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AulãodeLiteratura - Karen Olivan -. Chica Pelega A guerreira do Taquaruçu - Aulo Sanford de Vasconcelos -

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Apresentação em tema: "AulãodeLiteratura - Karen Olivan -. Chica Pelega A guerreira do Taquaruçu - Aulo Sanford de Vasconcelos -"— Transcrição da apresentação:

1 AulãodeLiteratura - Karen Olivan -

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3 Chica Pelega A guerreira do Taquaruçu - Aulo Sanford de Vasconcelos -

4 AUTOR: Aulo Sanford de Vasconcelos ESCOLA LITERÁRIA: Literatura Contemporânea Catarinense ANO DE PUBLICAÇÃO: 2000 GÊNERO: Romance TEMA: Guerra do Contestado NARRAÇÃO: 1ª pessoa – Pedro da Silva – Jornalista Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu

5 PERSONAGEM PRINCIPAL Roberta Francisca (Chica Pelega): nasceu na lavoura: é filha da terra; nasceu em meio à floresta: é filha da terra, irmã da floresta, irmã do rio; mãe deu à luz, sozinha, na lavoura e, depois, lavou a si mesma e a filha no rio; possuía o dom da cura desde pequena; dom atribuído pelos pais ao Monge, pois a mãe só conseguiu engravidar depois de fazer um patuá com o carvão dos restos de uma fogueira deixada por João Maria.

6 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu PERSONAGEM PRINCIPAL Roberta Francisca (Chica Pelega): perdera o pai e o namorado em um massacre realizado a mando dos donos da estrada de ferro; com a mãe foi acompanhar o Monge José Maria; conheceu os romeiros; foi cuidar dos doentes; embrenhou-se na mata; lutou loucamente; morreu em um massacre criminoso; deixou a mãe doida.

7 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu PERSONAGENS SECUNDÁRIOS Zinho da Chiquinha – trabalhador, roceiro, pai de Chica, fez peregrinação ao local de descanso de João Maria. Chiquinha do Zinho – alegre, risonha, pegava junto na lida, leve desvio no globo ocular, mãe de Chica. Zico – namorado de Chica. Monge São João Maria – responsável pelo dom de Chica. Monge São José Maria – encarnação de João Maria. Ninica – irmã do Jerônimo, morre violentada.

8 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu PERSONAGENS SECUNDÁRIOS Praxedes, o Xandoca Euzébio Zé Biriva Jerônimo Menino de Deus Maria Rosa Cel. Albuquerque Cap. Palhares – braço armado da Southern Brazil Lumber Railway Company. Bocudo - subordinado ao Palhares, chefe do Dilzo Cabeção e do Caloceno.

9 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu ESTRUTURA DA OBRA Prólogo: - narrador se apresenta: Pedro da Silva. - Jornalista aposentado, viciado em escrever. - Tem jardim para cuidar, mas não leva jeito. - Apaixonado pela Guerra do Contestado, desde que lera o livro do historiador Oswaldo Rodrigues Cabral acerca do assunto. - Quis escrever um escrever um romance, com a guerra como pano de fundo. - Resolveu, então, contar a história de Francisca Roberta, a heroína dos jagunços. - Chica Pelega representa um emblema de luta.

10 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu ESTRUTURA DA OBRA Prólogo: - Esboça o contexto histórico do Contestado, em que expõe o início da construção da ferrovia cujo dono era o americano Percival Farquhar, que fundara a Brazil Railway Company. - A obra foi concluída em 1910 e compreendia os trechos entre os rios Iguaçu e Uruguai, seguindo pela bacia do Rio do Peixe. - Para a exploração da madeira ao longo da linha, a empresa americana criou a Southern Brazil Lumber Company. - Aos trabalhadores eram prometidos casa,comida e alto salário. - Promessa não cumprida, muitos se juntaram ao monge José Maria.

11 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu I – O capitão Palhares Homem de confiança da empresa americana. Conhecia as ordens ditadas em inglês. Autoridade responsável por aquela faixa da linha férrea. Obediente aos donos. Cruel e sanguinolento com o povo. Não se conformava com a fuga de Venuto Baiano. Dilzo Cabeção, Caloceno, Bocudo.

12 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu II – Zinho da Chiquinha Zinho e Chiquinha: Rio Grande vale do Rio do Peixe. Sem filhos, facilidade para desbravar a nova terra. Apossaram-se de um pedaço de terra. Construíram um rancho. Acreditavam que com a estrada de ferro a situação iria melhorar. Ao passar por uma pedra em que diziam ter estado São João Maria por três dias, Zinho catou uns restos de carvão.

13 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu II – Zinho da Chiquinha Chiquinha fez um patuá para eles. As coisas mudaram: colheita, gravidez, nascimento. Francisca Roberta nasce no meio da lavoura, enquanto Chiquinha trabalhava, sozinha. Assim, nasceu em plena luz do sol e no contato direto com a terra, a robusta Francisca Roberta. Lavou-se a mãe e a menina, num fundo entre as pedras do regato logo em frente.

14 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu III – A última festa da Ninica Inauguração da estrada de ferro. Muitos moradores presentes e felizes com o progresso. Francisca Roberta estava com 15 anos. Bonita. Muitos rapazes a cortejavam. Zico, moço trabalhador, dançou com ela. Ninica, irmã de Jerônimo, garota desmiolada também estava na festa. Os homens se aproveitavam dela e faziam do pasto colchão. Bocudo, Dilzo Cabeção e Caloceno a estupraram, mataram- na e deixaram-na deitada, de olhos abertos no pasto.

15 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu IV – Uma habilidade natural Francisca Roberta tinha o dom no trato dos animais. Com onze anos, viu um pinto agonizando na areia. Ele havia comido muito fubá e logo bebera água, formando, então, uma massa em seu papo. Francisca pegou uma faca afiada, cortou o local, tirou a massa dura e depois costurou a garganta do bichinho, colocando mel para a cicatrização. O bicho sobreviveu e tornou-se o galo do terreiro. Com treze anos, ganhou do pai um cavalo. Tempos depois, ajudou uma vaca a parir, pois o filhote estava entalado e morreriam os dois se não fosse Chica. A fama corre e Zecão Amaro, pai de Zico, chama-a para curar seu cavalo. Ela fez um remédio à base de ervas, e Zico ajudou-a a segurar a cabeça do cavalo para que ele o tomasse.

16 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu V – Planos de casamento Zico e Francisca Roberta começaram a namorar. Problema: ele quer morar nas terras do pai; e ela, nas da família dela. A moça quase desistira do casamento por causa disso. Todos os dias, ela ia para as terras roçar, capinar e construir sua casa. Todos a ajudavam. Correu um boato que o governo estaria desapropriando algumas terras e expulsando seus donos dali, mas Zinho nem se preocupou, pois suas terras ficavam a mais de cinco quilômetros da estrada de ferro.

17 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu VI – Gentlemen, these Lands are Ours Homens, comandados pelo Capitão Palhares, começam a invadir as propriedades próximas à linha de ferro (cerca de 15 km de cada lado da estrada). A primeira é a casa de Zinho. Bocudo se ofereceu para ir fazer o serviço, pois estava a fim de estuprar Chica. Encontraram só Zinho e Charrua, que questionaram e morreram. Bocudo lamentou não ter encontrado Francisca Roberta.

18 VI – Gentlemen, these Lands are Ours À noite, quando Chiquinha e Francisca voltavam, depararam-se com o triste quadro. Então, ao mesmo tempo houve um só grito, um só pavoroso urro arrancado de duas gargantas, e caíram ambas de joelhos junto ao corpo contorcido de Zinho. Uma cena horripilante, de um realismo brutal. Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu

19 VII – O Senhor Bom Jesus de Taquaruçu Notícia: ressurgimento do monge João Maria em Campos Novos. Curandeiro que ganhou fama por ter curado a mulher de um rico fazendeiro. José Maria: encarnação de São João Maria. Este gostava de viver rodeado pelo povo. Francisca Roberta: sem sorriso no rosto e com o olhar vazio. Chiquinha: cabelos brancos. Chica e Chiquinha foram seguir o Monge em Taquaruçu.

20 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu VIII – O régulo contrariado Francisco Albuquerque: poderoso Superintendente de Curitibanos, mandava e desmandava no lugar. Empregava o filho de seu inimigo, Henrique de Almeida, que morrera. Apareceu Henrique Rupp Júnior, o novo Promotor Público. O promotor desperta em Henriquinho a rivalidade. Albuquerque, contrariado, tentava manter a ordem do lugar e mostrou-se contra os peregrinos.

21 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu IX – Chica Pelega Francisca Roberta e seu grupo chegam em Taquaruçu, onde se realizava a festa do Bom Jesus. Gente, comida, Monge José Maria. O povo acreditava que a República era coisa do Diabo, por isso, veneravam a Monarquia. Na festa, Francisca viu o gaiteiro da festa de inauguração da ferrovia e lembrou-se de seu pai e de Zico. Foi receber as bênçãos do Monge. Após, Francisca viu Maria Rosa, 14 anos, de branco.

22 IX – Chica Pelega Francisca Roberta tornou-se peça indispensável, pois cuidava muito bem dos doentes que procuravam o Monge. Logo começou a receber mimos dos romeiros, dentre eles um cavalo e uma espécie de matilha ou echarpe de lã forrada, felpuda como um pelego, a qual, atada ao pescoço, cobria-lhe os ombros e caía em ponta, ainda uma parte nas costas. O povo começou chamá-la carinhosamente de Chica Pelega. Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu

23 X – A obediente retirada de Taquaruçu O Superintendente Albuquerque não gosta dos romeiros. Para ele, eles queriam derrubar a República e instituir a Monarquia, além de serem apoiados por Henriquinho. O Chefe de Polícia do Estado de Santa Catarina estava em Curitibanos e ordenou que o Monge se retirasse do local. José Maria ordenou retirada. Destino: os campos de Irani. Chica Pelega, sem destino, retorna para os lados da sua saudosa Estação Limeira.

24 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XI – A gleba ocupada Chica Pelega embrutecera, perdera a capacidade de sonhar. Recusava qualquer possibilidade de namoro. Na Estação Limeira, decepcionou-se ainda mais. A caboclada era enxotada à bala, e a golpes de chicote, pelos homens do Capitão Palhares. Eram como cachorros. As terras do vale eram destinadas pela Lumber, aos colonos estrangeiros – alemães, italianos, polacos. Na casa onde morava, Chica viu as sepulturas do pai e dos outros que ela e a mãe enterraram.

25 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XI – A gleba ocupada Lembrou da infância. Viu uma criança brincando no chão. O menino não se assustou, sorriu. Ela pregou na camisa do menino o alfinete com a cruz verde, presente que ganhara de Zico. O pai do garoto, ao ver Chica, veio gritando por sua descuidada mulher que deixara a criança sozinha no quintal. Chica fugiu mato adentro e sumiu. Chica arrependeu-se de não ter seguido com o Monge para Irani. E decidiu trilhar o caminho do oeste.

26 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XII – O vexame oficial no heróico chão do Irani O Coronel paranaense João Gualberto marcha para Irani a fim de expulsar José Maria e seu povo de lá. O Monge pede um tempo para sair. O coronel não dá e ordena um ataque surpresa. Até o coronel se surpreende, pois: Uns duzentos sertanejos, parecendo mil alucinados, lacedemônios, atiravam-se de todos os lados sobre a formação militar. Tudo isso aliado a uma gritaria infernal, Viva São Sebastião!, Viva a Monarquia!

27 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XII – O vexame oficial no heróico chão do Irani A metralhadora calara-se. Foi uma batalha relâmpago. Antes de o sol nascer já havia terminado. E Davi venceu Golias. O Coronel João Gualberto foi morto. O Monge também. Enterraram o Monge numa cova rasa para melhor ressuscitar. Os fiéis acreditavam em seu retorno e que, muito em breve, seria erguida em Taquaruçu a Cidade Santa de São Sebastião, onde instituiriam a Monarquia no sertão.

28 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XIII – Os abomináveis corós de Jerônimo Há meses na mata, o grupo de Chica Pelega não se sentia sozinho. Das alturas, São João Maria, São José Maria, São Sebastião os amparava. A fome e a miséria eram companheiros desse povo. Para o Jerônimo, a culpa era do Zé Biriva, pois desde sua chegada, o único prato disponível eram os corós. O sinal chega: São José Maria aparecera em Perdiz Grande. A esperança habitava os corações dos jagunços.

29 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XIV – Zé Biriva, o homem do laço e de raio No início da caminhada, o grupo se deparou com um novilho. Todos tentaram pegá-lo. Zé Biriva o laçou. Jerônimo pediu desculpas a Zé e eles se tornaram amigos. Biriva era homem de pouca conversa. Jerônimo falava pelos dois. Zé Biriva era o homem do laço e do raio.

30 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XV – Não eram óculos Henrique Rupp Júnior, promotor mauricinho vindo de Porto Alegre, tentava impor a lei naquele sertão. Naquela região, a autoridade só se fazia com mão de ferro. Em Taquaruçu, o cenário começava a mudar: os arruaceiros encontravam-se num arraial organizado arraial composto de uns 400 ranchos, agora protegidos por piquetes armados. A alimentação era fornecida pelo Cel. Henriquinho. O Cel. Albuquerque precisava tomar alguma providência. Albuquerque contratou Neném do Rio para juntar outros caboclos pistoleiros a fim de resolver o problema. Neném do Rio trouxe Ernestino, que parecia usar óculos. O Superintendente passou as ordens e foi para casa deitar.

31 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XVI – Dinamiza-se o Arraial de Taquaruçu Taquaruçu se organiza. Criam-se os 12 Pares de França (24 cavaleiros inspirados nos fiéis cavaleiros do monarca Carlos Magno, Imperador francês). A bandeira de São Sebastião: branca com uma cruz verde ao centro. Agora, eles estavam sob orientação espiritual de Manoel, o Menino Deus. A Nova Ordem preconizada pelo Santo havia de chegar.

32 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XVII – Uma ameaça de castração Frei Rogério visita o arraial, para convencer os crentes a voltar ao seu lugar de origem. Tenta mostrar que a verdadeira religião era a católica, que os verdadeiros santos eram os canonizados e que, portanto, João Maria e José Maria não poderiam ser santos, e que o único que teria ressuscitado era Cristo, essa história do Monge não era verdadeira. Manoel, o Menino de Deus, resolveu ao dizer: - Cachorro! Tarreda daqui, corvo maldito! Ou eu mando te espancá! – e sua mãe completou: - Mió que espancá, é capá ele!

33 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XVIII – Emprenhou, foi trocado, e apanhou O Menino de Deus, Manoel, anunciou que José Maria lhe aparecera e mandara que ele ficasse rodeado de moças virgens, todas de branco, que era para reforçar a pureza. Ele vivia na floresta com as virgens, para encontrar José Maria. Certo dia, as mulheres da comunidade perceberam que as moças estavam grávidas. Todas! Manoel foi destituído do cargo e expulso do reduto, mas, antes, foi açoitado com a vara de marmelo. Foi substituído por Joaquim, neto de Euzébio. Ciente de um iminente ataque, Joaquim anunciou vitória.

34 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XIX – Um local de florzinhas silvestres Perto das terras de Chico Ventura ficava um campo muito tranqüilo, todo florido, um verdadeiro lugar para meditação. Este foi o caminho das tropas do governo vindas de Curitibanos para atacar os crentes. À frente, vinha Ernestino, o homem das olheiras enormes que pareciam óculos cor-de-rosa. Esperariam a noite chegar e pegariam os crentes de surpresa.

35 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XX – Viram chispas de raio e sangue no chão Batalha. Os jagunços lutavam com a força de São Sebastião. Os soldados lutavam com a força da metralhadora. O velho Euzébio fora atingido com uma bala na perna.

36 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XX – Viram chispas de raio e sangue no chão Eis que se ouve: - Iiiiiiiiiiiiiiiii ih eh eh eh eh eh eh eh!!! Viva a Monarquia! Viva São Sebastião! Iiiiiiiiiiiiiii ih ah ah ah ah ah ah ah!!! [...] Eis que ali vinha Chica Pelega, a brava filha da floresta, arremetida, lançando o seu estridente e feroz grito de guerra, dos olhos jorrando-lhe chispas de raio. Em disparada, com o rosto quase colado à crina do cavalo, projetou-se por detrás das forças inimigas agrupadas e aí foi fazendo enorme estrago, golpeando de gume e de ponta com fúria desconhecida, com brutal energia provinda da fé. Surgia como um anjo da morte, como um demônio sanguinário. Eis aí Chica Pelega, mulher-centauro, a imagem viva de todas as fúrias. Batendo, atropelando, furando, nutrida por ira santa.

37 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XX – Viram chispas de raio e sangue no chão Vicente Telles, folclorista e compositor do Contestado, mais tarde, cantava: Quem viu Chica Pelega viu chispas de raio clareando o sertão Quem viu Chica Pelega viu rasga-mortalha piar no sertão Quem viu Chica Pelega viu fogo no céu e viu sangue no chão A vinda de Chica Pelega foi o ânimo que faltava aos jagunços.

38 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XXI – Desaparecem Jerônimo e Zé Biriva da Cidade Santa Vitória no Irani, vitória em Taquaruçu, viva São José Maria! O povo estava em festa. Todos elogiavam Chica Pelega. Ela voltou a cuidar dos doentes. Zé Biriva e Jerônimo sempre eram vistos juntos, até que alguns dias depois da festa, eles sumiram.

39 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XXII – A sumária justiça do Coronel O Cel. Albuquerque está ansioso por causa da demora das tropas enviadas pelo governo. Armas de Praxedes, o Xandoca, são apreendidas. Praxedes levou um tiro. Quem foi? O Governo mandou para região do Espinilho 750 homens armados. Menino de Deus reuniu os 600 devotos no Quadro Santo e ordenou-lhes as novas instruções do monge: deveriam abandonar o reduto.

40 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XXII – A sumária justiça do Coronel E assim fizeram. Agora, sob a proteção da Virgem Maria Rosa. Seguiram Caraguatá. Deixaram somente crianças, velhos e doentes. Chica Pelega ficou com sua mãe e para cuidar dos doentes.

41 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XXIII – A seqüestrada Havia casebres à beira da estrada. Pertenciam à ferrovia. Em uma dessas casas, estava Rita, aprisionada por Bocudo. Presa para sua satisfação sexual. Rita vivia acuada, com medo. Ela o escuta chegando. Zé Biriva o vê. Ele é laçado, arrastado, capado e morto. Rita foge com Zé.

42 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XXIV – O massacre de Taquaruçu Antes das tropas marcharem contra Taquaruçu, este comandante recebeu a visita de Manoel Correia de Freitas, Deputado Federal, que pretendia conversar com os jagunços antes de atacá-los. O Governador de Santa Catarina, Vidal Ramos, insistia em chamar os jagunços de perigosos fanáticos perturbadores da ordem pública. O país sentia-se ameaçado. Quando o Deputado lá chegou, só encontrou velhos, crianças e doentes, ninguém que pudesse responder pelos jagunços, pois não havia guerreiros no arraial. Ele veio embora.

43 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu XXIV – O massacre de Taquaruçu Indiferentes à atitude do Deputado, o Cap. Vieira da Rosa e o Tenente-Coronel Aleluia Pires organizaram um ataque a Taquaruçu, mesmo sabendo que lá só havia gente indefesa. Iniciou-se o massacre. Desorientados, corriam todos, perdidos em círculos, alvos fáceis dos obuses e do matraquear das metralhadoras. Todos tombavam, um a um, nutridos dessa esperança. Chica Pelega estendia-se no lodo com o corpo crivado de balas.

44 XXIV – O massacre de Taquaruçu A chacina aconteceu completa, deixando à mostra um cenário horripilante. Espalhavam-se os corpos por todos os cantos, a maior parte deles completamente mutilados. Um pouco antes do cessar-fogo, quando inda haviam bombas estourando e cerrados estampidos sacudindo a noite, ouviu- se, com terna sonoridade, uma canção de ninar. Uma voz de embalo morno e suave a contrastar com os ásperos ribombos da violenta razia. E então se viu, no relance de um clarão, a mãe de Chica Pelega sentada na lama com a ensangüentada cabeça da filha no colo. Alisava-lhe a cabeça e cantava com doçura, indiferente aos estouros dos obuses, a sua velha canção de ninar. Enlouquecera. Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu

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46 1.Sobre a obra estudada e seu contexto histórico, assinale a única alternativa INCORRETA. a)A Guerra do Contestado aconteceu nos limites entre Paraná e Santa Catarina, e durou de 1912 a b) O Monge José Maria foi morto pelo Cel. João Gualberto de Sá. c) Chica Pelega era, na verdade, o apelido de Francisca Roberta, filha de Chiquinha e Zinho, ambos mortos pelos pistoleiros da estrada de ferro. d) Ninica era irmã gêmea de Jerônimo. Ela morreu após ser estuprada por três homens. e) O Superintendente Coronel Albuquerque administrava o sertão com mãos de ferro, para ele, a justiça se fazia à bala.

47 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu 2. A respeito da personagem Chica Pelega, assinale a alternativa que NÃO condiz com a verdade. a)Desde pequena possuía o dom da cura: primeiro tratava dos animais e, mais tarde, dos doentes do reduto. b) Chica Pelega casara-se com Zico, mas ele foi morto pelos pistoleiros da estrada de ferro. Desde, então, ela nunca mais quis saber de nenhum outro homem. c) Chica Pelega cuidou de sua mãe até o fim de sua vida, tanto que não quis acompanhar os guerreiros por causa da mãe e dos outros velhos e doentes do reduto que ficaram em Taquaruçu. d) Chica Pelega nasceu na lavoura, em meio à floresta. Sua mãe estava sozinha quando a pariu. A mãe fez o próprio parto e depois lavou a menina nas águas do rio. e) Chica Pelega recebeu esse apelido porque sempre saía a cavalo, em disparada, com sua matilha de lã, parecendo um ponche, um pelego, que esvoaçava com o vento.

48 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu 3. Indique a opção CORRETA em relação à obra estudada. a)Frei Rogério consegue convencer alguns crentes de que José Maria não era, na verdade, um santo e os leva para assistir a uma missa católica. b) Praxedes, o Xandoca, foi morto pelos homens do Cel. Albuquerque, pois traíra o governo, ao ser pego vendendo armas aos jagunços. c) A estrada de ferro foi concluída em Euzébio, Manoel e Joaquim trabalharam na obra e depois foram expulsos do lugar, pelos donos da ferrovia. Com raiva, eles juntaram-se ao Monge e lutaram contra os estrangeiros. d) Zé Biriva e Jerônimo eram grandes amigos desde o início da história. Foram eles quem mataram Bocudo, o homem que estuprou Ninica. e) Conta-se que aparecera pelo sertão três Monges, três homens diferentes, que os jagunços acreditavam que eram santos e que eram a mesma pessoa.

49 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu 4. Assinale a única alternativa INCORRETA. a)O massacre de Taquaruçu foi considerado historicamente como covarde, pois os policiais sabiam que não havia guerreiros no local, apenas crianças, velhos e doentes. b) Semelhante à Guerra de Canudos, descrita em Os Sertões, obra de Euclides da Cunha, Chica Pelega – a guerreira de Taquaruçu também relata uma guerra entre fanáticos religiosos e a polícia. A diferença é que a Guerra de Canudos durou um ano, e a Guerra do Contestado, quatro. c) Ao lado dos jagunços também estavam fazendeiros e gente importante da região, como Henriquinho de Almeida e Chico Ventura. d) Ao final da construção da ferrovia, os estrangeiros pagaram as pessoas que ajudaram na construção e, como havia vindo gente de todo lugar do Brasil, os empregados foram levados para seus estados pelo próprio trem, no dia da inauguração da estrada. e) Chica Pelega e a mãe encontraram o Monge José Maria pela primeira vez, em 1912, na festa do Bom Jesus, em Taquaruçu.

50 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu 5. Assinale a proposição INCORRETA. a)Segundo conta a história, os jagunços acreditavam que o primeiro e o segundo João Maria e José Maria eram as mesmas pessoas. b) Por causa da proximidade com a estrada de ferro, as terras começaram a ser valorizadas, e a plantação de erva-mate também. Por causa disso, muitos donos de terra expulsaram os posseiros de suas terras. c) As pessoas que estavam com o Monge lutavam pela monarquia e contra o Dragão da República injusta. d) O Capitão Palhares era a autoridade responsável pela faixa de terra que ia de Porto União, no Paraná, até Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul. Além disso, ele era uma pessoa justa e costumava ajudar os caboclos que estavam longe de suas famílias. e) Na obra, aparecem dois personagens estrangeiros, responsáveis pela exploração da madeira, Mr. Bishop (a quem os caboclos chamavam de Sr. Bicho) e Dr. Finnel, o engenheiro que os jagunços chamavam de Dr. Fino.

51 Chica Pelega: A guerreira do Taquaruçu AulãodeLiteratura - Karen Olivan -


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