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CLARICE LISPECTOR PERDER-SE TAMBÉM É CAMINHO Professora Francisca Barros.

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Apresentação em tema: "CLARICE LISPECTOR PERDER-SE TAMBÉM É CAMINHO Professora Francisca Barros."— Transcrição da apresentação:

1 CLARICE LISPECTOR PERDER-SE TAMBÉM É CAMINHO Professora Francisca Barros

2 Nasci na Ucrânia, terra de meus pais. Nasci numa aldeia chamada Tchechelnik, que não figura no mapa de tão pequena e insignificante. Quando minha mãe estava grávida de mim, meus pais já estavam se encaminhando para os Estados Unidos ou Brasil, ainda não haviam decidido: pararam em Tchechelnik para eu nascer, e prosseguiram viagem. Cheguei ao Brasil com apenas dois meses de idade. "Sou brasileira naturalizada, quando, por uma questão de meses, poderia ser brasileira nata. Fiz da língua portuguesa a minha vida interior, o meu pensamento mais íntimo, usei-a para palavras de amor. Comecei a escrever pequenos contos logo que me alfabetizaram, e escrevi-os em português, é claro. Criei-me em Recife.[...] E nasci para escrever. Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo.

3 Clarice Lispector dedicou-se à prosa de sondagem psicológica, à análise das angústias e crises existenciais, ou seja, dedicou-se à análise do mundo interior de suas personagens. Clarice rompeu com a linearidade da estrutura do romance, seus textos baseiam-se no fluxo de consciência (na expressão direta dos estados mentais), na memória. Tempo, espaço, começo, meio e fim deixaram de ser importantes. Segundo a própria autora o importante é a repercussão do fato no indivíduo e não o fato em si. Outra característica de Clarice Lispector é o freqüente uso do monólogo interior, técnica em que o narrador conversa consigo mesmo, como se estivesse divagando.

4 Fluxo de consciência e epifania O fluxo de consciência quebra os limites espaço-temporais que tornam a obra verossímil. Por meio dele, presente e passado, realidade e desejo se misturam. Como se fosse um painel de imagens captadas por uma câmera instalada no cérebro de uma personagem que deixa o pensamento solto, o fluxo de consciência cruza vários planos narrativos, sem preocupação com a lógica ou com a ordem narrativa.

5 O processo epifânico pode ser irrompido a partir de fatos banais do cotidiano: um encontrão, um beijo, um olhar, um susto. A personagem, mergulhada num fluxo de consciência, passa a ver o mundo e a si mesma de outro modo. É como se estivesse tido, de fato, uma revelação, e, a partir dela, passasse a ter uma visão mais aprofundada da vida, das pessoas, das relações humanas. De modo geral, esses momentos epifânicos são dilacerantes e dão origem a ruptura de valores, a questionamentos filosóficos e existenciais, permitindo a aproximação de realidades opostas, tais como nascimento e morte, bem e mal, amor e ódio, matar ou morrer por amor, seduzir e ser seduzido, etc.

6 Portanto, o ponto de partida da literatura de Clarice é o da experiência pessoal da mulher e o seu ambiente familiar. Contudo, a escritora extrapola os limites desse universo. Seus temas, no conjunto são essencialmente humanos e universais, como as relações entre o eu e o outro, a falsidade das relações humanas, a condição social da mulher, o esvaziamento das relações familiares e, sobretudo, a própria linguagem – única forma de comunicação com o mundo.

7 Depois que descobri em mim mesma como é que se pensa, nunca mais pude acreditar no pensamento dos outros.

8 Características de sua produção literária: sondagem dos mecanismos mais profundos da mente humana; técnica impressionista de apreensão dessa realidade interior (predominância de impressões, de sensações); ruptura com a seqüência linear da narrativa; predomínio do tempo psicológico e, portanto, subversão do tempo cronológico; características físicas das personagens diluem-se: muitas nem nome apresentam;

9 as ações passam a ter importância secundária, servindo principalmente como ilustração de características psicológicas das personagens (introspecção psicológica); metalinguagem; fusão de prosa e poesia, com emprego de figuras de linguagem: metáforas, antíteses (eu x não-eu, ser x não ser), paradoxos, símbolos e alegorias, aliterações e sinestesias;

10 Em carta às irmãs, em janeiro de 47, de Paris, Clarice expõe seu estado de inadaptação:"Tenho visto pessoas demais, falado demais, dito mentiras, tenho sido muito gentil. Quem está se divertindo é uma mulher que eu detesto, uma mulher que não é a irmã de vocês. É qualquer uma."

11 J.C. " Por que você escreve? C.L. " Vou lhe responder com outra pergunta: Por que você bebe água?" J.C. " Por que bebo água? Porque tenho sede." C.L. " Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva."

12 Clarice aprofunda-se num caminho já percorrido por outros autores no início do movimento modernista, a literatura de caráter introspectivo e intimista. Clarice sempre foi muito mística e supersticiosa, tanto que em 1976, representou o Brasil num Congresso de Bruxaria, na Colômbia.

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14 Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.

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16 Algumas pessoas cosem para fora; eu coso para dentro-

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18 "[...] talvez porque para as outras vocações eu precisaria de um longo aprendizado, enquanto que para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós. É que não sei estudar. E, para escrever, o único estudo é mesmo escrever."

19 também fiquei pensando qual seria o poema dessa manhã... Ser mulher já é tão poético!!


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