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“A Política Externa do Governo JK” Ricardo Wahrendorff Caldas

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Apresentação em tema: "“A Política Externa do Governo JK” Ricardo Wahrendorff Caldas"— Transcrição da apresentação:

1 “A Política Externa do Governo JK” Ricardo Wahrendorff Caldas

2 Caldas  Brasileiro, nascido em 1964;  Graduado em economia pela UnB, onde também concluiu seu Mestrado em Ciências Políticas e doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Kent, no Reino Unido;  Pesquisador de importantes universidades como (USP, Columbia, Kent);  Colaborou com pesquisas no governo de José Sarney;  Obras importantes: “O Brasil e a UNCTAD” (1999) e “O Brasil e o Mito da Globalização” (1999);  Atualmente é pesquisador visitante na Universidade de Harvard (Cambridge – EUA);

3 “Os Pan-Americanismos” Doutrina Monroe - “América para os americanos”;  América – continente no qual é inadmissível a participação ou intromissão de potências extra-hemisféricas – Intervenção EUA;  Caráter comercial;  Primazia dos EUA, o qual realizava relações bilaterais com os países latino-americanos;  América Latina e Caribe – zonas doméstica e de segurança, suscetível de policiamento;  1930 –> Política da Boa Vizinhança – Poder Brando

4 “Os Pan-Americanismos” Bolivarianismo  Reação aos EUA;  Contrabalançar o poder estadunidense e seu expansionismo;  Proposta de integração político-econômica dos países latino- americanos;  Permissão da participação de potências extra-hemisféricas (Inglaterra, Alemanha, URSS);  Promovia uma certa exclusão do Brasil – destaque aos países hispano- americanos.

5 O Fim da II GM e o Início da GF Conseqüências aos EUA  EUA surgem como uma das mais importantes potências do mundo;  Manter a ordem do sistema internacional conforme seus próprios interesses e objetivos  Atuação com alcance global e integradora  Relação com diversos países que não só os da América  Disputa ideológica com a URSS  Ameaça do Comunismo

6 Nova forma de atuação dos EUA com relação à América Latina  Necessidade de tratar as nações latino-americanas como parte integrante de todo o sistema internacional – diferentemente do que pregava o monroísmo;  Evitar que a região sofra influência dos ideais comunistas;  Criação da OEA (Organização dos Estados Americanos – 1947) e do TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca -1948);

7 A esperança Latino-Americana no pós Segunda Guerra Mundial  As nações da América Latina acreditavam que a posição dos EUA perante o novo sistema internacional as favoreceria, principalmente no âmbito econômico – Política da Boa Vizinhança;  EUA adquire outras preocupações;  Descontentamento latino-americano – sentimento de abandono;  Reação de Agressividade ao vice-presidente norte-americano, Richard Nixon, em uma visita realizada na Venezuela;  Juscelino Kubitschek viu nesse descontentamento e nas manifestações hostis um sinal para a criação da OPA.

8 Postura de JK  Não confrontamento com as principais potências ocidentais e agressividade frente ao subdesenvolvimento da região;  Brasil estava mais preocupado com a questão econômica e sua reestruturação, do que com a distribuição do poder no cenário internacional;  JK atribui um caráter econômico ao Pan-Americanismo; “Pan-Americanismo era concebido até então como uma forma de unir os países do subcontinente (ou da América toda) em torno de questões como o anticolonialismo, a coexistência pacífica, a luta contra hegemonias e a defesa em caso de ataques externos.” (CALDAS, 1996, p. 37)

9 Criação da OPA “A união das Américas, além de um ideal, é um imperativo da nossa sobrevivência.” Juscelino Kubitscheck. Discurso sobre a Operação Pan-Americana (20/7/1958)

10 OPA (Operação Pan-Americana)  Substância econômica ao Pan-Americanismo – recebe influências de estudos da CEPAL (comissão Econômica para a América Latina)  Tentativa de mostrar aos EUA a importância da América Latina perante o contexto da Guerra Fria, buscando obter recursos da potência norte- americana para o desenvolvimento latino-americano.  Propostas: 1) Aceitar o capital externo; 2) Instituições de crédito público internacionais - aumentar e facilitar os empréstimos; - “novo Plano Marshall” (CALDAS, 1996, p.40); 3) Estudo e execução de medidas para disciplinar equitativamente o mercado de produtos de base e matérias-primas (café, minérios etc.) - desequilíbrio e deterioração entre as trocas realizadas entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

11 EUA contra a OPA  EUA encara a OPA como um modo de alterar a “Divisão Internacional do Trabalho” entre os países centrais e periféricos;  EUA – combate ao comunismo – questão de segurança e defesa e não de caráter econômico;  Como estratégia, JK utiliza o argumento do possível avanço comunista sobre países atrasados social e economicamente, pressionando a atuação dos EUA;  Interesse de JK no desenvolvimento de seu Plano de Metas.

12 O Plano de Metas “ 50 anos em 5”  Plano que contava com 30 pontos que deveriam ser alcançados durante os 5 anos de governo de JK;  Dentre eles se destacam alguns ligados ao transporte (estradas e automóveis), à energia (carvão e petróleo), à industrialização (indústria de base), à alimentação (agricultura) e à educação;  Utilização de capital estatal (público e privado) e capital externo (principalmente)  Construção de Brasília  Conseqüências : Industrialização crescente, dívida externa, inflação, êxodo rural, entre outras.

13 Mudança na postura estadunidense  À contragosto, reconhece a necessidade de auxiliar economicamente os países latino-americanos;  Percebe uma maior coordenação da política externa dos países do subcontinente em torno de um programa econômico comum – OPA;  Vivencia pressões de governos reformistas e revolucionários, como Cuba, que exerciam impacto na América Latina;  Desdobramento: Criação do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), da ALALC (Associação Latino-Americana de Livre Comércio) e do Plano Eisenhower;

14 Influências da CEPAL nas ações do governo JK  Importância de diagnósticos desde 1950 – Celso Furtado;  Desperta o debate em torno do papel da América Latina para a economia internacional;  JK assimila os problemas apresentados pela CEPAL: “(...)desequilíbrio na balança de pagamentos, deterioração das relações de troca, necessidade de substituir importações e diversificar a pauta de exportações.” (CALDAS, 1996, p.47);  CEPAL – desenvolvimento econômico deve superar quaisquer disputas ideológicas;

15 Influências da CEPAL nas ações do governo JK  Governo JK pensa em estratégias de estabelecimento de um mercado comum regional para a América Latina e de um órgão de estabilização de preços de produtos primários;  Proposta antiga, acelerada somente após o abandono da compra por parte do Mercado Comum Europeu dos produtos primários latino-americanos, para comprarem de regiões africanas e do diagnóstico cepalino;  Insegurança estadunidense;

16 Vantagens aos países da AL  Ampliação de mercado consumidor para bens produzidos em cada país;  Aumento da produtividade para bens exportados;  Não necessidade de utilização do dólar no mercado inter-regional, aumentando a capacidade de importação;  Ampliação e consolidação do parque industrial de cada país (por causa do mercado mais amplo).

17 Idéias da CEPAL X Ações de JK CEPAL  Participação limitada do capital estrangeiro na economia nacional;  Reformas internas – agrária, bancária;  Distribuição de renda interna, aumentando poder aquisitivo dos cidadãos; JK  Ampliação da participação do capital estrangeiro – investimento e empréstimos;  Não adotou programas de reformas – agricultores + Plano de Metas;  Acumulação de capital para promover a industrialização

18 Análises  Política externa multilateral, pois JK dá importância aos fóruns multilaterais;  Aumento e diversificação das relações políticas e econômicas do Brasil com outras nações do mundo, em detrimento da influência exclusiva dos EUA;  OPA – importante organismo multilateral que contribui para a multilateralização do governo JK;  OPA é reflexo das idéias que vinham sendo desenvolvidas pela CEPAL e que influenciavam o governo JK;  Revisão de aspectos tradicionais da PE brasileira, como o bilateralismo, por exemplo.

19  Valorização do plano econômico;  Importância dada à industrialização e ao desenvolvimento econômico com auxílio externo;  Adaptação das propostas, configurando-as de acordo com interesses internos ao Brasil;  Reivindicação de um novo lugar para o país na política hemisférica e internacional  Busca de reconhecimento do seu amadurecimento político;  Nova construção de autonomia nas suas relações com os Estados Unidos.

20 CIES – Conselho Interamericano Econômico e Social  Criado durante a 1ª Reunião de Ministros das Relações Exteriores ocorrida no Panamá em 1939;  Promover o bem-estar econômico e social;  1950: Programa de Cooperação Técnica;  Países com demandas tímidas e não-consensuais;

21  Maiores contribuições: - técnicas; - econômicas;  Contribuições poderiam ter sido maiores;  Conflito entre os países latino-americanos e os EUA quanto ao CIES;  O governo Kubitschek e o CIES;

22 ALALC - Associação Latino- Americana de Livre-Comércio  Criado pelo Tratado de Montevidéu em 1960;  Assinado por Brasil, Uruguai, Paraguai, Peru, Chile e México;  Aderiram posteriormente: Colômbia, Equador, Venezuela e Bolívia;  Fim das barreiras ao comércio intra-regional;

23  Fortalecimento das economias nacionais;  Objetivos: - alcançar o desenvolvimento econômico; - coordenar os planos de desenvolvimento dos diferentes setores de produção; - progressiva complementação e integração das economias;  Ou seja: maior integração econômica entre os países latino- americanos e expansão de seus mercados e do comércio entre si. A longo prazo, visava ao estabelecimento de um mercado comum latino-americano;

24  Três outros episódios que marcaram a política externa de Kubitschek: -1°) a proposta de criação da OPA (Operação Pan-Americana); -2°) o rompimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI); -3°) apoio à política colonialista portuguesa na África; COM RELAÇÃO AO FMI:  FMI exigia: - corte nos gastos públicos; - desvalorização cambial; - liberalização do câmbio;  FMI não cumpria com sua proposta de dirimir as dificuldades de balanços de pagamento;

25 COM RELAÇÃO A PORTUGAL:  Brasil assina Tratado de Amizade e Consulta em 1953;  Motivos que levou JK a estabelecer tal tipo de relação com Portugal: -motivos ideológicos; -afetivo-históricos; -eleitorais; -de origem religiosa;  Kubitschek deixa de lado princípios da OPA, como autodeterminação, não-intervenção, a soberania, o nacionalismo e a democracia representativa;

26 Conclusão  Postura agressiva face ao problema do subdesenvolvimento;  Alinhamento com os EUA – Fernando de Noronha é cedida para a instalação de uma base americana de rastreamento de foguetes em 1956;  Mudança da visão da relação entre as nações de “dominantes-dominadas” para “ricas-pobres” (AQUINO, 2007, p.525);  Nacionalismo fundado no desenvolvimento;  Idéias de ocidentalismo, do desenvolvimento capitalista e anticomunismo;

27  Conjuntura relativamente favorável – inicio da rachadura nos blocos antagônicos  Acontecimentos no âmbito regional permitiram a JK mudar a direção de sua política externa;  Política externa norteada pela: - promoção de um desenvolvimento industrial; - ampliação dos mercados brasileiros; - luta contra a grande desvalorização das matérias-primas que eram exportadas

28  A política externa de multilateralismo pode ser entendida por diversos motivos (CERVO, 1997): - decepção com a negligência dos EUA para com a AL; - percepção do momento oportuno para lutar contra o subdesenvolvimento; - necessidade de união da América para fazer frente ao Mercado Comum Europeu; - necessidade de cooperação internacional exigida para se realizar as idéias da CEPAL e de desenvolvimentismo.

29 Referências Bibliográficas CALDAS, Ricardo W. A política externa do governo Kubitschek. Brasília: Thesaurus, 1996, p CERVO, Amado Luiz. Política de comércio exterior e desenvolvimento: a experiência brasileira. Rev. bras. polít. int., Brasília, v. 40, n. 2, Dec Available from. access on 21 Oct doi: /S Disponível em:. Acesso em: 18 de out Disponível em:. Acesso em 19 de out Disponível em:. Acesso em 18 de out Disponível em:. Acesso em: 18 de out Rampinelli, Waldir José. As duas faces da moeda: a contribuição de JK e Gilberto Freyre ao colonialismo português. Florianópolis, Ed. Da UFSC, 2004.


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