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ALLAN KARDEC HIPPOLYTE LEON DENIZARD RIVAIL. HIPPOLYTE LEON DENIZARD RIVAIL, ALLAN KARDEC E A CODIFICAÇÃO BREVE HISTÓRICO SOBRE A ORIGEM FAMILIAR E CULTURAL.

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1 ALLAN KARDEC HIPPOLYTE LEON DENIZARD RIVAIL

2 HIPPOLYTE LEON DENIZARD RIVAIL, ALLAN KARDEC E A CODIFICAÇÃO BREVE HISTÓRICO SOBRE A ORIGEM FAMILIAR E CULTURAL DE HIPPOLYTE, O SEU INTERESSE PELOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS E OS TRABALHOS QUE LEVARAM À CODIFICAÇÃO E A ADOÇÃO DO PSEUDÔNIMO DE ALLAN KARDEC.

3 1854 OUVIU FALAR DAS MESAS GIRANTES PASSATEMPO NOS SALÕES PARISIENSES ATRAVÉS DO SR. FORTIER – MAGNETIZADOR

4 ASSUMIU A POSIÇÃO DOS INCRÉDULOS QUE NEGAM POR NÃO COMPREENDER OS FATOS FATO CONTRÁRIO ÀS LEIS DA NATUREZA E REPUGNANTE A MINHA RAZÃO KARDEC.

5 1855 SR. CARLOTTI – HOMEM CORSO DE NATUREZA ARDENTE E ENÉRGICA FALOU COM ENTUSIASMO AUMENTOU A DÚVIDA DE KARDEC

6 MAIO DE 1855 FOI COM O SR. FORTIER, O MAGNETIZADOR, NA CASA DA SRA ROGER – SONÂMBULA – ENCONTRARAM SR PARTIER E SRA PLENAMAISON

7 SR. PARTIER HOMEM DE CARÁTER GRAVE, FRIO E CALMO IMPRESSIONOU KARDEC E LEVOU-O A TER O PRIMEIRO CONTATO COM AS MESAS GIRANTES PARA RIVAIL – FATOS QUE DEVERIAM TER UMA CAUSA

8 FAMÍLIA BOUDIN – ESPÍRITO ZÉFIRO COLABOROU COM KARDEC NOS PRIMEIROS TRABALHOS

9 KARDEC APLICOU A ESTA CIÊNCIA O MÉTODO EXPERIMENTAL QUE CONSISTIA EM: OBSERVAÇÃO – COMPARAÇÃO – DEDUÇÃO – ENCADEAMENTO DOS FATOS – FUSÃO DE TODAS AS RESPOSTAS

10 ALLAN KARDEC, O CHEFE DRUÍDA MAURO QUINTELLA

11 INFLUENCIADOS PELA MODA QUE VARRIA A FRANÇA, OS BAUDIN (ÉMILE-CHARLES, CLÉMENTINE E AS FILHAS CAROLINE E JULIE) COMEÇARAM A CONVERSAR COM UMA MESA GIRANTE EM 1853, QUANDO AINDA MORAVAM NA COLÔNIA FRANCESA DA ILHA DA REUNIÃO, NA COSTA ORIENTAL DA ÁFRICA.

12 COMO EM OUTROS LUGARES, LOGO SE CONSTATOU QUE A MESA ERA MOVIDA PELAS ALMAS DOS MORTOS. DEPOIS DE ALGUM TEMPO, AS REUNIÕES PASSARAM A SER DIRIGIDAS POR UM ESPÍRITO, QUE SE APRESENTOU COMO O GUIA ESPIRITUAL DA FAMÍLIA.

13 INTERROGADO A RESPEITO DO SEU NOME, O SER INVISÍVEL RESPONDEU: - CHAMEM-ME PELO QUE SOU, O ZÉFIRO DA VERDADE. ZÉFIRO ERA O NOME DE UM VENTO TÍPICO DA REGIÃO.

14 CERTA NOITE, O GUIA PREVIU QUE SEUS PROTEGIDOS MUDARIAM BREVEMENTE PARA PARIS: ÉMILE ARRUMARÁ SEUS NEGÓCIOS E ENTRARÁ NA ESCOLA NAVAL. CAROLINE E JULIE TOMARÃO PROFESSORAS MAIS COMPETENTES E ENCONTRARÃO SEUS NOIVOS. E EU PROCURAREI CONTATO COM UM VELHO AMIGO E CHEFE, DESDE O NOSSO TEMPO DE DRUIDAS.

15 NESSA ÉPOCA, OS BAUDIN NÃO TINHAM A MENOR INTENÇÃO DE MORAR NA FRANÇA. NO ENTANTO, UMA CRISE NO COMÉRCIO DO CAFÉ E DO AÇÚCAR, PRINCIPAIS PRODUTOS DAS ATIVIDADES AGRÍCOLAS E COMERCIAIS DE ÉMILE-CHARLES, OBRIGOU-OS A MUDAR PARA A CORTE EM ZÉFIRO OS ACOMPANHOU

16 AS REUNIÕES CONTINUARAM EM PARIS. NUMA NOITE, ZÉFIRO ESCREVEU: - NOSSO DIA DE GLÓRIA JÁ CHEGOU. O SR. BAUDIN PEDIU MAIS EXPLICAÇÕES. O ESPÍRITO AMIGO RESPONDEU: - VAMOS TER, AFINAL, O CONVÍVIO DE NOSSO VELHO CHEFE DRUIDA!

17 - AQUELE QUE VOCÊ ESPERAVA ENCONTRAR EM PARIS? - SIM, ELE MESMO, EM PESSOA. VOCÊ VAI TRAZÊ-LO AQUI. CAROLINE VAI ATRAÍ-LO. - VOCÊ PODE ME DIZER O NOME DELE? - ALLAN KARDEC!

18 ÉMILE ACHOU O NOME ESTRANHÍSSIMO E DEU O DIÁLOGO POR ENCERRADO. AS SESSÕES DOS BAUDIN DAVAM-SE NUM CLIMA DE TOTAL DESCONTRAÇÃO E SEM QUALQUER FORMALISMO. NA HORA COMBINADA, A CASA ENCHIA-SE DE CURIOSOS, CONVIDADOS PELA FAMÍLIA OU RECOMENDADOS PELOS AMIGOS DO CLÃ.

19 NESSA ÉPOCA, OS ESPÍRITOS JÁ TINHAM ABANDONADO AS MESAS GIRANTES E SE COMUNICAVAM ATRAVÉS DA PSICOGRAFIA INDIRETA, ESCREVENDO NUM QUADRO DE ARDÓSIA (UMA LÂMINA DE PEDRA, PORTÁTIL).

20 MESAS GIRANTES BICO DE PENA

21 CAROLINE, JULIE E CLÉMENTINE FUNCIONAVAM COMO MÉDIUNS, SEGURANDO UMA CESTINHA DE VIME (CORBELHA, DO FRANCÊS CORBEILLE), EM CUJO BICO AMARRAVAM UM LÁPIS DE PEDRA

22 OS PARTICIPANTES FAZIAM PERGUNTAS, QUE ERAM RESPONDIDAS NA ARDÓSIA E LIDAS EM VOZ ALTA. APÓS A LEITURA DAS RESPOSTAS, SEGUIAM-SE COMENTÁRIOS NOS MAIS DIVERSOS TONS, REVELANDO O ESPANTO DE UNS E O CONTENTAMENTO DE OUTROS.

23 ZÉFIRO, O DIRIGENTE ESPIRITUAL DA CASA, GOSTAVA DE PILHERIAR E ALFINETAR OS CONSULENTES ANTES DE DIRIGIR-LHES A PALAVRA

24 CERTA NOITE, O SR. DENIZARD RIVAIL, EDUCADOR LIONENSE RADICADO EM PARIS, COMPARECEU À REUNIÃO, ACOMPANHADO DE SUA ESPOSA, AMELIE BOUDET, A CONVITE DO PRÓPRIO ÉMILE-CHARLES.

25 O SR. BAUDIN OS HAVIA CONHECIDO NUMA SESSÃO DE MESA GIRANTE NA CASA DA SRA. PLANEMAISON, NA QUAL RIVAIL APROFUNDAVA SEU RECENTE INTERESSE PELOS FENÔMENOS ESPÍRITAS.

26 O ESPÍRITO GUIA DOS BAUDIN OS RECEBEU EFUSIVAMENTE, SAUDANDO O PROFESSOR COM AS SEGUINTES PALAVRAS: - SALVE, CARO PONTÍFICE, TRÊS VEZES SALVE! LIDA EM VOZ ALTA, A SAUDAÇÃO ARRANCOU RISADAS DA PLATÉIA

27 O SR. BAUDIN, MEIO ENVERGONHADO, EXPLICOU A RIVAIL QUE ZÉFIRO ERA MUITO ESPIRITUOSO E TINHA O COSTUME DE BRINCAR COM OS VISITANTES. O PROFESSOR NÃO SE AGASTOU E RESPONDEU SORRINDO: - MINHA BÊNÇÃO APOSTÓLICA, PREZADO FILHO!

28 NOVA RISADA GERAL. ZÉFIRO, PORÉM, REDARGÜIU QUE TINHA FEITO UMA SAUDAÇÃO RESPEITOSA, A UM VERDADEIRO PONTÍFICE, POIS RIVAIL HAVIA SIDO UM GRANDE CHEFE DRUIDA, NO TEMPO DA INVASÃO DA GÁLIA PELO IMPERADOR JÚLIO CÉSAR

29 OS DRUIDAS ERAM OS SACERDOTES DO POVO CELTA, UMA ETNIA QUE HABITAVA VÁRIAS EXTENSÕES DA ANTIGA EUROPA

30 ESSA ÁREA COMPREENDIA PORTUGAL E ESPANHA (A OESTE), A CORDILHEIRA DOS CÁRPATOS (A LESTE), A BÉLGICA (AO NORTE) E A ITÁLIA (AO SUL), PASSANDO PELA IRLANDA, INGLATERRA, PAÍS DE GALES, ESCÓCIA, FRANÇA, DINAMARCA, SUÍÇA, ÁUSTRIA E ALEMANHA

31 O DRUIDA ALLAN KARDEC RENASCEU NO SÉCULO XIX PARA DAR CONTINUIDADE AO SEU TRABALHO NO CAMPO CIENTÍFICO, FILOSÓFICO E RELIGIOSO.

32 O LOCAL ESCOLHIDO FOI A CIDADE DE LYON, NA ATUAL FRANÇA, ANTIGA GÁLIA. SEU NOVO NOME SERIA HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL. EDUCADO NA SUÍÇA, MUDOU-SE, DEPOIS, PARA PARIS, CAPITAL CULTURAL DO MUNDO DURANTE MUITOS ANOS, O EX-DRUIDA DEDICOU-SE AO ESTUDO E PRÁTICA DA EDUCAÇÃO

33 AOS 50 ANOS, ATRAÍDO PELOS FANTASMAGÓRICOS FENÔMENOS QUE INVADIRAM O GLOBO, SUA ATENÇÃO VOLTOU-SE INTEGRALMENTE PARA AS QUESTÕES TRANSCENDENTAIS DA VIDA.

34 CONVENCIDO QUE OS ESTRANHOS ACONTECIMENTOS ERAM PRODUZIDOS POR ESPÍRITOS, RIVAIL COMEÇOU A FAZER-LHES VÁRIAS PERGUNTAS SOBRE AS CAUSAS E CARACTERÍSTICAS DAS COISAS.

35 DESSE MATERIAL SAIU SUA PRIMEIRA OBRA SOBRE O ASSUNTO, O LIVRO DOS ESPÍRITOS.

36 ESTAVA INAUGURADA A NOVA FILOSOFIA ESPIRITUALISTA, QUE ELE CHAMOU DE ESPIRITISMO

37 SABENDO QUE ERA UM DRUIDA REENCARNADO, ATRAVÉS DA REVELAÇÃO DO ESPÍRITO ZÉFIRO, RIVAIL PREFERIU ASSINAR O LIVRO COM SEU ANTIGO NOME CELTA, A FIM DE SEPARAR SEU TRABALHO DE EDUCADOR DO DE AUTOR ESPÍRITA. FECHAVA-SE, ASSIM, UM CICLO PALINGENÉTICO, PESSOAL E HISTÓRICO.

38 O ESPÍRITO KARDEC/RIVAIL COMPLETAVA SUA TAREFA DE CONDUTOR DE ALMAS E AS GRANDES TESES DRUÍDICAS RESSURGIAM NO BOJO DA NOVEL DOUTRINA ESPÍRITA. TUDO SOBRE O MESMO SOLO GAULÊS

39 ESSES FATOS, PORÉM, NÃO ACONTECERAM SEM A RESISTÊNCIA DE UMA VELHA INIMIGA DOS DRUIDAS. A IGREJA CATÓLICA TENTOU DENEGRIR O ESPIRITISMO DE VÁRIAS MANEIRAS. MAS ESSA JÁ É OUTRA HISTÓRIA...

40 REFERÊNCIAS: O LIVRO DOS ESPÍRITOS E SUA TRADIÇÃO HISTÓRICA E LENDÁRIA - SILVINO CANUTO DE ABREU, EDIÇÕES LFU, SÃO PAULO, OS CELTAS - VENCESLAS KRUTA, EDITORA MARTINS FONTES, SÃO PAULO, INTERNET - (DIVERSAS PÁGINAS SOBRE CELTAS).


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