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A vida da gente não se mede pela quantidade de anos que se vive. Rubem Alves A vida da gente se mede pela quantidade de alegria que se distribui.

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2 A vida da gente não se mede pela quantidade de anos que se vive. Rubem Alves A vida da gente se mede pela quantidade de alegria que se distribui.

3 Viver é caminhar. Viver é escolher trilhas.

4 Existem as veredas do corpo, E existem os caminhos do espírito.

5 Existem os relevos do mundo, E existem as paisagens da alma.

6 Existem os bens materiais, E existem as riquezas eternas.

7 Existem as cantigas do mundo, E existem as melodias da alma.

8 Há mundos dentro do mundo...

9 A raposa pediu que o Pequeno Príncipe a cativasse. - Que quer dizer cativar? – ele perguntou.

10 A raposa explicou: - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos...

11 Mas, a cada dia, te sentarás mais perto... Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz...

12 Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!

13 Aconteceu então que o Pequeno Príncipe cativou a raposa. O tempo passou e chegou o dia em que ele precisou partir. A raposa disse: - Ah! Eu vou chorar.

14 - A culpa é tua; eu não queria te fazer mal, mas tu quiseste que eu te cativasse... - Quis – disse a raposa. - Mas tu vais chorar! - Vou – ela respondeu. - Então, não sais lucrando nada!

15 - Eu lucro – disse a raposa – por causa da cor do trigo. E acrescentou: - Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste!

16 - Mas tu tens cabelos cor de ouro. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

17 - Eu lucro por causa da cor do trigo...

18 - Tu tens cabelos cor de ouro. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti.

19 E amarei o barulho do vento no trigo...

20 A raposa neste conto nos recorda uma antiga lição:...

21 A paisagem é um estado de alma.

22 A paisagem de fora, a vemos com os olhos de dentro.

23 Na realidade, o que vemos está em nós.

24 Onde outros vêem trigo apenas, a raposa encontra o rosto da pessoa amada.

25 Não vemos o que vemos, vemos o que somos.

26 Memórias poéticas que registram as coisas que nos encantam.

27 Metáforas que nos comovem e que revestem a vida de beleza.

28 O barulho do vento no trigo...

29 Aventurar-se pelo deserto.

30 Diante do infinito, silenciar.

31 O caminhante, o amante, e aquele que sabe esperar.

32 Esperar, confiar, amar...

33 A caravana passa. A noite cai.

34 O deserto é uma metáfora.

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36 As ondas que desde o início dos tempos se quebram na praia...

37 Lampejos da eternidade.

38 Vislumbres que nos remetem para além das limitações do tempo e do espaço.

39 Memórias poéticas que revestem a vida de um sentido maior.

40 O mar é uma metáfora.

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42 O suave sono dos inocentes. O sorriso que ilumina o rosto de uma criança.

43 A inocência, a pureza, a compaixão.

44 A beleza acontece quando a eternidade toca o tempo.

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46 O arco-íris que pinta o horizonte.

47 O orvalho na primeira hora da manhã...

48 A noite que nos convida ao repouso e que nos permite recompor as nossas energias.

49 Diante da correria do dia-a-dia, quão freqüentemente nos recordamos do sagrado encontro que nos espera ao raiar de cada nova manhã?

50 Que é o homem, para que tanto o estimes, E ponhas sobre ele o Teu coração, E cada manhã o visites?... Jó, 7, 17-18

51 Que é o homem, para que tanto o estimes, E ponhas sobre ele o Teu coração, E cada manhã o visites?...

52 Cultivar uma espiritualidade sadia, de modo a poder sentir a visita matinal.

53 Um sagrado encontro que nos inspira e impulsiona em direção ao nosso melhor.

54 O instante em que a eternidade toca o tempo, conferindo sentido à nossa breve existência terrena.

55 Permitir que a Luz divina ilumine a nossa alma, Assim como a luz do Sol clareia o mundo ao nascer de todo novo dia...

56 Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?

57 Contudo, pouco menor do que os anjos o fizeste, Salmos, 8, 4-5 e de glória e de honra o coroaste.

58 porém, o Senhor olha para o coração. O Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, I Samuel, 16, 7

59 Bem-aventurados os puros de coração. Jesus Cristo

60 Formatação:

61 Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Antoine de Saint-Exupéry ( )

62 Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

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