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Identidade Paulistana Um olhar sobre a cidade de São Paulo e os paulistanos no cancioneiro brasileiro.

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Apresentação em tema: "Identidade Paulistana Um olhar sobre a cidade de São Paulo e os paulistanos no cancioneiro brasileiro."— Transcrição da apresentação:

1 Identidade Paulistana Um olhar sobre a cidade de São Paulo e os paulistanos no cancioneiro brasileiro

2 Identidade Paulitana A partir da leitura do texto de referência para esta aula e das considerações feitas em sala, ouça as seguintes músicas* e responda às questões *outras músicas com referência em São Paulo podem ser encontradas em ou ainda em

3 Iracema Adoniran Barbosa (1956) Iracema, eu nunca mais que te vi Iracema meu grande amor foi embora Chorei, eu chorei de dor porque Iracema, meu grande amor foi você Iracema, eu sempre dizia Cuidado ao travessar essas ruas Eu falava, mas você não me escutava não Iracema você travessou contra mão E hoje ela vive lá no céu E ela vive bem juntinho de nosso Senhor De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos Iracema, eu perdi o seu retrato. - Iracema, fartavam vinte dias pra o nosso casamento Que nóis ia se casar Você atravessou a São João Veio um carro, te pega e te pincha no chão Você foi para Assistência, Iracema O chofer não teve curpa, Iracema Paciência, Iracema, paciência E hoje ela vive lá no céu E ela vive bem juntinho de nosso Senhor De lembranças guardo somente suas meias e seus sapatos Iracema, eu perdi o seu retrato Veja o vídeo em

4 Noturno em São Paulo Cido Bianchi/Sergio Lima (1983) É bom estar de novo aqui a respirar poluição, Ser mais um na solidão da sua multidão, Na cordilheira da Paulista o relógio do Itaú me diz, Que eu estou a 15 graus de ser feliz. Aquela estrela cadente que brilha sozinha é outro avião, Ouço no rádio a notícia do Homem do Tempo dizendo, Que não vai haver sol pela manhã, vamos ter chuva de manhã, E eu tenho plenos de amanhã. Ficar aqui me ensolarar e arrumar meu coração, Ficar de bem com a solidão, sonhar ter ilusão, Na cordilheira da Paulista o relógio do Itaú me diz, Que eu estou a 15 graus de ser feliz.... Veja o vídeo em

5 São Paulo da Garoa Tonico/Tinoco/B.Trajano (~70) Como o tempo passa, como o tempo voa, Neste meu São Paulo, terra da garoa. (bis) São Paulo de dante, que o bonde corria, Na ruinha estreita, na garoa fria. O luar de prata que não vorta mai, Minha serenata no bairro do Braiz. Como o tempo passa,... Cidade singela que a saudade trais, Da luz amarela, do lampião de gais, Todo os bandeirante nóis vamo saudá, São Paulo gigante, não pode pará. Como o tempo passa,... A Light que acende lá nas marginais, Viaduto se estende, tá crescendo mais. Como o tempo passa, Veja o vídeo em

6 Ronda Paulo Vanzolini (1953) De noite eu rondo a cidade A te procurar sem encontrar No meio de olhares espio em todos os bares Você não está Volto pra casa abatida Desencantada da vida O sonho alegria me dá Nele você está Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse Esse alguém me diria Desiste, esta busca é inútil Eu não desistia Porém, com perfeita paciência Volto a te buscar Hei de encontrar Bebendo com outras mulheres Rolando um dadinho Jogando bilhar E neste dia então Vai dar na primeira edição Cena de sangue num bar Da avenida são joão Veja o vídeo em

7 Samba do Arnesto Adoniran Barbosa (1953) O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás Nós fumos não encontremos ninguém Nós voltermos com uma baita de uma reiva Da outra vez nós num vai mais Nós não semos tatu! No outro dia encontremo com o Arnesto Que pediu desculpas mais nós não aceitemos Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa Mas você devia ter ponhado um recado na porta Um recado assim ói: "Ói, turma, num deu pra esperá Aduvido que isso, num faz mar, num tem importância, Assinado em cruz porque não sei escrever" Arnesto Veja o vídeo em

8 Abrigo de Vagabundos Adoniran Barbosa (1959) Eu arranjei o meu dinheiro Trabalhando o ano inteiro Numa cerâmica Fabricando potes e lá no alto da Moóca Eu comprei um lindo lote dez de frente e dez de fundos Construí minha maloca Me disseram que sem planta Não se pode construir Mas quem trabalha tudo pode conseguir João Saracura que é fiscal da Prefeitura Foi um grande amigo, arranjou tudo pra mim Por onde andará Joca e Matogrosso Aqueles dois amigos Que não quis me acompanhar Andarão jogados na avenida São João Ou vendo o sol quadrado na detenção Minha maloca, a mais linda que eu já vi Hoje está legalizada ninguém pode demolir Minha maloca a mais deste mundo Ofereço aos vagabundos Que não têm onde dormir Veja o vídeo em

9 Sinfonia Paulistana - O céu de São Paulo Billy Blanco (1974) Quando amanhece, O Sol comparece, Por obrigação, Nublado, cansado, Um Sol de rotina, Se bem ilumina, Nem dão atenção. É que o bandeirante, Não perde seu tempo, Olhando pro alto, O Sol verdadeiro, Está no asfalto, Na terra, no homem, E na produção. A cor diferente, Do céu de São Paulo, Não é da garoa, É véu de fumaça, Que passa, que voa, Na guerra Paulista, Das mil chaminés ! É que o bandeirante, Não perde seu tempo, Olhando pro alto, O Sol verdadeiro, Está no asfalto, Na terra, no homem, E na produção. A cor diferente, Do céu de São Paulo, Não é da garoa, É véu de fumaça, Que passa, que voa, Na guerra Paulista, Das mil chaminés!... Veja o vídeo em

10 A briga do Edifício Itália e do Hilton Hotel Tom Zé (1972) O Edifício Itália era o rei da Avenida Ipiranga: alto, majestoso e belo, ninguém chegava perto da sua grandeza. Mas apareceu agora o prédio do Hilton Hotel gracioso, moderno e charmoso roubando as atenções pra sua beleza. O Edifício Itália ficou enciumado e declarou a reportagem de amiga: que o Hilton, pra ficar todo branquinho toma chá de pó-de-arroz. Só anda na moda, se veste direitinho e se ele subir de branco pela Consolação até no cemitério vai fazer assombração o Hilton logo logo respondeu em cima: a mania de grandeza não te dá vantagem veja só, posso até ser requintado mas não dou o que falar Contigo é diferente, porque na vizinhança apesar da tua pose de rapina já andam te chamando Zé-Boboca da esquina E o Hilton sorridente disse que o Edifício Itália tem um jeito de Sansão descabelado e ainda mais, só pensa em dinheiro não sabe o que é amor tem corpo de aço, alma de robô, porque coração ele não tem pra mostrar Pois o que bate no seu peito é máquina de somar. O Edifício Itália sapateou de raiva rogou praga e até insinuou que o Hilton tinha nascido redondo pra chamar a atenção abusava das curvas pra fazer sensação e até parecia uma menina louca Ou a torre de Pisa vestida de noiva Veja o vídeo em

11 Tradição (Vai no Bexiga pra ver) Geraldo Filme (1980) Quem nunca viu o samba amanhecer vai no Bexiga pra ver, vai no Bexiga praver O samba não levanta mais poeira Asfalto hoje cobriu o nosso chão Lembrança eu tenho da Saracura Saudade tenho do nosso cordão Bexiga hoje é só arranha-céu e não se vê mais a luz da Lua mas o Vai-Vai está firme no pedaço é tradição e o samba continua. Veja o vídeo em

12 Hino a São Paulo Paulo Florence/Fagundes Varela (~1869) É no teu solo, em borbotões de sangue, Que a fronte erguem destemidos bravos, Gritando altivos, ao quebrar dos ferros: Antes a morte que um viver de escravos ! Foi nesses campos de mimosas flores, A voz das aves, ao soprar do Norte, Que um rei potente às multidões curvadas bradou, soberbo: - Independência ou morte ! Foi do teu seio que surgiu, sublime, Trindade eterna de heroismo e glória, Cujas estátuas cada vez mais belas, Dormem nos templos da brasílea história ! Pejaste os ares de sagrados cantos, Ergueste os braços e sorriste à guerra, Mostraste, ousado, ao murmurar das turbas, Bandeira imensa da Cabrália terra. Ei-a, caminha ! O parthenon de glória, Te guarda o louro que premia os bravos, Voa ao combate, repetindo a lenda: Morrer mil vezes que viver escravos !... Veja o vídeo em

13 Bandeira Paulista Tonico e José Russo (1962) Sou caboclo brasileiro, Das colinas altaneiras, Onde canta os violeiros, Canta o sabiá colera, Sou matuto das queimada, Desta terra brasileira, Onde é bem representada, Nas cor da nossa bandeira, Sou caboclo legionário, Um Bandeirante Paulista, Combatente voluntário, Brasileiro realista, Cada cruiz no calendário, É dum herói nacionalista, E cubrimo seu calvário, No emblema das treze lista, Marchando com todo orgulho, No desfile da parada, O dia nove de julho, Data sempre relembrada, Abraçando com a Bandeira, Das treze lista pautada, São treze lanças guerreira, Guardando a paz consagrada, Bandeira preta listada, Gravada em nossa memória, No berço dos bandeirantes, No livro da nossa história, Cada lista é uma trincheira, Cada trincheira é uma glória, E trás do topo vermelho, Monumento da glória.... Veja o vídeo em

14 Triste Comédia Joelho de Porco (1997) Triste comédia, A família paulistana, Não tem fim de semana, Não tem praia nem montanha. No Aeroporto de Congonhas, Passa todos os domingos, Só pra vê avião descendo, Só pra vê avião subindo. Que tragédia, sexta-feira aluga Kombi, Vai lotada pra Imigrantes, Num piquenique em Praia Grande, Que é gigante. No Aeroporto de Congonhas, Passa todos os domingos, Só pra vê avião descendo, Só pra vê avião subindo. Veja o vídeo em

15 Rua Augusta Herve Cordovil (1964) Entrei na rua Augusta a 120 por hora Botei a turma toda do passeio pra fora Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina Parei a 4 dedos da vitrina... Legal Hay Hay Johnny Hay Hay Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Hay Hay Johnny Hay Hay Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Meu carro não tem breque não tem luz não tem buzina Tem três carburadores todos os três envenenados Só para na subida quando acaba a gasolina Só passa se tiver sinal fechado... Bha. Hay Hay Johnny Hay Hay Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Hay Hay Johnny Hay Hay Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Toquei a 130 com destino à cidade No Anhangabaú botei mais velocidade Com três pneus carecas derrapando na raia Subi a Galeria Prestes Maia... Tremendão Hay Hay Johnny Hay Hay Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Hay Hay Johnhy Hay Hay Alfredo Quem é da nossa gang não tem medo Quem é da nossa gang não tem medo Quem é da nossa gang não tem medo. Veja o vídeo em

16 Sampa Caetano Veloso (1978) Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi Da dura poesia concreta de tuas esquinas Da deselegância discreta de tuas meninas Ainda não havia para mim Rita Lee A tua mais completa tradução Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho Nada do que não era antes quando não somos Mutantes E foste um difícil começo Afasta o que não conheço E quem vem de outro sonho feliz de cidade Aprende depressa a chamar-te de realidade Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas Da força da grana que ergue e destrói coisas belas Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba Mais possível novo quilombo de Zumbi E os novos baianos passeiam na tua garoa E novos baianos te podem curtir numa boa Veja o vídeo em

17 Praça da Sé Adoniran Barbosa (1974) Praça da Sé Praça da Sé Hoje você é Madame estação Sé Quem te conheceu A alguns anos atrás Como eu te conheci Não te conhece mais Nem vai conseguir Te reconhecer Se hoje passa por aqui Alguém que já faz Algum tempo que não te vê Pouca coisa tem que contar Pouca coisa tem que dizer Vai pensar que está sonhando É natural Nunca viu coisa igual Da nossa Praça da Sé de outrora Quase que não tem mais nada Nem o relógio que marcava as horas Pros namorados Encontrar com as namoradas Nem o velho bonde Dindindindindindin Nem o condutor Dois pra light e um pra mim Nem o jornaleiro Provocando o motorneiro Nem os engraxate Jogando caixeta o dia inteiro Era uma gostosura Ver os camelô Correr do fiscal da prefeitura É o progresso É o progresso Mudou tudo Mudou até o clima Você está bonita por baixo Só indolá pra ver Mas não vá sozinho, meu senhor Que o senhor vai se perder Praça da Sé Praça da Sé Hoje você é Madame estação Sé Veja o vídeo em

18 Pânico em São Paulo Inocentes (1986) As sirenes tocaram As rádios avisaram Que era pra correr As pessoas assustadas mal informadas Puseram a fugir... sem saber porque Pânico em SP, pânico em SP, pânico em SP (2x) O jornal, a rádio, a televisão Todos os meios de comunicação Neles estavam estampados O rosto de medo da população Pânico em SP, pânico em SP, pânico em SP (2x) Chamaram os bombeiros Chamaram o exército Chamaram a Polícia Militar Todos armados Até os dentes Todos prontos para atirar havia o que Pânico em SP, pânico em SP, pânico em SP(2x) Mas o que eles não sabiam Aliás o que ninguém sabia Era o que estava acontecendo Ou que realmente acontecia Pânico em SP, pânico em SP, pânico em SP (2x) Veja o vídeo em

19 Trombadinha (São Paulo by day) Joelho de porco (1979) Andando nas ruas do centro Cruzando o viaduto do chá Eis que me vejo cercado Trombadinhas querendo Me assaltar, me assaltar Andando nas ruas do centro Cruzando o viaduto do chá Eis que me vejo cercado Trombadinhas querendo Me assaltar, me assaltar Trombadinhas que são Que fazem do assalto a sua profissão Na avenida são joão Bebericando cachaça Sandália havaiana Tentando assaltar Na praça don jose gaspar Tira a mão do meu bolso Andando nas ruas do centro Cruzando o viaduto do chá Eis que me vejo cercado Trombadinhas querendo Me assaltar, me assaltar Glória, glória, aleluia, trombadinhas do brasil Veja o vídeo em

20 São Paulo, São Paulo Premeditando o breque (1984) É sempre lindo andar na cidade de São Paulo, O clima engana, a vida é grana em São Paulo, A japonesa loira, a nordestina moura de São Paulo, Gatinhas Punks, com jeito ianque de São Paulo. Na grande cidade me realizar, morando num BNH, Na periferia a fábrica escurece o dia. Não vá se incomodar com a fauna humana, de São Paulo, (de São Paulo...) Pardais, baratas, ratos na rota, de São Paulo, (de São Paulo..) E pra você criança, muita diversão — e poluição, Tomar um banho no Tietê ou ver TV. Na grande cidade me realizar, morando num BNH, Na periferia a fábrica escurece o dia. Chora Menino, Freguesia do Ó, Carandiru, Mandaqui, (aqui!) Vila Sônia, Vila Ema, Vila Alpina, Vila Carrão, Morumbi — Pari, Butanta, Utinga, M Boi Mirim, Brás, Brás, Belém, Bom Retiro, Barra Funda, Ermelino Matarazzo, Mooca, Penha, Lapa, SÉ, Jabaquara, Pirituba, Tucuruvi, Tatuapé. Pra quebrar a rotina no fim de semana, em São Paulo, (em São Paulo) Lavar o carro comendo um churro, é bom pra burro ! Um ponto de partida pra subir na vida, em São Paulo, (em São Paulo) Terraço Itália, Jaraguá, Viaduto do Chá. Na grande cidade me realizar, morando num BNH, Na periferia a fábrica escurece o dia, Na periferia a fábrica escurece o dia, Na periferia a fábrica escurece o dia.... Veja o vídeo em

21 Rua Augusta Emicida (2011) As maquiagem forte esconde os hematoma na alma. Fumando calma ela observa os faróis que vem e vão, viver em vão. Os que vem e não te tem são se necessário homem de bem fujão. Que não agüentou ser solitário. Mema grana que compra sexo, mata o amor. Traz a felicidade, também chama o rancor. As madruga que testemunho vermelho sangue na unha. Sem nome varias "alcunha" dentro da bolsa de punho. Garota propaganda da cidade fria em seus caminhos. 1 milhão de seres 1 milhão de seres sozinhos. Sonha como se não vivesse, vive se perguntando. Porque que não morre mistura lagrima e suor no corre. Conta dinheiro no banco do passageiro e só. Que vira leite pro filho ou 15 gramas de pó. Foda-se se é erro quem fez o certo? Jesus. E seis agradeceram como ? Pregando ele numa cruz! Cortando às hora com um casaco de "vizon" No olho a cor ta combinando com o batom Atenta nas buzina ela vai pelo som Escrevendo sua história com neon... E o neon piscando no motel as vezes falha. Auto-ditada aprimora o estilo enquanto trabalha. E se flagra chorando em frente ao espelho. Bola mais um acende puxa disfarça o olho vermelho. Volta.. O seu novo amor ta de partida. Ele espera acaba a noite ela espera acaba a vida Cada cigarro leva 1 ano de sofrimento. Ela manda um maço, e de novo ta pronta pro arrebento. Ri com os "traveco" no breu, com o vulgo que a rua deu. Entra no carro se lembrando das amigas que morreu, Sampa... Pra quem vem de fora é uma beleza. Mas a única coisa que todos tem aqui é a certeza. Seu pai só reclamava enquanto trampava ela dormia. Isso não deixava a vida nos conforme. Pra se redimir ela vaga todas as madruga ai. Fazendo um dim como pode enquanto ele dorme. Cortando às hora com um casaco de "vizon" No olho a cor ta combinando com o batom Atenta nas buzina ela vai pelo som Escrevendo sua história com neon... A vizinhança réu, um mar de juiz papel. Afago pra lá infeliz, mais um trago miss. Com sorte passaporte América do norte. Please. Europa diz "ahhhh" um sonho eu quis. Assassinada por um rato, num motel barato. Agoniza na cama DRAMA, estatística fato. Um nóia sujo advogado bêbado confuso. Pai de família, pastor com a fé em desuso. Matilha de dois ou de homem grande vilão. Cliente frio produto sem coração. Corpo marcado cicatriz de gado, ao relento. Vai pra coleção de sofrimento. Princesa dos esgoto sujo seio novo sobre o bojo. Virgem em solo inimigo, NOJO! Esperança triste. Adubo do sonho da infância pura, buscando em si se isso ainda existe. Veja o vídeo em

22 Isto é São Paulo Kazinho (1971) Mil, quinhentos e cinqüenta e quatro, Quando de um colégio, deu-se a fundação, Nasceu a capital de um estado, Desta nação. Que seria líder das demais, Hoje a cidade que mais cresce neste mundo, É cidade dos arranha-céus, Maior centro cultural, E industrial, No trabalho, vem e vai, Isto é São Paulo, Meu Brasil, Isto é São Paulo, Meu Brasil. O trabalho sempre foi seu lema, Seu ordeiro povo ser trabalhador, Mostrou em tantas obras sua força, o seu valor, Obras que só fazem orgulhar, Túnel Nove de Julho, Elevado Costa e Silva, Ibirapuéra, Parque Anhembí, Corrida São Silvestre, Estádio Morumbí, E as estradas, pra rodar, Isto é São Paulo, meu Brasil. O seu samba hoje consciente, Tem entrada franca, no Municipal, E da aquele recital, Para quem quiser apreciar, Suas noites hoje, se aquecem com pandeiro, Timba, cavaquinho e violão, Depois o Carnaval, no Anhangabaú, É samba em festa a desfilar. Isto é São Paulo, meu Brasil... Veja o vídeo em

23 Êh, São Paulo Alvarenga e Ranchinho (1943) Êh, êh, êh São Paulo Êh São Paulo São Paulo da garoa São Paulo que terra boa São Paulo das noites frias Ao cair da madrugada Das campinas verdejantes Cobertas pela geada São Paulo do céu azul Das noites enluaradas Das lindas manhãs de sol Ao raiar da madrugada Veja o vídeo em

24 Sinfonia Paulistana - Amanhecer Billy Blanco (1974) Começou um novo dia, já volta Quem ia, o tempo é de chegar Do metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro Melhor, vou faturar Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer Vai o paulista na sua, para o que der e vier A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição Porque tudo se repete, são sete E às sete explode em multidão: Portas de aço levantam, todos parecem correr Não correm de, correm para Para São Paulo crescer Vam’bora, vam’bora, olha a hora Vam’bora, vam’bora, vam’bora, vam’bora Olha a hora, Vam’bora, vam’bora, vam’bora Veja o vídeo em

25 Não existe amor em SP Criolo (2011) Não existe amor em SP Um labirinto místico Onde os grafites gritam Não dá pra descrever Numa linda frase De um postal tão doce Cuidado com doce São Paulo é um buquê Buquês são flores mortas Num lindo arranjo Arranjo lindo feito pra você Não existe amor em SP Os bares estão cheios de almas tão vazias A ganância vibra, a vaidade excita Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel Aqui ninguém vai pro céu Não precisa morrer pra ver Deus Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você Encontro duas nuvens em cada escombro, em cada esquina Me dê um gole de vida Não precisa morrer pra ver Deus Veja o vídeo em

26 Para discussão 1. Aponte as semelhanças e diferenças entre as músicas, no que diz respeito a uma construção social da identidade paulistana - entenda construção social como modo coletivo de encarar a cidade e a sociedade. 2. Algumas canções destacam aspectos negativos da cidade de São Paulo - trânsito, poluição ou outro fator. Como esses aspectos negativos são tratados nas letras das canções? 3. Qual o significado atribuído à modernização da cidade nas canções? Como esse processo é visto nas composições? Que valores são a ele atribuídos? 4. Como os conflitos sociais e as desigualdades aparecem (ou são ocultados) nas letras das canções? Isso se modifica através do tempo? 5. Relacione o emprego do termo "bandeirante" em algumas canções com a definição do termo dada pelo texto base da aula. 6. É possível identificar disputas entre identidades alternativas ou questionamentos às identidades hegemônicas? De que maneira se dá sua expressão?


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