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Solidificação de metais e formação da estrutura interna de grãos.

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Apresentação em tema: "Solidificação de metais e formação da estrutura interna de grãos."— Transcrição da apresentação:

1 Solidificação de metais e formação da estrutura interna de grãos

2 Fabricação de metais e ligas Metais/ ligas Fundição Forma final Forma semifinal Confor- mação* Forma final *Forjamento, laminação, extrusão, trefilação

3 Visão termodinâmica A transformação do estado líquido para o sólido (e vice versa) ocorre devido a transformação da matéria para uma condição mais estável com menor energia livre. Para que o processo de solidificação aconteça deve haver uma redução de energia livre. Desta forma no ponto de equilíbrio nada acontece, pois as energias dos dois estados são iguais. A solidificação somente ocorrerá se o metal for resfriado abaixo da temperatura de equilíbrio Essa diferença entre a temperatura de equilíbrio e a temperatura onde a solidificação efetivamente acontece chama-se grau de super resfriamento. Quanto maior a taxa de resfriamento maior o grau de super resfriamento.

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5 Em termos de metalurgia física A fusão ocorre quando a energia de vibração dos átomos por conta do aumento da temperatura supera a energia envolvida na ligação química entre os átomos. No estado líquido não há ordem a longa distância (não há sistema cristalino) e as ligações entre os átomos é fraca do tipo Van der Waals

6 Curva esquemática de resfriamento

7 Curvas de resfriamento em três velocidades diferentes.

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9 Efeito do super-resfriamento sobre o raio critico

10 Raio crítico: cobre

11 Raio crítico e subresfriamento r * =-2 T m H s T onde –r * : raio crítico do núcleo – : energia livre superficial –T m : temperatura de fusão/solidificação – H s : calor latente de solidificação – T : graus de subresfriamento

12 Solidificação de alguns metais MetalTemperatura de solidifi- cação (°C) Calor de solidificação (J/cm 3 ) Energia superficial (J/cm ) T de sub- resfriamento máximo (°C) Pb Al Ag Cu Ni Fe Pt

13 Mecanismos de nucleação Nucleação homogênea –Próprio metal fornece átomos para formar núcleos –Subresfriamento usualmente de centenas de graus Celsius Nucleação heterogênea –Presenca de agentes nucleantes: superfície do recipiente, impurezas insolúveis, ou material estrutural –Prática industrial: subresfriamento de 0,1 a 10°C

14 Processo de nucleação e crescimento Núcleos Líquido Cristais que formarão grãos Grãos Contornos de grão

15 Diagramas esquemáticos das várias etapas da solidificação de um material policristalino: Os pequenos quadrados representam células unitárias em uma escala bidimensional

16 Processo de solidificação-Formação dos grãos a partir das paredes do molde

17 Processo de solidificação-Formação dos grãos Os grãos são formados no início do processo de solidificação a partir de pequenos agrupamentos de átomos chamados de núcleos. Cada núcleo da origem à um grão com crescimento cristalográfico em direção diferente de seus vizinhos. Quando resta pouco líquido e os diferentes grãos começam a se encontrar,formam o contorno de grão. O contorno de grão é uma região de 2 a 10Ǻ, desordenada, sem uma estrutura cristalina definida, sendo portanto uma região de maior energia que a do interior do grão.

18 Conceito de raio crítico Núcleos de grande variedade de tamanhos surgem no líquido mas nem todos crescem A interface que aparece entre o sólido e o líquido faz aumentar a energia livre F (tensão superficial x área da superfície) a medida que o raio do núcleo aumenta A passagem de líquido para sólido, no entanto, faz reduzir o valor da energia livre F a medida que o núcleo cresce. A soma dessas duas variações passa por um máximo. Espontaneamente somente ocorrem os fenômenos acompanhados de redução no valor de F. Desta forma somente os núcleos com raio maior que um determinado valor podem crescer. Esse valor se chama RAIO CRÍTICO

19 INFLUÊNCIA DO VALOR DO RAIO CRÍTICO Assim, núcleos de R < Rc desaparecem E núcleos de R Rc crescem se constituindo em grãos no final da solidificação Quanto maior a velocidade de resfriamento maior a redução em F pela passagem Liq-Sol, desta forma menor o valor de Rc Quanto menor o valor de Rc mais grãos podem crescer, solidificando um material com menor tamanho de grão e em maior número. Industrialmente usa-se a adição de pequenas partículas com ponto de fusão levemente superior ao da liga para atuar como nucleantes e fabricar componentes com grãos pequenos – Inoculação

20 Estruturas de grão Grãos equiaxiais –Crescimento de cristais aproximadamente igual em todas as direções –Solidificação rápida –Usualmente adjacentes a parede fria do molde, (zona Chill, ou coquilhada) mas podem aparecer no centro do lingote também dependendo do tamanho do molde e da velocidade de resfriamento Grãos colunares –Longos, finos, grosseiros –Solidificação relativamente lenta em gradiente de temperatura –Perpendiculares à parede fria do molde

21 Estruturas de grão

22 Grãos colunares em um lingote de alumínio fundido:reativo de Tucker

23 Frente de solidificação com crescimento dendrítico

24 Aspecto das dendritas

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26 Formação do vazio após a solidificação: Em geral os sólidos apresentam menor volume que os líquidos, ocorrendo uma contração durante a solidificação

27 Efeito da segregação em uma barra de aço fundida: O soluto, em geral, é mais solúvel no líquido que no sólido. As últimas partes a solidificar tendem a ficar mais impuras. Regiões interdendríticas e o centro do lingote

28 Localização esquemática da segregação


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