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Curso Proteção Auditiva - Série Solução SST-

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Apresentação em tema: "Curso Proteção Auditiva - Série Solução SST-"— Transcrição da apresentação:

1 Curso Proteção Auditiva - Série Solução SST-
Aula 1 Departamento Regional Coordenadoria de Educação Local, 00 de mês de 2010.

2 Introdução Ruídos podem ser prejudiciais à saúde auditiva.
Informe-se e previna-se! Texto auxiliar para introdução: A perda ocupacional ou perda auditiva induzida por pressão sonora elevada (PAINPSE) é um distúrbio auditivo. Esse inimigo invisível afeta muitos trabalhadores expostos a ambientes de trabalho ruidosos e pessoas na sua vida diária. Essas incapacidades auditivas podem também prejudicar o trabalhador em relação a sua segurança e ascensão profissional, além dos riscos com acidentes de trabalho serem bem maiores. Quando se estuda as perdas auditivas de origem ocupacional, deve-se levar em conta que há outros agentes causais que não somente podem gerar perdas auditivas, independentemente de exposição ao ruído, mas também, ao interagir com este, potencializar os seus efeitos sobre a audição. Entre outros, podem ser citados a exposição a certos produtos químicos, as vibrações e o uso de alguns medicamentos. Os efeitos produzidos no organismo humano atuam de forma lenta e somente com o tempo manifestam-se alterações tais como surdez, desequilíbrios psíquicos e doenças degenerativas. A dependência do ruído pode gerar nas pessoas depressão, ou mesmo, frente a ambientes silenciosos promover agitação e incapacidade para meditação e reflexão. Por isso é tão importante conhecer e usar as medidas de proteção. Instrutor, oriente os participantes que: Na aula 1, vamos distinguir o que é som e o que é ruído, e quais são as consequências negativas do ruído para o trabalhador. Na aula 2, vamos concluir o assunto apresentando como você pode se proteger no trabalho e evitar problemas de saúde futuros.

3 Objetivos Alertar os trabalhadores da indústria cerâmica sobre as consequências à saúde e ao bem-estar pessoal provocadas pelo ruído. Informar os trabalhadores sobre a importância da proteção. Questionar o que eles entendem por prevenção. Se utilizam alguma forma de prevenção à exposição ao ruído no trabalho ou em casa. Alinhar uma discussão (5 min). Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 3

4 Notícias na mídia A poluição sonora já ocupa a terceira prioridade entre as doenças ocupacionais, no Estado de São Paulo. Disponível em: (Acesso em: 8 mar ) Em pesquisa realizada recentemente, a Organização Mundial de Saúde atestou o crescimento da poluição sonora no Brasil, tendo sido o país apontado como uma futura nação de surdos. Disponível em: (Acesso em: 8 mar ) 4

5 Notícias na mídia Cerca de 35% das perdas de audição são atribuídas à exposição a sons intensos, sejam eles em ambientes profissional ou em lazer. A surdez relacionada à exposição a sons intensos é “cumulativa”. Disponível em (Acesso em: 8 mar ) Instrutor, explicar o que é efeito cumulativo. 5

6 O que é som? Som Questionar os participantes sobre o que é som.
Esperar que as pessoas se manifestem (em torno de 3 minutos) e após entrar com o conceito de som. Elaborar conceito em conjunto com os participantes e comparar com o conceito a ser apresentado em seguida. Questionar se eles conhecem os conceitos de som, frequência, intensidade e ruído. Explicar que isso será trabalhado em seguida. 6

7 Conceito O som é uma vibração que se propaga pelo ar em forma de ondas e que é percebida pelo ouvido humano. É uma sensação agradável, em nível suportável e que não irrita. Agora vamos compreender o som. Nas próximas telas você vai conhecer como o som é produzido, como é caracterizado e como se propaga. Estas informações são importantes para posteriormente entendermos como utilizar os equipamentos de proteção. Vamos adiante, então. 7

8 Disponível em: www.proenc.iq.unesp.br. (Acesso em: 9 mar. 2010.)
Como o SOM é produzido? Questionar os participantes. Esperar que eles respondam e em seguida apresentar conceito. O som é produzido quando alguma coisa vibra. Uma corda de violão ou a membrana de um tambor ao vibrar transmitem essa vibração para as partículas de ar ao seu redor. Essas partículas, vibrando, transmitem a vibração para as partículas vizinhas e esse efeito se repete fazendo a vibração se propagar (espalhar) através do ar. Quando essa vibração atinge os nossos ouvidos percebemos o som. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 8

9 Podemos, por exemplo, produzir som fazendo vibrar uma régua presa em uma extremidade.
Questionar os participantes sobre outros exemplos de como o som pode ser produzido. A régua vibrando, ao subir faz as partículas de ar se juntarem (compressão) na parte de cima da régua e faz as moléculas se separarem (rarefação) na parte de baixo da régua. Quando a régua desce ocorre o contrário. Enquanto a régua vibra, as regiões de compressão e rarefação em torno dela vão se alternando continuamente. Essas regiões de compressão e rarefação vão se espalhando em todas as direções em torno da régua. Essa propagação é semelhante ao que ocorre quando jogamos uma pedra na água parada de um lago. Dizemos que o som se propaga como uma onda. Disponível em: (Acesso em: 20 nov 2009) 9

10 O som caracteriza-se: pela sua intensidade; pela sua altura;
pelo seu timbre. O som (sensação) caracteriza-se: pela sua intensidade, característica que nos permite distinguir um som fraco de um som forte. (A intensidade sonora depende da energia transportada pelo som; é essa quantidade de energia, que pode ser medida por equipamentos adequados, que representa a intensidade do som. Explicar que mais adiante será apresentada uma tabela que indica o nível de decibéis de alguns equipamentos. Decibel refere-se à intensidade do som.) pela sua altura, característica que nos permite dizer que um som é grave ou agudo. (A altura de um som depende da sua frequência; quanto mais elevada for a frequência, mais alto se diz um som.) elo seu timbre, característica que nos permite identificar e distinguir as fontes sonoras. (O timbre é a característica dos sons que permite distinguir e reconhecer as fontes sonoras, sejam instrumentos de som, vozes etc., ou permite distinguir dois sons com a mesma intensidade e a mesma altura.) Essas são as principais características, embora por vezes ouçamos falar de outras, como o volume. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 10

11 Disponível em: www.cienciapt.net. (Acesso em: 9 mar. 2010.)
Como o som se propaga? Vibração de partículas. O som precisa de um meio material para se propagar, ou seja, é preciso que haja partículas que possam vibrar. O som se propaga através das partículas do ar, de líquidos e sólidos. As partículas podem ser de ar, água etc. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 11

12 Os sons são: Captados Amplificados
Levados ao cérebro, que os interpreta Os sons são: Orelha externa Orelha média Orelha interna Comentar: A orelha, órgão de audição do homem, divide-se em três partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. - A orelha externa, parte visível do órgão, é constituída pelo pavilhão auricular e pelo canal auditivo externo. - A orelha média, ligação da orelha externa a interna, é constituída pela membrana do tímpano, que é a parede de separação com a orelha externa, e por uma cavidade que tem três pequenos ossículos ligados mecanicamente entre si, os conhecidos martelo, bigorna e estribo. A orelha média está também ligada ao exterior, à atmosfera, através de um canal para a nasofaringe que se chama trompa de Eustáquio. Essa ligação permite controlar o equilíbrio das pressões nas duas faces do tímpano. A orelha externa está encerrada numa cápsula óssea e comunica-se com a orelha média pelas janelas oval e redonda. - A orelha interna é um sistema muito complexo de canais cheios de um líquido (perilinfa). Esse sistema é composto por dois subsistemas: um responsável pela audição, que é a cóclea ou caracol, e outro responsável pelo equilíbrio, onde se destacam os canais semicirculares. Disponível em: (Acesso em: 20 nov .2009) 12

13 Ruído O que é ruído? Questionar os participantes sobre o que é ruído.
Esperar que as pessoas manifestem-se (em torno de 3 minutos) e após entrar com o conceito de ruído. Desenvolver o conceito de ruído em conjunto e em seguida apresentar o conceito existente. Lembrar que tudo o que escutamos é som, porém nem tudo é ruído. Texto auxiliar: Ruído, de uma forma geral, será qualquer som que nos é desagradável. É uma questão subjetiva (cada pessoa tem a sua opinião sobre o que o incomoda). Muitas vezes a condição psicossocial torna-se determinante quanto à percepção do mesmo vir a incomodar ou não. A diferença entre ruído e som, portanto, é pessoal. Na maioria dos casos, exceto quando se trata de um som com elevada intensidade - acima de 100dB(A) - e/ou quando se manifestar num período de curta duração - menos que 1,0 segundo, o chamado ruído de impacto, o ruído será sempre uma questão individual que, em alguns casos até cultural. O ruído, de uma forma geral, é identificado por todos como "som indesejável". Contudo, som indesejável ainda não é suficiente para tal generalização; o que possa parecer indesejável para um, pode não o ser para outros. Simplificando, som e ruído podem se diferenciar através de dois aspectos diferentes: o aspecto físico - denotado pelo "som"; e o aspecto subjetivo - denotado pela reação do ouvinte para aquele mesmo som. Os sons (oriundos) das atividades urbanas e/ou industriais, subjetivamente terão sua percepção de acordo com a sensibilidade psicoacústica de cada um. Tanto a intensidade - nível de pressão sonora - quanto a predominância do espectro de frequências. Um exemplo muito comum é o ruído de tráfego viário, alguns se incomodam devido à intensidade, enquanto outros se incomodam quanto à frequência. Ouvir um ônibus pode ser mais desagradável do que ouvir um avião sobrevoando. Ouvir uma ambulância ao invés de uma sirene de bombeiros, pode ser devastador para uns e indiferente para outros, mesmo que seja em baixa intensidade. O som de uma sirene de polícia poderá remeter a uma experiência desagradável do passado e causar um incômodo maior do que a do carro dos bombeiros e vice-versa. Há pessoas que se incomodam com o ruído da prática desportiva dos autódromos mesmo que comprovadamente em sua vizinhança os níveis de ruído sejam mínimos - muito baixos, contudo, o efeito pernilongo do zumbido da corrida os incomodam. A legislação não prevê incômodo quanto à frequência e sim quanto a intensidade. O que é correto e mais objetivo. Os sons que nos agradam são muito especiais ou tornam-se muito especiais. São reconhecidos devido a uma sensação experimentada (vivenciada), apenas pela mente do ouvinte. É uma experiência sensorial que podemos relacionar ou associar com momentos emotivos ou até mesmo, com nossas vidas materiais. 13

14 Conceito O ruído é um SOM prejudicial à saúde humana que causa sensação desagradável e irritante. Disponível em: <www.topseguranca.blogspot.com>. (Acesso em: 9 mar ) 14

15 Disponível em: http://home.rpc.com.br. (Acesso em: 9 mar. 2010.)
Ruído O ruído elevado é a principal causa de problemas auditivos em adultos. Afeta o bem-estar físico e mental. Comentar: De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a poluição sonora é um dos maiores problemas ambientais da atualidade. Ruídos podem causar irritação e problemas emocionais. Escutar sons, mesmo que agradáveis, como música, com volume muito alto pode causar surdez, dores de cabeça, distúrbios digestivos, falta de concentração e aumento dos batimentos cardíacos. É cada vez maior o número de pessoas com problemas de audição. Estima-se que 10% da população sofre de algum tipo de deficiência auditiva. Explicar que há três características de apresentação de ruído, que serão vistas nas telas seguintes. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 15

16 Ruído contínuo Comentário:
Ruído contínuo é uma característica de apresentação do ruído. As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos, podendo a curto, médio e longo prazos, quando não utilizado proteção, provocar sérios prejuízos à saúde e a segurança dos trabalhadores. Mas não são apenas as máquinas do trabalho que podem produzir ruídos contínuos, em casa, com aspiradores de pó, por exemplo, temos um ruído contínuo. As fontes de ruídos são as mais diversas: máquinas, conversas, música, tráfego, vibrações... Qualquer que seja a fonte, os ruídos podem classificar-se em três tipos. Ruídos contínuos são aqueles cuja variação de nível de intensidade sonora é muito pequena em função do tempo. São ruídos característicos de bombas de líquidos, motores elétricos, engrenagem etc. Exemplos: chuva, geladeiras, compressores, ventiladores. FERNANDES, 2009. 16

17 Ruído intermitente Ruídos intermitentes são aqueles que apresentam grandes variações de nível de intensidade sonora em função do tempo. São geradores desse tipo de ruído os trabalhos manuais, afiação de ferramentas, soldagem, trânsito de veículos etc. São os ruídos mais comuns nos sons diários. FERNANDES, 2009. 17

18 Ruído de impacto Ruídos de impacto são aqueles que apresentam altos níveis de intensidade sonora num intervalo de tempo muito pequeno. São os ruídos proveniente de explosões e impactos. São ruídos característicos de rebitadeiras, impressoras automáticas, britadeiras, prensas etc. FERNANDES, 2009. 18

19 Perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados - PAINPSE
É a perda provocada pela exposição por tempo prolongado ao ruído. Configura-se como uma perda auditiva do tipo neurossensorial, geralmente bilateral, irreversível e progressiva com o tempo de exposição ao ruído. Comentar: Questionar se os participantes sabem o que é perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados e se conhecem alguém nessas situações. Apresentar o conceito e em seguida falar das estatísticas. Estima-se que 25% da população trabalhadora exposta seja portadora de PAINPSE em algum grau. Apesar de ser o agravo mais frequente à saúde dos trabalhadores, ainda são pouco conhecidos seus dados de prevalência no Brasil, pois a perda de audição é gradual e cumulativa, ou seja, você só vai se dar conta que perdeu a audição a longo prazo. Isso reforça a importância do alerta, que torna possível o conhecimento da realidade e o dimensionamento das ações de prevenção e assistência necessárias.

20 Onde ocorre a perda auditiva?
Preservada Perda parcial Comentar: Dentro da orelha interna (cóclea) se encontram as células ciliadas que transformam o som em impulsos nervosos, com a exposição ao ruído frequente e de forma contínua, essas células ciliadas vão se desgastando, perdem a sua função e não se regeneram, causando uma perda auditiva que pode até ser irreversível. No esquema apresentado, as linhas vermelhas representam o som entrando na orelha (cóclea) e as linhas amarelas representam as células ciliadas em estágio de desgaste (perda parcial e perda total). Normalmente, toda doença deixa pistas, rastros, que podem ser reconhecidos pela pessoa que está atenta a essas pistas. Assim, conheça agora os diversos tipos de efeitos que o ruído e a perda auditiva provocam no trabalhador. Perda total Adaptada. Disponível em: (Acesso em: 20 nov )

21 Disponível em: http://saude.hsw.uol.com.br. (Acesso em: 9 mar. 2010.)
Ação do ruído sobre o aparelho auditivo Perda de audição Fadiga auditiva Distorção dos sons Aparecimento de tonalidades metálicas Formação de entalhes Questionar os efeitos do ruído sobre o aparelho auditivo. Deixar que os participantes respondam e depois apresentar os itens. Perda de audição Essa perda é em função da frequência e da intensidade do ruído. Trauma acústico: perda da audição provocada por um ruído traumático. Perda temporária da audição: exposição a um ruído intensivo por curtos períodos. Perda completa da audição: após prolongada e repetida exposição a um ruído intenso. Irreparável, as células são destruídas. Fadiga auditiva Trata-se de um abaixamento reversível da audição. Caracteriza-se pelo grau de perda da audição e pelo tempo que demora a retomada da audição normal. Quando a exposição a ruído excessivo se mantém durante muito tempo, há um perda permanente da audição. Distorção dos sons É um fenômeno que acompanha a perda das células ciliares, responsáveis pela audição. Aparecimento de tonalidades metálicas nos sons ouvidos. Formação de entalhes nas altas frequências audíveis Trata-se de uma diminuição da área de audição em relação à área normal, que toma a forma de um U ou de um V nas audiometrias. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 21

22 Efeitos fisiológicos Dilatação da pupila
Concentração dos vasos sanguíneos Aumento do ritmo do batimento cardíaco Concentração muscular Aumento da produção de adrenalina Desequilíbrio do ciclo menstrual Impotência sexual – homem / mulher Zumbido nos ouvidos Cansaço geral Dores de cabeça Perguntar aos participantes quais os efeitos fisiológicos causados no organismo/corpo do indivíduo pela da ação do ruído. Deixar que eles respondam e apresentar os itens. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o ruído excessivo não afeta apenas o aparelho auditivo. O ruído atinge todo o corpo, alterando todo o funcionamento dos principais órgãos. Efeitos fisiológicos além dos apresentados no slide. · surdez; · distúrbios gastrintestinais; · distúrbios relacionados com o sistema nervoso central - dificuldade em falar, problemas sensoriais, diminuição da memória; · aceleração do pulso; · elevação da pressão arterial; · diminuição da resistência elétrica da pele; · aumento da produção hormonal da tireoide; · aumento da incidência de doenças - constipações, afecções ginecológicas etc; · baixa da barreira imunológica do organismo; · dificuldade em distinguir cores; · vertigens; · diminuição da velocidade da percepção visual; 22

23 Efeitos de natureza psicológica
Irritabilidade Apatia Mau-humor Medo Insônias Perguntar aos participantes quais os efeitos psicológicos da ação do ruído. Deixar que eles respondam e apresentar os itens. Uma das consequências mais conhecidas do ruído é o transtorno do bem-estar psíquico. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 23

24 Efeitos no trabalho Produtividade Ocorrência de acidentes
Gravidade dos acidentes Conflitos laborais Queixas individuais Inteligibilidade Questionar quais os efeitos que a ação do ruído pode levar ao homem no ambiente de trabalho. Deixar que eles respondam e apresentar os itens. Efeitos sociais e econômicos Independentemente do fato de que os efeitos fisiológicos se traduzirem em consequências negativas para a família e para a economia tanto doméstica como da nação, o ruído afeta de modo direto: · a produtividade, baixando-a; · a ocorrência de acidentes, aumentando-a; · a gravidade dos acidentes, aumentando-a; · os conflitos laborais, aumentando-os; · as queixas individuais, aumentando-as; · a inteligibilidade, diminuindo-a. A inteligibilidade é a qualidade do que é inteligível, do que pode ser compreendido. O baixo nível de compreensão do ruído, como agente causador de perda auditiva acontece porque os efeitos do ruído são psicológicos, fisiológicos, entre outros, e esses efeitos também podem ser visíveis em outras doenças. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 24

25 Níveis permissíveis de exposição
NPS (dB) Máxima exposição diária 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas 90 95 2 horas 100 1 hora 105 30 minutos 110 15 minutos 115 7 minutos Todos os efeitos negativos do ruído são reconhecidos pela legislação brasileira, que protege os trabalhadores. Uma forma que a legislação encontrou de proteger a saúde auditiva dos trabalhadores é regular os níveis de intensidade do som a que o trabalhador fica exposto. Você estudou anteriormente como o som se caracteriza. Para relembrar: intensidade, altura e timbre. Comentar que de acordo com a legislação nacional: A Norma Regulamentadora nº 15 (NR-15), da Portaria MTb nº 3.214/1978 (BRASIL, 1978), estabelece os limites de exposição a ruído Contínuo ou Intermitente, conforme a tabela. O instrutor deverá explicar a tabela. Por exemplo, informar que para oito horas de trabalho diário, o trabalhador, por lei e sem uso de EPI, poderá ficar exposto a no máximo 85 dB(A). Em caso de 115 dB(A) poderá ficar no máximo 7 minutos. Devem ser realizados ensaios para verificar qual o nível de pressão sonora no ambiente de trabalho (situação a que o trabalhador esta exposto). Alguns equipamentos trazem indicado qual o nível de pressão sonora que esse emite, no entanto para definir qual o período de tempo em que o trabalhador pode permanecer nesse posto de trabalho, deve-se tomar a medição realizada no local de trabalho com todas as máquinas e equipamentos em funcionamento. Daí então, para que o trabalhador possa ficar exposto em 8 horas de trabalho a níveis de pressão sonora acima do permitido ele adotará algumas medidas de prevenção que veremos depois e que entre elas está o uso do EPI, que deve reduzir o ruído para níveis aceitáveis. NR 15

26 Quais os tipos de ruído que você acha que são prejudiciais a audição ?
Perda auditiva Quais os tipos de ruído que você acha que são prejudiciais a audição ? Deixar que os participantes respondam e elaborar uma lista com os itens apresentados. 26

27 Tipos de ruído Comentário: As diversas formas de ruídos:
Tráfego (sobretudo estradas movimentadas, aeroportos); Indústria (laboração de fábricas, atividades comerciais e serviços - ar condicionados, câmaras frigoríficas, atividades de carga/descarga); Atividades ruidosas (feiras, festas, discotecas, estaleiros); Ruído provocado pelas pessoas e animais em zonas residenciais (bater portas, choro de bebês, latido de cães, música); Causas naturais (trovoadas, vento). Explicar que não estamos sujeitos a ruídos somente no trabalho, mas há também outras fontes de ruídos prejudiciais à saúde e que é importante que estejamos alertas a estes perigos, conforme poderemos ver nas telas seguintes. 27

28 Disponível em: www.rudloff.com.br. (Acesso em: 8 mar. 2010.)
Ruído industrial Questionar se os trabalhadores convivem com esses tipos de ruído em seu ambiente de trabalho e como eles lidam com essa situação. Disponível em: (Acesso em: 8 mar ) 28

29 Disponível em: www.anossaescola.com. (Acesso em: 8 mar. 2010.)
Ruído urbano O trânsito intenso nas grandes cidades, com motoristas buzinando, entre outras situações. Questionar sobre outros exemplos de ruído urbano. Disponível em: (Acesso em: 8 mar ) 29

30 Lazer Comentar que mesmo em situações de lazer, o ruído pode ser intenso e, por isso, também deve-se tomar cuidado nesses momentos. Disponível em: (Acesso em: 8 mar ) 30

31 Disponível em: http://www.ucb.org.br. (Acesso em: 8 mar. 2010.)
Encontros religiosos Disponível em: (Acesso em: 8 mar ) 31

32 Eletrodomésticos Até mesmo em casa os ruídos estão presentes e algumas vezes podem ser prejudiciais. Alinhar uma discussão sobre esse tipo de ruído. Reparem na figura central desta página. Vocês já a viram em algum lugar? Você sabe o que essa figura representa? O Conama instituiu esse selo que deve ser fixado em eletrodomésticos produzidos e importados que gerem ruído no seu funcionamento. Nesse selo o fabricante é obrigado a informar o nível de potência sonora emitido, em decibéis. Disponível em: (Acesso em: 8 mar ) 32

33 Máquinas e ferramentas
O ruído produzido por máquinas e ferramentas também prejudica, por isso atenção especial deve ser dada nesses momentos, principalmente no trabalho. E por falar em atenção, vamos agora fazer algumas perguntas que servirão como reflexão para os trabalhadores: Será que o ambiente de trabalho e de lazer são confortáveis e não prejudicam a sua saúde auditiva? Vamos às perguntas... Disponível em: (Acesso em: 9 mar. )2010. 33

34 Saúde auditiva Você costuma pedir para que as pessoas repitam o que acabaram de falar? Você prefere o volume da TV ou do rádio mais alto do que os demais? Você sente dificuldades durante conversas ao telefone? Como está sua audição? Para refletir: Questionar se os trabalhadores já prestaram atenção em sua saúde auditiva. 34

35 Saúde auditiva Você escuta o que as pessoas falam mas não entende?
Você percebe o barulho da campainha e do telefone? Você sente dores ou zumbido nos ouvidos? Comentário: 35

36 Médico Otorrinolaringologista ou Fonoaudiólogo
Se você respondeu sim para alguma das questões, é recomendável que procure maiores esclarecimentos. Comentário: Esteja atento para o meio a sua volta e procure se proteger dos ruídos excessivos. Nesta aula você compreendeu a diferença entre som e ruído e os efeitos negativos que este causa a sua saúde. Portanto, reflita sobre as perguntas feitas e aja de forma consciente, protegendo a sua saúde. Fonte: Oto em Notícias, publicação da Gn Resound/Danavox O aparecimento da perda auditiva pode ocorrer gradualmente e, muitas vezes, apenas nos damos conta de nossas dificuldades através da reação de outras pessoas em nosso círculo de convivência. A perda auditiva pode estar relacionada à idade, mas pode também ser causada por fatores como a exposição prolongada a ruídos muito intensos, a utilização de determinados medicamentos, antecedentes familiares e outros. Estas perguntas podem ajudá-lo a analisar se sua audição precisa ser verificada: 1) Você costuma pedir para que as pessoas repitam o que acabaram de dizer? 2) Você prefere o volume da TV ou do rádio mais alto do que os demais? 3) As pessoas parecem estar murmurando quando falam com você? 4) Você tem zumbido nos ouvidos? 5) Você responde coisas diferentes das que foram perguntadas? 6) Você sente dificuldades durante conversas ao telefone? 7) Você escuta o que as pessoas falam mas não entende? Se a resposta para alguma dessas perguntas for afirmativa, é recomendável que se procure um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo para uma avaliação mais detalhada. Médico otorrinolaringologista É o especialista que cuida de problemas de ouvido, nariz e garganta. Fonoaudiólogo Profissional que lida com problemas de falta de audição, voz e linguagem, além de fazer exames de audição, adaptar aparelhos de surdez e tratar de deficientes auditivos. Finalizar a aula 1, lembrando que a aula 2 abordará tópicos específicos sobre equipamentos de proteção auditiva. Médico Otorrinolaringologista ou Fonoaudiólogo Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 36

37 Agradecemos sua participação e esperamos você na próxima aula.

38 Curso Proteção Auditiva - Série Solução SST-
Aula 2 Departamento Regional Coordenadoria de Educação Local, 00 de mês de 2010.

39 Resgatando os principais pontos vistos na aula 1:
Você foi informado da diferença entre som e ruído. Você conheceu os níveis de ruídos prejudiciais à saúde. Você apreendeu que os ruídos prejudiciais estão em toda parte e que é necessário estar alerta a esse tipo de exposição.

40 Intervenção na fonte emissora
Consiste no controle ou redução da emissão de ruído de máquinas e equipamentos. Consistem basicamente nos seguintes aspectos: aumento da distância da fonte emissora; redução da concentração das máquinas; substituição por máquinas mais silenciosas; alteração no ritmo de funcionamento; melhoria ou adequação da manutenção preventiva; alteração na fonte emissora. Para atuar sobre a fonte emissora, é importante projetar as plantas industriais e demais atividades, visando à necessidade de um ambiente controlado. Modificar uma máquina ou um processo de produção já em andamento é uma tarefa mais difícil do que projetar um ambiente silencioso, antes de colocá-lo em atividade. Texto auxiliar Para controlar ou reduzir o nível de emissão de ruído de máquinas e equipamentos, diversos procedimentos podem ser utilizados, tais como: - a escolha de fontes de energia e de transmissão que permitam regulagens de velocidade, pois esse fator contribui muito para que a máquina seja mais silenciosa; - colocar silenciadores nas saídas de ar de válvulas pneumáticas; - utilizar modelos de ventiladores mais silenciosos ou colocar silenciadores nos condutores do sistema de ventilação; - escolher o tipo adequado de bomba no sistema hidráulico; - colocar silenciadores nas entradas dos compressores de ar; - instalar motores e transmissões elétricas mais silenciosas; - equipar os sistemas hidráulicos com reservatório de óleo bem reforçado (bastante massa); - instalar amortecedores nos circuitos hidráulicos; - nos condutores dos sistemas de ventilação, instalar silenciadores de modo a evitar que o ruído se propague dos locais ruidosos para locais silenciosos; - evitar ou reduzir os choques entre os componentes das máquinas; - reduzir progressivamente os movimentos alternativos, e se possível eliminá-los; - substituir partes metálicas por partes plásticas, mais silenciosas; - blindar as partes ruidosas das máquinas. Importante papel atribui-se à manutenção e modificação das instalações existentes, uma vez que se pode diminuir ou eliminar os ruídos gerados pelo impacto ou atrito de partes, causados por defeitos de operação ou manutenção inadequada. Nesses casos podem ser tomadas medidas simples como: - manter lubrificadas e em bom estado as engrenagens; - reduzir a altura de queda dos produtos para recipientes e contentores; - aumentar a rigidez dos contentores e tratá-los acusticamente (diminuir a percepção do som, isolando-o); - amortecer os choques com uso de revestimentos de borracha ou plástico de grande resistência a desgaste. Também nos sistemas de transporte de materiais, diversas medidas podem ser observadas: - os transportadores de tela são mais silenciosos que os de rolo; - a adaptação da velocidade da tela deve ser feita conforme a quantidade de pessoas a transportar para evitar ao máximo as paradas, pois os arranques sempre geram níveis elevados de ruído; - uma lubrificação bem feita das engrenagens e partes móveis também contribui para evitar geração ou aumento dos níveis de ruído. 40

41 Intervenção sobre a propagação
Consiste na utilização de barreiras sonoras, através de blindagens ou barreiras, utilização de silenciadores e tratamento fonoabsorventes. As intervenções sobre a propagação podem ser resumidas em: 1) Blindagem e barreiras A blindagem pode ser um bom meio de se reduzir os níveis de ruído, quando a diminuição na fonte for inviável ou insuficiente. Para isso recomenda-se: - utilizar metal na blindagem exterior (chapa metálica, grossa e pesada); - utilizar material absorvente de som no interior, por exemplo lã de vidro, lã de rocha, espuma de poliuretano ou borracha; - instalar na blindagem portas de visita fáceis de abrir para facilitar a manutenção. Exemplos de tratamentos acústicos de uma máquina: a) máquina sem tratamento acústico – os níveis de ruído no ponto M variam entre 84 e 90 dB; b) montagem de máquina sobre um amortecedor de vibração – há uma redução dos níveis de ruído na frequência próxima a 200 Hz; c) a colocação de uma simples barreira diminui o ruído de médias e altas frequências; d) blindagem rígida – há uma redução de maior intensidade começando em frequências mais baixas; e) blindagem com isolamento – há uma acentuada diminuição dos níveis de ruído com particular incidência em altas frequências; f) blindagem rígida e montagem da máquina sobre amortecedor de vibração – nas frequências baixas ocorre uma acentuada atenuação e nas frequências elevadas a atenuação é semelhante ao caso anterior; g) blindagem com isolamento e montagem da máquina sobre amortecedor de vibração – o ruído de frequências inferiores a 150 Hz desaparece e a atenuação das frequências elevadas é maior que no caso anterior; h) dupla blindagem com isolamento e montagem antivibratória – os ruídos de frequências elevadas desaparecem e há uma nova atenuação nas baixas frequências. Muitas vezes é necessário prever uma abertura na blindagem para ventilação. Nestes casos: i) blindagem com janela e montagem antivibratória – comparando com o exemplo "f", verifica-se a grande importância que a janela desempenha na elevação geral dos níveis de ruído de frequências elevadas e a pequena importância nas baixas frequências; j) blindagem com janela, com atenuação de ruído e montagem antivibratória – em relação ao caso anterior as frequências elevadas sofreram uma atenuação bem acentuada. 2) Silenciadores São utilizados para evitar a propagação do ruído por via aérea. Podem ser de tipo dissipativo ou de ressonância. Os silenciadores dissipativos consistem no tratamento do conduto por meio de revestimento com materiais fonoabsorventes porosos. Os silenciadores de ressonância consistem no tratamento do conduto com materiais nos quais o ruído se dissipa pelo fenômeno de ressonância. 3) Tratamento fonoabsorvente Quando um som incide sobre uma barreira, somente uma pequena proporção de energia sonora atravessa essa barreira. A maior parte desse som é refletido com um ângulo de incidência ou absorvido a depender do coeficiente de absorção do material que forma a barreira. A capacidade de isolamento acústico de uma parede separando duas salas é chamado de índice de atenuação e é expresso em decibéis. A energia sonora é absorvida todas as vezes que a onda sonora se encontra com um material poroso. Os materiais utilizados para essa finalidade são chamados de materiais absorventes e podem absorver de 50 a 90% da energia sonora incidente, conforme a frequência. Num local onde existam muitos materiais absorventes o nível de ruído diminui regularmente com o coeficiente de absorção dos materiais. Entretanto, se a sala é formada por paredes lisas e duras, com certeza a absorção será insuficiente e o nível sonoro poderá ser igual em qualquer ponto da sala. 41

42 De que forma podemos nos proteger do ruído?
Pedir para os alunos imaginarem que essa figura retrata a indústria em que trabalham. À esquerda, uma máquina que emite ruídos, as linhas vermelhas são as ondas sonoras por onde esse ruído se propaga e a imagem à direita é o trabalhador. Para reduzir o ruído, é importante lembrar que o som se propaga no ar e nos sólidos sob forma de vibração. A maior parte das fontes sonoras produzem simultaneamente ruídos que se propagam pelo ar e pelos sólidos. Partindo disso, solicite que os alunos indiquem formas de proteção do trabalhador contra o ruído. Questionar os participantes e alinhar discussão sobre o assunto. Após isso, mostre que há medidas de controle que podem ser resumidas a três grupos em conformidade com as soluções propostas: 1) Intervenção na fonte emissora; 2) Intervenção sobre a propagação; 3) Intervenção sobre o trabalhador. As quais veremos nos próximos slides. Esteja atento! Disponível em: (Acesso em: 20 nov ) 42

43 PROTEÇÃO COLETIVA - Enclausuramento
Outras medidas dessa natureza são, por exemplo: · substituição ou lubrificação das máquinas; · diminuição da velocidade de rotação de ventiladores; · utilização de materiais amortecedores; · utilização de materiais mais absorsores de ruído nas paredes, tetos e pavimentos; · cobertura das fontes de ruído; · uso de isolamentos antivibráteis; · proteção do exterior dos ruídos interiores. Disponível em: (Acesso em: 15 mar ) 43

44 PROTEÇÃO COLETIVA – Absorção acústica
Disponível em: (Acesso em: 15 mar )

45 Intervenção sobre o trabalhador
Redução do tempo de exposição. Cabines acústicas. Rodízio de atividade. Educação e treinamento do funcionário. Aquisição de equipamentos menos ruidosos. Redução do tempo de exposição: Algumas indústrias optam por alterar as escalas de trabalho dos funcionários, realizando operações ruidosas e horários nos quais poucas pessoas se encontram no local. Mas essa não é a única alternativa. Veja as demais: Cabines isolantes: São locais onde os trabalhadores permanecem por períodos de tempo, intercalados no horário de trabalho. Essa medida também é classificada como barreira ao som, entretanto como interfere geralmente em reduzido número de trabalhadores, usualmente só os operadores das máquinas preferem considerá-la como não sendo coletiva. Rodízio de atividade, diminuindo o tempo de exposição do trabalhador ao ruído. Educação e treinamento do funcionário: Não basta controlar a audição e fornecer EPIs para os funcionários; é necessário educá-los a fim de que compreendam a importância de sua participação ativa nas ações de controle, para que o objetivo possa ser alcançado, que é o de proteger a audição do indivíduo exposto ao ruído. Lembrar que essa opção foi proporcionada pela indústria com este curso, demonstrando sua preocupação com a saúde auditiva dos seus trabalhadores.

46 Intervenção sobre o trabalhador
Avaliações audiométricas periódicas. Uso de equipamentos de proteção individual. Controle de volume dos equipamentos sonoros coletivos ou individuais (controle não ocupacional). As medidas de proteção individual são aplicadas quando existe impossibilidade de recorrer às medidas anteriores - medidas coletivas - ou quando elas não foram por si só suficientes para resolver o problema em causa. As medidas individuais são então as últimas a aplicar e são muitas das vezes medidas complementares. Avaliações audiométricas periódicas - pré-admissionais, revisões periódicas anuais e pós-demissionais, a fim de avaliar a audição dos funcionários, preferencialmente em condições ideais, em cabines acústicas, com o uso de audiômetro calibrado e realizada por fonoaudiólogos, no próprio local de trabalho ou em clínicas especializadas. Uso de EPIs: conscientizar-se da necessidade do uso do EPI com forma de prevenção. Controle de volume dos equipamentos sonoros coletivos ou individuais (mp3, caixa de som, boates etc.), a fim de que orelha possa ser respeitada em sua excelência, além de estarmos, assim, contribuindo, para melhorar nossa própria qualidade de vida, tão ameaçada pelos vários tipos de poluição ambiental e sonora. Indicar aos alunos que nas próximas telas serão apresentados mais detalhes sobre as avaliações audiométricas e o uso de EPIs.

47 Teste audiométrico – Nível de ruído
Todos os trabalhadores expostos a nível de ruído superior a 85 dB (A) devem ser submetidos a testes audiométricos periodicamente. O primeiro exame audiométrico é realizado quando o trabalhador é contratado ou transferido para uma área ruidosa.

48 O que é protetor auricular ?
Deixar que os participantes respondam e após entrar com o conceito (próximo slide). 48

49 Disponível em: www.sperianprotection.com.br. (Acesso em: 9 mar. 2010.)
Conceito É uma barreira acústica para proteger a orelha. Para a redução de ruído até o limite permitido (85 dB para 8 horas), o protetor auditivo torna-se o método mais comum e prático. Um bom protetor atenua no máximo 30 dB(A), isso se deve ao vazamento de ruído através de: transmissão de ruído via ossos e tecidos; vibrações do protetor; vazamento através do contato entre protetor e a cabeça. Lembrar que o uso de protetores também interfere na percepção da localização do som, fato relevante para permitir o reconhecimento de sinais de alarme, cuja interferência requer maior atenção para se evitar acidentes de trabalho. Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 49

50 Que tipos de protetores auriculares você conhece?
Protetor auricular Que tipos de protetores auriculares você conhece? Comentário: 50

51 Tipos de EPIs De acordo com a NR 6:
Protetor auditivo circum-auricular; Protetor auditivo de inserção; Protetor auditivo semi-auricular. O instrutor deverá falar que esaa nomenclatura é utilizada na legislação (circun-auricular; de inserção; semi-auricular), mas que popularmente eles são conhecidos como: concha, moldável e plugue.

52 Disponível em: http://www.singrafs.org.br. (Acesso em: 9 mar. 2010.)
Uso correto do EPI Orientações para o uso de EPIs: 1) Sua indicação integra o Programa de Conservação Auditiva, em que o protetor pode ser parte auxiliar; 2) A indicação do protetor leva em conta o trabalho desenvolvido e a situação auditiva do indivíduo exposto; 3) É constituído por materiais inertes e o mais confortável possível; 4) É indicado prevalecentemente para uso em curtos períodos na jornada de trabalho ; 5) O trabalhador pode optar entre os tipos de protetor, observadas as recomendações técnicas. A adesão ao protetor como um aspecto do PCA substitui o uso coercitivo, demonstradamente ineficaz; 6) Para exposição superior a 100 dB, recomenda-se testar a capacidade de proteção de cada protetor. Explicar que existem diversos tipos de EPIs e que nas próximas telas eles poderão conhecer quatro tipos. Pedir que os alunos identifiquem os tipos que já conhecem. Disponível em: (Acesso em: 9 mar )

53 Tipo circum-auricular (abafadores; concha)
Tipo inserção-moldável O instrutor deverá realizar na prática a colocação adequada do EPI com um participante voluntário. Questionar sobre o uso correto desse tipo de EPI e após manifestação dos participantes apresentar os itens. Uso correto do tipo circum-auricular: Retire o excesso de cabelo que estiver entre o abafador e o ouvido. Certifique-se de que a vedação não esteja tendo interferência de objetos como elástico de respiradores ou armação de óculos. As conchas devem ficar alinhadas verticalmente de modo a proporcionar a melhor vedação. Não utilize com as conchas viradas para trás. Uso correto do tipo inserção-moldável: Com as mãos limpas, aperte e role o protetor entre os dedos até obter o menor diâmetro possível. Para facilitar a colocação, puxe a orelha para cima e coloque o protetor no canal auditivo. Usando o dedo indicador mantenha-o nesta posição (aproximadamente por 30 segundos) até que ele tenha se expandido. Disponível em: (Acesso em: 9 mar )

54 Tipo inserção - pré-moldado
Tipo semi-auricular Tipo inserção - pré-moldado O instrutor deverá realizar na prática a colocação adequada do EPI com um participante voluntário. Questionar sobre o uso correto desse tipo de EPI e após manifestação dos participantes apresentar os itens. Uso correto do tipo semi-auricular: Abra a haste flexível de forma a ajustar bem o protetor à entrada do canal auditivo, para obter boa vedação. Uso correto do tipo Inserção-pré-moldado: Passe uma das mãos de trás da cabeça e puxe levemente a parte superior da orelha e, com a outra mão, introduza o protetor no canal auditivo. Disponível em: (Acesso em: 9 mar )

55 Higienização e conservação do EPI
Disponível em: (Acesso em 10 mar )

56 Disponível em: www.dataepi.com.br. (Acesso em: 9 mar. 2010.)
Tipo circum-auricular (abafadores; concha) Tipo inserção-moldável O instrutor deverá realizar na prática a higienização adequada do EPI chamando um participante voluntário para demonstração. Questionar sobre medidas de higiene e conservação dos EPIs. Higienização e conservação EPI tipo circum-auricular (fig. 1): Higienize seu protetor tipo concha semanalmente com um pano umedecido com água e sabão neutro. Quando as almofadas estiverem rígidas ou deterioradas, troque-as. Quando o arco (haste) estiver sem pressão, deve-se também descartá-lo. Higienização e conservação EPI tipo inserção-moldável (fig. 2): Nunca manuseie o protetor com as mãos sujas. Após o uso, guarde o protetor na embalagem. Não é recomendada a lavagem do produto. Troque o protetor quando estiver sujo. Disponível em: (Acesso em: 9 mar )

57 Tipo inserção-pré-moldado
Tipo semi-auricular Tipo inserção-pré-moldado O instrutor deverá realizar na prática a higienização adequada do EPI chamando um participante voluntário para demonstração. Questionar sobre medidas de higiene e conservação dos EPIs. Higienização e conservação tipo semi-auricular (fig. 1): Não manuseie os protetores do tipo inserção com as mãos sujas. Utilize os protetores durante todo o período de trabalho. Após o uso, guarde o protetor na embalagem. Lave regularmente a haste do seu protetor auditivo, com água e sabão neutro. Não lave as espumas. Higienização e conservação tipo inserção-pré-moldado (fig.2): Nunca manuseie o protetor com as mãos sujas. Após o uso, lave, seque e guarde o protetor na embalagem. Lave o protetor auditivo diariamente com água e sabão Troque o protetor quando estiver ressecado e/ou danificado. Disponível em: (Acesso em: 9 mar )

58 Recomendações gerais O protetor deve ser usado durante todo o período do trabalho em ambientes com ruído. Não manusear o protetor com as mãos sujas. Limpar o protetor periodicamente de acordo com as recomendações recebidas. Relembrar outras recomendações a título de higiene do EPI, que são: Não usar álcool para limpar o protetor. Após uso, guardar o protetor na embalagem ou em local limpo. Trocar o protetor periodicamente ou quando estiverem danificados.

59 Dificuldades de uso Higiene, especialmente para tipo plugue.
Desconforto. Dificuldade de comunicação verbal. Dificuldade na localização direcional do som. Sinais de alarme. Segurança. Questionar quais são as dificuldades que os trabalhadores apresentam ao usar os EPIs.

60 Quais os benefícios do uso do protetor?
Trabalhador que se cuida e que se gosta usa protetor auditivo corretamente durante todo o período de exposição, pois conhece o efeito irreversível do ruído no sistema auditivo. Criar uma discussão em que os participantes apontem na opinião de cada um quais são os benefícios. Após a discussão, o instrutor deve complementar e expor que a audição é muito importante para a vida humana, que sem ela muitas coisas que conseguimos fazer hoje não serão mais possíveis, e para que isso não aconteça é simples, basta que o trabalhador use corretamente o protetor auricular e o mantenha sempre limpo e bem conservado. O instrutor deverá solicitar que um participante leia a frase acima em voz alta e após deverá discutir o assunto com a turma, fazendo refletir que mesmo sendo desconfortável o uso do protetor disponibilizado pela empresa, ele deverá usar de forma a se proteger do ruído e que o protetor deve ser usado assim como se usa cinto de segurança quando se entra em um carro.

61 Atividade em grupo Esse deve ser um momento de avaliação e é importante deixar livre para que todos respondam uma ou duas questões: Do conteúdo apresentado nos encontros, fale sobre o que considera importante para sua vida pessoal e profissional, houve mudança na atitude quanto a sua saúde auditiva? O trabalho poderá ser desenvolvido em pequenos grupo, com apresentação posterior. Dividir os participantes em pequenos grupos. Sortear entre os grupos as questões que foram preparadas. Após 10 minutos de discussão das questões entre os participantes dos pequenos grupos, estas deverão ser apresentadas coletivamente (20 minutos). Questões a serem sorteadas: Quais os efeitos do ruído na vida social do trabalhador? Como evitar que o ruído prejudique nossa audição? Que fontes de ruídos presentes em nossa vida social contribuem de forma prejudicial ao ouvido humano? Quais os efeitos do ruído no organismo do trabalhador? Quais os efeitos do ruído no ambiente de trabalho? Para que serve os protetores auriculares? Quais os tipos de protetores auriculares? Quando o ruído se torna um risco para a saúde? Como o ruído é medido? De que forma pode-se controlar o ruído? Para que serve o teste audiométrico? Quais os cuidados e recomendações no uso de protetor auricular? Como higienizar o protetor auricular? 61

62 Proteja-se no trabalho e em casa!
Para refletir Existem coisas que você não precisa perder. A audição é uma delas. Proteja-se no trabalho e em casa! Disponível em: (Acesso em: 9 mar ) 62

63 Referências BRASIL. Portaria nº de 8 de junho de Aprova as normas regulamentadoras que consolidam as leis do trabalho, relativas à segurança e medicina do trabalho. NR-6. Equipamento de Proteção Individual – EPI. Manuais de Legislação Atlas. Segurança e Medicina do Trabalho. 64a Edição. Atlas, São Paulo: 2009 FERNANDES, J. C. Apostila de Acústica e Ruídos. UNESP - Campus de Bauru - Faculdade de Engenharia Disponível em: Acesso em: 26 nov 63

64 Obrigado pela atenção!


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