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Sistemas Autônomos e Roteamento na Internet Edgard Jamhour.

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Apresentação em tema: "Sistemas Autônomos e Roteamento na Internet Edgard Jamhour."— Transcrição da apresentação:

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2 Sistemas Autônomos e Roteamento na Internet Edgard Jamhour

3 Estrutura Física de Redes IP Os equipamentos de redes IP são comumente estruturados em 3 níveis: –Nível Usuário Equipamento que atende a um usuário ou a uma rede privada: –CPE: Customer Premises Equipment ou –RG: Residential Gateway –Nível Acesso Infra-estutura que transporta dados não agregados –ADSL, Cable Model, Ethernet, Frame-Relay, ATM, etc. –Nível Núcleo (Core ou Backbone) Infra-estrutura que transporta dados agregados –ATM, SDH, Gigabit-Ethernet

4 Exemplo Múltiplas tecnologias de acesso podem ser agregadas ao Backbone No caso do ADSL, o equipamento de rede responsável por multiplexar as linhas de acesso ao backbone é denominado: –DSLAM: Digital Subscriber Line Access Multiplexer CPE DSLA M B-RAS CPE DSLA M linha de baixa capacidade linha de alta capacidade Broadband Remote Access Server (responsável por autenticar e policiar o tráfego do usuário) Rede Backbone PPPoE

5 Exemplo Redes backbones interligam multiplas redes de acesso A rede Internet é formada pela interligação desses backbones Rede Backbone Rede Backbone CPE operadora 2 operadora 1 CPE

6 Estrutura Lógica da Internet - Como as informações são roteadas na Internet? - Como as tabelas de roteamento são atualizadas? /24

7 Estrutura Lógica da Internet A internet é estruturada na forma de sistemas autônomos: A B C D E FG I J H SISTEMA AUTÔNOMO 1 SISTEMA AUTÔNOMO 2 X Y Z SISTEMA AUTÔNOMO 3

8 Sistema Autônomo (Autonomous System - AS) Um AS é uma rede que divulga seus endereços para outras redes da Internet. –Propriedades do AS Possui os seus próprios IPs. Seus endereços independem do provedor de acesso. Pode conectar-se a vários provedores simultaneamente. FG I J H Conexão com outro AS Redes pertencentes ao AS

9 Exemplos de SA Endereço: ( ) –AS –Prefixes:3 –IP addrs:8192 –IPs/Prefix:2730 –AS name:Pontificia –AS descr:Universidade Catolica do Parana –Country:BR –Allocated: –RIR:LACNIC –BGP Prefix –Prefix: /21

10 Exemplos de SA Endereço: –AS –Prefixes:109 –IP addrs: –IPs/Prefix:1124 –AS name:GOOGLE –AS descr:Google Inc. –Country:US –Allocated: –RIR:ARIN –BGP Prefix –Prefix: /17

11 Atribuição de Endereços na Internet IANA: –The Internet Assigned Number Authority Atribuição de Endereços: –LIR: Local Internet Registry –NIR: National Internet Registry –RIR: Regional Internet Registry AfriNIC (African Network Information Centre) - Africa Region APNIC (Asia Pacific Network Information Centre) - Asia/Pacific Region ARIN (American Registry for Internet Numbers) - North America Region LACNIC (Regional Latin-American and Caribbean IP Address Registry) – Latin America and some Caribbean Islands RIPE NCC (Réseaux IP Européens) - Europe, the Middle East, and Central Asia

12 Exemplo de AS Bloco de Endereços do AS: – /16 ( ) – ao FG I J H Conexão com outro AS / / /24 G: H: J: O AS pode divulgar rotas agrupadas: /16

13 Tipos de AS Sistemas autônomos podem ser: –Stub AS: ligados à Internet através de um único ponto de saída. Também são chamados de single-homed –Transit AS Sistemas Multihomed que permitem tráfego originário fora desse SA poder passar através dele para outro SA diferente. Os ISP são sistemas deste tipo. –Non-Transit: Não permitem transporte de tráfego envolvendo outros AS. non- transit transit stub transit Propagação de Rotas

14 Relacionamento entre ASs Peering e Transit Quando dois AS se interconectam de maneira gratuita, visando benefício mútuo de troca de tráfego, eles são denominados peer. –ATM: acordo de tráfego multi-lateral Quando o relacionamento é comercial, a conectividade é denominada transit.

15 IXP: Internet Exchange Point Um IXP permite a interconexão direta de vários ASs, minimizando o número de saltos Atualmente, a tecnologia mais utilizada para implementar IXP é o Ethernet. Em muitos países a manutenção dos IXP é subsidiada por órgãos públicos

16 PTT Brasil No Brasil a denominação utilizada para IXP é PTT: –PTT: Ponto de Troca de Tráfego –PIX: Ponto de Interconexão ou ponto de acesso ao PTTMetro. PTTMetro –Projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) que permite a interconexão direta entre as redes ASs que compõem a Internet Brasileira.

17 Backbone RNP O backbone da RNP oferece concetividade nacional com nível de Gigabit

18 Quem não é AS, pertence a um AS Esta rede pertence ao AS1 AB C D E FG I J H SISTEMA AUTÔNOMO 1 SISTEMA AUTÔNOMO 2 X Y Z SISTEMA AUTÔNOMO 3 Gateway Default da Rede Corporativa CP E Esta rede pertence ao AS2 Este roteador pode ter apenas uma rota para Internet Quantas rotas este roteador precisa conhecer?

19 Tipos de Roteadores no AS Exterior Gateways –Troca informações com roteadores pertencentes a outros AS. –Equipamento muito caro, com alta capacidade de memória. Interior Gateways –Troca informações apenas no interior do seu AS. –Roteador comum. F G I J H Gateway Interno Gateway Externo

20 Sistema Autônomo: AS Informações de roteamento para os roteadores internos –Eles precisam conhecer todas as rotas no interior do AS –A propagação das rotas é baseada em difusão seletiva (multicast) –Utiliza IGP: Interior Gateway Protocol OSPF: Open Shortest Path First Informações de roteamento para roteadores externos –Precisa ser padronizada –A propagação de rotas depende de contratos entre os administrados de AS –Baseada em EGP: Exterior Gateway Protocol BGP: Border Gateway Protocol

21 IGP e EGP IGP: Interior Gateway Protocols Informações de Roteamento no Interior do AS –RIP: Routing Information Protocol –OSPF: Open Shortest Path First –IS-IS: Intermediate System to Intermediate System EGP: Exterior Gateway Protocols Informações de Roteamento entre ASs –BGP: Border Gateway Protocol

22 EGP e IGP AB C D E FG I J H EGP SISTEMA AUTÔNOMO 1 SISTEMA AUTÔNOMO 2 IGP Conhece todas as rotas da Internet Conhece apenas as rotas no interior do AS M L / /24 prefixo: /16 prefixo: /16 CPE

23 Exemplo de Roteador de Borda Roteadores de borda atuais precisam suportar aproximadamente: – rotas (junho 2007) –Mais 50% para rotas privadas de clientes A fim de processar essas rotas sem grande atraso na propagação dos pacotes os roteadores precisam: –Muita memória de acesso rápido –Alta capacidade de processamento Roteadores com essa capacidade podem ter custos superiores a U$ 50K.

24 Conceitos Básicos de Roteamento RIB (Router Information Base) –conjunto de rotas configuradas no roteador origem estática protocolos de roteamento icmp (redirecionamento) –pode conter mais de uma rota para o mesmo destino FIB (Forwarding Information Base) –conjunto de rotas ativas (não ambiguas) pode conter o endereço MAC do próximo salto –contém apenas as melhores rotas AB C D E ir até E por B com custo 2 ir até E por C com custo 3

25 Algoritmos de Roteamento Algoritmo de Roteamento Global –tem conhecimento de toda estrutura da rede algoritmo de estado de enlace: LS (link-state) Algoritmo de Roteamento Decentralizado –nenhum nó tem informação completa da rede algoritmo de vetor de distâncias: DV (distance vector)

26 Vetores de Distância A) Os roteadores divulgam as redes a que estão diretamente conectados por seus enlaces B) Apenas as melhores ofertas são aceitas para cada rede. C) A rotas são propagadas com custo acrescido A B CD rede A acesso a rede A com custo 1 acesso a rede A com custo 2 acesso a rede A com custo 1 acesso a rede A com custo 2 X rede A por A.1 rede A por A.2 rede A por C3 rede A por B2

27 Atualizações de Rota: Vetor de Distância Por re-anuncio e temporização –As rotas tem um tempo de vida (TTL) –Os roteadores re-anunciam periodicamente suas rotas –Rotas cujo re-anuncio não é recebido dentro do prazo de vida são desativadas. –Rotas de maior custo previamente ignoradas passam a ser aceitas. –O tempo de atualização das rotas é aproximadamente: nsaltos * TTL Por atualizações (triggered updates) –Quando um roteador detecta uma alteração em sua tabela ele re-anuncia todas as suas rotas. –Essa técnica reduz o tempo de atualização mas gera grande carga de mensagens de atualização na rede.

28 Estado de Enlace Roteadores trocam informações sobre a topologia da rede (roteadores, enlaces e redes). –Cada roteador mantém um banco de dados completo com a descrição de toda topologia da rede (link state database) –Os roteadores só repassam informações para roteadores parceiros (protocolo Hello - também usado como keep alive) –Os roteadores parceiros sincronizam sua base de estado de enlace através de mensagens LSA (Link State Advertisement) A B Link State Database hello lsa

29 Atualizações de Rota: Estado de Enlace Roteadores verificam se seus vizinhos estão ativos pela mensagem Hello As mensagens de atualização de rotas (LSA) são enviadas somente se uma nova rota foi adicionada ou removida. novo LSA AX B C D E

30 Divisão em Áreas Num protocolo de estado de enlace os requisitos de memória crescem linearmente com o número de enlaces (n) e o processamento cresce entre n* log(n) e n^2. –Para prover escalabilidade em redes de grade porte, é utilizado a estratégia de divisão por áreas. ABR ABR: Roteador de Borda de Àrea resumo estado completo da própria área área A área C área B resumo das outras áreas

31 Vetores de Caminho e políticas O roteamento por vetor de caminho (path vector) inclui informações de caminhos completos nos anúncios de rota. –Essa estratégia permite determinar loops /24 B C D E FG I J EGP SA1 Y X W Z EGP /24 via SA3 SA2 SA /24 via SA3, SA /24 via SA3, SA /24 via SA3

32 EGP - Exterior Gateway Protocols BGP

33 BGP: Border Gateway Protocol Protocolo de roteamento por vetor de caminho –Versão 4: RFC 1771 Motivação –Segmentar a Internet em domínios (ASs) administrados independentemente –Eliminar a necessidade de divulgar todas as rotas entre ASs distintos. Características: –Protocolo transportado por TCP –Cabeçalho Padrão seguido de 5 tipos de mensagem distintos.

34 Mensagens BGP Open (Tipo 1) –inicia uma sessão entre um par de roteadores BGP –negocia recursos opcionais do BGP Update (Tipo 2) –anuncia informações de roteamento de um BGP para outro Notification (Tipo 3) –usada para indicar problemas com as mensagens Open ou Update KeepAlive (Tipo 4) –utilizada para verificar se o parceiro está ativo Route-Refresh (Tipo 5) –requisita que um roteador BGP reanuncie todas as suas rotas

35 Sessão BGP Speaker BGP –roteador que pode enviar e receber mensagens BGP Parceiros BGP –roteadores BGP com conexões TCP ponto-a-ponto estabelecidas –Porta TCP: 179 open open ou notification update

36 Cabeçalho BGP Marcação (16 bytes) –campo obsoleto, não é mais utilizado (preenchido com 0xff) Tamanho (2 bytes) –máximo 4096 bytes Tipo da mensagem (1 byte): –5 tipos Marcador Marcador (cont.) Byte 1 Byte 2Byte 3Byte 4 Marcador (cont.) Tamanho da Mensagem Marcador (cont.) Tipo da Mensagem Versão (4)

37 Mensagens BGP: Open Identificador de AS –número de 16 bits: e.g –AS Privado: a Tempo de Suspensão: –Tempo que o roteador espera (em segundos) sem keep alive, antes de considerar a sessão como morta –Keep Alive (30 s) = 1/3 do tempo de suspensão ( 90 s) Identificador de BGP –Endereço IP da interface do roteador Parâmetros Opcionais –Formato TLV (e.g. autenticação e capacidades adicionais - AS 4 bytes) ID AS Tempo de Suspensão Identificador BGP Tamanho OpcoesParâmetros Opcionais

38 Mensagem BGP: Update A mensagem de update permite adicionar ou remover novas rotas. Ela é composta de 3 seções: –Rotas Retiradas (Unfeasible Routes) e.g /24, /8, etc. –Atributos do Caminho atributos comuns a todas as rotas anunciadas –Rotas Anunciadas (NLRI) e.g /16 Tamanho Rotas Retiradas Info. Rotas Retiradas Rotas Retiradas Tamanho do Atributos do CaminhoAtributos Caminho Informação de Alcance da Camada de Rede (NLRI) Atributos Caminho

39 Atributos BGP AS-PATH –seqüência completa de ASs até o destino anunciado –usado para detectar loops NEXT-HOP –endereço do roteador BGP que corresponde ao primeiro salto do caminho LOCAL-PREFERENCE –determina o melhor caminho para o tráfego de saída –maior local-preference vence (default 100) MULTI-EXIT DESCRIMINATOR (EXIT) –melhor caminho para o tráfego entrante ORIGIN –Origem do Caminho: IGP, EGP ou incomplete COMMUNITIES –Comunidades aos quais as rotas anunciadas pertencem

40 Comunidades BGP No BGP rotas podem ser agrupadas em comunidades (através da seção path da mensagem update) –comunidades permitem definir políticas para exportação de rotas –o significado da comunidade é local ao AS Quatro bytes são utilizados: 2 bytes AS: 2 bytes Valor –exemplo: 65033:500 (comunidade 500 do AS 65033) As seguintes comunidades são padronizadas: –internet (0) –no-export (0xFFFFFF01) as rotas são anunciadas apenas aos peers que são parte da mesma confederação BGP –no-advertise (0xFFFFFF02) a rota não é anunciada para nenhum BGP peers –local-AS (0xFFFFFF03) a rota não é anunciada para nenhum BGP peer externo, mesmo que confederado

41 AS 5AS 4 Confederação BGP Grandes redes podem ser divididas em vários AS confederados. Um AS confederado é visto como um simples AS pelos demais ASs AS 1 AS 2 AS 3 e-BGP i-BGP

42 Políticas BGP As políticas BGP permitem controlar de maneira seletiva quais rotas serão recebidas e propagadas para outros vizinhos. Exemplo: Não importar rotas para a rede /8 Não exportar rotas para a rede /8

43 IGP - Interior Gateway Protocols RIP OSPF

44 RIP: Routing Information Protocol Originário do conjunto XNS da Xerox Duas Versões –Versão 1: RFC 1058 mensagens em broadcast não suporta CIDR (Classless InterDomain Routing) –Versão 2: RFC 1723 mensagens em multicast suporta CIDR Baseado em vetor de distâncias

45 RIP Transportado em mensagens UDP (Porta 520) –Cada mensagem pode informar até 25 rotas –Dois tipos de mensagem: Requisição (tipo 1): solicita informações de roteamento Resposta (tipo 2): envia informações de roteamento Indicado para redes de pequeno a médio porte. –É muito simples de usar, mas torna-se ineficiente para redes muito grandes. –Custo baseado em saltos (hop count) –Valor máximo 15 (acima deste valor, a rede é considerada inalcançável)

46 Elementos de uma rede RIP Ativos: envia e escuta mensagens RIP Passivos: apenas escuta mensagens RIP Rede /24 Rede /24 ATIVO Usualmente roteador PASSIVO Usualmente host

47 Exemplo de Operação RIP G1 G2G3 G4G6G5 REDE 1 REDE 2 REDE 4REDE 3 REDE 6REDE 5 (G6,R5,1) G,R,D G: Gateway R: Rede D: Distância … … 2 1 (G5,R5,1) (G3,R5,2) (G1,R5,3) (G2,R5,4) (G4,R5,5)

48 Tabela de Roteamento Roteador G3 Next Hop G1 0 G2 0 G5 G2 Destino REDE 1 REDE 2 REDE 3 REDE 4 REDE 5 REDE 6 Metrica Direto/ Remoto R D R D R Local/ RIP R L R L R Interface 2 1 2

49 Timers para Rotas As mensagens de rotas (responses in RIP) são enviadas a cada 30 segundos. Time-out timer –Inicializado todas as vezes que uma rota é criada ou atualizada. –Se a rota não for atualizada em 180 segundos, ela é considerada obsoleta. Garbage collection Timer –As rotas que estiverem expiradas por mais de 120 segundos são removidas.

50 RIP Request e Response Um gateway pode enviar uma mensagem para outro solicitando a atualização de uma rota específica. RIP REQUEST RIP RESPONSE

51 RIP Versão 1: RFC 1058 PROBLEMAS: –Não propaga máscaras (só permite definir rotas segundo as classes A, B e C). –Envia mensagens em Broadcast. –Não possui mecanismos de autenticação.

52 RIP Versão 2: RFC 1723 RIP Versão dois suporta: –Propaga as rotas para grupos multicast –Suporta a definição de rotas com uso de máscaras. –Autenticação por: Message Digest (16 bytes MD5 da mensagem) Password Simples (senha de 6 bytes) Message Digest Key e Sequence Number (HMAC com chave secreta) –Em todos esses casos, a autenticação é colocada no início da mensagem.

53 Formato das Mensagens RIP v2 Command (1: request, 2: response) Version (2) Reserved Address Family (0xffff para Autenticação) IP Address Subnet mask Next Hop IP Address Metric Tipo de Autenticação Byte 1 Byte 2Byte 3Byte 4 Informação de Autenticação X 4 Address Family (2 para IPv4) Tag de Rota Address Family (0xffff para Autenticação) Tipo de Autenticação Informação de Autenticação X 4 Cabeçalho Autenticação Entradas de Rota.... Autenticação

54 Exemplo Inicialmente os roteadores tem apenas as rotas das redes conectadas fisicamente a eles INTERNET

55 Propagação da Rota 0 A cada salto o custo da rota é acrescido de INTERNET por 1 (custo 1) por 2 (custo 2) por 3 (custo 3)

56 Propagação da Rota Ofertas de rotas com custos mais alto são descartadas INTERNET por 2 (custo 1) por 3 (custo 1) por 2 (custo 1)

57 OSPF: Open Shortest Path First Versão Atual:v2 –RFC 2328 e RFC 1246 –Protocolo IGP por estado de enlace –Único protocolo de roteamento dinâmico obrigatório para roteadores. Protocolo de roteamento completo, mais flexível que o RIP. –RIPv2 permite apenas trabalhar com custo por número de saltos. –OSPF permite utilizar técnicas mais genéricas para cálculo das métricas das rotas.

58 Dijkstra Shortest Path First (SPF) Princípio: –Encontrar o menor caminho entre um dos nós da rede e todos os demais Se D pertence ao melhor caminho entre AF, então o melhor caminho é o melhor AD + melhor DF. Custo: L*log(N) (L:enlaces e N:nós) Estratégia: –Escolher sempre o melhor nó adjacente –Atribuir custos acumulativos a cada nó da rede A C B D F E

59 Constrained Shortest Path First (CSPF) Permite impor restrições adicionais ao invés de escolher simplesmente o caminho mais curto As restrições podem ser de várias naturezas: –restringir o uso de enlaces indisponíveis, pouco confiáveis ou muito lentos (menos banda) Duas técnicas são utilizadas: –Aparar enlaces indesejáveis (eliminá-los do grafo - prunning) –Criar uma nova métrica que incorpora outras restrições em seu cálculo Problema: –Todos os roteadores precisam usar a mesma métrica, ou poderão ser criadas rotas em loop.

60 Equal Cost Mutipath (ECMP) Geralmente, quando dois caminhos de custo idêntico são encontrados, o primeiro a ser descoberto é mantido. Isso pode levar a uma sub-utilização da capacidade da rede. No ECMP os roteadores procurar efetuam balanceamento de carga entre caminhos de custo idêntico. –Roteadores que suportam ECMP criam regras automáticas de balanceamento utilizando parâmetros como: O endereço de origem ou destino dos pacotes encaminhados. A marcaçao diffserv O tipo de tráfego transportado

61 Conceitos do OSPF Um roteador OSPF deve ter um identificador único em todo o sistema Autônomo –identificador de roteador: endereço IP de uma das interfaces (geralmente o menor) –identificador de área: exclusivo em um sistema autônomo Os seguintes métodos de autenticação são suportados: –tipo 0: sem autenticação + checksum –tipo 1: proteção adicional contra erro de configuração –tipo 3: autenticação criptográfica MD5

62 Áreas OSPF No OSPF, áreas são organizadas em uma hierarquia de dois níveis: –área zero: backbone do AS –demais áreas: conectadas ao backbone Os roteadores que conectam uma área ao backbone são denominados: ABR Os ABR transmitem informações sumarizadas para os demais roteadores da sua área. Se uma única área for utilizada, a quantidade de roteadores é limitada (menos que 200 para roteadores legados).

63 Terminologia OSPF R1 R5 R6 R0 N1 Area 0 Area 2 (Stub) Area 1 R3 BACKBONE OSPF Area R7 R4 Fronteira de AS N2 N1 Roteador de Fronteira de Área (ABR) R2 Roteador de Fronteira de AS (ASBR) Rx Rede RIP LSA NSA R8 Area 3

64 Terminologia OSPF Roteadores Intra-Area: –Conhecem apenas a topologia de rede do interior de sua própria área. Roteadores de Fronteira de Área (ABR) –Conhecem duas ou mais áreas aos quais estão diretamente conectados. –Efetuam agregação de rotas utilizando CIDR (a agregação pode ser ativada ou não) a agregação interfere no funcionamento do LDP (MPLS) Roteadores de Fronteira de AS (ASBR) –Trocam informações com outros AS e podem pertencer a qualquer área.

65 Funcionamento do OSPF Protocolo de Estado de Enlace –Protocolo OSPF é diretamente encapsulado no IP (protocolo tipo 89). –São transmitidos em multicast para o endereço padrão: e Mensagens do OSPF: 1.Hello 2.Descrição do Banco de Dados 3.Solicitação do Estado de Enlace 4.Atualização do Estado de Enlace 5.Reconhecimento do Estado de Enlace

66 Mensagens OSPF Hello: –usada para descobrir vizinhos e manter o relacionamento entre eles DataBase Description: –lista um diretório de entradas de estado de enlace LinkState Request: –requisita uma ou mais informações específicas de estado de enlace LinkState Update: –envia a informação de uma ou mais entradas de estado de enlace (LSA - Link State Advertisement) LinkState Acknowledgement: –confirma o recebimento seguro da informação de estado de enlace

67 Mensagens OSPF Version (2)Tipo de MensagemTamanho da Mensagem Identificador de Roteador Byte 1 Byte 2Byte 3Byte 4 Identificador de Área Checksum da mensagem Dados de autenticação... Reservado Tipo de Autenticação ID de ChaveTamanho da Autentic. Número de sequência Cabeçalho OSPF Máscara de rede Byte 1 Byte 2Byte 3Byte 4 Intervalo de Hello Roteador designado Roteador designado de backup Intervalo de morte do roteador Primeiro Vizinho Mensagem Hello OpçõesPrioridade Roteador Outros Vizinhos

68 Descoberta de Vizinhos Mensagem Hello –Permite detectar novos vizinhos e verificar se estão ativos –As mensagens são enviadas em intervalos de 10 segundos –O intervalo de morte é geralmente 40 segundos Prioridade do Roteador –Utilizado para eleger o roteador designado (designated router) o desempate entre prioridades é feito para o roteador com ID mais alto Lista de Vizinhos –Os vizinhos são identificados pelo seu ID (IP)

69 Mensagens OSPF MTU da InterfaceOpções Número de sequência da descrição do banco de dados Byte 1 Byte 2Byte 3Byte 4 Identificador de Área Idade do Estado de Enlace Identificador de Estado de Enlace Roteador Anunciante Opções Número de sequência do Estado de Enlace Database Description ReservadoIMS Tipo do Est. Enlace Checksum Tamanho Outros Cabeçalhos de Anúncio de Estado de Enlace....

70 Sincronismo com Banco de Dados O método OSPF exige que cada roteador possua uma cópia idêntica dos estados de enlace da rede. Para evitar que informações em excesso sejam trocadas pela rede, a seguinte estratégia é adotada: –O roteador anuncia uma lista de enlaces que ele conhece (DataBase Description) lista os identificadores de entrada da base, mas não envia os dados propriamente dito –O roteador que recebe o anúncio solicita apenas as entradas que estão faltando (Link State Request) –O roteador que fez o anúncio envia mensagens contendo os LSA solicitados (Link State Update)

71 Mensagens OSPF Tipo de Estado de Enlace Identificador do Estado de Enlace Byte 1 Byte 2Byte 3Byte 4 Roteador Anunciante Outros Anúncios de Estado de Enlace Requisitados.... Link State Request (LSR) Contador de Anúncios (número de LSAs) Idade do Estado de Enlace (LS) Link State Update (LSU = N X LSA) OpçõesTipo de LS Identificador de estado do enlace Roteador Anunciado Número de Sequência de Estado do Enlace Checksum do Estado de Enlace (LS)Tamanho FlagsReservadoNúmero de Enlaces Identificador de Enlace (IP ou Subrede) Dado do Enlace (Máscara de Subrede) Tipo de EnlaceContador de TOSMétrica Padrão TOSReservadoMétrica do TOS

72 Redes de Acesso Múltiplo Vários roteadores são interconectados a um enlace compartilhado com suporte a broadcast (multicast) Mensagens de Hello são enviadas em multicast ( ) Anúncios de LSA são feitos ao roteador designado e ao roteador designado de backup usando um endereço de multicast ( ) O roteador designado distribui os anúncios usando o endereço de multicast meio de múltiplo acesso Roteador Designado Roteador Designado de Backup

73 Tipos de Anúncio de Estado de Enlace No OSPF são utilizados 4 tipos de LSA: –Tipo 1: Router-Link Entry Anúncios de Enlaces de Roteador Produzidos por todos os roteadores e são espalhados dentro de uma única área. –Tipo 2: Network-Link Entry Anúncios de Enlaces de Rede: Produzidos pelo roteador designado e são espalhados em uma única área. –Tipo 3 e 4: Summary-Link Entry Anúncio de Enlaces de Resumo: Produzidos pelos roteadores de fronteira de área ABR. Descrevem rotas para destinos em outras áreas e para os roteadores de fronteira de AS. –Tipo 5: Autonomous System External Link Entry Anúncio de Enlaces de AS Externo São produzidos pelos roteadores de fronteira AS e são espalhados por todos as áreas.

74 Tipos de Áreas Áreas Stub –Utilizadas para proteger roteadores com pouca capacidade de CPU ou memória –Esse tipo de área é configurada no ABR, que propaga apenas uma rota padrão para os demais roteadores da área Not So Stubby Area (NSSA) –Uma LSA especial denominada LSA-NSSA é utilizada para propagar rotas de uma área Stub para outras áreas que não suporte OSPF (por exemplo RIP) Essa mensagem tem um campo adicional que permite apontar uma gateway diferente do roteador anunciante. Enlaces Virtuais –Permitem criar enlaces virtuais (não físicos) usados para aumentar a conectividade da malha OSPF. Exemplo: interconectar duas áreas adjacentes utilizando um roteador que não tem interface direta com a Área 0.

75 Links de Interesse

76 ANEXOS

77 TTL e Número de Seqüência das LSA Um limite de idade (TTL) é atribuído às informações anunciadas pelo LSA. –As LSAs precisam ser renovadas periodicamente. As LSAs são removidas quando o TTL é esgotado. –Cada LSAs tem um TTL controlado por temporizadores individuais. –As LSAs possuem também um número de seqüência que permite distinguir anúncios novos de antigos contador em pirulito

78 Conjunto de Caminhos Em alguns casos, os anúncios de caminho podem ser agrupados em conjuntos /25 B C D E FG I J EGP SA1 Y X W Z SA2 SA /24 seqüência {SA1}, conjunto {SA2, SA3} /25


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