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RAZÃO DE OURO OU NÚMERO DE OURO
Prof. Ilydio Pereira de Sá – UERJ - USS
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INTRODUÇÃO Durante muito tempo os artistas devem se ter perguntado qual era a mais perfeita e harmoniosa maneira de se dividir um objeto em duas partes iguais. Também devem se ter perguntado qual é a relação entre as partes que constituem um objeto para que ele seja considerado belo. Um objeto pode ser dividido ao meio ou de forma que uma parte seja o dobro da outra ou mesmo que uma parte seja igual a ¾ da outra...podemos até dizer que podemos fazer qualquer partição ou divisão de um objeto.
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Na antiguidade clássica, o grego Platão observou uma forma de dividir um segmento de uma forma harmônica e agradável à vista. Ele a chamou de “A Seção”.
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Cerca de 300 anos antes de Cristo, outro grego, Euclides, encontrou geometricamente a forma de se fazer essa divisão harmônica e agradável à vista. Ele a chamou de “Seção Áurea”. Euclides
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Euclides escreveu em seus “Elementos”:
“Para que um segmento seja dividido em seção áurea, a razão entre o segmento e a parte maior deve ser igual à razão entre a parte maior e a parte menor.”
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Vamos agora ver como foi que Euclides definiu tal divisão:
Temos um segmento AB que foi dividido, pelo ponto C, em duas partes iguais: AC e CB. Vamos supor que AC > CB. Euclides descobriu que essa divisão mais harmoniosa à vista ocorre quando a razão entre o segmento todo e a parte maior é a mesma que existe entre a parte maior e a parte menor.
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Essa forma de particionarmos um segmento constituiu-se na base para a arte e a arquitetura grega.
O Partenón, templo dos Deuses Gregos
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Vamos agora determinar o valor dessa razão áurea, conhecida como número de ouro.
Para essa determinação vamos usar a definição de Euclides, associada à uma equação do segundo grau.
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CB = b é o segmento menor dessa divisão.
Vamos representar o segmento AB e as partes da divisão da seguinte forma: AC = a, CB = b, AB = a + b. CB = b é o segmento menor dessa divisão. Pela definição de Euclides, teremos:
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Pelo teorema fundamental das proporções, teremos:
Ou ainda:
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Vamos resolver essa equação na incógnita b.
Arrumando seus termos, teremos:
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Aplicando a fórmula de Báskara, teremos:
operando,
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ou ainda: Colocando o termo a em evidência, teremos: Ou dividindo amos os membros da igualdade por a:
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Ou ainda, invertendo a razão obtida:
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Temos duas soluções: ou
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Como sabemos que , é um número irracional e maior que 1
Teremos: É um número POSITIVO É um número NEGATIVO Como estamos lidando com medidas de segmentos de reta, a solução negativa não nos interessa.
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O número vale, aproximadamente 2,236067… logo:
Este valor, que se chama razão ou número de outro, ficou representado pela letra grega (phi). (se pronuncia Fi) Essa escolha foi uma homenagem ao escultor e arquiteto grego Fídeas, que construiu o Partenon usando a razão de ouro.
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ONDE ENCONTRAMOS A RAZÃO DE OURO?
A razão entre a distância do umbigo aos pés e a distância da cabeça ao umbigo é o número de ouro . Da mesma forma, a razão entre a altura do homem e a distância do umbigo aos pés é também esse mesmo número. O Homem Vitruviano -Leonardo Da Vinci-
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Vejamos alguns exemplos em pessoas famosas:
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Já conhecemos o valor da razão áurea;
Já sabemos dividir um segmento na razão de ouro; Podemos também construir qualquer figura geométrica onde exista também essa razão; Usando alguns conhecimentos de geometria podemos construir a mais famosa dessas formas que é o RETÂNGULO DE OURO.
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CONSTRUÇÃO DO RETÂNGULO DE OURO
Um retângulo de ouro é simplesmente um retângulo cuja razão entre o lado maior e o lado menor é o número de ouro a b
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COMO PODEMOS CONSTRUÍ-LO?
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Quer ver a justificativa matemática?
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Onde podemos encontrar o número de ouro?
Na vida cotidiana: Geralmente os retângulos usados na fabricação dos cartões de crédito são retângulos de ouro, ou seja, a razão entre o lado maior e o menor é igual a . Também são bem próximas do retângulo de ouro algumas telas das modernas TVs de LCD.
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A RAZÃO DE OURO NA ARTE Seção Áurea Mona Lisa - Mondrian-
-Leonardo Da Vinci-
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Duas composições com retângulos de ouro de Piet Mondrian
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Em muitas obras de artistas do Renascimento eles usaram a razão de ouro.
Sir Theodore Cook (séc. XIX) descobriu uma escala simples de divisões áureas aplicável à figura humana, que se encaixa surpreendentemente bem nas obras de alguns pintores, como Boticelli. O nascimento de Venus -Boticelli-
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Há muitos outros exemplos do uso do retângulo de ouro nas artes
Há muitos outros exemplos do uso do retângulo de ouro nas artes. Ele era mesmo usado para a divisão espacial da área onde a obra era pintada. Temos um belo exemplo dessa divisão espacial em “O martírio de São Bartolomeu”, do espanhol Ribera.
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O Partenón Em Monumentos e arquitetura
Os gregos usaram a razão áurea como base arquitetônica de monumentos e prédios em honra de seus Deuses. O Partenón, templo dos Deuses gregos Na fachada do Pártenon temos um retângulo de ouro.
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4) Na natureza A espiral maravilhosa – Existe, por exemplo, na concha do caracol Nautilus. Fica formada a partir de arcos de circunferência concordantes, construídos a partir de sucessivos retângulos de ouro.
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Na concha do cefalópode marinho Nautilus
Na natureza: Na concha do cefalópode marinho Nautilus
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