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Muito obrigado Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás! Muito obrigado pelo pão, pelo ar, pela paz! Muito obrigado pela beleza que meus olhos vêem.

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4 Muito obrigado Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás! Muito obrigado pelo pão, pelo ar, pela paz! Muito obrigado pela beleza que meus olhos vêem no altar da Natureza!

5 Olhos que fitam o ar, a terra e o mar. Que acompanha a ave fagueira que corre ligeira pelo céu de anil e se detém na terra verde salpicada de flores em tonalidades mil!

6 Muito obrigado Senhor, porque eu posso ver o meu amor! Diante de minha visão, pelos cegos, formulo uma oração. Eu sei que depois dessa lida, na outra vida, eles também enxergarão! Obrigado pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.

7 Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro, a melodia do vento nos ramos do salgueiro, as lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro. Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos eu Te quero pedir, eu sei que depois desta dor, no Teu reino de amor, eles também ouvirão!

8 Muito obrigado Senhor, pela minha voz! Mas também pela voz que canta, que ensina que alfabetiza que canta uma canção e Teu nome profere com sentida emoção!

9 Diante da minha melodia quero Te rogar, pelos que sofrem de afazia, pelos que não cantam de noite e não falam de dia. Eu sei que depois desta dor, no Teu Reino de amor, eles também cantarão!

10 Muito obrigado Senhor, pelas minhas mãos! Mas também pelas mãos que oram, que semeiam, que agasalham. Mãos de amor, mãos de caridade, de solidariedade.

11 Mãos que apertam mãos. Mãos de poesia, de cirurgia, de sinfonia, de psicografias... Mãos que acalentam a velhice, a dor e o desamor! Mãos que acolhem ao seio o corpo de um filho alheio, sem receio.

12 Pelos meus pés, que me levam a andar sem reclamar. Muito obrigado Senhor, porque posso bailar! Olho para a Terra e vejo amputados, marcados, desesperados, paralisados... Eu posso andar!!!

13 Oro por eles! Eu sei que depois dessa expiação, na outra reencarnação, eles também bailarão.

14 Muito obrigado Senhor, pelo meu lar! É tão maravilhoso ter um lar... Não importa se este lar é uma mansão, um bangalô, seja lá o que for!

15 O importante é que dentro dele exista amor! O amor de pai, de mãe, de marido e esposa, de filho, de irmão... De alguém que lhe estenda a mão, mesmo que seja o amor de um cão, pois é tão triste viver na solidão!

16 Mas se não tiver ninguém para amar, um teto para me acolher, uma cama para me deitar... mesmo assim, não reclamarei, nem blasfemarei. Simplesmente direi:

17 Obrigado Senhor, porque nasci. Obrigado Senhor, porque creio em Ti! Pelo Teu amor, obrigado Senhor! Amélia Rodrigues

18 O Poema da Gratidão é, antes de tudo, uma prece de agradecimento a Deus. É o ser humano, expressando esse sentimento de forma bela e poética. Ressalta, com muita beleza, os atributos do Espírito imortal, a se refletir no hoje e o quanto podem ser úteis produzindo no campo do Bem e do Amor. Evidencia que as mãos, em ações altruísticas e no trabalho edificante, são propulsoras do progresso e da evolução. É, sobretudo, um hino magnífico, que exalta a reencarnação, abrindo perspectivas de esperança, de novas e sucessivas etapas através dos tempos, nas quais os que sofrem encontrarão a recompensa merecida. Essa bela oração gratulatória, do Espírito Amélia Rodrigues, foi psicografada por Divaldo P.Franco, em Buenos Aires, Argentina, em 21 de novembro de 1962, que passou a apresentá-la ao finalizar as suas palestras. No momento do encerramento, quando Divaldo pronuncia as primeiras frases do poema, unem-se os pensamentos e vibrações do público presente e, como um majestoso concerto, seus acordes repercutem harmoniosamente, levando a mensagem de gratidão a Deus pela amplidão afora. Suely Caldas Schubert

19 Sessenta anos transcorreram desde que Divaldo Franco proferiu sua primeira palestra, iniciando uma jornada que o levaria aos mais distantes rincões do mundo, tornando-se o maior divulgador da Doutrina Espírita em todos os tempos. Assim, ultrapassou a marca de mais de conferências em mais de 2000 cidades no Brasil e em 63 países. Como médium, completou, neste ano de 2007, sessenta anos de prática mediúnica, realizada com a mesma abnegação e amor. Sua obra psicográfica alcança a marca de 200 títulos, num total de 7,5 milhões de exemplares, 211 autores espirituais e 80 versões para 16 idiomas. Fundou em 1952, na cidade de Salvador, com Nilson de Souza Pereira, a Mansão do Caminho, complexo educacional que atende três mil crianças e jovens de famílias de baixa renda, por dia. Seu trabalho em prol da paz mundial o tem distinguido no Brasil e no exterior. A esse incansável trabalhador do Cristo, que revive em sua vida exemplar os tempos apostólicos, o nosso preito de gratidão e de amor.

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