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1 TEMPERABILIDADE Alfeu Saraiva Ramos Agosto / 2010.

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1 1 TEMPERABILIDADE Alfeu Saraiva Ramos Agosto / 2010

2 2 O conhecimento da temperabilidade é feito através de: Diagramas TTT. Curvas em U (curvas de penetração de têmpera) Diâmetro Crítico (Ensaio Grossman) Ensaio Jominy

3 3 Termo usado para descrever a capacidade de uma liga ser endurecida pela formação de martensita. Alta temperabilidade induz a formação da martensita não apenas na superfície, mas em grande extensão de seu interior. Temperabilidade X Dureza da martensita. Medidas de temperabilidade podem ser feitas pelos métodos Grossman ou Jominy. TEMPERABILIDADE

4 4 DIAGRAMAS TTT

5 5

6 6 Barras cilíndricas de diâmetros crescentes são austenitizadas e resfriadas rapidamente, para viabilizar a transformação da austenita em martensita. Medidas de dureza são feitas em secções transversais das barras, do centro à superfície. Obtém-se um gráfico: distâncias dos centros (abscissa) versus valores de dureza, HRC (ordenada). MÉTODO GROSSMAN (Diâmetro Crítico)

7 7 Barras mais finas apresentam uma distribuição de dureza mais uniforme ao longo de toda a seção. Considera-se o diâmetro crítico aquele em que apresenta seu centro o mínimo 50% de martensita. MÉTODO GROSSMAN (Diâmetro Crítico)

8 8 Graficamente (diâmetro das barras versus valor de dureza do centro das barras): é o diâmetro da barra em se verifica a mais brusca queda de dureza. Quanto maior o diâmetro crítico, maior a temperabilidade do material. MÉTODO GROSSMAN (Diâmetro Crítico)

9 9 São obtidas através do método de Grossman Depende do meio de resfriamento e da composição química do material. CURVAS EM U

10 10 ENSAIO JOMINY Designado para avaliar a temperabilidade de um aço, ou seja, a capacidade de se obter martensita por tratamento térmico de têmpera. Consiste num dispositivo onde se coloca um corpo de prova cilíndrico, austenitizado, sobre um jato de água, até seu total resfriamento. Em seguida é feita a medida de dureza ao longo de todo o seu eixo axial.

11 11 ٠ Figura – Representação de um ensaio Jominy.

12 12 O procedimento do ensaio é descrito na norma ASTM A255. Austenitização: O corpo de prova cilíndrico, com 1" de diametro x 4" de comprimento, é colocado em um forno a uma dada temperatura durante um período de 30 minutos. Resfriamento: Após a austenitização, o corpo de prova é colocado em um dispositivo onde recebe um jato de água, de um tubo de 10mm de diâmetro colocado pouco abaixo de sua base, regulado a uma pressão correspondente a altura livre de 65mm. Medição de Dureza: A dureza é medida em Rockwell C (HRC) a partir de um corte transversal à peça em intervalos de 1/16, além da medição da dureza ao longo de todo o comprimento da região previamente retificada do cdp. Os pontos de medida da dureza estão situados a 1, mm da extremidade resfriada e são designados por J1,5-J3-J5-...JX.

13 13 ٠ OUTRAS INFORMAÇÕES - ENSAIO JOMINY É um ensaio frequentemente usado para caracterizar a temperabilidade de aços. Uma vez completamente resfriado até à temperatura ambiente é usinada uma área ao longo do corpo de prova cilíndrico de modo a remover a camada superficial alterada durante o aquecimento. São então efetuadas medições de dureza sobre a região usinada e traçado o gráfico representativo da variação da dureza com a distância à extremidade resfriada pelo jato de água.

14 14 As curvas assim obtidas indicam níveis elevados de dureza na vizinhança da face inferior resfriada pelo jato de água, sendo estes reduzidos gradualmente à medida que aumenta a distância a esta face. Os valores tendem a estabilizar a partir de uma certa distância. Quanto mais temperável for o aço tanto mais atenuada é a queda de dureza na vizinhança da face arrefecida. ENSAIO JOMINY

15 15 Não é aplicável para aços de muito reduzida temperabilidade (curvas de Jominy com uma queda muito rápida da dureza), nem para aços de muito alta temperabilidade (curvas de Jominy com muito reduzida variação de dureza ao longo da geratriz). ENSAIO JOMINY - DESVANTAGEM

16 16 simplicidade de execução. possibilidade de com um só ensaio se caracterizar a resposta de um aço a uma gama muito extensa de velocidades de resfriamento. permite obter uma reprodutibilidade de resultados muito boa, mesmo para variações significativas das condições da sua execução. ENSAIO JOMINY - VANTAGEM

17 17 Estudo efetuado por J. Birtalan et al. sobre a reprodutibilidade deste ensaio conduziu às seguintes conclusões: - Boa reprodutibilidade para tempos de transferência de até 7 s. - a temperatura da água de resfriamento foi variada entre 10 ºC e 50 ºC sem que se registrasse uma diferença apreciável (flutuação de ± 1 ponto na escala de dureza Rockwell C, comparativamente com a dureza obtida para a água a 25 ºC); - não foi detectada nenhuma variação nos resultados ao fazer variar a pressão da água de modo a que a altura do jato livre atingisse um valor compreendido entre 25 mm e 125 mm (valor estipulado pela norma do ensaio: 65 mm); - o tempo que se leva a transferir o corpo de prova, do forno para o suporte em que ocorre o resfriamento, afeta a temperatura do material no momento em que se inicia o resfriamento e, por conseguinte, a sua posterior transformação.

18 18 A temperabilidade de um aço caracteriza a sua capacidade em evitar a formação de agregados F+C para resfriamentos cada vez mais lentos. Ou seja, quanto mais lento for o resfriamento que conduz à transformação AM, maior é a temperabilidade do aço.

19 19 ٠ Fatores que influenciam a temperabilidade De maneira geral, todo o fator que tem influência nos tempos de incubação AF+C, ou seja na velocidade de nucleação da F ou C, tem uma ação direta sobre a temperabilidade: Os elementos de liga em solução na γ (exceto Co) retardam a nucleação dos carbonetos e aumentam a temperabilidade. Mas a presença de precipitados ou de inclusões pode favorecer a nucleação e diminuir a temperabilidade. As condições de austenitização fixam o tamanho de grão da γ, Ga. Um aumento de Ga melhora a temperabilidade, mas piora as propriedades mecânicas.

20 20 Influência da Composição Química (Elementos de Liga) Os elementos de liga como níquel, cromo e molibdênio retardam as reações da austenita para perlita e/ou bainita e assim mais martensita é formada

21 21 As curvas de temperabilidade dependem também do teor de carbono. Em qualquer posição Jominy a dureza aumenta, em função do aumento do teor de carbono. O aumento de teor de C dificulta a formação de produtos de transformação (perlita, ferrita e cementita). Influência do Teor de Carbono

22 22 APRESENTAÇÃO DOS RESUTALDOS Os resultados do ensaio são apresentados numa curva HRC=f(JX) chamada Curva Jominydo aço. Nota: O aço 35NCD16 apresenta superior temperabilidade. Os aços 42C4 e XC42 possuem a mesma % de C.

23 23 Banda de Temperabilidade Durante a produção industrial existe sempre uma ligeira e inevitável variação na composição e no tamanho médio do grão. Isso resulta em um espalhamento dos dados de medição de temperabilidade que são plotados na forma de uma banda ou faixa que representam os valores mínimos e máximos esperados para uma liga.

24 24 Estimativa da velocidade de resfriamento do corpo de prova, para cada ponto J x avaliado.

25 25 Assim, pode-se estabelecer uma correlação entre a posição ao longo do corpo de prova Jominy e as curvas de resfriamento contínuo Ensaio Jominy

26 26 Relação entre os Ensaios

27 27 Através do Ensaio Jominy é possível plotar o perfil de dureza em uma curva em U. Pode-se então determinar as durezas no centro, na superfície, na metade do raio e a ¾ do raio. Nesse caso: Centro = 28HRC Metade do raio = 30 HRC ¾ do raio = 39 HRC Superfície = 54 HRC Determinação de dureza através do Ensaio Jominy

28 28 Determinação do Diâmetro Crítico pelo Método Jominy

29 29 O diâmetro crítico de um aço depende do meio de resfriamento. Quanto maior a velocidade de resfriamento, maior a sua severidade. Essa característica costuma ser indicada pela letra H. Para que se pudesse comparar aços diferentes, quanto à temperabilidade seria necessário associar os diâmetros críticos a um certo H. Determinação do Diâmetro Crítico pelo Método Jominy

30 30 Determinação do Diâmetro Crítico pelo Método Jominy Para controle da taxa de resfriamento de modo a temperar o aço, utiliza-se diferentes meios de têmpera, com diferentes capacidades de extração de calor Quanto mais rápido for o meio de resfriamento menor será a temperabilidade necessária, entretanto altas velocidades de resfriamento estão associados a severos choques térmicos.

31 31 Água Salmoura Óleo Ar Solução de polímeros Soda cáustica Meios de Têmpera Mais Utilizados

32 32 A água atinge a máxima taxa de resfriamento e é usada quando não resulta em excessiva distorção ou trinca da peça. Utilizada para o resfriamento de metais não ferrosos, aços inoxidáveis austeníticos. Valores mais elevados de dureza são obtidos com temperatura de 15 o C a 25 o C, pois acima dessa temperatura há o favorecimento de formação de estruturas mais moles pelo prolongamento do 1 0 estágio. Têmpera em Água

33 33 O termo salmoura refere-se á solução aquosa contendo diferentes quantidades de cloreto de sódio (NaCl) ou cloreto de cálcio (CaCl). As concentrações de NaCl variam entre 2 á 25%, entretanto, utiliza-se como referência a solução contendo 10% de NaCl. As taxas de resfriamento da salmoura são superiores às obtidas em água pura para a mesma agitação. A justificativa é que, durante os primeiros instantes da têmpera, a água evapora com contato com a superfície metálica e pequenos cristais de NaCl depositam-se nesta. Com o aumento da temperatura, ocorre a fragmentação destes cristais, gerando turbulência e destruindo a camada de vapor. Têmpera em Salmoura

34 34 Principais vantagens: Taxa de resfriamento maior que da água Temperatura de têmpera menos crítica Resfriamento mais uniforme, ocasionando menor distorção das peças Desvantagens: Controle das soluções Custo mais alto Natureza corrosiva da solução Têmpera em Salmoura

35 35 Os óleos de têmpera podem ser divididos em vários grupos baseado na composição,efeito de resfriamento e temperatura 1. Óleos convencionais –sem adição de aditivos. 2. Óleos rápidos –mistura de óleos minerais, contém aditivos que fornecem efeitos de têmpera mais rápidos. 3. Óleos de martêmpera –altos efeitos de têmpera devido à aditivos aceleradores de velocidade. 4. Óleos solúveis –normalmente utilizados como fluidos refrigerantes, mas em concentrações de 3 a 15 % são utilizados em têmpera com efeitos similares à água. Têmpera em Óleo

36 36 A maior parte dos óleos de têmpera apresentam taxas de resfriamento menores que as obtidas em água ou em salmoura, entretanto. Nestes meios o calor é removido de modo mais uniforme, diminuindo as distorções dimensionais e a ocorrência de trincas Os óleos são normalmente usados na faixa de temperatura de 40 a 95 o C. Temperaturas mais altas causam envelhecimento. Temperaturas mais baixas causam distorção na peça pelo efeito de tempera mais rápido e perigo de fogo pela alta viscosidade. Têmpera em Óleo

37 37 É um meio de tempera antigo, comum e barato. A aplicação do ar forçado como meio de têmpera é mais comum em aços de alta temperabilidade como aços-liga e aços-ferramenta. Aços carbono não apresentam temperabilidade suficiente e, conseqüentemente, os valores de dureza após a têmpera ao ar são inferiores aos obtidos em óleo, água ou salmoura. Como qualquer outro meio de têmpera, suas taxas de transferência de calor dependem da vazão. Têmpera ao Ar

38 38 Essas soluções são utilizadas como meio intermediário entre água e óleo. Isto porque a água se torna inadequada algumas vezes devido à formação de trincas enquanto que o óleo possui capacidade de extração de calor relativamente baixa. Com a seleção de um polímero básico, através do controle de sua concentração e do procedimento de têmpera é possível cobrir toda uma faixa intermediária entre óleo e água com tão pequenos incrementos quanto se queira. Têmpera em Solução de Polímeros

39 39 Soluções aquosas de soda cáustica são também utilizadas em 5 a 10% de concentração. O desempenho é similar ao das soluções de salmoura, porém não apresenta comportamento corrosivo. Essas soluções são utilizadas para processos de grande produção enquanto que a salmoura é adequada para aplicações pequenas de têmpera em ferramentas. Têmpera em Soda Cáustica


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