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1 SARAMPO, CAXUMBA e RUBÉOLA. 2 caxumba sarampo Caxumba e Sarampo: Viroses sistêmicas.

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1 1 SARAMPO, CAXUMBA e RUBÉOLA

2 2 caxumba sarampo Caxumba e Sarampo: Viroses sistêmicas

3 3 Sarampo e Caxumba: Família Paramyxoviridae CARACTERÍSTICAS COMUNS Genoma: RNA simples fita de senso negativo Envelopados Formatos Pleomórficos variando de nm

4 Proteína de matriz (M) formando o capsídeo interno RNA fita simples senso negativo Hemaglutinina H/Neuraminidase N (responsáveis pela adsorção) Complexo da RNA polimerase- (L) +nucleoproteína (N) Envelope lipoproteico Proteína F, responsável pela fusão e penetração do vírus ESTRUTURA

5 5 Etapas de replicação Replicação é citoplasmática Genoma é transcrito em mRNA positivo pela RNA polimerase viral Tradução das proteínas virais Replicação do genoma (intermediário + e a seguir cópia -) Liberação viral por brotamento

6 Sarampo 6

7 História do sarampo Um dos principais responsáveis pela destruição das populações nativas da América após a sua importação da Europa. Juntamente com a Varíola, Varicela e outras doenças, ela matou mais de 90% da população do continente, contribuindo para a destruição das civilizações Asteca e Inca. O vírus foi isolado apenas em 1954 e a vacina foi desenvolvida apenas em 1963.

8 SARAMPO Homem e primatas são hospedeiros naturais; Distribuição mundial; Único sorotipo; Vacina viva atenuada disponível; Típica de crianças- denominada doença infantil (pré- vacinação) Doença notificável; O óbito é decorrente de complicações, especialmente a pneumonia.

9 9 Transmissão Aerossóis Secreções respiratórias Muito contagioso INCUBAÇÃO: 10 a 14 DIAS Propagado nas células do trato respiratório e migra para os tecidos linfóides: timo, baço linfonodos, amígdalas, adenóides, apêndice, GALT e MALT Atinge a corrente sangüínea via linfócitos infectados-viremia causando disseminação do vírus pelo corpo

10 10 Incubação viral: febre, mal-estar, anorexia, tosse, conjuntivite. Período variável de acordo com o paciente e a carga viral. Período virêmico: Surgem as manchas de Koplik nas mucosas que fecha o diagnóstico. Exantema, erupção cutânea eritematosa com início na cabeça e pescoço e rapidamente se espalha. Surgem os anticorpos neutralizantes e o vírus é eliminado rapidamente

11 11 SARAMPO - Kopliks spots (manchas esbranquiçadas na mucosa da boca e garganta ) Murray et al. Medical Microbiology

12 12 SARAMPO – RASHES CUTÂNEOS (EXANTEMAS) CDC - B.RiceMurray et al. Medical Microbiology

13 13 Características Quase todos os indivíduos infectados ficam doentes A infecção natural dá proteção pela vida toda Mais contagioso antes de aparecerem os rashes cutâneos

14 SARAMPO E DEPLEÇÃO DA RESPOSTA IMUNE Infecta linfócitos, interfere com a resposta imune celular e humoral e com a proliferação de linfócitos deprimindo a imunidade celular Depressão generalizada da resposta imune celular que pode resultar em reativação de infecções latentes (ex: tuberculose e herpes) Aumenta a susceptibilidade a infecções bacterianas secundárias que podem ser fatais.

15 15 Sarampo- Recuperação RELATIVAMENTE RÁPIDA –Resposta de LT importante –Anticorpos IgM, IgA e IgG –Pacientes deficientes em LT tem a doença mais severa e com risco de vida A DOENÇA É MAIS SEVERA EM ADULTOS!!!

16 16 Complicações do sarampo Pneumonia com aparecimento de células gigantes (sincícios) Histopathology of measles pneumonia. CDC/Dr. Edwin P. Ewing, Jr. Giant cell with intracytoplasmic inclusions

17 17 Problemas relacionados a complicações do sarampo Deficiência de vitamina A na dieta – baixa defesa de mucosas (o vírus se replica nas mucosas) Dieta pobre em proteínas: Interfere com a síntese de anticorpos Falta de antibióticos para tratar as infecções secundárias Baixa adesão à vacinação Falta de condições de higiene que favorece a propagação do vírus

18 18 Encefalite pelo sarampo Considerada uma complicação pós sarampo (1/1.000 casos) Ocorre 2 semanas após o exantema Pode deixar como seqüelas –Surdez –Demência

19 19 PEES- Panencefalite esclerosante subaguda Complicação tardia e rara do sarampo Rara (7/ casos) Doença neurológica crônica com progressão lenta e fatal como resultado da infecção crônica com o vírus (pode demorar anos para aparecer) Diminuíu com a vacinação

20 20 Diagnóstico do sarampo Normalmente clínico (febre, exantema, coriza, tosse, conjuntivite e as manchas de Koplik) Sorodiagnóstico –Pesquisa de IgG e IgM no soro e saliva Isolamento viral (cultura de células embrionárias de rim de macacos ou humanas e RT-PCR) Todos os casos suspeitos devem ser confirmados por pesquisa laboratorial pois é uma doença de notificação obrigatória

21 21 Vacina

22 22

23 23 No Brasil, desde 2001 não existe circulação autóctone do vírus. Entre 2001 e 2006: 67 casos confirmados de sarampo, (4 casos importados (Japão, Europa e Ásia) e 63 relacionados aos casos importados. 2006: 57 casos na Bahia. Nenhuma das pessoas acometidas pelo sarampo tinha o registro vacinal portal.saude.gov.br

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25 25 Paramyxovirus - caxumba Relatos desde o século V A.C. 1934: Descobriu-se que o agente da doença era um vírus. 1945: Propagação do vírus em ovos embrionados para produção de vacina.

26 26 CAXUMBA CDC - B.Rice Principais sintomas: Dor de cabeça, anorexia, calafrios, mal-estar e inflamação das glândulas parótidas em 95% dos casos

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28 28 Infecção pelo vírus da caxumba Aerossóis de saliva (perdigotos) Fomites (roupas, utensílios, etc) Muito contagioso INCUBAÇÃO: aproximadamente 18 DIAS- elimina-se vírus 6 dias antes e 5 dias depois dos sintomas clínicos na saliva, vias respiratórias e urina

29 29 Propagado nas células epiteliais do trato respiratório superior, atinge os linfonodos Atinge a corrente sangüínea-viremia e disseminação para as glândulas salivares,sublingual, submandibulares e outras glândulas como testículos, ovários e pâncreas Sistemicamente pode atingir rins, coração, fígado baço, medula óssea, olhos, timo, articulações, próstata, tireóide, mamas, pulmões e SNC

30 30 Resposta imune Resposta imune mediada por células T Anticorpos neutralizantes IgA, IgM, IgG Imunidade é permanente após a infecção

31 31 Complicações pela Caxumba Envolvimento do SNC em 17% dos infectados Pode ocorrer encefalite, meningite asséptica e meningoencefalite Pancreatite, miocardite e nefrite são raras mas podem ocorrer

32 32 Orquite (inflamaçao dos testículos): Jovens após a puberdade; ¼ dos infectados; Ooforite (inflamação dos ovários): não leva à esterilidade.

33 33 Diagnóstico 30% das infecções são sub-clínicas e assintomáticas Isolamento viral através de saliva, urina ou líquor em células ou ovos embrionados Pesquisa de anticorpos ou IgM ou IgG por ELISA

34 34 Epidemiologia Humanos são os únicos hospedeiros Único sorotipo viral Contagioso antes e após os sintomas

35 RUBEOLA (sarampo alemão) Murray et al. Medical Microbiology

36 36 CARACTERÍSTICAS BÁSICAS Genoma: RNA simples fita de senso positivo 9,7 kb Envelopado Formato Icosaédrico Estáveis em pH 6.8 a 8.1, temperatura -20ºC; Sensíveis a detergentes e radiação UV. 1974

37 37 Rubéola Nucleocapsídeo icosaédrico composto de proteína C Envelope viral lipoproteico Espículas de Glicoproteínas E1 e E2 RNA (simples fita de senso positivo com 9,7 kb)

38 38 Etapas de replicação Glicoproteínas do envelope se ligam aos receptores celulares Liberação do nucleocapsídeo no citoplasma RNA pronto para a tradução Tradução das proteínas não estruturais para replicação do RNA viral Replicação do genoma (intermediário - e a seguir cópia+) Tradução das proteínas estruturais Liberação viral por brotamento

39 39 Transmissão Espalha-se por aerossóis sendo que a mucosa respiratória é a porta de entrada do vírus Homem é o único hospedeiro Atinge crianças e adultos –Possui sintomas leves Único sorotipo A infecção natural protege pela vida toda –No feto pode ser muito severa!!

40 40 Infecção pelo vírus da rubéola Replicação ocorre nos trato respiratório e dissemina-se para os gânglios secundários via sangue/linfa (entre 5 e 10 dias antes do exantema) Vírus detectado no sangue entre 7 e 9 dias e excretado nas secreções nasofaríngeas e fezes sendo esta a fase contagiosa Incubação: sintomas inespecíficos e mal-estar Exantema macular entre os dias 16 e 21 após início da replicação viral Aparecimento de anticorpos neutralizantes e cura

41 41 Manifestações clínicas da rubeola pós- natal Branda e subclínica na maioria dos casos Exantema macular, linfadenopatia, febre baixa, conjuntivite, faringite e artralgia –Duram de 12 horas a 5 dias –Nem sempre presentes Complicações Encefalomielite ou encefalite pós –infecção (raras-1: casos)

42 42 Resposta imune IgM principalmente contra a proteína E1 IgG contra todos os determinantes antigênicos do vírus (E1, E2, C) IgA neutralizante – principal barreira de reinfecções Também mediada por linfócitos T Somente 1 sorotipo de rubéola: imunidade para uma segunda infecção. Vírus vacinal não confere imunidade para a vida toda.

43 43 Síndrome da rubeola congênita (SRC) Conseqüências devastadoras para o feto no primeiro trimestre de gestação –65-85% dos neonatos apresentam seqüelas graves no 1º trimestre de gestação –25-35% quando a infecção ocorre no segundo trimestre de gestação –0-10% quando a infecção ocorre no terceiro trimestre de gestação

44 44 Síndrome da rubeola congênita (SRC) Infecção das células durante a embriogênese resulta na diminuição da mitose e atrofia dos órgãos Infecção persistente das células-tronco gerando uma diminuição da resposta aos fatores de crescimento epidérmicos A infecção da placenta gera necrose do endotélio vascular, hipoplasia e placentite.

45 45 EFEITOS NO FETO Morte do feto Perda de audição Defeitos congênitos no coração Alterações endócrinas Danos neurológicos Psicomotor e/ou retardamento mental Oftálmico –Catarata, glaucoma, retinopatias

46 46 EFEITOS NO FETO (pré-vacina) – casos de SRC nos EUA surdez – cegueira Retardamento mental – até o presente –máximo de 67 casos de rubéola congênita/ano

47 47 INFECÇÕES CONGÊNITAS PROBLEMAS OCULARES COMPLICAÇÕES GLANDULARES –Diabetes –Problemas de tireóide –Deficiências no crescimento

48 48 DIAGNÓSTICO Sorológico –Aumento de IgG –Positividade para IgM Isolamento viral

49 49 TRATAMENTO ~50% das infecções são subclínicas Tratamento de apoio e o curso da doença é rápido Prescrição de corticóides pode ser feita em alguns casos

50 50 PREVENÇÃO DO SARAMPO CAXUMBA E RUBEOLA VACINA TRÍPLICE VIRAL (ATENUADA ) (MMR- mumps-caxumba, measles-sarampo e rubella- rubeola) –Pode ser problemática para imunosuprimidos –Composta pelas cepas wistar RA27/3 do vírus atenuado da rubéola, schwarz de sarampo e RIT 4385 derivado da cepa Jeryl Lynn do vírus da caxumba.

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