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O MAL ESTAR NA CIVILIZAÇÃO Sigmund Freud Para Freud não há a possibilidade de uma sociedade livre, onde os indivíduos sejam plenamente felizes, já que.

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2 O MAL ESTAR NA CIVILIZAÇÃO Sigmund Freud

3 Para Freud não há a possibilidade de uma sociedade livre, onde os indivíduos sejam plenamente felizes, já que a formação da sociedade pressupõe repressão, introjetando nesses indivíduos uma espécie de policiamento, o superego, que os pune com o sentimento de culpa quando estes buscam satisfazer as suas pulsões, quando buscam a felicidade. Além da própria dinâmica libidinal não permitir uma sociedade sem repressão, já que os indivíduos são dotados de instintos agressivos, e quando libertos destroem a sociedade.

4 Atribuía o mal-estar da civilização à hiper-repressão de uma sociedade policiada. As pulsões agressivas reprimidas estão escondidas em profundidade, fechando-se antes de subir novamente à superfície no momento de crise. Na visão freudiana, a civilização é somente uma crosta superficial sobre o fundo da barbárie. Quanto mais ela aparece harmoniosa e ordenada, tanto mais ela abriga aquilo que se situa num nível mais profundo, as tensões exasperadas, as ameaças de implosão nervosa.

5 A civilização, portanto tem de ser defendida contra o indivíduo. Seus regulamentos, instituições e ordens dirigem-se a essa tarefa. Visam não apenas efetuar uma certa distribuição da riqueza, mas também a manter essa distribuição; na verdade têm de proteger, contra os impulsos hostis dos homens, tudo o que contribui para a conquista da natureza e a produção de riqueza. As criações humanas são facilmente destruídas, e a ciência e a tecnologia, que as construíram, também podem ser utilizadas para a sua aniquilação.

6 Eros Princípio do prazer Instinto de vida Thânatus Princípio da realidade Instinto de morte interagir na civilização, aproximar os indivíduos,contra a civilização Por encontrar-se alienado ao meio em que pertence, diante das imposições de uma sociedade repressiva, e sem a possibilidade de um ambiente que permita a total liberdade, o ser humano não encontra possibilidades de concretização da felicidade, entendida como a liberação das energias instintivas. amor agressividade HOMEM

7 Freud refere-se à dor basicamente como sentimento moral em vez de física. Freud a explica a dor ou sofrimento enquanto sensação ligada à moralidade e a busca da felicidade, a partir das relações entre os indivíduos, sejam de caráter apenas afetivo ou tomadas por impulsos sexuais. É justamente esse tipo de dor que tem a maior capacidade de ferir e atingir o ego do indivíduo.

8 Todas as formas de superar o sofrimento têm graves desvantagens. Felicidade, diz ele, é a realização imediata de um impulso instintivo, nada a supera, mas nunca dura. O amor torna-se dor com a perda do parceiro. A realização artística ou científica depende de talentos individuais. A religião infantiliza o crente. As drogas legais e ilegais cobram seu preço nos efeitos colaterais que geram degradação física.

9 ALTERAÇÕES MENTAIS NA FUNÇÃO DO AMOR AMOR FRATERNO DESLOCAMENTO DO OBJETO PARA O AMAR RELAÇÕES DE DEPENDÊNCIA / SOFRIMENTO Protegem-se contra a perda do objeto, voltando seu amor, não para objetos isolados, mas para todos os homens, evitam as incertezas e as decepções do amor genital. O desvio de seus objetivos sexuais transforma o instinto num impulso com uma finalidade inibida. AMOR GENITAL

10 Quando uma sociedade reprime os desejos inconscientes de tal modo que não possam encontrar meios imaginários e simbólicos de expressão, quando os censura e condena de tal forma que nunca possam manifestar-se, prepara o caminho para duas alternativas igualmente distantes da ética: ou a transgressão violenta de seus valores pelos sujeitos reprimidos ou a resignação passiva de uma coletividade neurótica, que confunde neurose e moralidade.

11 Em outras palavras, em lugar de ética há violência: violência da sociedade, que exige dos sujeitos padrões de conduta impossíveis de serem realizados e, violência dos sujeitos contra a sociedade, pois somente transgredindo e desprezando os valores estabelecidos poderão sobreviver.

12 Em suma, sem a repressão do desejo não há sociedade nem ética, mas a excessiva repressão do desejo destruirá, primeiro a ética e, depois, a sociedade.

13 * A descoberta do valor do trabalho. * O outro, como companheiro de trabalho com quem era útil conviver. * O hábito de formar famílias. * A necessidade de satisfação genital permanente. * A fêmea como objeto sexual. * A vontade arbitrária do chefe, o pai. * A vida comunal, sob a forma de grupos de irmãos. * Os preceitos do tabu constituíram o primeiro 'direito' ou 'lei'.

14 CONCLUINDO...

15 Existe um novo mal-estar, que se situa além daquele da repressão dos instintos, e que se deve aos sucessos da nossa civilização. O desenvolvimento técnico e material produziu um subdesenvolvimento psíquico e moral, o bem-estar produziu o mal-estar, sem suprimir as zonas de anomia e de miséria. Qualquer indivíduo traz consigo uma propensão egocêntrica e uma propensão comunitária. Nossa civilização desintegra as comunidades concretas, favorece não somente o individualismo, o que é uma virtude, mas também seus excessos no egocentrismo e no hedonismo.

16 O homem tende a se tornar mais agressivo à medida que seus impulsos são controlados. Para se chegar a essa conclusão, Freud defendia a idéia de contenção da agressividade por meio da diminuição da repressão e fortalecimento dos impulsos sexuais do ser humano.

17 Portanto, mesmo grupos libidinalmente constituídos, fabricam, criam e precisam de inimigos para combater, a fim de exteriorizar suas pulsões agressivas e reforçar "civilizadamente" os laços identificatórios com seus membros. Caso contrário, a violência da tensão interna do grupo, volta-se contra seus próprios elementos. Portanto, mesmo que os inimigos desaparecessem e a humanidade pudesse se reconciliar consigo mesma, a violência agressiva/sexual - Eros e Thânatos - sempre presentes, buscariam um novo lugar de expressão.

18 Esta estreita ligação entre Eros e Thânatos, nos leva para longe de qualquer tipo de "otimismo", no sentido de poder se estabelecer uma síntese ou previsibilidade do que "acontece" nas fronteiras entre Eros e Thânatus. Contudo, fica configurado um campo de indeterminação e complexidade, mas também de negociação. Ainda que os produtos sociais tragam a chancela de um bem-estar-ao-ser-humano aferido por Eros, estes sempre portam o selo da irracionalidade de Thânatos, e o remédio que cura pode ser o remédio que mata. Sempre.


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