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A nossa oração é pública e universal Pai Nosso Em primeiro lugar, o Doutor da paz e Mestre da unidade não quis que a oração fosse exclusivamente individual.

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2 A nossa oração é pública e universal Pai Nosso

3 Em primeiro lugar, o Doutor da paz e Mestre da unidade não quis que a oração fosse exclusivamente individual e privada, a fim de não pedir só para si aquele que ora. Não dizemos: Meu Pai que estais no céu; nem: Dai-me hoje o meu pão; nem pede cada um que lhe seja perdoado apenas o seu pecado ou que não o deixe cair em tentação, ou que só ele seja livre do mal.

4 A nossa oração é pública e universal; e quando rezamos, não rezamos por um só, mas por todos, porque formamos um só povo (o corpo de Cristo, encabeçado por Jesus, que deve remar numa só direção). O Deus da paz e Mestre da concórdia, que nos ensinou a unidade, quis que cada um orasse por todos, assim como Ele a todos assumiu na pessoa de um só (mais um vez, o corpo de Cristo).

5 Observaram esta lei da oração os três jovens lançados na fornalha ardente, unindo-se na mesma prece e conservando o mesmo espírito. E ao declarar-nos o modo como oraram os três jovens, a Escritura dá-nos um exemplo que devemos imitar nas nossas preces, para que sejamos semelhantes a eles. Então os jovens, diz a Escritura, numa só voz, louvavam, glorificavam e bendiziam a Deus. Falava, como se tivessem uma só voz; e, no entanto, Cristo ainda não os ensinara a rezar.

6 E por isso as suas palavras foram ouvidas e eficazes, porque a sua oração, simples, espiritual e inspirada pelo vínculo da paz, atraiu a benevolência do Senhor. Também foi assim que os Apóstolos oraram com os discípulos, depois da Ascensão do Senhor. Diz a Escritura: Todos perseveraram unidos em oração, com as mulheres e com Maria, Mãe de Jesus.

7 Perseveravam unidos na oração, mostrando pela persistência e também pela unanimidade da sua oração que Deus, que reúne na mesma casa os que vivem em concórdia, não admite na morada divina e eterna senão aqueles cuja prece é unânime.

8 Como são belos, e grandiosos, irmãos caríssimos, os ensinamentos que nos revela a oração do Senhor! (a oração constante revela-nos Deus e insere-nos num estado espiritual elevado, mais junto Dele, que não é superável por nada). São breves as palavras que os resumem, mas é grande o seu poder espiritual. Não falta absolutamente nada nesta oração de súplica e de louvor, que forma um verdadeiro compêndio de doutrina celeste. Diz o Senhor - Orai assim: Pai nosso, que estais no céu.

9 O homem novo, renascido e restituído ao seu Deus por meio da sua graça, diz em primeiro lugar «Pai», porque já começou a ser filho. Diz a Escritura: Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas a quantos O receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, àqueles que acreditam no seu nome. Portanto, quem acredita no seu nome e se tornou filho de Deus deve começar por dar graças, professar que é filho de Deus, ao chamar a Deus seu Pai que está no céu.

10 Quanta indulgência do Senhor, quanta consideração por nós e quanta riqueza de bondade em querer que realizássemos nossa oração, na Presença de Deus, chamando-o de Pai, e que da mesma forma que Cristo é Filho de Deus, também nós recebamos o nome de filhos de Deus. Nenhum de nós ousaria chamá-lo Pai na oração, se Ele próprio não nos permitisse orar assim.

11 Irmãos diletíssimos, cumpre-nos ter sempre em mente e saber que, quando damos a Deus o nome de Pai, também Ele encontre sua alegria em nós. Vivamos quais templos de Deus para que se veja que em nós habita o Senhor. Não seja a nossa ação indigna do Espírito, pois se já começamos a ser espirituais e celestes, pensemos e façamos somente coisas celestes e espirituais como diz o próprio Senhor Deus :

12 Àqueles que me glorificam, eu o glorificarei e àqueles que me desprezam, os desprezarei. Também o santo Apóstolo escreveu em uma epístola: Não vos possuís, pois fostes comprados por um alto preço. Glorificai e levai a Deus em vosso corpo.

13 Texto – São Cipriano de Cartago – Música – Pai Nosso Imagens – Google – Formatação - Altair e Graziela


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