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Autores realistas-naturalistas. Aluísio Azevedo • Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, no ano de 1857, e morreu em 1893.

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1 Autores realistas-naturalistas

2 Aluísio Azevedo • Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo nasceu em São Luís do Maranhão, no ano de 1857, e morreu em 1893 em Buenos Aires. • Inicia a carreira como caricaturista, arte essa que influenciará sua prosa romanesca. • Seus primeiros trabalhos literários pertencem à estética romântica. Porém, foi como escritor naturalista que se tornou conhecido.

3 Aluísio Azevedo • Não produziu um naturalismo puro, haja vista que procurava educar o leitor esteticamente. Diremos logo com franqueza que todo o nosso fim é encaminhar o leitor para o verdadeiro romance moderno. Mas isso já se deixa ver sem que ele o sinta, sem que ele dê pela tramoia, porque ao contrário ficaremos com a isca intacta. É preciso ir dando a coisa em pequenas doses, paulatinamente. Um pouco de enredo de vez em quando, uma ou outra situação dramática de espaço a espaço, para engodar, mas sem nunca esquecer o verdadeiro ponto de partida: a observação e o respeito à verdade. Depois as doses de Romantismo irão diminuindo gradualmente, enquanto as de Naturalismo se irão desenvolvendo; até que um belo dia, sem que o leitor o sinta, esteja completamente habituado ao romance de pura observação e estudo de caracteres. (AZEVEDO apud LEVIN, 2005, p. 25).

4 Aluísio Azevedo • Suas obras são: O mulato (1881), Casa de pensão (1884), A Condessa Vésper (1882), O homem (1887), O cortiço (1890). • Em sua tríade naturalista, apesar de alguns cacoetes românticos, Azevedo busca retratar fielmente a realidade, para isso se vale do método experimental proposto por Émile Zola.

5 Aluísio Azevedo (...) O observador apresenta os fatos tal qual os observou, define o ponto de partida, estabelece o terreno sólido no qual as personagens vão andar e fenômenos se desenvolver. Depois, o experimentador surge e institui a experiência, quer dizer, faz as personagens evoluírem numa história particular, para mostrar que a sucessão dos fatos será tal qual a exige o determinismo dos fenômenos estudados. Trata-se quase sempre de uma experiência “para ver”, como a designa Claude Bernard. O romancista sai em busca de uma verdade. (ZOLA, 1979, p. 31).

6 Aluísio Azevedo – O histerismo — Sr. Lambertosa é então de opinião que o casamento convém às enfermidades nervosas?... (...) o advogado (...) pintou floreadamente o lamentável estado de Nini. Qualificou-a de “vítima inocente dos impenetráveis caprichos de Deus”; descreveu a dolorosa expressão do semblante da “infeliz moça”; disse que os olhos dela falavam a misteriosa linguagem do amor, e, quando se dispunha a dar afinal a sua esperada opinião sobre o casamento, a pobre enferma, muito vendida com o que vociferava o tagarela a seu respeito, abriu a soluçar estrepitosamente. (...) O demônio do homem já não se podia conter (...) Fez imagens poéticas sobre o casamento, citou nomes históricos, e jurou, à fé de suas convicções “que aquela desventurada criatura precisava de um esposo, mais do que as flores carecem do orvalho; mais do que as aves carecem do ar; mas do que os cérebros carecem de luz! (AZEVEDO, 2008, p )

7 Aluísio Azevedo – A hereditariedade João Coqueiro era fluminense e fluminense da gema. Nascera na Rua do Parto em uma das casas de seus pais, quando estes eram ricos. Que o foram. Viera-lhes a fortuna do avô materno, um português ambicioso e econômico, que a conquistara no tráfico dos negros africanos; ao morrer legou à filha, ainda criança, para cima de quinhentos contos de réis. Esta, mais tarde, foi solicitada em casamento pelo homem a quem pertenceu para sempre — Lourenço Coqueiro (...). (AZEVEDO, 2008, p , grifos meus)

8 Aluísio Azevedo – Hereditariedade Lourenço, todavia, era já um destroço quando casou. Do que fora e do que possuíra, apenas lhe restava, além do bigode, o hábito de não fazer coisa alguma; (...) O casamento representou para ele uma tábua de salvação (...) (...) O marido não lhe parecia o mesmo homem. Estava acabado; crescera-lhe o ventre, o nariz tomara uma vermelhidão gordurosa, o cabelo encanecera totalmente, a cabeça despira-se, a pele do rosto fizera-se opaca e suja. Comprazia-se agora ir à noite pelas igrejas, embrulhado na sua sobrecasaca russa, apoiando-se à grossa bengala de cana-da-índia, os pés à vontade em sapatos rasos. Ajoelhava-se a um canto da nave, em cima das pedras, e aí permanecia longamente, a ouvir os sons lamentosos do órgão, com o rosto descansado sobre as mãos que se cruzavam no castão da bengala.

9 Aluísio Azevedo e Abel Botelho – Hereditariedade De noite, por mero prazer, prostituia-se... E era pavorosa de ver a esmadrigada figura do sodomita, quando raro lhe acontecia, com sol, vir derivar, numa pressa, num terror, ao longo das ruas. – Foragia pelos panos de sombra, deslombado, trêmulo, uma grossa bengala sustendo-o, o passo periclitante, amparado aos prédios. A última palavra o seu traje em desmazelo e porcaria. (...) A acnose e a psoriasis dermatosavam-lhe o rosto duma maneira horrível. Apostemada e rubra, toda a pele estalava de datros, avolumava em flegmoses, escorria podridões, rebarbava de escamas... e no bigarrado ordume da pustulosa orografia medravam cachos de pequeninas vesículas, brancas, metalizadas, duras, como empolas dum metal que bolhara ao fogo. Esponjoso, amorfo, o nariz porejava sânias podres (...). (BOTELHO, 1979, p. 236, grifos do autor)

10 Aluísio Azevedo – O determinismo Vasconcelos a comprara, todavia, muito em conta, “ uma verdadeira pechincha !” porque o demônio da negra estava então que não valia duas patacas ;mas o senhor a metera em casa, dera-lhe algumas garrafadas de laranja-da-terra, e a preta em breve começou a deitar corpo e a indireitar, que era aquilo que se podia ver! O médico, porém, não ia muito em que a deixassem amamentar o pequeno. - Esta mulher tem reuma no sangue...dizia ele - e o menino pode vir a sofrer no futuro. Vasconcelos sacudiu os ombros e não quis outra ama. - O doutor que se deixasse de partes!

11 Aluísio Azevedo – Zoomorfização O Teles era um advogado velho, muito respeitado no foro; não pelo caráter, que o não mostrava nunca, nem pela sua ciência, que não a tinha; nem tampouco pelos seus cabelos brancos, que a estes nem ele próprio respeitava, invertendo-lhe a cor; mas sim pela sua proverbial sagacidade, pelas suas manhas de chicanista, pela sua terrível figura de raposa velha, pelos seus olhinhos irrequietos e matreiros, pelo seu nariz a bico de pássaro e pela sua boca sem lábios, donde a palavra saía seca e penetrante como uma bala.


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