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Entradas, Saídas e Análise de Dados Pedro Barahona DI/FCT/UNL Introdução aos Computadores e à Programação 2º Semestre 2007/2008.

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1 Entradas, Saídas e Análise de Dados Pedro Barahona DI/FCT/UNL Introdução aos Computadores e à Programação 2º Semestre 2007/2008

2 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 2 Regressão Linear : Um Exemplo Exemplo Um dado produto é fabricado numa linha de produção por lotes. Os lotes são encomendados pelos clientes e têm um número variável de exemplares do produto, de acordo com a ordem do cliente. A empresa produtora está interessada em desenvolver um modelo de produção, de forma a poder prever –Qual o tempo que demora cada lote a ser produzido –Quais os lotes que são produzidos em mais ou menos tempo que o esperado, de forma a poderem ser analisados os factores que facilitam ou dificultam o fabrico. Para fazer esse estudo a empresa detem um histórico da produção de vários lotes no passado.

3 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 3 Regressão Linear : Um Exemplo O modelo desenvolvido tem em conta que –Antes de se começar a produzir o produto é necessário gastar um dado tempo (t 0 : tempo de setup) para preparar um conjunto de recursos (por exemplo, máquinas e instalações). –Uma vez estabelecida essa preparação o número de peças produzidas é basicamente proporcional ao tempo, demorando um tempo t 1 a fabricar cada peça. Assim parece apropriado um modelo do tipo, em que o tempo T que necessário para se produzirem P peças é dado por T = t 1 P + t 0 O problema consiste pois em determinar os valores de t 0 e t 1 a partir dos dados históricos.

4 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 4 Análise de Dados – Regressão Linear Exemplo Este problema é apenas um exemplo de aplicação da técnica de análise de dados, denominada, regressão linear, que na sua forma geral se pode descrever por Regressão Linear: Dado um conjunto de dados, x i e y i verificar se eles estão numa relação linear Y = m X +b O problema tem dois subproblemas: –Determinar os valores de m e b mais apropriados aos valores dos vários pares de valores x i – y i. –Avaliar se é razoável assumir a relação linear acima, ou seja, se os pares de valores a suportam (ou ainda, se existe uma boa correlação linear entre X e Y).

5 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 5 Regressão Linear : Um Exemplo Podemos ilustrar esta técnica com dois exemplos gráficos. Os valores de m (inclinação da recta); e de b (intersecção da recta com o eixo Y) são idênticos nos dois casos x yy x X e Y têm uma correlação linear forte X e Y têm uma correlação linear fraca

6 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 6 Determinação dos Parâmetros m e b O tratamento matemático para a determinação dos valores de m e b é relativamente simples. Basicamente pretende determinar-se os valores de m e b que minimizem o erro entre os resultados esperados e os resultados experimentais. Para cada ponto x i -y i o erro experimental é dado por e i = y i – (m x i + b) O erro E que se pretende minimizar é o erro quadrático médio, Assim sendo o problema reduz-se a determinar os valores de m e b que minimizam o erro E.

7 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 7 Determinação dos Parâmetros m e b O mínimo de uma função em relação a uma variável ocorre quando a derivada dessa função em ordem a essa variável é nula. Assim sendo, há que obter os zeros das derivadas (parciais) de E em relação às incógnitas m e b. –Nota 1: Assume-se uma função contínua e continuamente derivável, caso contrário o mínimo pode não ocorrer no zero da derivada. –Nota 2: A função E tem duas variáveis, m e b. A análise em R n justifica que o mínimo deve corresponder ao zero das duas derivadas. –Nota 3: Como o mínimo de coincide com o mínimo de E, pode minimizar- se a função F = E 2 = e i 2 Assim o problema reduz-se a determinar os valores de m e b que minimizam o erro, isto é, que garantem bem como

8 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 8 Determinação dos Parâmetros m e b Ora donde Por outro lado

9 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 9 Determinação dos Parâmetros m e b Usando agora o valor de b anteriormente encontrado na fórmula anterior, obtemos

10 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 10 Assim, dados vectores X e Y, com n valores de x i e y i os valores de m e de b podem ser obtidos através das fórmulas Em Octave, estas expressões podem ser calculadas facilmente. Começamos por definir os vários somatórios envolvidos Sx = sum(X); Sy = sum(Y); Sxx = sum(X.*X); Syy = sum(Y.*Y); Sxy = sum(X.*Y); que são usados nas definições de b e de m m = (n * Sxy – Sx*Sy) / (n*Sxx – Sx^2) b = (Sy – m * Sx) / n Parâmetros m e b em OCTAVE

11 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 11 Para medir a qualidade da relação linear entre X e Y pode usar-se o coeficiente de correlação r, definido como Este coeficiente (cuja derivação exige um maior conhecimento de estatística) varia entre 1 (correlação perfeita) e 0 (correlação nula). O seu valor em OCTAVE pode ser obtido naturalmente através das definições anteriores r = (n*Sxy – Sx*Sy) / sqrt((n*Sxx – Sx^2)(n*Syy – Sy^2)) onde Sx = sum(X); Sy = sum(Y); Sxx = sum(X.*X); Syy = sum(Y.*Y); Sxy = sum(X.*Y); Correlação entre X e Y

12 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 12 Quando a quantidade de dados é grande, não é razoável ou mesmo possível introduzi-los manualmente num programa. Tipicamente esses dados são armazenados em ficheiros que têm de ser lidos pelos programas que os tratam (podendo esses ficheiros estar organizados em bases de dados mais ou menos complexas) As funções básicas de manutenção de ficheiros (criação, alteração e destruição, localização, acesso ao seu conteúdo, etc.) são definidas no sistema de ficheiros (file system), componente do sistema operativo (Operating System - Windows, Linux, MacOS,...). Todas as linguagens de programação têm acesso a essas funções básicas (primitivas), implementadas através de chamadas ao sistema, mas que são disponibilizadas ao nível da linguagem através de instruções próprias. Armazenamento de Dados

13 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 13 Existe uma grande variedade de formas nessas instruções mas algumas características são razoavelmente gerais: Antes de se escrever ou ler num ficheiro, este tem de ser aberto num modo apropriado (leitura, escrita, leitura/escrita,...). Na abertura de um ficheiro, este é associado a um canal com um identificador (tipicamente um número) único. Todos os acessos ao ficheiro referem esse valor e não o nome com que o ficheiro é conhecido no sistema de ficheiros. Os acessos de leitura e escrita de dados dos ficheiros dependem da forma como os dados são codificados. Estes podem ser armazenados como texto ou numa forma codificada que optimiza o espaço. Após todos os acessos pretendidos terem sido executados, um ficheiro devem ser fechado. Como estas operações podem ser muito variadas, vamos centrar-nos nos acessos a ficheiros texto em OCTAVE. Armazenamento de Dados

14 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 14 Após a abertura de um ficheiro texto, ele pode ser lido de duas formas básicas: –Leitura caracter a caracter, sendo tarefa do programador interpretar as sequências de caracteres como números, palavras, etc... –Leitura de acordo com determinados padrões (templates) em que existem primitivas da linguagem que interpretam directamente os caracteres para o tipo de dados pretendido. Por exemplo, assumamos um ficheiro com a sequência Neste caso podemos –ler os 11 caracteres e tendo em atenção os espaços interpretar esses caracteres como dois números (um inteiro e outro decimal). –Indicar como padrão de leitura um inteiro seguido de um decimal que são retornados em variáveis indicadas. Entrada de Dados

15 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 15 O armazenamento de dados num ficheiro segue passos semelhantes. A abertura de um ficheiro em modo escrita, cria um ficheiro, que pode ser escrito de duas formas básicas: –Escrita caracter a caracter, sendo tarefa do programador criar as sequências adequadas de caracteres para representar números, palavras, etc... –Escrita de acordo com determinados padrões (templates) disponibilizados por primitivas da linguagem. Por exemplo, para se escreverem os dados 23 e 45.2 ( ) num ficheiro, pode-se –escrever os 11 caracteres sequencialmente, isto é,,,2,3,,,4,5,.,2, –indicar como padrão de escrita um inteiro (com 4 dígitos, seguido de um espaço, seguido de um decimal com 5 casas, incluindo uma casa decimal, seguido de um espaço. Saída de Dados

16 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 16 Assumamos pois um ficheiro em duas colunas, em que –A primeira coluna representa o número de peças de cada lote (P i ) –A segunda coluna, o número de horas necessárias para produzir esse lote (T i ) Objectivos: Estabelecer uma relação linear T = t1 P + t0 ; e –Escrever um ficheiro em 3 colunas em que: As duas primeiras colunas são como antes A 3ª coluna, representa a diferença entre o tempo estimado e o tempo gasto efectivamente Entrada / Saída de Dados data_in.txt data_out.txt

17 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 17 O programa abaixo permite ler um ficheiro com duas colunas de dados, para dois vectores X e Y. A instrução fopen abre o ficheiro com o nome data_in.txt, em modo de leitura (argumentor - read), e atribui-lhe um ´número de canal fid, usado posteriormente. A instrução fclose fecha o canal com número fid. Leitura de Ficheiros [fid,msg] = fopen(data_in.txt", "r"); i = 0; X = zeros(0,1); Y = zeros(0,1); [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C); while !feof(fid) i = i + 1; X(i) = xi; Y(i) = yi; [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C); endwhile; n=i; fclose(fid); data_in.txt

18 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 18 A instrução [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C) permite ler dados –do canal de entrada (1º argumento - fid) –de acordo com um padrão (template -,"%i%f") –como na linguagem C (3º argumento – C) –os dados efectivamente lidos são colocados nas variáveis x i e y i –o seu número é colocado na variável count. Neste caso, são lidos 2 números do canal de entrada. O primeiro é um inteiro ("%i") e o segundo é decimal ("%f"). Leitura de Ficheiros [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C); xi = 188 yi = count = data_in.txt

19 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 19 Quando não há mais dados para ler, a instrução [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C) retorna xi e yi vazios (xi = yi = []) e count = 0. Normalmente existe uma função end of file para indicar se a última leitura já foi feita após o fim do ficheiro. Em Octave essa função é expressa por feof(fid). Leitura de Ficheiros [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C), F = feof(fid). count = 2, xi = 88, yi = , F = 0 [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",2) F = feof(fid). count = 0, xi = [], yi = [], F = data_in.txt

20 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 20 Notas: 1.A chamada de fscanf é feita antes do ciclo. 2.A condição de entrada no ciclo é !feof 3.A variável n guarda o número de pontos X e Y lidos. Leitura de Ficheiros [fid,msg] = fopen("linear.txt", "r"); i = 0; X = zeros(0,1); Y = zeros(0,1); [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C); while !feof(fid) i = i + 1; X(i) = xi; Y(i) = yi; [xi,yi,count] = fscanf(fid,"%i%f",C); endwhile; n=i; fclose(fid); data_in.txt

21 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 21 Uma vez obtidos os vectores X e Y com n pontos, os parâmetros m, b e r da regressão linear podem ser recalculados. Os erros (entre os valores observados e os valores esperados), são guardados no vector E. Tratamento dos Dados sx = sum(X); sy = sum(Y); sxy = sum(X.*Y); syy = sum(Y.*Y); sxx = sum(X.*X); m = (n*sxy-sx*sy)/(n*sxx-sx^2); b = (sy-m*sx)/n; r = (n*sxy-sx*sy)/sqrt((n*sxx-sx^2)*(n*syy-sy^2)); E = zeros(1,n); for i = 1:n E(i) = Y(i) - (m * X(i) + b); endfor;

22 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 22 Ax e Ay, e portanto As, definem os limites dos eixos dos X e Y (na realidade P – nº de peças e T – tempo de fabrico). Os vários plots destinam-se ao eixo X, os valores X e Y (na forma de pontos – a recta de regressão (Y2 tem os dois pontos limites) e finalmente os erros (na forma de linhas de impulso – formato ^). Visualização dos Dados Ax = [0, max(X)]; Ay = [min(E),max(Y)]; As = [Ax,Ay]; Y2 = [m*min(Ax)+b, m*max(Ax)+b]; clg; hold on; axis(As); plot(Ax,[0,0],'6'); plot(Ax,Y2,'2'); plot(X,E,'^1');

23 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 23 As instruções fopen e fclose são semelhantes, mas com modo de escrita (w - write). A instrução fprintf escreve no canal de saída com identificador fid os 3 valores indicados com formatos –Inteiro com 5 dígitos (1º dado – X(i)) –Decimal, com 7 casas, das quais duas decimais (2º/3º dado – Y(i) e E(i)) –Separados por espaços (no template) e com mudança de linha (\n) Escrita de Ficheiros [fid,msg] = fopen("linear_out.txt", "w"); for i = 1:n fprintf(fid,"%5i %7.2f %7.2f\n", X(i),Y(i),E(i)); endfor; fclose(fid); data_out.txt

24 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 24 Os ficheiros de entrada e saída, do tipo texto (extensão.txt) podem ser, repectivamente produzidos e lidos em EXCEL, desde que se utilizem as opções apropriadas no EXCEL quanto ao formato dos ficheiros. Tudo o que é necessário fazer é –guardar o ficheiro em formato: Text (tab delimited) (*.txt) –Ler o ficheiro em formato : Text files (*.prn; *.txt; *.csv) e usar as opções Delimited - Characters such as commas or tabs separate each field. Delimiters - Tabs Ficheiros Texto em EXCEL data_in.txt

25 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 25 Outra opção para os ficheiros de entrada e saída consiste em separar os dados por vírgulas (Comma separated values) em vez de tabs, trabalhando-se com ficheiros do formato csv (extensão.csv) Nota: Neste caso há que garantir que o separador decimal é o ponto. Tudo o que é necessário fazer é –guardar o ficheiro em formato: CSV (Comma delimited) (*.csv) –Ler o ficheiro em formato : Text files (*.prn; *.txt; *.csv) Ficheiros CSV em EXCEL 188,606.39, 40,161.35, 145,396.18, , , data_in.csv

26 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 26 Trabalhando-se com formatos de números decimal em que o sepradaor decimal é uma vírgula, tem de usar-se como separador um outro caracter (por exemplo o ponto-e- vírgula) e trabalhar-se com ficheiros do formato txt (extensão.txt) Tudo o que é necessário fazer é –guardar o ficheiro em formato: Text (tab delimited) (*.txt) –Ler o ficheiro em formato : Text files (*.prn; *.txt; *.csv) e usar as opções Delimited - Characters such as commas or tabs separate each field. DElimiters - Semicolon Ficheiros CSV em EXCEL 188;606,39; 40;161,35; 145;396,18; ;421,84; 61;196,93; data_in.txt

27 23 Abril 2008 Entradas, Saídas e Análise de Dados 27 As instruções fopen e fclose são semelhantes, mas com modo de escrita (w - write). A instrução fprintf escreve no canal de saída com identificador fid os 3 valores indicados, sem comprimento definido dos campos, mas simplesmente separados por vírgulas. Escrita de Ficheiros CSV [fid,msg] = fopen("linear_out.csv", "w"); for i = 1:n fprintf(fid,"%i,%f,%f,\n", X(i),Y(i),E(i)); endfor; fclose(fid); 188, , , 40, , , 145, , ,... 61, , , 139, , , data_out.csv


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