirecto utilizado foi a armadilha de atracção sexual do tipo delta: - foi colocada uma armadilha por pomar - observação diária até à captura dos primeiros adultos e semanal após este período.

33 33 A data de aparecimento dos primeiros adultos foi calculada com base na soma dos GD acumulados desde o dia 1 de Abril até se ter atingido 126,1 GD. Para a estimativa do número de gerações, dividiu-se o total de GD acumulados durante todo o período de estudo (1 Abril a 31 Setembro) pelos GD apontados como necessários para G. molesta completar uma geração (535,0 GD). Para o somatório de GD considerou-se a temperatura limiar de desenvolvimento (7,2 ºC) e as temperaturas máxima e mínima diária registadas durante o período de estudo, utilizando a seguinte fórmula:

34 34 - Resultados e discussão Para o aparecimento dos primeiros adultos, na zona dos Biscoitos, são apontados os dias 13 e 14 de Abril como datas prováveis e os dias 11 e 12 de Abril para as zonas da Terra-Chã e S. Sebastião.. O cálculo efectuado para a estimativa do número de gerações da praga aponta para o desenvolvimento de, pelo menos, quatro gerações nos pomares das três zonas estudadas.

35 35 NEA foi atingido no início de Junho; Bt- o valor máximo foi atingido a 2 de Agosto com 49 adultos; Blq - o valor máximo foi atingido a 13 de Setembro com 113 adultos capturados; o total de adultos capturados foi de 940 para o pomar Blq e de 485 para o pomar Bt. Nestes pomares, a praga atingiu níveis populacionais elevados mais tarde do que nas duas outras zonas. Tratamentos fitossanitários

36 36 NEA foi atingido ainda durante a primeira geração da praga; Tlq - o maior pico populacional registou-se a 26 de Julho com 169 adultos capturados; Tt - o maior pico populacional registou-se na mesma data com 74 adultos capturados; o total de adultos capturados foi de 2316 para o pomar Tlq e de 827 para o pomar Tt. Tratamento fitossanitário

37 37 NEA foi atingido no início de Junho; St- o valor máximo foi atingido a 26 de Julho com 157 adultos; Slq - o valor máximo foi atingido a 16 de Agosto com 161 adultos capturados; o total de adultos capturados foi de 1504 para o pomar St e de 1342 para o pomar Slq. Tratamento fitossanitário

38 38 - Conclusões o início da actividade da praga verificou-se na segunda semana de Abril; registou-se uma presença contínua de adultos da traça oriental durante todo o período de estudo; G. molesta terá tido condições para desenvolver quatro gerações ao longo da actividade vegetativa do pessegueiro; de Abril a Outubro, registaram-se vários picos populacionais com uma maior incidência desta praga em Julho, Agosto e Setembro.

39 39 Avaliação dos estragos - Objectivos avaliar a intensidade de ataque da traça oriental e os estragos por esta provocados; identificar os possíveis períodos de maior risco de ataque da praga, através da estimativa do risco e atendendo aos NEA adoptados. - Material e métodos Este estudo decorreu nos três pomares seleccionados por cada zona. O método de amostragem utilizado foi a observação visual. Foram observados semanalmente 100 orgãos (5 rebentos + 5 frutos por árvore 10 árvores) ao acaso.

40 40 Os resultados destas observações foram expressos em: - percentagem de rebentos atacados - percentagem de frutos atacados - percentagem indicativa de ataque da parcela

41 41 - Resultados e discussão Biscoitos

42 42 Terra-Chã

43 43 S. Sebastião

44 44

45 45 Os resultados da ANOVA de factor único, indicam que, para a zona dos Biscoitos, efectivamente existiram diferenças significativas entre a percentagem indicativa de ataque da parcela nos três pomares. O pomar Bt foi o responsável por estas diferenças. Em relação à zona da Terra-Chã, os resultados da ANOVA indicam que não existir diferenças significativas na percentagem indicativa de ataque da parcela nos três pomares. Na zona de S. Sebastião, os resultados da ANOVA indicam que existiram diferenças significativas na percentagem indicativa de ataque da parcela nos três pomares.

46 46 - Conclusões a primeira geração da praga, de uma maneira geral, não representa um factor de risco para a cultura do pessegueiro. a segunda geração e seguintes provocam estragos bastante significativos nos rebentos e principalmente nos frutos. nos pomares estudados, não existiram diferenças significativas entre os pomares sujeitos à luta química e aqueles onde foi instalado o método da confusão sexual. nos pomares onde foi aplicado o método da confusão sexual registaram-se os valores mais elevados da percentagem indicativa de ataque da parcela (48 % em Bcs e Tcs).

47 47 O ensaio de luta por confusão sexual - Objectivo Avaliar a eficácia deste método como meio de protecção contra a traça oriental do pessegueiro. - Material e métodos Foram utilizados difusores do tipo esparguete, dois por árvore; Nas da bordadura colocaram-se quatro difusores por árvore. A eficácia deste método foi avaliada através: das capturas semanais de adultos na armadilha de atracção sexual; da determinação da percentagem de rebentos e frutos atacados com a observação semanal de 100 orgãos (5 rebentos + 5 frutos por árvore × 10 árvores).

48 48 - Resultados e discussão Atenção: ausência de capturas não significa que os machos não estejam a encontrar as fêmeas!

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50 50 - Conclusões Este método não se mostrou eficaz no controlo das populações de G. molesta. foi o primeiro ano de aplicação, na Ilha Terceira, deste método; houve um deficiente isolamento das parcelas da confusão sexual em relação às fontes exteriores de contaminação e à proximidade de outros pomares afectados e não tratados; utilizaram-se áreas pequenas e com formas irregulares; usaram-se parcelas que estavam relativamente expostas ao vento; os pomares escolhidos possuíam elevadas populações da praga. São várias as razões que podem ser apresentadas para explicar este insucesso:

51 51 Presença de parasitismo natural em G. molesta - Objectivo Averiguar a eventual presença de parasitóides da traça oriental nos pomares estudados. - Material e métodos Este trabalho foi realizado apenas nos pomares Tt e St por terem sido os únicos que não sofreram qualquer intervenção fitossanitária. -No campo recolheram-se larvas em rebentos -No laboratório foram colocadas à temperatura ambiente para detecção da emergência dos possíveis parasitóides.

52 52 - Resultados e discussão A partir dos rebentos recolhidos no campo, nos quais estavam presentes larvas de G. molesta, apenas houve a eclosão de adultos da traça oriental do pessegueiro. - Conclusões Das observações realizadas, não foi possível detectar a presença de parasitóides da traça oriental do pessegueiro.

53 53 Considerações finais Em trabalhos futuros, seria de todo o interesse aferir, para as nossas condições climáticas, os parâmetros que permitirão prever o aparecimento das diferentes fases do ciclo de vida da traça oriental do pessegueiro, tais como: O que possibilitaria um combate mais eficaz dirigindo as intervenções fitossanitárias contra os estados mais sensíveis de G. molesta. a temperatura correspondente ao zero de desenvolvimento; os GD necessários para: - completar uma geração; - o aparecimento dos primeiros adultos; - a realização das posturas; - o aparecimento das primeiras larvas; - a entrada na fase de pupa

54 54 Na aplicação do método da confusão sexual, dever-se-ia proceder à colocação dos difusores abrangendo maiores áreas. É também importante a determinação dos níveis populacionais da praga para: - melhor definir a quantidade de feromona a aplicar no pomar (número de difusores); - realização ou não de tratamentos fitossanitários no caso de existirem populações elevadas. Será, também, necessário determinar a quantidade de feromona libertada pelos difusores para melhor avaliar a necessidade de efectuar ou não nova aplicação destes. Em relação à fauna auxiliar, seria importante proceder a uma avaliação mais rigorosa da: - sua presença nos pomares de pessegueiros; - e da sua acção sobre G. molesta.

55 55 O trabalho realizado aponta no sentido de o combate a esta praga ser difícil e de não existirem alternativas viáveis para a sua realização. Seria também interessante estudar a possibilidade do fruticultor, utilizar variedades mais precoces, de colheita mais cedo, antes dos períodos de maior incidência da traça oriental e da mosca da fruta.

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