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A Arte de Bem Vestir um Escuteiro Terrestre. Enquadramento O Escutismo é reconhecido internacionalmente como um movimento que veicula um conjunto de valores.

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1 A Arte de Bem Vestir um Escuteiro Terrestre

2 Enquadramento O Escutismo é reconhecido internacionalmente como um movimento que veicula um conjunto de valores considerados de referência na Formação dos Jovens, contribuindo de forma decisiva para o seu desenvolvimento físico, social e intelectual. Através das diferentes organizações que o constituem, difunde uma filosofia de vida suportada num conjunto de regras de conduta importantes para o crescimento pessoal dos Jovens. No escutismo práticamente tudo tem uma carga simbolica e mística. A saudação, o apertar da mão esquerda, a promessa, a divisa, a vida em campo, são alguns exemplos que distinguem os escuteiros, mas de todos os simbolos, o uniforme é, sem dúvida, aquilo que os revela ao mundo exterior, é aquele que os identifica mais facilmente. Revela-se pois fundamental que os responsáveis pela educação dos Jovens que vão integrar o Corpo Nacional de Escuteiros (CNE), pela primeira vez, tenham acesso á informação sobre o uniforme dos escuteiros, por forma a desenvolver competências operacionais que lhes permitam identificar, adquirir e manusear, de acordo com as regras do CNE, os vários componentes do uniforme. A aquisição destas competências facilitará o cumprimento das regras e exigências da uniformização dos escuteiro.

3 Programa do conteúdo Objectivos Conhecer o Movimento Escutista e a sua evolução; Compreender a importância do Uniforme no Movimento Escutista; Enunciar os componentes do Uniforme Escutista; Conhecer as boas práticas relativas à utilização do Uniforme Escutista. Público- alvo Encarregados de Educação de jovens (entre os 6 e os 22 anos), cujos os educandos pretendem integrar o CNE pela primeira vez. Pré- requisitos Competências básicas no âmbito da informática, navegação na internet e correio electrónico. Acesso a PC com Internet. Duração 25h Palavras Chave CamisaT-shirtCalçasCalçõesMeiasJarreteiraParkaInsígniaDistintivoBotas Síntese Aquisição de conhecimentos sobre o movimento escutista e boas práticas de utilização do Uniforme do Escuteiro

4 Arborescência do conteúdo O Uniforme do Escuteiro A arte de bem vestir um E.T. (Escuteiro Terrestre) M 1 - Apresentação U 1 – Apresentação do Curso e do Programa U 2 – Ice-breaking U 3 – Apresentação da Plataforma. Registo M 2 – Movimento Escutista U 1 - Génese U 2 – A Divisão dos Movimentos Escutistas U 3 – Características e Actividades do CNE M 3 - O Uniforme do Escuteiro U 1 – Coberturas para a Cabeça U 2 – Vestuário para o tronco U 3 – Vestuário para Membros Inferiores U 4 – Meias e Calçado U 5 – Lenços e Jarreteiras U 6 – Insígnias e distintivos M 4 – A preparação do Uniforme U 1 – Colocação de Insígnias e Distintivos U 2 – Preparação do Lenço U 3 – Colocação das Jarreteiras M 5 – Boas Práticas de Utilização e Manuseamento do Uniforme U 1 – Coberturas para a Cabeça U 2 – Vestuário para o tronco U 3 – Vestuário para Membros Inferiores U 4 – Meias e Calçado U 5 – Lenços e Jarreteiras U 6 – Insígnias e distintivos M 6 – Aplicação Prática U 1 – Vestir um E. T. / Lobito M 7 - Avaliação

5 Módulo a Desenvolver (Informativo) O Uniforme do Escuteiro A arte de bem vestir um E.T. (Escuteiro Terrestre) M 1 - Apresentação U 1 – Apresentação do Curso e do Programa U 2 – Ice-breaking U 3 – Apresentação da Plataforma. Registo M 2 – Movimento Escutista U 1 - Génese U 2 – A Divisão dos Movimentos Escutistas U 3 – Características e Actividades do CNE M 3 - O Uniforme do Escuteiro U 1 – Coberturas para a Cabeça U 2 – Vestuário para o tronco U 3 – Vestuário para Membros Inferiores U 4 – Meias e Calçado U 5 – Lenços e Jarreteiras U 6 – Insígnias e distintivos M 4 – A preparação do Uniforme U 1 – Colocação de Insígnias e Distintivos U 2 – Preparação do Lenço U 3 – Colocação das Jarreteiras M 5 – Boas Práticas de Utilização e Manuseamento do Uniforme U 1 – Coberturas para a Cabeça U 2 – Vestuário para o tronco U 3 – Vestuário para Membros Inferiores U 4 – Meias e Calçado U 5 – Lenços e Jarreteiras U 6 – Insígnias e distintivos M 6 – Aplicação Prática U 1 – Vestir um E. T. / Lobito M 7 - Avaliação

6 O Uniforme do Escuteiro

7 Enquadramento "A farda escutista constitui hoje, pela sua uniformidade, um laço de fraternidade entre os rapazes de todo o mundo. B.P. in Escutismo Para Rapazes. De todos os símbolos, que se associam ao escutismo, o uniforme é, sem dúvida, aquilo que os revela ao mundo exterior, é aquele que os identifica mais facilmente. Entende-se por uniforme as peças de vestuário e outros artigos, como distintivos e insígnias, que, quando usados, definem por simples observação visual a Secção, estrutura ou órgão a que pertencem os utilizadores, as respectivas funções e demais elementos identificativos. A comunidade escutista é de facto uma grande organização e o uniforme de cada elemento por si só explica o que faz, quem é e onde pertence. É por estas razões que um escuteiro deve sempre apresentar-se impecavelmente uniformizado em todas as actividades.

8 Modulo 3 : O Uniforme do Escuteiro Objectivos Identificar as diversas peças do uniforme do Escuteiro Identificar os utilizadores Duração 8h Palavras Chave CamisaT-shirtCalçasCalçõesMeiasJarreteiraParkaInsígniaDistintivoBotas Actividades Sessão síncrona Questionário de auto-avaliação Jogos pedagógicos Visualização de vídeo

9 Coberturas para a Cabeça

10 Índice u1 1. Sumário 2. Objectivos Específicos 3. Palavras Chave 4. As peças (conteúdo) 1. A boina 2. O boné 3. O chapéu 5. Jogo pedagógico 6. Questionário 7. Síntese

11 Sumário u1 Esta unidade tem como objectivo apresentar as diferentes coberturas para a cabeça e a forma correcta de as utilizar.

12 Objectivos /Palavras Chave u1 Objectivos Específicos Identificar as coberturas para a cabeça; Identificar os utilizadores; Palavras Chave Boina Beret BP Boné Duração 1h

13 A Boina u1 A boina, ou "beret", é de cor azul escuro, modelo oficial, com a insígnia do escutismo mundial colocada do lado esquerdo, lado do coração. O Regulamento de Uniformes, Distintivos e Bandeiras diz explicitamente que a boina (Art.1º):não se usa em recintos interiores (igrejas, salas, etc.)

14 A Boina u1 Tradicionalmente, quando não está na cabeça, a boina pode-se colocar de duas maneiras: Se estiver de camisa, a boina dobra-se em duas partes e prende-se na platina da camisa, no ombro esquerdo, a maioria das pessoas é dextra e a tendência é usar a mão direita para colocar a boina no lado esquerdo; se estiver com o agasalho (camisola de lã), dobra-se a boina em duas partes e introduz-se por baixo do cinto do uniforme, entre a fivela do cinto e o bolso do lado esquerdo.

15 O Boné u1 O Boné é de sarja, azul marinho e normalmente só é utilizado pelos Lobitos. O Bóne tem na frante da frente bordado a branco a flor-de-lis. Os lobitos podem usar o boné em qualquer circunstância. Não pode no entanto estar colocado na missa. Os exploradores, pioneiros e caminheiros apenas o podem usar quanto estão com a t-shirt (camisola de algodão) modelo oficial e os dirigentes quando estão com o pólo modelo oficial.

16 O Chapéu u1 O chapéu de escuteiro, também conhecido por "chapéu de BP" ou simplesmente por "BP", é uma peça muito bonita, feita de pele de coelho e usa-se com a insígnia do escutismo mundial, metálica colocada do lado esquerdo do BP, afixada no fecho da correia que rodeia a copa.

17 O Chapéu u1 O que diz o Regulamento de Uniformes, Distintivos e Bandeiras sobre o chapéu BP (Art.1º): O uso do chapéu está vedado aos Lobitos e terá de ser sempre aprovado pelo Conselho de Agrupamento para as restantes Unidades; Sempre que aprovado e publicado em Ordem de Serviço de Agrupamento, é obrigatório que toda a Unidade o use; O chapéu não se usa em recintos interiores (igrejas, salas, etc.) Saber mais! Chapéu B.P. Saber mais! Chapéu B.P.

18 Dito Chapéu Scout – Aliás "Chapéu de Baden-Powell" – ou ainda em linguagem mais corrente "Chapéu de Quatro Saliências" ou ainda... "quatro dobras". Tem como origem e confecção bem conhecida dos ex-Cow- boys, hoje os cattlemen (homens do gado), sobre o nome de Moutain Peak pela sua semelhança com as montanhas. Foi escolhido pelo General R. S. S. Baden Powell para cobrir as cabeças dos garotos reunidos no Mafeking Cadete Corps e depois atribuídos aos South African Constabulary, ciado igualmente por Baden-Powell e escolhidos por Southern District Scouts em Contra a vontade das declarações do General Baden-Powell tornado Chefe Scout, a forma deste chapéu assemelha-se ao do contingente da Nova Zelândia e do contingente canadiano muito célebre North-West Mounted Police (Policia Montada do Canadá) futura R.C.M:P ou Polícia Montada Real do Canadá. Estas três sábias considerações não impedirão ninguém de reconhecer este elegante CHAPÉU como: O Chapéu Scout. Para todo o sempre ligado a um MOVIMENTO DE JUVENTUDE MUNDIAL nascido da imaginação de um general observador e malicioso. Chapéu B.P. u1

19 As Coberturas para a Cabeça são a boina, o boné e o chapéu, vulgarmente conhecido por BP. As coberturas podem ser usadas pelos elementos das várias várias secções com excepção do chapéu cujo uso está vedado aos Lobitos. Embora seja obrigatorio o seu uso, nenhuma das peças deve estar colocada na cabeça durante as cerimonias como a missa ou a Promessa. Todas as coberturas exibem a insignia do Escutismo, a flor-de-lis. No caso do boné a insignia está bordada na paerte frontal da peça. Na Boina e no BP ela é fixada do lado esquerdo (o lado do coração). Síntese Jogo de Palavras CruzadasJogo de Palavras Cruzadas Jogo Pedagógico Questionário com respostas de escolha múltiplaQuestionário com respostas de escolha múltipla Questionário Actividades u1

20 Vestuário para o Tronco

21 Índice u2 1. Sumário 2. Objectivos Específicos 3. Palavras Chave 4. As peças 1. T-shirt 2. Camisa 3. Pólo 4. Agasalho 5. Parka 5. Síntese 6. Jogo pedagógico 7. Questionário

22 Sumário u2 Esta unidade apresenta as peças que constituem o vestuário para o tronco e que permitem que o Escuteiro devidamente uniformizado seja identificado em qualquer lugar do mundo. Serão apresentadas as peças, as suas características principais e ainda onde podem ser usadas. Nesta unidade serão ainda apresentadas algumas situações de emergência em que as peças de vestuário podem ser utilizadas.

23 Unidade 2 : Vestuário para o Tronco Objectivos Específicos Identificar as peças / vestuário para o Tronco Identificar os utilizadores Palavras Chave Camisa T-shirt Pólo Agasalho Parka Duração 3h

24 A Camisola u2 Camisola de algodão de gola redonda e mangas curtas, da cor da respectiva secção, com a insígnia associativa na manga esquerda e as palavras "CNE Escuteiros" (estilizadas) no lado esquerdo do peito.

25 Branca Para os Dirigentes a T-shirt tem o mesmo modelo mas é de cor Branca A Camisola u2 1.ª Secção - Lobitos 2.ª Secção – Exploradores 3.ªSecção – Pioneiros 4.ª Secção – Caminheiros A t-shirt usa-se sempre com o lenço, excepto no caso dos Aspirantes, que ainda não o possuem. No caso dos Noviços, a t-shirt a usar é a da secção a que pertencem. Por exemplo, um Noviço a Pioneiro deverá usar a T-shirt dos Exploradores (II Secção), até que faça a investidura na III Secção. É permitido o uso de estampagens nas costas da T-shirt, de motivos escutistas, letras e números, quer sejam de iniciativa regional, de núcleo ou local (agrupamento), não podendo ultrapassar a largura da zona das costas nem fazer referências publicitárias.

26 O Polo u2 Peça de algodão de cor bege, modelo oficial, mangas curtas, sem bolso, gola abotoada por 3 botões, com a insígnia associativa na manga esquerda e as palavras "CNE Escuteiros" (estilizadas) no lado esquerdo do peito. Só os Dirigentes podem usar esta peça de vestuário. O Pólo usa-se sempre com o lenço, excepto no caso dos Candidatos a Dirigentes, que ainda não o possuem.

27 A Camisa u2 A camisa é uma das três peças do vestuário de um Escuteiro que não tem variações de cor ou de utilizadores. Todos os Escuteiros usam o mesmo modelo de camisa. A camisa de cor bege, tecido e modelo oficiais, com platinas nos ombros, bolsos de chapa com pala abotoada. As mangas são compridas, mas devem usar-se arregaçadas até dois dedos abaixo do cotovelo.

28 O Agasalho u2 A peça de vestuário conhecida como Agasalho é igual para todos os Escuteiros. Trata-se de uma camisola de lã, azul- escura, modelo oficial mangas compridas, gola redonda, aberta à frente a partir da gola cerca de 20 cm, com fecho de correr, e tendo um passador, abaixo do fecho, para passar o lenço. No lado esquerdo do peito tem as palavras "CNE Escuteiros" (estilizadas)

29 A Parka u2 A vida escutista passa-se sobretudo ao ar livre qualquer que seja a época do ano. Assim tinha existir no uniforme do escuteiro uma peça de vestuário para resguardo do vento e da chuva. Assim existe uma parka impermeável, modelo oficial, de cor azul, com fecho de correr, um bolso interior e dois exteriores, capuz resguardável na gola, com a insígnia mundial no lado esquerdo do peito.

30 O vestuário para o Tronco é constituído por: t-shirt, camisa, agasalho, parka e o pólo. As t-shirts tem cores diversas, de acordo com a secção de pertença do escuteiro que a veste (amarela, se for Lobito, verde se for Explorador, azul se for Pioneiro, vermelha se for Caminheiro e branca se for Dirigente). A t-shirt deve ser usada por baixo da camisa ou sozinha se o Escuteiro estiver em campo. Neste caso deverá ser colocado por cima da t-shirt o lenço escutista. A camisa é de cor bege e é igual para todos os Escuteiros. Também o agasalho e a parka são azuis e são iguais para todos os Escuteiros. O pólo é uma peça de cor bege, reservada para uso dos Dirigentes. Síntese Jogo de palavras cruzadasJogo de palavras cruzadas Jogo Pedagógico Questionário com perguntas de escolha múltiplaQuestionário com perguntas de escolha múltipla Questionário Actividades

31 Vestuário para os Membros Inferiores

32 Índice u3 1. Sumário 2. Objectivos Específicos 3. Palavras Chave 4. As peças a) Saia b) Calções c) Calças 5. Síntese 6. Jogo pedagógico 7. Questionário

33 Sumário u3 O vestuário para os membros inferiores não é diverso sendo que muitos agrupamentos optam por escolher apenas os calções para utilização universal. A função principal destas peças é proteger o corpo.

34 Unidade 3 : Vestuário para os membros inferiores Objectivos Específicos Identificar as peças / vestuário para os membros inferiores Identificar os utilizadores Palavras Chave Saia Calções Calças Cinto Duração 3h

35 A Saia u3 Esta peça pode ser usada em qualquer época do ano. É de sarja azul-escura e tem duas pregas à frente e duas atrás.

36 A Calça u3 Peças em sarja azul-escura que pode ter bolsos laterais ou não. As calças com bolso lateral não podem ser utilizadas em cerimónias como por exemplo nas Promessas.

37 O Calção u3 Peças em sarja azul-escura que pode ter bolsos laterais ou não. Á semelhança das calças também os calções com bolso lateral não podem ser utilizadas em cerimónias como por exemplo nas Promessas.

38 Saber mais! Flor-de-Lis Saber mais! Flor-de-Lis O Cinto u3 É igual para todos os escuteiros. É feito de couro e tem uma fivela especial que contem a flor-de-lis – símbolo máximo do escutismo. O cinto tem incluídos dois mosquetões destinados a colocar alguns objectos escutistas importantes como o assobio e a faca – de – mato ou canivete (só permitido a partir dos pioneiros). Muitos escuteiros penduram ainda nos mosquetões símbolos importantes como as dezenas.

39 A FLOR-DE-LIS NO ESCUTISMO u3 Em 1924, Lord Baden-Powell escreveu um artigo pouco conhecido, provavelmente editado na revista The Scout, que a seguir transcrevemos: O emblema é uma flor-de-lis, símbolo de paz e pureza (…)Alguns anos atrás, enquanto era ajudante de campo no meu Regimento, descobri que alguns jovens recrutas eram pouco melhores do que rapazes meio educados. Após alguns anos, quando comandava um esquadrão de cavalaria na Irlanda, treinava os meus homens a serem exploradores, para além dos seus deveres ordinários de combater nas fileiras. Ensinei-os a encontrar o seu caminho através de territórios desconhecidos lendo e desenhando mapas e redigindo relatórios daquilo que tinham visto, cada homem por si, de noite e de dia; a atravessar rios com os seus cavalos, cozinhar a sua comida, seguir rastos e a manterem-se camuflados enquanto observavam o inimigo. Pensei que algum mérito lhes era devido e conseguir autorização do Departamento de Guerra para conceder a cada homem que se qualificasse como explorador, um emblema que o distinguisse. Escolhi a flor-de-lis, que apontava no norte nas bússolas, pois, tal como o compasso, estes exploradores podiam mostrar o caminho certo para atravessar um território desconhecido. Quando os Escuteiros começaram, anos mais tarde, usei o mesmo emblema para eles, pois, tal como nos exploradores militares, que através do desenvolvimento do seu sentido de dever e hombridade podiam prestar uma ajuda valiosa ao exército, assim os Escuteiros podiam prestar um igualmente valioso serviço ao seu país. O actual significado que se deve ler da flor-de-lis é que aponta na direcção certa e para cima, não virando nem à esquerda nem à direita, uma vez que estes caminhos poderiam levar de novo para trás. As estrelas nas pétalas também podem ser interpretadas como indicação de caminho a evitar, embora o seu significado mais conhecido seja o dos dois olhos do Lobito que se abriram antes de se tornar Escuteiro, quando obteve a sua insígnia de 1ª classe ou a 2ª estrela. As três pétalas da flor-de-lis relembram ao Escuteiro os três artigos da sua Promessa.

40 A FLOR-DE-LIS NO ESCUTISMO u3 A Flor-de-Lis existe realmente. É uma planta bonita e muito sensível, que se reproduz por bolbos. Esta flor na imagem foi fotografada nas comemorações dos 75 anos do CNE, em Barcelos, em Foi trazida pelo Chefe Henrique Barroqueiro desde o Centro de Formação Ambiental de S. Jacinto, e esteve exposta no stand da Região de Aveiro. Para a maior parte dos presentes e visitantes, foi certamente a primeira vez que viram esta bonita planta e a sua flor que a nós, escuteiros, tanto nos diz. SEGUNDO O BUREAU MUNDIAL

41 A FLOR-DE-LIS NO ESCUTISMO u3 OUTRAS INTERPRETA Ç ÕES No CNE, as 3 pétalas da Flor-de-Lis correspondem aos Princípios do CNE: O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a sua vida; O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão; O dever do Escuta começa em casa;

42 O vestuário para os Membros Inferiores é constituído por: saia, calças e calções. As calças e os calções podem ter bolsos lateriais, no entanto se tiverem bolsos não poderão ser usadas em cerimonias como a Promessas. Todas as peças são em sarja, azul- escura. A escolha da peça a utiliar compete ao Conselho de Agrupamento. Em qualquer das peças é colocado o cinto do Escuteiro. É uma peça de couro cuja fivela tem incrita a flor-de-lis. Nos mosquestões do cinto poderão ser colocados alguns artigos como por exemplo as dezenas. Síntese Jogo de frase para completarJogo de frase para completar Jogo Pedagógico Questionário com respostas de escolha múltiplaQuestionário com respostas de escolha múltipla Questionário Actividades u3

43 Meias e Calçado

44 Índice u4 1. Sumário 2. Objectivos Específicos 3. Palavras Chave 4. As peças a) A meia b) O sapato c) A bota 5. Síntese 6. Jogo pedagógico 7. Questionário

45 Sumário u4 A presente unidade tem como objectivo apresentar a meia e o calçado pertencente ao uniforme do Escuteiro e descrever as suas principais características e especificidades.

46 Unidade 4 : Meias e Calçado Objectivos Específicos Identificar e caracterizar o tipo de meia e de calçado permitido a um Escuteiro terrestre ; Palavras Chave Meia Sapato Bota Duração 1h

47 Introdução u4 Desde os primórdios o Homem vem procurando proteger os seus pés e as suas pernas contra as agressões resultantes do caminhar. O tipo de piso, a florestação existente, a actividade desenvolvida e a temperatura são os principais factores que influenciaram a procura de soluções eficazes e confortáveis. Actualmente os Escuteiros usam a meia como meio de protecção da perna, acautelando eventuais arranhões. A par desta função a meia é também um óptimo artigo de vestuário que ajuda a manter a temperatura da perna. O sapato ou a bota são os artigos que complementam a protecção dos pés quanto às agressões físicas quer em actividades desenvolvidas ao ar livre quer em espaços fechados.

48 A Meia u4 A meia caracteriza-se por ser de lã, até ao joelho, de cor azul escuro, caneladas. Nas meias são aplicadas as jarreteiras, ocultas até à franja, sob o canhão.

49 O Sapato u4 O sapato é do tipo montanhismo de cor castanho escuro.

50 A Bota u4 A bota é curta, tipo montanhismo, castanho escuro.

51 As meias e o calçado que integram o Uniforme de Escuteiro têm como principal função a protecção das pernas e dos pés, quer dos agentes atmosféricos quer das agressões resultantes da vegetação ou do piso. Nas meias são aplicadas as jarreteiras que permitem identificar a secção a que pertence o seu utilizador. Síntese Jogo de escolha múltiplaJogo de escolha múltipla Jogo Pedagógico Questionário com respostas de escolha múltiplaQuestionário com respostas de escolha múltipla Questionário Actividades

52 Lenços e Jarreteiras

53 Índice u5 1. Sumário 2. Objectivos Específicos 3. Palavras Chave 4. As peças a) O Lenço b) A Jarreteira 5. Síntese 6. Jogo pedagógico 7. Questionário

54 Sumário u5 A presente unidade tem como objectivo apresentar o lenço e as jarreteiras pertencentes ao uniforme do Escuteiro, descrever a sua principais função, características e especificidades assim como enumerar exemplos de utilização diversa que se pode atribuir ao lenço.

55 Unidade 5 : Lenços e Jarreteiras Objectivos Específicos Identificar a principal função do lenço de Escuteiro; Caracterizar outras utilizações para o lenço; Caracterizaras as jarreteiras; Identificar os utilizadores Palavras Chave Lenço Jarreteira Lobito Explorador Pioneiro Caminheiro Duração 1h

56 Introdução u5 O lenço é um artigo muito utilizado por todos os que desempenham actividades ao ar livre e em ambientes de pó e sol. Nestas actividades o lenço assume o papel de protecção contra o calor ou o frio, quando aplicado na cabeça ou no pescoço, das vias respiratórias, quando aplicado na boca e nariz ou pode ainda fazer um bom saco ou bolsa. Nos Escuteiros o lenço tem por principal função identificar o utilizador, apesar de ser usado em diversas ocasiões, conforme já descrito. A jarreteira é uma peça de lã que serve para fixar a meia na perna, por baixo ou por cima do joelho, por intermédio de um elástico ou fita.

57 O Lenço u5 Se repararmos, não são só os Escuteiros que usam lenço. Em Portugal muitos trajes de ranchos folclóricos têm um lenço, normalmente garrido, ao pescoço. Os vaqueiros, os camponeses dos retratos e quadros, os guerrilheiros, trabalhadores das salinas, etc. são exemplos de profissões onde o lenço é um aliado. Em comum, duas coisas: profissões do ar livre e em ambientes de pó e sol. O lenço protege o pescoço do sol, do frio e serve para limpar o suor bem como para tapar a boca por causa do pó. A South-Africa Mounted Police tinha no seu uniforme o lenço. Esta policia foi criada de raiz por Baden-Powell, tendo este criado o seu regulamento, implantação, estrutura, uniforme, etc. Desta experiência tirou muitas coisas para o uniforme escutista: o chapéu, o lenço e a flor-de-lis são talvez os mais conhecidos. Saber mais! Baden-Powell Saber mais! Baden-Powell

58 O Lenço u5 No Escutismo o lenço assume o carácter identificativo da secção a que pertence o seu utilizador, a saber: Lobito - Lenço triangular, amarelo-ouro, debruado por uma barra branca de 1,5 cm de largura Explorador - Lenço triangular, verde esmeralda, debruado por uma barra branca de 1,5 cm de largura Pioneiro - Lenço triangular, azul-marinho, debruado por uma barra branca de 1,5 cm de largura Caminheiro - Lenço triangular, vermelho vivo, debruado por uma barra branca de 1,5 cm de largura Os dirigentes são também identificados por um lenço específico, conforme figura. Lenço triangular, verde-escuro, sem debrum

59 Utilização do Lenço u5 Mas o lenço de um Escuteiro é mais do que uma peça do uniforme, pode ser usado para: Pegar numa panela quente Proteger contra fumo ou pó Substituir um pedaço de sisal Vendar os olhos (em jogos)

60 Jarreteiras u5 A jarreteira é uma peça de lã que serve para fixar a meia na perna, por baixo ou por cima do joelho, por intermédio de um elástico ou fita. A lenda da jarreteira remonta a Eduardo III de Inglaterra que criou a Ordem da Jarreteira (em inglês Order of the Garter). Supõe-se que tenha sido criada para destacar os esforços da Inglaterra nas subsequentes cruzadas para conquistar a Terra Santa. Na lenda associada à criação desta Ordem, Eduardo III estava dançando com a Condessa de Salisbury numa grande festa da corte, quando esta deixou cair a sua jarreteira. Ao apanhá-la do chão e amarrá-la novamente à sua perna, o Rei reparou que os presentes os fitavam com sorrisos e murmúrios. Irado, exclamou: «Honni soit qui mal y pense» ("envergonhe-se quem nisto vê malícia"), frase que se tornou o lema da ordem; disse ele ainda que tornaria aquela pequena jarreteira azul tão gloriosa que todos a haveriam de desejar.

61 Jarreteiras u5 Posteriormente a Ordem da Jarreteira apadrinhou o movimento escutista, motivo por que todos os Escuteiros usam uma peça de lã pendurado da parte exterior das meias da farda, presa por um elástico ou por uma fita. À semelhança do lenço, as jarreteiras também permitem a identificação da Secção a que pertence o seu utilizador. Lobito - Amarelo-ouro Explorador - Verde esmeralda Pioneiro - Azul-marinho Caminheiro - Vermelho vivo Saber mais! Eduardo III de Inglaterra Ordem da Jarreteira Saber mais! Eduardo III de Inglaterra Ordem da Jarreteira

62 Baden-Powell u5 Baden-Powell Lord Baden-Powell of Gilwell Nome completo Robert Stephenson Smyth Baden-Powell Nascimento 22 de Fevereiro de Londres Morte 8 de Janeiro de Nairobi, Quénia Nacionalidade Inglesa Ocupação Militar, Escoteiro Chefe Mundial Patente Tenente-General Cônjuge Lady Olave Baden-Powell

63 Carreira militar Aos 19 anos, Baden-Powel terminou os estudos em Charterhouse e aceitou uma oportunidade de ir à Índia como subtenente do regimento que formara a ala direita da cavalaria na célebre "Carga da Cavalaria Ligeira" da Guerra da Criméia. Além de uma carreira excelente no serviço militar (chegou a capitão aos vinte e seis anos), ganhou o troféu desportivo mais desejado de toda a Índia, o troféu de "sangrar o porco", caça ao javali selvagem, a cavalo, tendo como única arma uma lança curta. Em 1887, BP participou na campanha contra os Zulus na África. Foi promovido a Major em 1889, e em Abril de 1896 dirigiu uma expedição contra os Matabele na Rodésia. Foi nesta época que começou a amizade com o americano Frederick Russell Burnham, que o introduziu nos costumes do Oeste americano e do woodcraft (escutismo). É nesta fase que BP usa o seu chapéu Stetson pela primeira vez. Mais tarde BP participou na campanha contra a tribo dos Ashantís. Os nativos temiam-no tanto que lhe davam o nome de "Impisa", o "lobo-que-nunca-dorme", devido à sua coragem, à sua perícia como explorador e à sua impressionante habilidade em seguir pistas. Robert Stephenson Smyth Baden-Powell (Londres, 22 de Fevereiro de 1857 Quénia. 8 de Janeiro de 1941) foi um tenente-general do Exército Britânico, fundador do escutismo. O pai foi o reverendo Baden Powell, professor catedrático em Oxford e a mãe era filha do almirante inglês W. T. Smyth. O pai morreu quando Robert tinha aproximadamente 3 anos, deixando a sua mãe com sete filhos, dos quais o mais velho não tinha ainda 14 anos. Robert viveu uma vida ao ar livre com os quatro irmãos, acampando com eles em muitos locais de Inglaterra. Em 1870 Baden-Powell (BP) ingressou na Escola Chaterhouse em Londres com uma bolsa de estudos. Não era um estudante que se destacasse especialmente dos outros, mas era um dos mais vivos. Estava sempre metido em tudo que acontecia no pátio do colégio, e cedo se tornou popular pela sua perícia como guarda-redes da equipa de futebol de Charterhouse. Os amigos da escola apreciavam muito as suas habilidades como actor. Tinha também vocação para a música, e seu dom para o desenho permitiu-lhe mais tarde ilustrar todas as suas obras. Baden-Powell u5

64 Lenta e cuidadosamente, BP foi desenvolvendo a ideia do escutismo. Queria estar certo de que a ideia podia ser posta em prática e por isso, no verão de 1907, foi com um grupo de 20 rapazes separados por 4 patrulhas (Maçarico- Real, Corvo, Lobo, Touro) para a Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, para realizar o primeiro acampamento escuteiro que o mundo assistiu. O acampamento teve um completo êxito. Nos primeiros meses de 1908 lançou em seis fascículos quinzenais o manual "Escutismo para Rapazes" sem sequer sonhar que este livro iria por em acção um movimento que afectaria a juventude do mundo inteiro. Mal tinha começado a aparecer nas livrarias e nas bancas de jornais e já surgiam patrulhas e tropas de escuteiros não apenas em Inglaterra mas em muitos outros países. O movimento cresceu tanto que em 1910, BP compreendeu que o Escutismo seria a obra a que dedicaria a sua vida. Teve a visão e a fé de reconhecer que podia fazer mais pelo seu país educando a nova geração para a boa cidadania do que preparando homens para uma guerra. Pediu então demissão do Exército e ingressou na sua "segunda vida", como costumava chamá-la, sua vida de serviço ao mundo pela via do Escutismo. Em 1912, fez uma viagem à volta do mundo para contactar os escuteiros de muitos outros países. Foi este o primeiro passo para fazer do Escutismo uma fraternidade mundial. As promoções de BP na carreira militar eram quase automáticas tal a regularidade com que ocorriam até que, subitamente se tornou famoso. Foi como um herói dos adultos e das crianças que em 1901 regressou da África do Sul para Inglaterra e descobriu, surpreso, que a sua popularidade pessoal dera visibilidade ao livro que escrevera para os militares: Aids to Scouting (Ajudas à Exploração Militar). O livro era usado como um compêndio nas escolas masculinas. BP viu nisto um desafio. Compreendeu que tinha oportunidade de ajudar a juventude. Ideia de Escutismo Se um livro para adultos sobre as actividades dos exploradores podia exercer tal atracção sobre os rapazes e servir-lhes de fonte de inspiração, outro livro, escrito especialmente para rapazes, poderia despertar muito maior interesse. Pôs-se então a trabalhar, aproveitando e adaptando a sua experiência na Índia e em África entre os Zulus e outras tribos selvagens. Reuniu uma biblioteca especial e estudou os métodos usados em todas as épocas para a educação dos rapazes, desde jovens espartanos, os antigos bretões, os peles-vermelhas, até os nossos dias. Baden-Powell u5

65 Nos últimos dias O casal fixou residência no Quénia, num lugar tranquilo e com um panorama maravilhoso: florestas com quilómetros de extensão, tendo, ao fundo, montanhas de picos cobertos de neve. Foi lá que morreu BP, a 8 de Janeiro de 1941, faltando um pouco mais de um mês para completar 84 anos de idade. Uma s missivas mais célebre que BP deixou escrita foi a sua carta de despedida. Pela sua simplicidade e por representar os fundamentos mais básicos do Escutismo aqui fica: Carta de despedida A Primeira Guerra Mundial interrompeu momentaneamente este trabalho, mas em 1920 escuteiros de todas as partes do mundo reuniram-se em Londres para a primeira concentração internacional de escuteiros: o Primeiro Jamboree Mundial. Na última noite deste Jamboree, a 6 de Agosto, BP foi proclamado "Escuteiro-Chefe-Mundial" sob os aplausos de uma multidão de rapazes. O Movimento Escutista continuou a crescer. No dia em que atingiu a "maioridade" completando 21 anos contava com mais de 2 milhões de membros em praticamente todos os países do mundo. Nesta ocasião, BP recebeu do Rei Jorge V a honra de ser elevado a barão, sob o nome de Lord Baden-Powell of Gilwell. Mas apesar deste título, para todos os escuteiros ele continuou e continuará sempre sendo BP, o Escuteiro-Chefe- Mundial. Quando as forças começaram a declinar, depois de completar 80 anos de idade, regressou a África com a sua esposa, Lady Olave Baden-Powell, que fora uma entusiástica colaboradora em todos os seus esforços e que era a Chefe-Mundial das "Girl Guides" (Guias), movimento também iniciado por Baden-Powell. Baden-Powell u5

66 Carta de Despedida "Escuteiros: Se porventura vocês tiverem visto a peça "Peter Pan", deverão lembrar-se que o chefe-pirata estava sempre a fazer o seu "discurso de decadente", porque receava que, possivelmente, quando chegasse a hora de ele morrer, não tivesse mais tempo para dizer tais coisas. Acontece quase a mesma coisa comigo. Embora neste momento eu não esteja a morrer - inevitavelmente morrerei - quero enviar a todos uma palavra de despedida. Lembrei-me que será a última vez que vocês ouvirão as minhas palavras. Portanto, pensem bem nelas. Eu tenho tido uma vida muito feliz e quero que cada um de vocês também tenha uma vida feliz. Acredito que Deus nos colocou neste mundo alegre para que sejamos felizes e para gozarmos a vida. A felicidade não provém do fato de ser rico, nem meramente de ter sido bem sucedido na carreira; e, tão-pouco, de sermos indulgentes para com nós mesmos. Um passo na direcção da felicidade é o de tornar-se saudável e forte enquanto se é ainda um jovem, de sorte que possa vir a ser útil e, gozar a vida quando for homem. O estudo da natureza mostrará a todos quão repleto de coisas belas e maravilhosas Deus fez o mundo. Alegrem-se com o que receberam e façam bom proveito disso. Olhem para o lado brilhante das coisas, ao invés do lado sombrio delas. Contudo, a melhor maneira de obter felicidade é proporcionar felicidade a outras pessoas. Tentem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram e, quando chegar a vez de morrerem, possam morrer felizes com o sentimento de que, pelo menos, não desperdiçaram o tempo, mas sim fizeram o melhor que puderam. Estejam preparados, desta maneira, para viverem e morrerem felizes, sempre fiéis à Promessa Escuteira, até mesmo depois que deixarem de ser jovens - e que Deus vos ajude a cumpri-la. Vosso amigo, Baden-Powell."

67 Eduardo III da Inglaterra u5 Eduardo III da Inglaterra (13 de Novembro, 1312 – 21 de Junho, 1377) foi Rei de Inglaterra entre 1327 e Foi filho de Eduardo II de Inglaterra e da princesa Isabel de França.

68 Eduardo III era sobrinho do falecido Carlos IV, pelo lado materno, e considerou a sua pretensão mais razoável que a do Conde de Valois, apesar de a lei sálica tecnicamente o excluir da sucessão. Os franceses não aceitaram essa hipótese que resultaria numa perda de independência e confirmaram Filipe VI como rei. Depois de alguns conflitos diplomáticos, Eduardo III declarou hostilidade aberta à França, iniciando assim a famosa Guerra dos Cem Anos. O início das hostilidades foi marcado pelos sucessos da batalha de Crecy (1346) e da batalha de Poitiers (1356), e pela conquista de grande parte do Norte de França. Apesar disso, Eduardo III não fez nenhuma tentativa para ir mais longe e conquistar Paris, por exemplo. Entregado o controle da frente francesa ao filho Eduardo, o Príncipe Negro, que já se mostrava um notável líder militar, Eduardo III concentrou-se na guerra com a Escócia. O resultado da campanha do Príncipe Negro foi excelente: a Inglaterra venceu a França na Batalha de Poitiers e Eduardo III teve a honra de ver o rei João II de França como seu prisioneiro. As condições de resgate detalhadas no Tratado de Brétigny garantiam o pagamento de de coroas para o seu reino e cerca de um terço do território francês. Reinado Eduardo tornou-se rei da Inglaterra aos catorze anos, após seu pai ter sido deposto pela própria esposa, a princesa Isabela de França. Teve como regentes a sua própria mãe e Roger Mortimer, seu tutor, responsáveis pela precoce coroação. Em 24 de Janeiro de 1328, se casou com Filipa de Hainault, com quem teve uma ampla descendência. Ao contrário do seu pai, Eduardo III tinha uma personalidade forte, revelada logo que atingiu a maioridade. Ao completar 18 anos, tomou o controlo do país e ordenou a execução de Mortimer, o seu padrasto e exilou sua mãe, acusando-os do assassinato do seu pai, três anos antes. Eduardo III dedicou o início da década de 1330 para restaurar o domínio sobre a Escócia, que aproveitara a confusão na política inglesa durante o reinado de Eduardo II e dos anos que se seguiram, para readquirir a sua independência. Com a conquista da vitória assegurada na batalha de Halidon Hill, em 1333, Eduardo III voltou-se para outro conflito marcante durante a Idade Média. Em 1328, Carlos IV de França, o último dos três filhos de Filipe IV, morreu sem deixar um descendente do sexo masculino. Como na França vigorava a lei sálica, a Coroa passou para Filipe de Valois, um primo distante, que foi coroado como Filipe VI de França. u5 Eduardo III da Inglaterra u5

69 Apesar de se respeitarem mutuamente, Eduardo III e o seu primogénito não tinham uma relação muito harmoniosa nem partilhavam a mesma visão de como deveria ser a política interna. O casamento do príncipe de Gales com Joana de Kent tinha sido motivo de grande ressentimento para Eduardo III. No entanto, quando Eduardo de Gales morreu, em 1376, Eduardo III chorou a sua morte e tornou-se melancólico. Morreu no ano seguinte, sendo sucedido pelo neto Ricardo. Depois da morte de Eduardo III, a sucessão do trono inglês parecia assegurada, seja por Ricardo, ainda muito jovem, seja pelo grande número de filhos que Eduardo gerou. Porém, os conflitos que em breve ocorreriam, entre os diversos ramos da sua descendência, deram origem à Guerra das Rosas, onde os seus netos, divididos entre as casas de York e Lancaster, disputaram a coroa numa sangrenta guerra civil. u5 Eduardo III da Inglaterra u5

70 A Ordem da Jarreteira u5 A Ordem da Jarreteira (em inglês Order of the Garter) é uma ordem militar criada por Eduardo III de Inglaterra e a mais importante comenda do sistema honorífico do Reino Unido. Supõe-se que tenha sido criada para destacar os esforços de Inglaterra nas subsequentes cruzadas para conquistar a Terra Santa.

71 Para além do grão-mestre existem os cavaleiros reais (nos quais se inclui sempre o Príncipe de Gales, podendo o monarca ainda nomear vários membros da família real), os cavaleiros extra numerários (vários monarcas reinantes de países estrangeiros nomeados pelo monarca britânico) e os cavaleiros ou damas-companheiras (24 personalidades nomeadas pelo monarca britânico). As nomeações são vitalícias e intransmissíveis (não são hereditárias). Quando falece um cavaleiro-companheiro os demais têm o dever de propor nomes de personalidades que considerem deter suficiente honra e merecimento para ocupar a vaga do falecido; contudo a decisão final relativa à nomeação cabe de forma exclusiva e livre ao monarca britânico. Os cavaleiros são nomeados a 23 de Abril, dia de São Jorge, e o dia está associado com uma rosa vermelha, embora a cor de São Jorge seja azul, e é tradição vestir algo azul para a cerimónia. Nessa ocasião, deverá usar-se a jarreteira na perna esquerda, logo abaixo da cintura. Os antigos arquivos da Ordem foram destruídos pelo fogo, embora se pense que em 1344 ou 1348 o rei Eduardo III tenha proclamado São Jorge como patrono de Inglaterra. Apesar do seu culto ter sido proibido à época da reforma, a capela de São Jorge, em Windsor manteve-se como sede da Ordem. Na lenda associada à criação desta Ordem, Eduardo III estava a dançar com a Condessa de Salisbury numa grande festa da corte, quando esta deixou cair a sua jarreteira. Ao apanhá-la do chão e amarrá-la de volta à sua perna, o rei reparou que os presentes fitavam-nos com sorrisos e murmúrios. Irado, exclamou: «Honni soit qui mal y pense» ("envergonhe-se quem nisto vê malícia"), frase que se tornou o lema da ordem; disse ele ainda que tornaria aquela pequena jarreteira azul tão gloriosa que todos a haveriam de desejar. Sendo esta história verdadeira ou não, a Ordem da Jarreteira foi, de facto, criada por Eduardo III, o seu símbolo é uma jarreteira azul escuro, de rebordo dourado, em que aparecem inscritas, em francês, as palavras ditas pelo rei. Outra possibilidade é que a Ordem tenha tomado o seu nome do pendente ou jóia mostrada tradicionalmente nas representações de São Jorge. A insígnia da Ordem inclui um colar e uma insígnia pendurada, conhecida como Jorge, de ouro e esmalte, em que aparece São Jorge a cavalo, matando o dragão. Ainda existe uma segunda medalha, conhecida como Jorge menor. O monarca reinante do Reino Unido é, enquanto soberano, sempre o grão-mestre da Ordem. u5 A Ordem da Jarreteira u5

72 O lenço dos Escuteiros assume diversas funções, sendo a principal de identificação e reconhecimento do seu utilizador face à Secção a que pertence; Lobito - Amarelo-ouro, Explorador - Verde esmeralda, Pioneiro - Azul-marinho e Caminheiro - Vermelho vivo. As jarreteiras, à semelhança do lenço, permitem a identificação da Secção a que pertence o utilizador. Este símbolo é utilizado pelos Escuteiros como sinal de honra e orgulho por terem sido apadrinhados, na sua génese, pela Ordem da Jarreteira, uma das mais cobiçadas pela nobreza inglesa. Síntese Jogo de CorrespondênciaJogo de Correspondência Jogo Pedagógico Questionário com respostas de escolha múltiplaQuestionário com respostas de escolha múltipla Questionário Actividades

73 Insignias e Distintivos

74 Índice u6 1. Sumário 2. Objectivos Específicos 3. Palavras Chave 4. Distintivos e Insígnias a). Distintivo vs Insígnia b). Insígnias escutistas a) - Promessa b) - Região c) - Fita de Portugal d) - Comemorativas c). Distintivos escutistas a) - Agrupamento e Núcleo b) - Bando, Patrulha ou Equipa c) - Progresso d) - Secção e) - Função f) - Competência g) - Especialidade h) - Mérito i) - Cavaleiro da pátria j) - Noites de Campo k) - Conservação da Natureza l) - Mundial 5. Síntese 6. Jogo pedagógico 7. Questionário

75 Sumário u6 Nesta unidade vão ser apresentadas as características e o significado das Insígnias e dos Distintivos utilizados pelos Escuteiros Terrestres.

76 Unidade 6 : Insígnias e Distintivos Objectivos Específicos Distinguir Insígnias de Distintivos Identificar e descrever o significado de cada Insígnia e Distintivo Indicar os utilizadores das várias Insígnias e Distintivos Palavras Chave Distintivo Insígnia Promessa Agrupamento Núcleo Bando Alcateia Patrulha Equipa Progresso Secção Função Actividades Competência Mérito Especialidade Duração 3h

77 Insígnia vs Distintivo u6 Distintivo: Sinal exterior destinado a diferenciar um grupo ou elemento dos restantes. Insígnia: Considera-se insígnia do estabelecimento, qualquer sinal externo composto de figuras ou desenhos, simples ou combinados com os nomes ou denominações do mesmo, ou com outras palavras ou divisas, contando que no conjunto sobreleve a forma ou a configuração específica, como elemento distintivo e característico. As Insígnias incorporam letras ou números, os Distintivos não.

78 Insígnias Escutistas u6 As insígnias escutistas são: a da promessa, porque tem as divisas a da região, porque tem letras e números a fita de Portugal, porque tem o nome do país as comemorativas, porque têm letras e números

79 Insígnia da Promessa u6 A Promessa é o ponto mais importante para um Escuteiro, porque marca o momento da sua adesão plena ao Escutismo.

80 Insígnia de Região u6 Todos os Escuteiros usam a Insígnia da Região no vértice do seu lenço.

81 Fita de Portugal u6 O Distintivo "Portugal" pode ser usado por qualquer associado. O seu uso torna-se obrigatório quando em deslocações ao estrangeiro.

82 Insígnias Comemorativas u6

83 Distintivos Escutistas u6 Os Distintivos escutistas são: o de Agrupamento e Núcleo o do Bando, Patrulha ou Equipa o de Progresso o da Secção o da Função o de Actividade o de Competência o da Especialidade o de Mérito o do Cavaleiro da pátria o das Noites de Campo o da Conservação da Natureza o Mundial

84 Agrupamento e Núcleo u6 O Distintivo de Agrupamento é uma tira de tecido idêntico ao da camisa, com cerca de 9 cm de comprimento, bordado e debruado a vermelho, contendo o número e a localidade do Agrupamento. Contém o número e a localidade do agrupamento. O Distintivo de Núcleo é do mesmo tipo do de agrupamento e usa-se imediatamente abaixo deste.

85 Bando, Patrulha ou Equipa u6 Insígnia de Bando Insígnia de patrulha Insígnia de Equipa (Lobitos) (Exploradores) (Pioneiros e Caminheiros)

86 Progresso u6 É colocada após o Lobito ter realizado a promessa. Pode ser de bronze, prata ou ouro dependendo da etapa do sistema de progresso que o lobito está a realizar. Insígnia da Etapa de Bronze - Lobitos Insígnia da Etapa de Prata - Lobitos Insígnia da Etapa de Ouro - Lobitos Insígnia da Etapa de Bronze - Exploradores Insígnia da Etapa de Prata - Exploradores Insígnia da Etapa de Ouro - Exploradores Insígnia da Etapa de Bronze - Pioneiros Insígnia da Etapa de Prata - Pioneiros Insígnia da Etapa de Ouro - Pioneiros Insígnia da Etapa de Bronze - Caminheiros Insígnia da Etapa de Prata - Caminheiros Insígnia da Etapa de Ouro - Caminheiros

87 Secção u6 A distribuição das Insígnias de Secção respeita sempre o sentido dos ponteiros do relógio. Cada elemento usa apenas as insígnias das Secções de que tenha feito a Promessa. Lobito Explorador Pioneiro Caminheiro

88 Função u6 Insígnia de Animador Insígnia de Cozinheiro Insígnia de Guarda - Material Insígnia de Relações Públicas Insígnia de Secretário Insígnia de Socorrista Insígnia de Tesoureiro

89 Função u6 GUIA – É o líder do bando, alcateia, patrulha, grupo ou equipa. Fitas de Guia As fitas dos Guias de Alcateia, Grupo, Bando, Patrulha e Equipa, são da cor da respectiva Secção e têm 1,5 cm de largura Sub-Guia de Bando; Guia de Bando; Guia de Alcateia; Sub-Guia de Patrulha; Guia de Patrulha; Guia de Grupo Explorador; Sub-Guia de Equipa; Guia de Equipa; Guia de Grupo Pioneiro;

90 Actividades u6 As insígnias relativas à participação em actividades específicas, tais como acampamentos nacionais ou regionais, jamborees, dia de S. Jorge, etc., são atribuídas pela chefia do Agrupamento e podem ser usadas durante o decorrer da actividade e durante 1 ano após a sua realização. Apenas pode ser usada, no máximo, uma insígnia destas de cada vez. Exemplo:

91 Competência u6 As insígnias de competência destinam-se ao progresso dos escuteiros e são escolhidas pelo próprio, segundo os seus interesses, podendo também ser aconselhadas pelos responsáveis, aquelas que se considerem de maior interesse para o seu desenvolvimento. São atribuídas pela chefia do Agrupamento, após o Escuteiro prestar determinadas provas. Insígnia quando o Lobito/Escuteiro tem uma competência Disposição das insígnias: 2 Insígnias 3 Insígnias 4 Insígnias 5 Insígnias 6 Insígnias 7 Insígnias 8 Insígnias 9 Insígnias

92 Especialidade u6 São Insígnias de competências atribuídas a Caminheiros. Entende-se por especialidade os conhecimentos adquiridos em cursos ou estágios dados quer pelo C.N.E; quer por outras entidades, oficiais ou particulares, regendo-se algumas por normas estabelecidas oficialmente. As Insígnias da Especialidade atestam, sempre que usadas, que o portador é alguém com reconhecido mérito e competência, pronto a actuar dentro dessa área. Existem várias especialidades, exemplos: BOMBEIRO DEF. CONSUMIDOR ESPELEÓLOGO FOTÓGRAFO INFORMÁTICO ANIMADOR COMUNITÁRIO MONTANHEIRO METEOROLOGISTA

93 Cavaleiro da Pátria u6 CAVALEIRO DA PÁTRIA - última etapa do sistema de progresso escutista; esta insígnia é concedida ao escuteiro que, para além de ter completado as provas todas da insígnia de Ouro e de ter conquistado várias especialidades, demonstre qualidades extraordinárias como escuteiro, como pessoa e como cidadão, e que os seus dirigentes o achem deveras merecedor de usar essa insígnia.

94 Noite de Campo u6 A Insígnia de Campo é usada apenas por Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros. A cor de fundo da insígnia identifica o número de noites creditadas. Por "noite de campo" entende-se um período de 24 horas passado ao ar livre, utilizando tenda, abrigo natural ou construído pelo próprio, e confirmado em Ordem de Serviço de Agrupamento. Usa-se apenas uma insígnia de cada vez, não havendo acumulação. Um escuteiro que tenha completado 130 noites de campo, por exemplo, continuará a usar apenas a insígnia de 100 noites. Mais de 25 noites Mais de 50 noites Mais de 75 noites Mais de 100 noites

95 Conservação da Natureza u6 O Distintivo Mundial de Conservação da Natureza foi lançado pelo Bureau Mundial do Escutismo em cooperação com o Fundo Mundial para a Natureza - (WWF - Internacional), uma Organização não governamental presente em numerosos países, dedicada à conservação da natureza e aos seus valores. Este Distintivo pretende ser uma tomada de consciência para a existência de um equilíbrio ecológico na Natureza e do papel e responsabilidades do Homem relativamente a esse equilíbrio. Castanho (que representa a Terra) Lobitos Azul (que representa o Ar e a Água) Exploradores Verde (que representa a Vegetação) Pioneiros Amarelo (que representa a Energia) Caminheiros O Distintivo tem quatro cores, a que correspondem quatro níveis:

96 Distintivo Mundial u6 Distintivo Mundial – de forma circular tem no meio uma Flor-de-lis envolvida por uma corda com as pontas formando um nó direito.

97 Para identificar correctamente um Escuteiro, é necessário saber o significado de todos os Distintivos e Insígnias que este usa no seu uniforme. Os Distintivos e as Insígnias dos Escuteiros identificam o Agrupamento e o Núcleo a que estes pertencem e informam sobre o percurso de cada. Síntese Jogo de correspondênciaJogo de correspondência Jogo Pedagógico Questionário com respostas de escolha múltiplaQuestionário com respostas de escolha múltipla Questionário Actividades u6

98 Questionário Final Sair


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