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2002, Edgard Jamhour Parte 1 – Protocolo e Serviços Básicos Edgard Jamhour.

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2 2002, Edgard Jamhour Parte 1 – Protocolo e Serviços Básicos Edgard Jamhour

3 2002, Edgard Jamhour Problemas do IP Versão 4 Em 1998: 29,5 milhões de hosts em 190 países. –IPv4 permite endereçar 32 bilhões de hosts. Esgotamento do espaço de endereçamento pelo uso de classes. –CIDR (Classless Inter Domain Routing) reduziram a pressão por IP´s mas aumentam em demasia as tabelas de roteamento dos backbones na Internet. –Endereços IPv4 privados podem ser utilizados apenas por clientes. Novas aplicações estão aumentando a necessidade de mais endereços IPv4 para servidores.

4 2002, Edgard Jamhour Estrutura da Internet IPv4 A internet é estruturada na forma de sistemas autônomos: AB C D E FG I J H SISTEMA AUTÔNOMO 1 SISTEMA AUTÔNOMO 2 X Y Z SISTEMA AUTÔNOMO 3

5 2002, Edgard Jamhour Sistema Autônomo (AS) Um AS é uma rede que divulga seus endereços para outras redes da Internet. Propriedades do AS –Possui os seus próprios IPs. –Seus endereços independem do provedor de acesso. –Pode conectar-se a vários provedores simultaneamente. FG I J H Conexão com outro AS Redes pertencentes ao AS

6 2002, Edgard Jamhour Exemplo de AS Bloco de Endereços do AS: – /16 ( ) – ao FG I J H Conexão com outro AS / / /24 G: H: J: AS: /16

7 2002, Edgard Jamhour Tipos de AS Sistemas autônomos podem ser: –Redes Privadas: Transportam apenas o seu próprio tráfego. –Provedores: Transportam o tráfego de outras redes. privado público privado público

8 2002, Edgard Jamhour Quem usa os endereços do Provedor não é um AS AB C D E FG I J H SISTEMA AUTÔNOMO 1 SISTEMA AUTÔNOMO 2 X Y Z SISTEMA AUTÔNOMO 3 Gateway Default da Rede Corporativa

9 2002, Edgard Jamhour Sistema Autônomo As rotas na Internet são atualizadas automaticamente. A estratégia de roteamento no interior do sistema autônomo rede é escolhida pelo administrador do sistema. –OSPF: Open Shortest Path First A estratégia de roteamento entre sistemas autônomos é definida por um protocolo de roteamente padrão: –BGP: Border Gateway Protocol

10 2002, Edgard Jamhour EGP B C D E FG I J BGP SA2SA1 OSPF Y X W Z / /16 BGP SA /16 ROTAS /16 por Z /16 por Z ROTAS /16 por E /16 por E /16 por E

11 2002, Edgard Jamhour Problemas em Backbones IPv4 Roteadores de Borda possuem um número muito grande de rotas: –Aproximadamente rotas e aumentando Alterações nas rotas provocam tráfego de atualização BGP. Isto acontece quando: –Uma nova rede foi encontrada. –Um caminho melhor para uma rede foi encontrado. –Um caminho considerado anteriormente melhor foi degradado.

12 2002, Edgard Jamhour IPv6 IPv6: Internet Protocolo, versão 6. –Também denominado IPng (ng: next generation) Características: 1.Endereçamento hierárquico, baseados em prefixos, permite manter as tabelas de roteamento pequenas e roteamento eficiente no backbone. 2.Mecanismos de autoconfiguração de interfaces de rede. 3.Suporte ao encapsulamento de si mesmo e dos outros protocolos.

13 2002, Edgard Jamhour Características do IPv6 4. Classe de serviço para distinguir o tipo de dados. 5. Suporte a roteamento multicast aperfeiçoado. 6. Autenticação e criptografia embutidas. 7. Métodos de transição para migrar para IPv4. 8. Métodos de compatibilidade para coexistir e comunicar com IPv4.

14 2002, Edgard Jamhour Datagrama IPv6 IPv6 utiliza um formato de datagrama completamente diferente do IPv4. O cabeçalho do IPv6 é composto de duas partes: –um cabeçalho de tamanho fixo –zero ou mais cabeçalhos de extensão Cabeçalho Base Cabeçalho Extensão Dados... Cabeçalho Extensão tamanho fixotamanho fixo ou variável Cabeçalho Com todos as funções IPv6 DADOS IPv4

15 2002, Edgard Jamhour Cabeçalho IPv6 A figura abaixo mostra a porção fixa do cabeçalho IP. –O cabeçalho IPv6 tem menos campos que o IPv4 –No total, o IPv6 utiliza um cabeçalho de 40 bytes. VersionPriority Flow Label Payload lengthNext HeaderHop Limit Source Address (16 bytes) Destination Address (16 bytes) byte 1byte 2byte 3byte 4

16 2002, Edgard Jamhour Cabeçalho IPv6 Version (4 bits) –Contém o número fixo 6. –Será utilizado pelos roteadores e demais hosts para determinar se eles podem ou não transportar o pacote. IPv4 IPv6 O roteador analisa o campo de versão para determinar como o restante do cabeçalho deve ser interpretado.

17 2002, Edgard Jamhour Cabeçalho IPv6 Priority (4 bits) –Utilizado como descritor de tráfego. –0 a 7: tráfego assíncrono. a aplicação admite reduzir a taxa de comunicação em caso de congestionamento. –8 a 15: tráfego em tempo real. a aplicação precisa manter o atraso constante, mesmo que isso implique em perdas de pacotes. –Quanto menor a prioridade, mais atraso pode ser tolerado: Exemplo: 1 (News), 4 (FTP), 6 (Telnet), 0 (Não Importa)

18 2002, Edgard Jamhour Controle de Fluxo Flow Label (24 bits) –Permite identificar 16 milhões de conexões entre 2 pares de IP. –Permite controlar a banda associada a uma conexão. –O tratamento dado a uma conexão deverá ser pré-definido em cada roteador que participar da rota do datagrama, previamente a comunicação. IPA IPB FL=1 FL=2 No IPv6 os roteadores podem diferenciar as conexões.

19 2002, Edgard Jamhour Cabeçalho IPv6 Payload Lenght (16 bits) –Indica quantos bytes seguem o cabeçalho fixo de 40 bytes. –O valor é zero no caso do jumbograma. Next Header (8bits) –Se houver cabeçalhos de extensão, indica o seu tipo. Atualmente são definidos 6 tipos de cabeçalho de extensão –Se não houverem, indica o cabeçalho de transporte. Hop Limit (8 bits) –Equivalente ao Time to Live do IPv4.

20 2002, Edgard Jamhour Cabeçalhos de Extensão 6 tipos de cabeçalhos de extensão estão definidos atualmente: –Hop-by-hop options (0): informações para analisadas pelos roteadores –Routing (43) rota completa ou parcial que a mensagem deve seguir –Fragmentation (44) Gerenciamento de fragmentos de datagrama –Authentication (51) Verificação da identidade do transmissor –Encrypted security payload (50) Informação sobre o conteúdo criptografado –Destination options (60) Analisadas apenas pelos computadores. –Sem próximo cabeçalho (59)

21 2002, Edgard Jamhour Comparação com IPv4 Os seguintes campos do IPv4 foram eliminados do cabeçalho básico IPv6: –Identificação, Flags de Fragmentação e Deslocamento de Fragmento. O TCP tende a eliminar a fragmentação de datagramas. Quando necessário pode ser definido num cabeçalho de extensão. O IPv6 especifica uma MTU de 576 bytes ou mais. –Checksum de Cabeçalho Eliminado para reduzir a carga na CPU dos roteadores. Pode ser implementado pelo TCP ou pelo cabeçalho de autenticação. –Tipo de Serviço (TOS) Substituído pelo conceito de fluxo

22 2002, Edgard Jamhour Cabeçalhos de Extensão Os datagramas IPv6 podem ter 0 ou vários cabeçalhos de extensão, conforme mostra o exemplo abaixo: cabeçalho base NEXT = TCP segmento TCP cabeçalho base NEXT = ROUTE cabeçalho ROUTE NEXT=TCP segmento TCP cabeçalho base NEXT = ROUTE cabeçalho AUTH NEXT=TCP segmento TCP cabeçalho ROUTE NEXT=AUTH cabeçalho base NEXT = IPv6 (41) Cabeçalho IPv6

23 2002, Edgard Jamhour Hop-by-hop Header Define opções sobre o datagrama transportado, que todos os roteadores devem analisar (todos os nós IPv6, incluindo o destino). Formato dos cabeçalhos de extensão: T-L-V (Type – Length – Value) –Tamanho variável Type (8 bits): XX – Y – ZZZZZ –XX: indica como um nó IPv6 que não reconhece a opção deve proceder. Ignorar, Descartar em Silêncio, Descartar enviando ICMP –Y: se a opção muda ou não ao longo do trajeto. Se muda, não incluir no checksum –ZZZZZ: bits que definem a opção E.G. Exemplo de opção: 194 (Jumbograma) –Suportar datagramas com mais de 64K

24 2002, Edgard Jamhour Exemplo: Jumbograma Next Header 194 Jumbo payload length 1 byte 0 tamanho do datagrama, valor superior a 64k (até 4 Gbytes) indica a opção jumbograma indica o tamanho do cabeçalho de extensão (menos 8 bytes que são mandatários) indica o tipo de cabeçalho de extensão (hop by hop) 4 1 byte Tamanho do campo valor, em bytes.

25 2002, Edgard Jamhour Destination Options Header Permite passar informações que devem ser interpretadas apenas pelo destinatário. –É destinado para suportar o desenvolvimento de novos softwares sem causar problemas com os roteadores existentes. –Essa opção permitirá a criação flexível de novos protocolos de roteamento (para os roteadores) e novos protocolos entre usuários finais. Next Header opcoes opcões 1 byte Length 2 bytes seqüência de opções individuais.

26 2002, Edgard Jamhour Routing Header Indica um ou mais roteadores que devem compor o caminho do pacote até o destinatário. –o caminho completo pode ser especificado (strict routing) –o caminho parcial pode ser especificado (loose routing) Próximo Cabeçalho Tipo (0) 1 byte Tamanho do Cabeçalho Número de saltos restantes (máximo de 23) Endereços Restantes Bit map 1 – 24 endereços 1 byte indica se cada endereço pertence a uma rota strict ou loose.

27 2002, Edgard Jamhour Roteamento A B C D E 5-ABCDE ABCDE 3-ABCDE 2-ABCDE 1-ABCDE 0-ABCDE A B C D E 3-ACE ACE 1-ACE 0-ACE strict routing loose routing

28 2002, Edgard Jamhour Fragmentation Header A fragmentação no IPv6 funciona de maneira similar ao IPv4. –Ao contrário do IPv4, o IPv6 só permite efetuar a fragmentação na origem. –Os roteadores não podem fragmentar os pacotes. Se o pacote for muito grande para ser colocado num quadro, ele é descartado pelo roteador e uma mensagem ICMP é enviada de volta ao cliente. Next Header Fragment Offset 1 byte Reservado res Datagram Identification 13 bits1 bit indica se é o último fragmento ou não. MF 1 bit indica a posição do fragmento (múltiplo de 8 bytes).

29 2002, Edgard Jamhour Autenticação e Criptografia Na implementação do IPv6, o IPsec é obrigatório. No IPv4, a implementação do IPsec é facultativa. O protocolo IPsec é acomodado no IPv6 através de 2 cabeçalhos de extensão: –AH: Authentication Header –ESP: Encrypted Security Payload Header

30 2002, Edgard Jamhour Authentication Header Permite identificar para o receptor de um datagrama quem foi que o enviou. –Length: comprimento do cabeçalho em múltiplos de 32. –Security Parameter Index: identificador de 32 bits, com a SA compartilhada pelo transmissor e pelo receptor. –Authentication Data: Checksum de 32 bits gerado pelo MD5 (ou outro protocolo) Next Headerreserved 1 byte Lengthreserved Security Parameter Index Authentication Data 1 byte More Data

31 2002, Edgard Jamhour Encrypted Security Payload Header A transmissão de dados criptografados pelo IPv6 é feita através do cabeçalho Encrypted Security Payload. –a chave de criptografia utilizada é definida pelo campo Security Parameter Index. –o algoritmo de criptografia pode ser qualquer, mas o DES Cipher- Block Chainin é o default. Next Headerreserved 1 byte Lengthreserved Security Parameter Index Encrypted Payload (dados criptografados) 1 byte

32 2002, Edgard Jamhour Endereços IPv6 Definido pela RFC 2373 –IPv6 Addressing Architecture Exemplo de Endereço IPv6: –FE80:0000:0000:0000:68DA:8909:3A22:FECA endereço normal –FE80:0:0:0:68DA:8909:3A22:FECA simplificação de zeros –FE80 ::68DA:8909:3A22:FECA omissão de 0s por :: (apenas um :: por endereço) –47::47:192:4:5 notação decimal pontuada –::192:31:20:46 endereço IPv4 (0:0:0:0:0:0:0:0:192:31:20:46)

33 2002, Edgard Jamhour Categorias de Endereço IPv6 Unicast: –O destinatário é um único computador. Anycast: –O endereço de destino define um grupo de hosts. O pacote é entregue para qualquer um deles (o mais próximo) Multicast: –O destinatário é um grupo de computadores, possivelmente em redes físicas distintas.

34 2002, Edgard Jamhour Categorias de Endereço unicast multicast NÂO anycast

35 2002, Edgard Jamhour Endereços Anycast Endereços de anycast são endereços repetidos, que podem aparecer em vários roteadores. Os roteadores anunciam prefixos anycast para o seu roteador BGP através de IGP. A propagação das rotas é feita pela internet através de BGP, sendo que as ofertas são diferenciadas pelo custo. i.e., o roteador com menor custo será o escolhido. Endereços Anycast são utilizados para serviços oferecidos na Internet por mais de um servidor, como, por exemplo: –DNS, Proxies HTTP e Roteadores de Serviços Especiais Ver roteadores Relay 6to4

36 2002, Edgard Jamhour Reserved Allocation 0::/8 1/256 Prefix (hexa) Fraction of Address Space Unassigned … … NSAP Allocation 200::/7 1/128 IPX Allocation 400::/7 1/128 Unassigned … … Aggregatable Global Unicast Addresses 2000::/3 1/8 Unassigned … … Link Local Unicast Addresses. FE80::/10 1/1024 Site Local Unicast Addresses FEC0::/10 1/1024 Multicast Addresses FF00::/81 1/256 Total Alocado 15% Classes de Endereço IPv6

37 2002, Edgard Jamhour Endereços Unicast Especiais Loopback: –::1 Não especificado (todos os bits iguais a 0) –:: Compatível com IPv4 (prefixo de 96 bits 0) –::AB:CD equivalente a A.B.C.D (e.g. ::0102:0304) Mapeado (prefixo de 80 bits 0) –::FFFF: –Permite que hosts IPv6 falem com servidores IPv4 (eg. ::FFFF:0102:0304) Local ao Enlace: –Endereços de rede física ou enlace (privado não roteáveis) Local ao Site: –Endereços de redes privada (privado roteáveis)

38 2002, Edgard Jamhour Aggregatable Global Unicast Especificado pela RFC 2374 Endereçamento com três níveis hierárquicos Topologia BackboneTopologia Empresa Interface Site Rede Organização Individual

39 2002, Edgard Jamhour TLA ID NLA IDSLA ID Interface ID FP 001 RES Aggregatable Global Unicast FP: Format Prefix (AGGR) TLA ID: Top Level Aggregation Identifier NLA ID: Next Level Aggregation Identifier SLA ID: Site Level Aggregation Identifier Interface ID: Link Level Host Identifier AGGR Organização BACKBONE SITE TLA BACKBONE NLA Organização SLA

40 2002, Edgard Jamhour Arquitetura Internet IPv4 X IPv6 O IPv6 prevê 8192 TLA, correspondentes as entradas nas tabelas de roteamento dos roteadores de mais alto nível. No caso do IPv4, são atualmente mais de entradas e elas continuam crescendo. Cada TLA pode controlar até 2 24 organizações (16 milhões de organizações). Cada organização pode ter até 2 16 sites (64K sub-redes).

41 2002, Edgard Jamhour Backbone IPv6 6bone Backbone experimental, Organizado pelo IETF. Conta com participantes do mundo todo. TLA: 3FFE::/16

42 2002, Edgard Jamhour IPv6 routing tables IPv6 routing tables are identical to IPv4 routing tables: Destination NetInterfaceGateway 3ffe::/164 (logical id)fe80::2a0:cff:fe42:aabb fe80::/164 (logical id)fe80::2a0:cff:fe42:88b9

43 2002, Edgard Jamhour Endereços de Multicast IPv6 O formato de endereços Multicast IPv6: –PF: valor fixo (FF) –Flags: 0000 endereço de grupo dinâmico 1111 endereço de grupo permanente –Escopo: 1: nó local, 2: enlace local, 5: site local, 8: organização 14: global. FlagsID de Grupo 8 44 PF Escopo 112

44 2002, Edgard Jamhour Endereços Multicast Especiais RFC 2375 –FF01::1: todas as interfaces do nó (host) –FF02::1: todos os nós do enlace (rede local) –FF01::2 todos os roteadores locais ao nó –FF05::2 todos os roteadores do site –FF02::B agentes móveis locais ao enlace –FF02::1:2 agentes DHCP do enlace –FF05::1:3 servidores DHCP do site –FF02::1::FFxx:xxxx endereço de nó solicitado formado com os 24 bits de endereço unicast do host.

45 2002, Edgard Jamhour Exemplo Configuração típica de um nó IPv6: –MAC Address: 00-a0-0c b9 –Link Local Unicast Address: fe80::2a0:cff:fe42:88b9 –Local Interfaces Multicast Address: ff01::1 –Link Local Multicast Address: ff02::1 –Solicited Node Address ff02::1:ff42:88b9

46 2002, Edgard Jamhour ICMPv6 As funções do protocolo ICMP foram estendidas no IPv6. O ICMPv6 (RFC 1885: Internet Control Message Protocol for IPv6) recebeu também as funções: –De controle das informações de grupos Multicast (feitas pelo IGMPv4) –Da resolução de endereços IPv6 (feitas pelo ARP) As funções do ICMPv6 também estão descritas na RFC 2461 (Neighbor Discovery for IPv6)

47 2002, Edgard Jamhour Mensagens ICMP Identificadas como Next Header = 58 –Tipo: 0 a 127: erro –Destino inalcançável, pacote muito grande, TTL excedido, problema de parâmetro 128 a 362: informativas –Echo request, Echo response, Consulta de Adesão ao Grupo, Relatório de Adesão a Grupo, Redução de Adesão ao Grupo, Solicitação de Roteador, Anúncio de Roteador, Solicitação de Vizinho, Mensagem de Redirecionamento, etc. Código Corpo da Mensagem 8816 TipoChecksum

48 2002, Edgard Jamhour Descoberta de Vizinho O ICMPv6 permite ao host IPv6 descobrir outros hosts IPv6 e roteadores em seu enlace. Esse mecanismo permite também ao roteador redirecionar o host para outro roteador caso ele não seja a melhor escolha para rota. –Essa função também existe no IPv4. A descoberta de vizinhos permite também ao host determinar a cada instante se o destinatário continua acessível (NUD: neighbor unreachability detection).

49 2002, Edgard Jamhour Resolução de Endereços Host A IP FE80::0800:5A12:3456 MAC 08005A Host B IP FE80::0800:5A12:3458 MAC 08005A Host C IP FE80::0800:5A12:3457 MAC 08005A Host D IP FE80::0800:5A12:3459 MAC 08005A Ethernet A quer enviar um pacote para B

50 2002, Edgard Jamhour Neighbor Solicitation e Neighbor Adverstisement Comunicação de A para rede –Mensagem ICMP – Neighbor Solicitation, em multicast, perguntando o endereço MAC de B Comunicação de B para A –Mensagem ICMP – Neighbor Adverstisement, em unicast, informado o endereço MAC de B para A. Observações: –A resposta de B para A indica: Se B é um roteador Se é uma resposta não solicitada (atualização de cache)

51 2002, Edgard Jamhour Descoberta de Roteador e Prefixo Os roteadores enviam mensagens periodicamente mensagens ICMP denominadas Router Advertisements: –Endereço de Destino Multicast: todos os nós do enlace: FF02:1 Essas mensagens permitem aos hosts da rede: –Descobrir o Prefixo da Rede –Descobrir os Roteadores Existentes –Receber parâmetros genéricos de configuração: Tempo de armazenamento MAC em cache Intervalo de retransmissão de neighbor solicitation

52 2002, Edgard Jamhour Router Solicitation Um host que queira descobrir um roteador acessível no enlace sem aguardar a próxima mensagem de router advertisement pode enviar uma mensagem de router solicitation. Essa mensagem ICMP (tipo 133) é enviada ao endereço de multicast: –Todos os roteadores do enlace: FF02::2 O roteador que recebe a mensagem responde com uma mensagem de router advertisement diretamente para o nó solicitante.

53 2002, Edgard Jamhour Redirecionamento Pelas mensagens de router advertisement um host pode aprender sobre a existência de mais de um roteador na rede. Nesse caso, quando ele envia a mensagem ele pode escolher o roteador errado (como gateway default). Se o roteador não for o melhor posicionado para fazer a entrega ele envia uma mensagem Redirect (ICMP tipo 137) informando ao host sobre a existência de uma rota melhor para o destino. Ao receber a mensagem, o host atualiza sua tabela de roteamento. A 12 B Router adverstisement

54 2002, Edgard Jamhour Autoconfiguração de IP sem Estado Atribuição automática de IP na inicialização de uma interface pode ser feita de duas formas. –Stateful: via DHCP –Stateless: via ICMPv6 (RFC 1971) O processo stateless envolve os seguintes passos: –1. O host cria um endereço de enlace local: FE80::/10 combinando com seu endereço MAC –2. O host verifica se o endereço já existe com uma mensagem de neighbor advertisement. Se já existir, a autoconfiguração falhou.

55 2002, Edgard Jamhour Autoconfiguração de IP sem Estado (continuação) –3. O host envia mensagens de solicitação de roteador, se nenhum responder, o host tenta DCHP, se nenhum responder, ele se comunica apenas no interior do enlace. –4. Se o host receber uma mensagem de router advertisement: Se o flag M estiver setado (endereço gerenciado): –O nó deve solicitar seu endereço via DHCP Se o flag O estiver setado (outras configuração de estado): –O nó deve obter também as demais informações de configuração de rede via DHCP. Se o flag A estiver setado –O host autoconfigura seu endereço sem DHCP Opção de Prefixo: –Se o flag A estiver setado, o host reconstrói seu endereço utilizando o prefixo recebido e seu endereço MAC.

56 2002, Edgard Jamhour DNS no IPv6 Foram definidas extensões no DNS para suportar IPv6 (RFC 1886). As extensões definem: –Um registro AAAA para mapear host IPv6 em nomes de domínio. –Um novo domínio para consultas do tipo endereço- domínio (zona reversa – registros PTR). –Mudança nas consultas existentes para efetuar processamento correto das consultas A e AAAA.

57 2002, Edgard Jamhour Zona IPv6 Reversa Por exemplo, se o host –www6.ppgia.pucpr.br possui o endereço: –222:0:1:2:3:4:5678:9ABC A entrada no arquivo de zona reversa será: C.B.A IPv6.INT PTR www6.ppgia.pucpr.br.

58 2002, Edgard Jamhour Mudança no Formato dos Registros O formato hierárquico de endereços IPv6 permite que uma organização troque de prefixo de público (TLA ou NLA) sem grandes alterações na rede. Todavia, com o formato atual dos arquivos de zona, estas alterações não são práticas. Uma nova proposta de representação de nomes de domínio associada a prefixos foi definida para o IPv6 : RFC 2874: DNS Extensions to Support IPv6 Address Aggregation and Renumbering

59 2002, Edgard Jamhour Definição do Registro AAAA Um entrada de registro AAAA seria definida da seguinte maneira: –Dominío do Host –AAAA –Endereço IPv6 –P –Nome de Domínio do Prefixo Onde: –O endereço IPv6 contém apenas os bits de menor ordem que independem do prefixo. –P é o tamanho do prefixo.

60 2002, Edgard Jamhour Exemplo (ip6.top1.com) TLA: 2111/16 (ip6.prov1.com) NLA: 00AB/32 (ip6.ppgia.pucpr.br) 00A1/16 TLA ID NLA IDSLA ID Interface ID FP 001 RES (www6) Interface: 0000:1000:5A12:3456 (ip6.top2.com) TLA: 2122 (ip6.prov2.com) NLA: 00BC (ip6.ppgia.pucpr.br) 00B1/16 (www6) Interface: 0000:1000:5A12:3456 Mudança de Provedor 2111:00AB:00A1::1000:5A12:3456

61 2002, Edgard Jamhour Configuração do Arquivo de Zona Antes da mudança de provedor www6.ppgia.pucpr.br AAAA ::1000:5A12: ip6.ppgia.pucpr.br ip6.ppgia.pucpr.br AAAA 0:0:00A1:: 32 ip6.prov1.com ip6.prov1.com AAAA 0:00AB:: 16 ip6.top1.com ip6.top1.com AAAA 2111:: ip6.prov2.com AAAA 0:00BC:: 16 ip6.top2.com ip6.top2.com AAAA 2122:: Para efetuar a mudança de provedor basta mudar um único registro: ip6.ppgia.pucpr.br AAAA 0:0:00A1:: 32 ip6.prov2.com


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