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ABSOLUTISMO FRANÇA E INGLATERRA. ABSOLUTISMO CONTEXTO: com o renascimento comercial, também renasceram as cidades e, com elas, surgiu uma nova classe.

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1 ABSOLUTISMO FRANÇA E INGLATERRA

2 ABSOLUTISMO CONTEXTO: com o renascimento comercial, também renasceram as cidades e, com elas, surgiu uma nova classe social: a burguesia. Para por um fim a descentralização do poder real, resquício da Idade Média, reis se aliaram a burguesia e tentaram fortalecer seu poder desde a formação das monarquias nacionais entre os séculos XII e XVI. Nos séculos seguintes, os reis trataram de consolidar seu poder: criaram impostos, moedas nacionais, corpo de funcionários públicos, exército permanente e bem treinado sob o poder real. Poder esse que atingiu o seu ápice no século 17 com o regime absolutista. Absolutismo significou a concentração total do poder político nas mãos dos reis, numa época de expansão das atividades comerciais e de enriquecimento da burguesia. O absolutismo faz parte das mudanças que marcaram a transição do feudalismo para o capitalismo.

3 ABSOLUTISMO FATORES QUE AJUDARAM A FORMAÇÃO DO ABSOLUTISMO: O povo queria ordem, segurança e paz e acreditou que a monarquia proporcionaria isso, Os burgueses necessitavam de menos impostos e segurança para seu comércio (apoio aos reis), O rei precisava do dinheiro burguês para a formação de um forte exército (formação de aliança entre reis e burgueses), A Igreja, que havia lutado contra o fortalecimento dos reis, foi enfraquecida pela Reforma Religiosa e, por isso, obrigada a se aliar aos reis novamente, apoiando-os.

4 ABSOLUTISMO Pensadores que, através de suas teorias, tentaram justificar o poder absolutista dos reis: * Maquiavel ( ) – Fundamentava a necessidade de um Estado Nacional forte e independente da Igreja e encarnado na pessoa do chefe do governo (O Príncipe) que governaria baseado na razão, em benefício coletivo; considerava válido todos os meios utilizados para o alcance desses objetivos - Virtú. O governante não pode delegar poder, apenas incumbências, principalmente as impopulares; o governante deve se fazer temer; o público deveria ser mantido na ignorância, principalmente de fatos ruins; o governante deveria mentir, trair, prejudicar se fosse necessário para o bem do país. A política para ele é amoral, os fins justificam os meios.

5 ABSOLUTISMO Jean Bodin ( ) – Rei só deve ser submisso a Deus. Direito Divino dos Reis. Jacques Bossuet ( ) – Em sua obra "A Política tirada das Sagradas Escrituras" reforçou a doutrina do direito divino, que legitimava qualquer governo, justo ou injusto; todo governo é sagrado e revoltar-se contra ele é, portanto, um sacrilégio. Thomas Hobbes ( ) – Em sua obra "Leviatã" justificava o Absolutismo, advogando que os homens acostumados com guerras e lutas, deveriam transferir para o Estado a responsabilidade de zelar pela proteção dos mais fracos diante da tirania dos mais fortes. Segundo ele, o Rei era a garantia da paz entre os súditos.

6 ABSOLUTISMO O ABSOLUTISMO INGLÊS Auge - século 16 – com rei Henrique VIII – da família Tudor, criador do anglicanismo. Foi sucedido por sua filha, Elizabeth I, a rainha virgem. Ela trouxe prosperidade econômica com o mercantilismo e apoiava a pirataria, desde que houvesse ganho para a Inglaterra. Com sua morte e sem um herdeiro direto ao trono, foi o fim da dinastia Tudor.

7 ABSOLUTISMO Sobiu ao trono o rei Jaime I, primo de Elizabeth e rei da Escócia, unindo os dois reinos, criou o Reino Unido. Escoceses não gostaram da união com a Inglaterra = conflitos, que pioraram com a decisão real de perseguir católicos e calvinistas. Para pagar os gastos gerados pelos conflitos, o rei aumentou os impostos, gerando mais insatisfação. O Parlamento discordou do rei e acabou sendo dissolvido. O sucessor de Jaime I, rei Carlos I, governou entre 1625 e Enfrentou os mesmos problemas que Carlos I. Ele tentou negociar com o Parlamento os aumentos de impostos que faz uma contra oferta: aprovaria os novos impostos se o rei assinasse um documento limitando seus direitos, a petição de direitos. O rei aceitou, mas logo em seguida dissolveu o Parlamento.

8 ABSOLUTISMO Nobres lutaram ao lado do rei contra os puritanos (calvinistas ingleses que eram comerciantes e manufatureiros) – esse conflito durou 7 anos, até que o exército puritano liderado por Oliver Cromwell, prendeu, julgou e executou o rei Carlos I. Foi instalada uma República Puritana. Ele eliminou os altos impostos e favoreceu os comerciantes. Em 1651, criou leis conhecidas como Atos de Navegação. Em 1653, Cromwell foi aclamado como Lorde Protetor da Inglaterra e seu poder se tornou hereditário. Após sua morte em 1660, seu filho, Ricardinho, cai não cai, assumiu, mas devolveu o poder as mãos da família Stuart na figura do rei Carlos II.

9 ABSOLUTISMO Rei Carlos II – 1660 a 1685 – estreita relações com a França = problemas com os comerciantes ingleses (os franceses eram seus maiores concorrentes). O rei também era ligado a Igreja Católica e seu irmão, Jaime II havia se convertido ao catolicismo (próximo na sucessão). Com a morte do rei, seu irmão, Jaime II, católico, assumiu o trono do Reino Unido. Ingleses ficaram mais tranqüilos ao saber que as 3 filhas de Jaime eram casadas com nobres anglicanos. Mas o rei conseguiu um filho com sua segunda esposa. Com isso, nobres, parlamento e população decidiram derrubar o rei. Foi a Revolução Gloriosa. A coroa inglesa foi oferecida ao nobre holandês, Guilherme de Orange, casado com uma das filhas do rei, mas em troca da assinatura da Carta de Direitos onde o novo rei, aceitava diminuir seus poderes.

10 ABSOLUTISMO ABSOLUTISMO NA FRANÇA Conflitos religiosos retardaram a centralização do poder real. Rei Francisco II ( ) – ordena o 1º massacre contra os protestantes. Rei Carlos IX – 1572 – influenciado por Catarina de Médicis e Henrique de Guise, ordenou um grande massacre contra os protestantes conhecida como a Noite de São Bartolomeu, onde mais de 3 mil pessoas morreram. Rei Henrique III (irmão de Carlos IX) subiu ao trono – Início da Guerra dos Três Henriques Todos eram filhos de Catarina de Médici

11 ABSOLUTISMO Durante o cerco a Paris, o rei Henrique III é morto. Henrique de Navarra Bourbon foi considerado seu sucessor legítimo. Ele invadiu Paris, matou Henrique de Guise e assumiu o poder com o título de Rei Henrique IV, fundando a Dinastia Bourbon. GUERRA DOS TRÊS HENRIQUES Rei Henrique III Manda matar Henrique de Guise, fracassa, e é deposto pela liga católica. Henrique de Guise Junto com Catarina de Médicis, forma uma liga católica para pressionar o rei. Henrique de Navarra Bourbon Alia-se ao rei para devolver o poder a ele.

12 ABSOLUTISMO O rei Henrique IV era protestante, mas se converteu ao catolicismo ao assumir o trono. A conversão foi apenas uma jogada política, prova disso foi que ele assinou o Édito de Nantes – que dava liberdade de culto aos protestantes. O rei acabou assassinado por católicos fervorosos. Seu filho, Luís XIII ainda era criança. Então foi nomeado um primeiro ministro – Cardeal Richelieu – Conduziu a França a uma grande guerra, a Guerra dos Trinta Anos, resultando na vitória da França contra os Habsburgo (Espanha, Países Baixos, alguns reinos da Itália e Alemanha). Luís XIII assumiu e morre também, antes de seu filho ter idade para assumir o trono. Assim outro cardeal foi nomeado 1º ministro, o Cardeal Mazarino e governou com mão de ferro como o cardeal Richelieu.

13 ABSOLUTISMO Rei Luís XIV, o Rei Sol, O Estado sou eu! Controlou a nobreza, dando-lhes salários, construiu uma cidade, um palácio, Versalhes, onde as festas pagas pelo Estado eram freqüentes e suntuosas. O começo do seu governo foi bom, com uma balança comercial favorável sob a administração do ministro das finanças, Colbert. Houve expansão comercial e crescimento das manufaturas. Mas os gastos com Versalhes aumentavam cada vez mais, a desorganização fiscal diminuía a arrecadação. A pressão dos católicos fez o rei expulsar da França todos os comerciantes calvinistas (huguenotes), indo embora com eles, parte da riqueza da França. Seus sucessores, os reis Luís XV e Luís XVI eram incompetentes, e levaram a França a uma grave crise política e econômica que resultou, durante o reinado de Luís XVI, na Revolução Francesa.


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