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Romantismo em Portugal Só Deus, de Metrass, 1856.

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1 Romantismo em Portugal Só Deus, de Metrass, 1856

2 Contexto histórico português •Revolução Liberal do Porto (1820); •Artistas foram exilados e tomaram contato com as estéticas românticas em outros países europeus; •A obra Camões, de Almeida Garret, marca o início do Romantismo em Portugal.

3 Primeira Geração Romântica •Emprego de algumas características clássicas; •Empenho em implantar o Romantismo no país; •Características: nacionalismo; preocupações históricas e políticas; subjetivismo; medievalismo; idealização da mulher, do amor, da natureza.

4 Almeida Garret •Foi exilado na França, na Alemanha e na Inglaterra, onde teve contato com a estética romântica; •Sua obra é marcada pelo formalismo, pelo vocabulário culto e pelo racionalismo, características clássicas; •Camões, embora tenha sido o marco do Romantismo em Portugal, é repleto de aspectos da tradição clássica, mas inova ao tratar a vida do autor de Os Lusíadas, suas aventuras e seus sofrimentos; •Publicou Romanceiro, obra que reúne poemas narrativos escolhidos em vários pontos do país, com a intenção de retratar Portugal, resultado do nacionalismo romântico.

5 Poesia •No início da carreira, publicou poemas político-ideológicos; •Após dois casamentos, inicia um novo relacionamento, que se reflete no lirismo de suas últimas obras. Este inferno de amar Este inferno de amar – como eu amo! Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi? Esta chama que alenta e consome, Que é vida – e que a vida destrói. Como é que se veio atear, Quando – ai se há-de ela apagar? Eu não sei, não me lembra: o passado, A outra vida que dantes vivi Era um sonho talvez… foi um sonho. Em que a paz tão serena a dormi! Oh! Que doce era aquele olhar… Quem me veio, ai de mim! Despertar? Só me lembra que um dia formoso Eu passei… Dava o Sol tanta luz! E os meus olhos que vagos giravam, Em seus olhos ardentes os pus. Que fez ela? Eu que fiz? Não o sei; Mas nessa hora a viver comecei… Por instinto se revela, Eu no teu seio divino Vim cumprir o meu destino... Vim, que em ti só sei viver, Só por ti posso morrer.

6 Prosa Teatro •Viagens na minha terra: relato de viagem e descrição da vida social portuguesa durante o período miguelino; •Frei Luís de Sousa: história de um nobre português que desaparece na batalha de Alcácer-Quibir e anos depois retorna à Portugal em busca da esposa, que, a esta altura, já havia casado com outro homem e tido uma filha; •É considerada a obra-prima do teatro português e reúne as principais características do Romantismo, como o nacionalismo, a busca das origens históricas e culturais da nação etc.

7 Alexandre Herculano •Interesse por temas históricos ambientados na Idade Média; •Utilização de tramas amorosas, aventuras, fantasia e imaginação como pretexto para expor suas ideias filosóficas, religiosas e nacionalistas.

8 Eurico, o presbítero •Relata o amor impossível entre Eurico e Hermengarda, história que se passa durante a invasão árabe à península Ibérica, ocorrida no século VIII. Veja o trecho final da obra: [...] Então, recuando, o guerreiro cristão exclamou: - Meu Deus! Meu Deus! – Possa o sangue do mártir remir o crime do presbítero! E, largando o franquisque, levou as mãos ao capacete de bronze e arrojou-o para longe de si. Muguite, cego de cólera, vibrara a espada: o crânio do seu adversário rangeu, e um jorro de sangue salpicou as faces do sarraceno. [...] Nessa noite, quando Pelágio voltou à caverna, Hermengarda, deitada sobre o seu leito, parecia dormir. Cansado do combate e vendo-a tranquila, o mancebo adormeceu, também perto dela, sobre o duro pavimento da gruta. Ao romper da manhã, acordou ao som de cântico suavíssimo. Era sua irmã que cantava um dos hinos sagrados, que muitas vezes ele ouvira entoar na catedral de Tárraco. Dizia-se que seu autor fora um presbítero da diocese de Híspalis, chamado Eurico. Quando Hermengarda acabou de cantar, ficou um momento pensando. Depois, repentinamente, soltou uma destas risadas que fazem eriçar os cabelos, tão tristes, soturnas e dolorosas são elas: tão completamente exprimem irremediável alienação de espírito. A desgraça tinha, de feito, enlouquecido.

9 Segunda Geração Romântica •Pessimismo, negativismo existencial, morbidez, sentimentalismo excessivo; •Maturidade do movimento romântico; •Transição para o Realismo e Naturalismo.

10 Camilo Castelo Branco •O amor proibido é o elemento propulsor de seus enredos e o direito de amar é definido com todas as forças que os personagens possuem; •Satiriza alguns tipos sociais, como o burguês rico, o português que tenta fazer fortuna no Brasil etc.; •Ao final da carreira, aproxima-se da estética naturalista; •Amor de perdição foi sua principal obra.

11 A novela passional •Narrativa curta, com menos personagens que o romance e uma ação central; •O protagonista geralmente é um jovem de vida desregrada que se envolve com uma moça. A partir daí podem acontecer dois desfechos: ou ele a abandona ou tenta se regenerar e casar-se com a moça, o que é sempre negado pelo pai dela, que prefere casá-la com um homem rico e respeitado. “Não esperes nada, mártir – escrevia-lhe ele. – A luta com a desgraça é inútil, e eu não posso já lutar. Foi um atroz engano o nosso encontro. Não temos nada neste mundo. Caminhemos ao encontro da morte... Há um segredo que só no sepulcro se sabe. Ver-nos-emos? [...] “Morrerei, Simão, morrerei. Perdoa tu ao meu destino... Perdi-te... Bem sabes que sorte eu queria dar-te... E morro, porque não posso, nem poderei jamais resgatar-te. Se podes, vive; não te peço que morra, Simão; quero que vivas para me chorares. Consolar-te-á o meu espírito... Estou tranquila... Vejo a aurora da paz... Adeus até ao céu, Simão.”

12 Júlio Dinis •Pseudônimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho; •Seus romances são ambientados no campo; •Apresenta características românticas, como a vitória do amor sobre as convenções sociais, a prevalência da emoção sobre a razão etc.; porém antecipa características realistas, como a caracterização dos tipos sociais, a profundidade psicológica dos personagens, a crítica à hipocrisia burguesa etc.; •Principal obra: As pupilas do Senhor reitor.


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