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Tecidos conjuntivos especializados Tecido adiposo Tecido cartilagíneo Tecido ósseo.

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Apresentação em tema: "Tecidos conjuntivos especializados Tecido adiposo Tecido cartilagíneo Tecido ósseo."— Transcrição da apresentação:

1 Tecidos conjuntivos especializados Tecido adiposo Tecido cartilagíneo Tecido ósseo

2 Tecido adiposo predomínio de células adiposas, denominadas por adipócitos. são praticamente ocupadas por uma gota de gordura. podem ser encontradas isoladas ou em pequenos grupos, porém a maioria delas forma grandes agregados que constituem o tecido adiposo espalhado pelo corpo. Normalmente, o tecido adiposo corresponde a 20-25% do peso corporal na mulher e 15-20% no homem.

3 permite manter a temperatura corporal dentro de determinados valores isola, é fonte de energia, permite modelar o corpo tem funções relacionadas com o metabolismo, sendo o seu funcionamento dependente dos factores hormonais e nervosos. No estado adulto, este tecido não se divide, ocorre apenas o preenchimento das células. No estado jovem ocorre ainda uma ligeira divisão deste tipo de tecido.

4 Existem duas variedades de tecido adiposo, que apresentam distribuição no corpo, estrutura, fisiologia e patologias diferentes. Uma variedade é o tecido adiposo comum, branco, amarelo ou unilocular, cujas as células, quando completamente desenvolvidas, contêm apenas uma gotícula de gordura que ocupa quase todo o citoplasma. A outra variedade é o tecido adiposo pardo, ou multilocular, formado por células que contêm numerosas gotículas lipídicas e muitas mitocôndrias.

5 Tecido adiposo unilocular A cor varia entre o branco e o amarelo-escuro, dependendo da dieta alimentar. Praticamente todo o tecido adiposo presente nos humanos adultos é deste tipo. O sítio onde se acumula é influenciado pelo sexo e pela idade da pessoa. forma o panículo adiposo, camada disposta uniformemente por todo o corpo de um recém nascido. Com a idade o panículo adiposo vai desaparecer de certas áreas, desenvolvendo-se em outras. Esta diferença na deposição de gorduras é regulada principalmente por hormonas.

6 As células adiposas uniloculares são grandes, medindo entre μm de diâmetro. A gotícula lipídica é removida pelo álcool e pelo xilol, aquando da preparação da amostra histológica, por isso apenas se vê uma delgada camada de citoplasma, como se fosse um anel, em torno do espaço deixado pela gotícula lipídica removida. O tecido unilocular apresenta septos de tecido conjuntivo, que contêm vasos e nervos. Desses septos partem fibras reticulares que vão sustentar as células adiposas. A vascularização é muito abundante e o núcleo das células encontra-se na periferia.

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8 Um dos grandes problemas das sociedades modernas é a obesidade. A obesidade resulta de um grande aumento de gordura sem aumentar o número de adipócitos, é a chamada obesidade hipertrófica. Nas crianças, pode ainda ocorrer a obesidade hiperplástica, através do aumento de adipócitos uniloculares. No entanto, ambas resultam de um excesso de calorias. A obesidade encurta a vida da pessoa e prejudica muito a qualidade de vida.

9 Tecido adiposo pardo ou castanho Possue uma cor avermelhada. Células muito diferentes das anteriores, pois acumula várias gotas de gordura (multiloculares), que permanecem individualizadas, sem se unirem. No homem não é muito importante, só ocorre no pescoço e no abdómen, contrariamente ao que acontece nos animais que hibernam, onde é designado inadequadamente por glândulas hibernantes e nos recém-nascidos. Quando há estímulos, os lípidos são induzidos a hidrolisar. Ao contrário do que ocorre no tecido adiposo branco as mitocôndrias não produzem ATP, deixando-o passar para fora das células para que a temperatura corporal aumente.

10 Funciona como um aquecedor que induz os animais a deixarem de hibernar, retomando a sua actividade. Nos primeiros meses de vida dos seres humanos, o tecido adiposo multilocular produz calor, protegendo o recém- nascido contra o frio.

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12 Tecido cartilagíneo tecido especializado no suporte de outros tecidos e na sustentação do peso. Tem normalmente uma origem mesenquimatosa. Contém células, os condrócitos e uma abundante matriz extracelular, que constitui a matriz. As cavidades da matriz, ocupadas pelos condrócitos, são designadas lacunas. As funções dos tecidos cartilagíneos dependem essencialmente da estrutura da matriz, que é constituída por colagénio ou por elastina. não possui vasos sanguíneos e nervos, sendo nutrido e enervado pelos capilares e nervos do tecido conjuntivo envolvente (pericôndrio).

13 No embrião, os esboços da cartilagem surgem no mesênquima. Estas células mesenquimatosas vão se modificar, multiplicar e formar aglomerados. Estas células são basófilas e designam-se por condroblastos. Em seguida começa a síntese da matriz, o que afasta os condroblastos uns dos outros. A diferenciação das cartilagens dá-se do centro para a periferia, de modo que as células centrais já apresentam características de condrócitos, enquanto as mais periféricas são condroblastos típicos.

14 As cartilagens diferenciam-se em três tipos que se classificam pela abundância e tipo de fibras incorporadas na matriz intercelular: cartilagem hialina, a mais comum e que apresenta uma matriz rica em colagénio tipo II, a cartilagem elástica que possui poucas fibrilas de colagénio tipo II e abundantes fibras elásticas, a cartilagem fibrosa, que apresenta uma matriz preponderantemente por fibras de colagénio tipo I. O crescimento da cartilagem pode ocorrer por dois processos: crescimento intersticial, por divisão mitótica dos condrócitos, dando origem a nichos de células ou grupo isógenos; crescimento aposicional faz-se de fora para dentro a partir das células do pericôndrio que circunda a cartilagem.

15 O crescimento intersticial é menos importante, ocorrendo somente nas primeiras fases de vida da cartilagem. À medida que a cartilagem se torna mais rígida, a cartilagem passa a crescer somente por aposição.

16 Crescimento por aposição pericôndrio fibrócito vaso sanguíneo Fibras de colagénio Células de mesênquima Fibras de colagénio em matriz cartilagínea matriz cartilagínea condrócitos Lacunas matriz hialina Nichos de células Ausência de cartilagem calcificada. Pode ocorrer numa idade mais avançada Crescimento intersticial

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18 Cartilagem hialina É o mais comum. Pode ser encontrados no esqueleto do embrião e no indivíduo adulto, em locais tão diversos como as fossas nasais, traqueia, superfície das articulações e costelas. Caracteriza-se pelo elevado número de condrócitos e por possuir uma matriz intercelular hialina, isto é translúcida, de cor branca ou azulada. Isto deve-se à presença de fibras de colagénio Tipo II e proteoglicanas sulfatadas que possuem um índice de refracção semelhante. possue, quase sempre, pericôndrio, e o crescimento é feito por aposição ou intersticial. A cartilagem da superfície das articulações não possui pericôndrio por isso a sua regeneração é difícil.

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20 Cartilagem elástica Este tipo de cartilagem é considerado como uma modificação da cartilagem hialina. Para além do colagénio Tipo II, possui também fibras elásticas, sendo por isso menos rígido do que a cartilagem hialina (tem maior elasticidade). Encontra-se no ouvido externo (pavilhão auricular), epiglote e laringe. Cresce essencialmente por aposição e é menos sujeito a degeneração.

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22 Cartilagem fibrosa Ao contrário dos outros tipos de cartilagem, a fibrosa não se origina em células mesenquimatosas indiferenciadas, mas sim em células de tecido conjuntivo denso que estão sujeitos a grandes tensões. Assim a cartilagem fibrosa não tem pericôndrio, e a matriz intercelular é constituída por uma densa rede de fibras de colagénio Tipo I. A substância amorfa reduz-se à proximidade das lacunas e, por outro lado, o número de condrócitos é muito inferior aos dos outros tipos de cartilagem. O crescimento é exclusivamente intersticial.

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24 Tecido ósseo é o constituinte principal do esqueleto, em que a matriz se encontra calcificada, permitindo-lhe suportar e proteger tecidos moles. os ossos funcionam ainda como um reservatório de células sanguíneas e iões (ex: fosfato de cálcio) que são libertados de acordo com as necessidades do organismo.

25 O tecido ósseo é constituído por células e material extracelular calcificado, a matriz óssea. As células são: a)os osteócitos, que se situam em espaços situados na matriz designados por lacunas; b) os osteoblastos, produtores da parte orgânica da matriz; c) os osteoclastos, células gigantes, móveis e multinucleados que reabsorvem o tecido ósseo, participando nos processos de remodelação dos ossos.

26 A nutrição dos osteócitos depende dos canalículos que existem na matriz óssea. Esses canalículos possibilitam as trocas de moléculas e iões entre os capilares sanguíneos e os osteócitos. Todos os ossos são recobertos por membranas de tecido conjuntivo de células osteogénicas, na superfície interna pelo endósteo e na superfície externa pelo periósteo. As principais funções destas duas camadas são as de nutrição do tecido ósseo e o fornecimento de novos osteoblastos, para o crescimento e a recuperação do osso.

27 Células do tecido ósseo Osteócitos São as células que ocupam as lacunas que se encontram no interior da matriz óssea. É das lacunas que partem os canalículos. Cada lacuna possui apenas um osteócito. Os osteócitos são células achatadas em forma de amêndoa. A sua morte é seguida por reabsorção da matriz óssea.

28 Osteoblastos São as células que sintetizam a parte orgânica (colagénio tipo I, proteoglicanas e glicoproteínas) da matriz óssea. São capazes de concentrar fosfatos de cálcio, participando na mineralização da matriz. Dispõem-se sempre nas superfícies ósseas, lado a lado, num arranjo que lembra um epitélio simples. Quando em intensa actividade são cubóides, quando pouco activos tornam-se achatadas. Quando a matriz rodeia o osteoblasto formando uma lacuna o osteoblasto passa a designar-se por osteócito. A matriz óssea récem-formada, adjacente aos osteoblastos e que ainda não esta calcificada é designada por osteóide.

29 Osteoclastos São células móveis, gigantes, extensamente ramificadas, com partes dilatadas que contêm entre 6 a mais de 50 núcleos. A reabsorção óssea da-se numa zona citoplasmática entre os osteoclastos e a matriz óssea, designada por zona clara. Os osteoclastos secretam para essa zona, ácido (H+), colagenase e outas hidrolases que actuam localmente digerindo a matriz óssea e dissolvendo os cristais de sais de cálcio. A actividades dos osteoclastos são coordenadas por citocinas e por hormonas secretadas pelas glândulas tiróide e paratiróide.

30 Matriz óssea É constituída por elementos orgânicos e inorgânicos. Os elementos orgânicos resumem-se às fibras de colagénio Tipo I. Paralelamente existe também substância amorfa constituída por proteoglicanas e glicoproteínas. O material inorgânico, é constituído por sais minerais: fosfato de cálcio (85%), carbonato de cálcio (10%) e os fluoretos de cálcio e magnésio, entre outros.

31 Tipos de tecidos ósseos A nível macroscópico o tecido ósseo pode ser classificado em dois grandes tipos de tecidos ósseos: o compacto (sem cavidades visíveis a olho nu); o esponjoso (com cavidades visíveis a olho nu e tabiques de osso). A nível histológico estes tipos de ossos são exactamente iguais, apenas diferindo na quantidade de material intercelular. A nível puramente histológico é possível designar também dois tipos de tecidos ósseos: tecido ósseo primário ou imaturo e tecido ósseo secundário, maduro ou lamelar.

32 Tecido ósseo primário É o que aparece primeiro tanto no desenvolvimento embrionário como na reparação das fracturas. É temporário, sendo substituído por tecido secundário. É constituído por fibras de colagénio sem organização definida, tem um menor teor em minerais é muito pouco frequente em organismos adultos. Apresenta uma maior proporção de osteócitos do que o tecido secundário.

33 Tecido ósseo secundário, maduro ou lamelar É a variedade geralmente encontrada no adulto. As fibras de colagénio estão organizadas em lamelas paralelas umas às outras e que estão dispostas, de forma concêntrica, à volta de um canal vascular. Um conjunto de cerca de 20 lamelas dispostas à volta de um canal vascular forma uma estrutura cilíndrica que se designa por sistema de Havers. Esta estrutura é, por sua vez, delimitada exteriormente por uma substância cimentante constituídas por proteoglicanas. Os osteócitos situam-se em lacunas, normalmente entre lamelas. Elas comunicam entre si através de pequenos canículos.

34 O sistema de Havers, também designado por ósteon, é considerado como a unidade estrutural de um osso compacto. Os ossos são formados por vários sistemas de Havers justapostos. Ao longo dos canais vasculares, designados por canais de Havers, distribuem-se vasos sanguíneos e nervos. Os canais de Havers comunicam por canais laterais, designados por canais de Volkman.

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36 As superfícies internas e externas dos ossos são revestidas por tecido conjuntivo, constituindo assim o periósteo (externamente) e o endósteo (internamente). Ambas as camadas têm a capacidade de formar tecido ósseo, uma vez que as células osteoprogenitoras se encontram nesses tecidos. As células osteoprogenitoras dividem-se em preosteoblastos e preoteoclastos que originam respectivamente, osteoblastos e osteoclastos.

37 Osso intersticial Canal de Volkman cimento lacunas veia Vasos linfáticos artéria Canal de Harvers sistema de Harvers Lamelas da matriz sistema de Harvers adjacente Canalículos

38 Num processo idêntico ao dos tecidos cartilagíneos, os osteoblastos vão produzindo as fibras e as substâncias amorfas que constituem a matriz intercelular. Inicialmente, os osteoblastos encontram-se muito juntos, à superfície do osso, formando uma delgada cápsula. No entanto, vão-se separando e, simultaneamente, ficam rodeados pela matriz intercelular sintetizada, mas ainda não calcificada (que se designa por osteóide). Os osteoblastos aprisionados na matriz óssea transformam-se em osteócitos, perdendo a capacidade de se dividir e de produzir fibras e substância amorfa.

39 Os tecidos ósseos podem surgir por dois processos distintos: ossificação intramembranosa e a ossificação endocondral. 1.Ossificação intramembranosa - tem lugar no interior de uma membrana de tecido mesenquimatoso. O local da membrana de tecido conjuntivo onde a ossificação começa chama-se centro de ossificação primária, o processo tem início em células mesenquimatosas indiferenciadas que se transformam em osteoblastos, estes sintetizam o osteóide que logo se mineraliza englobando alguns osteoblastos que se transforma em osteócitos, produzindo a matriz óssea.

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41 Ossificação endocondral - é feita a partir de um molde constituído por tecido cartilagíneo. Este molde tem, normalmente, dimensões inferiores às do osso que se vai formar e é destruído durante o processo de ossificação. Este tipo de ossificação consiste em dois processos: 1)a cartilagem sofre modificações, ocorre hipertrofia dos condrócitos, redução da matriz cartilagínea a finos tabiques e morte dos condrócitos por apoptose; 2) As cavidades previamente ocupadas pelos condrócitos são penetradas por capilares sanguíneos e células osteogénicas vindas dos tecidos conjuntivos adjacentes.

42 Estas células diferenciam-se em osteoblastos, que depositam matriz óssea sobre os tabiques de cartilagem calcificada. Forma- se, assim, o centro de ossificação primário. Mais tarde, outros centros de ossificação aparecerão. Deste modo aparece tecido ósseo onde anteriormente existia tecido cartilagíneo.

43 Reparação de fracturas Nos locais de fractura óssea, o periósteo e o endósteo respondem com uma intensa proliferação, formando um tecido muito rico em células osteoprogenitoras que constitui um colar em torno da fractura e penetra entre as extremidades ósseas rompidas. Nesse anel conjuntivo, surge tecido ósseo imaturo, tanto pela ossificação endocondral como pela ossificação intramembranosa. Este processo vai evoluir de modo a aparecer após algum tempo um calo ósseo que envolve a extremidade dos ossos fracturados. O calo ósseo é constituído por tecido ósseo imaturo que une provisoriamente às extremidades dos osso fracturado.

44 As tracções e pressões exercidas sobre o osso durante a reparação da fractura causam a remodelação do calo ósseo. Ao contrário dos outros tecidos conjuntivos o tecido ósseo apesar de ser duro, repara-se sem a formação da cicatriz.

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