A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

BOCA DE OURO Nelson Rodrigues. NELSON RODRIGUES (1912 – 1980) Cronista e comentarista esportivo; Romancista; Dramaturgo revolucionou o teatro brasileiro.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "BOCA DE OURO Nelson Rodrigues. NELSON RODRIGUES (1912 – 1980) Cronista e comentarista esportivo; Romancista; Dramaturgo revolucionou o teatro brasileiro."— Transcrição da apresentação:

1 BOCA DE OURO Nelson Rodrigues

2 NELSON RODRIGUES (1912 – 1980) Cronista e comentarista esportivo; Romancista; Dramaturgo revolucionou o teatro brasileiro Vestido de Noiva (1943) Tarado, pornográfico, moralista, revolucionário, Genial!

3 Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico(desde menino). NELSON RODRIGUES (1912 – 1980) Tarado, pornográfico, moralista, revolucionário, Genial! Dramaturgo, cronista, comentarista esportivo romancista,...

4 REVOLUCIONÁRIO / REACIONÁRIO Revolucionou o teatro brasileiro Vestido Noiva (1943) Temas polêmicos para a época (1950/60): incesto, adultério, sexo, prostitutas e assassinatos; Peças evidenciam o lado mau do ser humano, paixões obscuras, desejos inconfessos, sentimentos inconscientes; Modernizou o teatro e foi um transgressor, apesar da postura conservadora na política; Censurado e atacado pela direita conservadora e rechaçado pela esquerda;

5 DRAMATURGIA Peças Psicológicas Vestido de noiva, Viúva, porém honesta,... Peças Míticas Álbum de família, Senhora dos afogados,... Tragédias Cariocas O beijo no asfalto, Boca de Ouro, Toda nudez será castigada, Os sete gatinhos,...

6 CARACTERÍSTICAS Comportamento obsessivo e repentino; Morbidez; Ironia feroz ; Diálogo direto, preciso. Linguagem coloquial e urbana; Família e sexo; Violência nas relações interpessoais: traição, antagonismo e exploração; Crítica à imprensa.

7 BOCA DE OURO Escrita em 1959, encenada em 1960 (SP); Tragédia carioca em 3 atos; 3 versões para o mesmo assunto: morte do bicheiro de Madureira; Versões ligadas à condição psicológica da narradora (D. Guigui); Boca de Ouro Dimensão mítica Rubricas específicas que orientam o comportamento dos atores

8 BOCA DE OURO / PERSONAGENS Boca de Ouro Dentista Secretário Caveirinha Repórter Fotógrafo D. Guigui Agenor Leleco Celeste Preto 1ª Grã-Fina 2ª Grã-Fina 3ª Grão-Fina Maria Luísa Locutor Morador

9 PRIMEIRO ATO Boca no dentista; Boca suborna dentista para que seus dentes sejam arrancados e substituídos por dentes de ouro; Na redação: Notícia da morte de Boca de Ouro; Posição do jornal: ontem, elogio; agora, cancro social; Secretário sugere entrevista com D. Guigui; Caveirinha e fotógrafo vão a casa de Guigui.

10 PRIMEIRO ATO / Casa de Guigui Conversa entre Caveirinha, Fotógrafo, Guiomar (Guigui) e Agenor. Dona Guigui, a senhora sabe de algum crime do Boca de Ouro? Cena de um lar suburbano: Celeste e Leleco; 1ª versão: visão degradada de Boca de Ouro: Leleco procura Boca para pedir dinheiro para o enterro da sogra; Boca oferece 100 mil cruzeiros, mas exige que Celeste venha sozinha buscar o dinheiro.

11 PRIMEIRO ATO / 1ª Versão Boca recebe Celeste entre tom ameaçador e amigável; Oferece o dinheiro, mas tenta agarrá-la; Celeste chama o marido; Boca ameaça Leleco e exige que ele mande Celeste entrar no quarto; Leleco manda Celeste entrar; Como Boca se recusa a entregar o dinheiro, Leleco xinga-o (Tu nasceu numa pia de gafieira!); Indignado, Boca derruba-o com uma coronhada.

12 SEGUNDO ATO / Guigui muda o tom Guigui reafirma o assassinato e conta como Boca se livrou do cadáver; Surge Agenor e conta que Guigui o abandonou e a seus três filhos para viver com o Boca; Caveirinha conta que o Boca de Ouro morreu! Agenor fica eufórico, mas Guigui muda e começa a defender o ex-amante; Guigui: O Boca tinha até uma pinta de Lorde... Eu disse aqueles troços, mas te juro, foi a maldita vaidade...

13 SEGUNDO ATO / Mãe de Boca Conversa entre Boca e um Preto sobre a mãe de Boca: alegre, gorda, cara cheia de bexigas; Cena de Leleco e Celeste: Leleco acusa Celeste de ter um amante, ela confessa, mas diz que já romperam; Leleco exige que ela procure o Boca para tirar dinheiro dele; Surge Boca com uma aparência diferente, mais refinada;

14 SEGUNDO ATO / As Grã-finas Boca recebe a visita de Celeste que chega com alegre desenvoltura; Guigui aparece anunciando a chegada de uma comissão de grã-finas; As grã-finas dizem ser da Campanha Pró-Filhos dos Cancerosos; Boca mostra o jornal que fala dele como sendo Drácula de Madureira e Assassino de Mulheres; Uma das mulheres pergunta sobre a história da pia; Indignado, Boca apresenta Celeste e decide contar a história.

15 SEGUNDO ATO / Pia da Gafieira Boca se emociona ao contar a história de seu nascimento: mãe, tão gorda que não se notava a barriga da gravidez, saiu para dançar na Imperadores da Floresta. No banheiro ele nasceu e foi lavado com água da pia, depois a mãe voltou para o salão...

16 SEGUNDO ATO / 2ª Versão Boca propõe um concurso: aquela que tiver os peitinhos mais bonitos vai ganhar um colar de pérolas; As grã-finas mostram os peitos, Celeste também quer participar; Boca entrega o colar para Celeste e esta expulsa as grã-finas; Leleco aparece, Celeste diz que vai ficar com Boca; Leleco ameaça Boca com um revólver; Celeste vem por trás e crava um punhal nas costas do marido.

17 TERCEIRO ATO / Briga de Casal Guigui reafirma a macheza de Boca de Ouro; Agenor, indignado, decide abandonar Guigui; Caveirinha e o fotógrafo interferem na briga do casal e eles acabam se reconciliando; Novamente, Guigui muda o tom; Guigui confirma que Boca era Assassino de Mulheres; Guigui acusa-o de covarde e diz que vai contar o caso da Grã-fina

18 TERCEIRO ATO / Leleco X Celeste Casa de Celeste e Leleco: casal em crise; Ameaçada pelo revólver, Celeste confessa que seu amante era o Boca de Ouro; Leleco conta que apostou no Bicho o número da placa do táxi; Se ele perder, mata Celeste; Leleco perde, Celeste diz que consegue o dinheiro com Boca;

19 TERCEIRO ATO / 3ª versão Casa de Boca: Guigui, com ciúmes, informa de telefonema de Granfa; Chega Celeste e conta que o marido descobriu o caso deles e que estava armado; Leleco ameaça Boca com o revólver diz que Boca deve pagar o prêmio do Bicho; Celeste entra na sala, Leleco se distrai, Boca acerta-o com uma coronhada na cabeça. Boca entrega um punhal para Celeste e os dois juntos concluem o assassinato.

20 TERCEITO ATO / Visita de Mª Luísa Grã-fina aparece na porta; Celeste e Maria Luísa estudaram juntas, inimigas de escola; Mª Luísa diz que quer batizar Boca e que ele é um santo; Celeste mostra o cadáver de Leleco; Boca ameaça Mª Luísa, mas acaba matando Celeste; Boca fala do caixão de ouro, coisa de deus asteca; Mª Luísa vai para o quarto...

21 CONSIDERAÇÕES Peça enigmática: infinitas possibilidades de se ver a personalidade humana; Papel ambíguo da imprensa; 3 possibilidades de análise: sociológica, psicológica e mítica; Questões que permanecem: Por que substituir a dentadura perfeita por uma toda de ouro? Por que a dentadura foi roubada? Personagem mítica: Boca = Jasão / Imprensa = Medeia

22 FLASH RADIOFÔNICO Na porta do Instituto Médico Legal, fala do locutor da Rádio Continental; Radialista anuncia a morte de Boca de Ouro, o Al Capone, o Drácula de Madureira, O Dom Quixote do Jogo do Bicho, é uma apoteose fúnebre! Conversa entre Caveirinha e o radialista; O grande paradoxo: mataram Boca com 29 facadas e roubaram sua dentadura; Assassinado por uma mulher: Mª Luísa!! Caveirinha vai embora, sem espiar o cadáver desdentado.


Carregar ppt "BOCA DE OURO Nelson Rodrigues. NELSON RODRIGUES (1912 – 1980) Cronista e comentarista esportivo; Romancista; Dramaturgo revolucionou o teatro brasileiro."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google