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Certa vez levei meu filho de seis anos a um restaurante. Ele perguntou se podia dar Graças. Quando concordei, ele disse:

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3 Certa vez levei meu filho de seis anos a um restaurante. Ele perguntou se podia dar Graças. Quando concordei, ele disse:

4 Deus é bom. Deus é maravilhoso. Obrigado pela comida. Eu ficarei ainda mais agradecido se mamãe me der sorvete como sobremesa. E liberdade e justiça para todos! Amém! Junto com as risadas dos outros clientes, escutei uma mulher comentar:

5 É isso que está errado com este país. As crianças de hoje não sabem nem rezar. Pedir sorvete a Deus! Eu nunca vi isso!

6 Escutando isso, meu filho banhou-se em lágrimas e me perguntou: - Eu fiz uma coisa errada? Deus está zangado comigo?

7 Enquanto eu o abraçava, assegurava-lhe que ele havia feito uma oração maravilhosa, e que Deus, com toda certeza, não estava zangado com ele. Um cavalheiro mais idoso aproximou-se da mesa, deu uma piscada para meu filho e disse:

8 Eu fiquei sabendo que Deus achou que foi uma grande oração. Mesmo? - Perguntou meu filho. Dou a minha palavra - o homem respondeu. Então num sussurro teatral ele acrescentou (indicando a mulher cujo comentário havia desencadeado aquelas lágrimas):

9 Que pena que ela nunca tenha pedido sorvete a Deus. Às vezes, um pouco de sorvete faz bem à alma. Naturalmente, eu comprei sorvete para meu filho, no fim da refeição. Ele olhou fixamente para o seu, por um momento, e então, fez algo do qual me lembrarei para o resto de minha vida.

10 Pegou o seu sundae e, sem uma palavra, caminhou na direção da mulher, e o colocou em frente a ela. Sorrindo, disse-lhe: Olha, este sorvete é para você! Sorvete às vezes é bom para a alma; e a minha já está bastante boa.

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