A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

2Marli T. Deon Sette - 2010 Noções gerais sobre Meio Ambiente Professora Marli Deon Sette – 2010/2 Professora Marli Deon Sette – 2010/2

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "2Marli T. Deon Sette - 2010 Noções gerais sobre Meio Ambiente Professora Marli Deon Sette – 2010/2 Professora Marli Deon Sette – 2010/2"— Transcrição da apresentação:

1

2 2Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambiente Professora Marli Deon Sette – 2010/2 Professora Marli Deon Sette – 2010/2 Web: Web: Obs: Este Material não substitui a bibliografia recomendada Obs: Este Material não substitui a bibliografia recomendada

3 3Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta 1 - A escassez e o conflito

4 4Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta A Escassez: O Problema Econômico A Escassez: O Problema Econômico Por que continuamos a lutar pela vida? Por que continuamos a lutar pela vida? Podemos dizer que há dois motivos funda- Podemos dizer que há dois motivos funda- mentais: mentais: 1- Desejos materiais ilimitados, insaciáveis. X 2- Recursos escassos. (bens livres e econômicos) = escassez escassez

5 5Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Desejos ilimitados Desejos ilimitados Os desejos materiais provêm, essencialmente, de duas fontes: 1 – Necessidades Básicas Alimentação, habitação e vestuário. Alimentação, habitação e vestuário. 2 – Necessidades Supérfluas Com o tempo, um mesmo consumidor pode querer uma comida melhor, uma casa melhor, uma roupa melhor... Com o tempo, um mesmo consumidor pode querer uma comida melhor, uma casa melhor, uma roupa melhor...

6 6Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Recursos Escassos Recursos Escassos Recursos: são os insumos básicos utilizados: Na produção de bens e serviços. Portanto, são também chamados de fatores de produção. Na produção de bens e serviços. Portanto, são também chamados de fatores de produção. Os fatores de produção podem ser divididos em três categorias: terra, trabalho e capital. Os fatores de produção podem ser divididos em três categorias: terra, trabalho e capital.

7 7Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Sendo que: Sendo que: Terra: o termo é usado no sentido amplo, entendendo-se não só a terra propriamente dita mas também minerais, água, luz, etc., Terra: o termo é usado no sentido amplo, entendendo-se não só a terra propriamente dita mas também minerais, água, luz, etc., Trabalho: entende-se como habilidades físicas e mentais de seres humanos, quando são aplicadas na produção de bens e serviços, Trabalho: entende-se como habilidades físicas e mentais de seres humanos, quando são aplicadas na produção de bens e serviços, Capital: são as instalações, o equipamento e os outros materiais utilizados no processo produtivo. Capital: são as instalações, o equipamento e os outros materiais utilizados no processo produtivo. Torna-se fácil perceber que os recursos utilizados na produção de bens é serviços são limitados. Torna-se fácil perceber que os recursos utilizados na produção de bens é serviços são limitados.

8 8Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Costuma-se dizer que as necessidades humanas são ilimitadas, o que contrasta com o montante de recursos disponíveis para satisfazê-las, que são limitados. Costuma-se dizer que as necessidades humanas são ilimitadas, o que contrasta com o montante de recursos disponíveis para satisfazê-las, que são limitados. Então, com desejos ilimitados e recursos limitados, e ainda, considerando que a tecnologia normalmente anda num ritmo mais lento que as necessidades, enfrentamos o problema fundamental da economia, a escassez. Então, com desejos ilimitados e recursos limitados, e ainda, considerando que a tecnologia normalmente anda num ritmo mais lento que as necessidades, enfrentamos o problema fundamental da economia, a escassez.

9 9Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Então, temos que escolher. Nesse momento surge o conflito. Então, temos que escolher. Nesse momento surge o conflito. Constatada a escassez e o conflito, surge a necessidade tomar medidas que incentivem trade- offs. Constatada a escassez e o conflito, surge a necessidade tomar medidas que incentivem trade- offs. Como nem sempre estamos aptos a solucionar o conflito, surge o DIREITO, que vem para resolver o problema da escassez dos bens econômicos. Como nem sempre estamos aptos a solucionar o conflito, surge o DIREITO, que vem para resolver o problema da escassez dos bens econômicos.

10 10Marli T. Deon Sette Meio Ambiente, Poluição Atmosférica e Protocolo de Quioto Bens ambientais também se tornam escassos, qualitativa ou quantitativamente. Exemplos: Bens ambientais também se tornam escassos, qualitativa ou quantitativamente. Exemplos: a) Poluição atmosférica; b) Poluição hídrica; c) Poluição do solo; d) Poluição sonora; e) Poluição visual e; f) Poluição eletromagnética ou de antena.

11 11Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Momentos históricos ligados à escassez dos bens ambientais e a conscientização deste fenômeno. Momentos históricos ligados à escassez dos bens ambientais e a conscientização deste fenômeno. a) Homem primitivo (A tragédia dos Comuns - Tragedy of the Commons). b) Revolução Industrial – O século XVIII é tido como marco da degradação ambiental. Industrialização, fabricas, etc. c) No período pós guerra começou uma conscientização. d) Declaração de Estocolmo: Denota preocupação em nível internacional. Ponto de partida – Brasil adota posição conservadora de produção.

12 12Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta e) A ECO-92, Rio-92, Cúpula ou Cimeira da Terra são nomes pelos quais é mais conhecida a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD), realizada entre 3 e 14 de junho de 1992 no Rio de Janeiro. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico (desenvolvimento sustentável) com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra (medidas para diminuir a degradação). 314 de junho1992Rio de JaneirodesenvolvimentoecossistemasTerra314 de junho1992Rio de JaneirodesenvolvimentoecossistemasTerra Basicamente ratificaram o que foi colocado em Estocolmo. Basicamente ratificaram o que foi colocado em Estocolmo. (www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./ ) (www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./ )www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./

13 13Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta A RIO-92 produziu um documento oficial, a Carta da Terra, em que elaborou três convenções (Biodiversidade, Desertificação e Mudanças Climáticas), uma declaração de princípios e a Agenda 21 (base para que cada país elabore seu plano de preservação do meio ambiente). A RIO-92 produziu um documento oficial, a Carta da Terra, em que elaborou três convenções (Biodiversidade, Desertificação e Mudanças Climáticas), uma declaração de princípios e a Agenda 21 (base para que cada país elabore seu plano de preservação do meio ambiente). Dos 175 países signatários da Agenda 21, 168 confirmaram sua posição de respeitar a Convenção sobre Biodiversidade. No Brasil foi ratificada pelo Congresso Nacional e entrou em vigor no final de dezembro de Dos 175 países signatários da Agenda 21, 168 confirmaram sua posição de respeitar a Convenção sobre Biodiversidade. No Brasil foi ratificada pelo Congresso Nacional e entrou em vigor no final de dezembro de

14 14Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Quando e como foi que pessoas, no Brasil, passaram a considerar o meio ambiente como um bem escasso e merecedor de cuidados e regulamentações para conservá-lo e/ou preservá-lo? Quando e como foi que pessoas, no Brasil, passaram a considerar o meio ambiente como um bem escasso e merecedor de cuidados e regulamentações para conservá-lo e/ou preservá-lo?

15 15Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Inicialmente vamos dar uma visão histórico-econômica: Inicialmente vamos dar uma visão histórico-econômica: Pode-se afirmar, segundo Colby (1991), que ao final dos anos 60 existiam dois enfoques opostos e conflitantes, relacionados a interação sociedade-natureza: Pode-se afirmar, segundo Colby (1991), que ao final dos anos 60 existiam dois enfoques opostos e conflitantes, relacionados a interação sociedade-natureza: Ecologismo radical - espaço-nave terra - desenvolvimento zero, ou seja, poluição zero. Ecologismo radical - espaço-nave terra - desenvolvimento zero, ou seja, poluição zero. Economia de fronteira - cawboy – crescimento econômico sem limite, acreditando que, qualquer problema gerado seria solucionado pelo avanço tecnológico. Ineficiência no uso de recursos naturais representam oportunidades perdidas Economia de fronteira - cawboy – crescimento econômico sem limite, acreditando que, qualquer problema gerado seria solucionado pelo avanço tecnológico. Ineficiência no uso de recursos naturais representam oportunidades perdidas Essa polarização ideológica e conceitual entre a economia de fronteira e ecologia radical exigia o surgimento de um meio termo, realizando trade-off entre essas correntes. Essa polarização ideológica e conceitual entre a economia de fronteira e ecologia radical exigia o surgimento de um meio termo, realizando trade-off entre essas correntes.

16 16Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Neste período, aproximadamente 1970, afloram os conceitos de ecodesenvolvimento, e proteção ambiental, oriundos, respectivamente, do ecologismo radical e economia de fronteira. Neste período, aproximadamente 1970, afloram os conceitos de ecodesenvolvimento, e proteção ambiental, oriundos, respectivamente, do ecologismo radical e economia de fronteira. Por seu turno, na esfera governamental, no âmbito do Ministério do Interior, é criada, nessa época, 1973, a Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA e, em 1981, por meio da Lei são criados instrumentos para proteção ambiental, como EIA, licenciamento, etc, os quais demonstram preocupação com a escassez dos bens ambientais. Por seu turno, na esfera governamental, no âmbito do Ministério do Interior, é criada, nessa época, 1973, a Secretaria Especial do Meio Ambiente – SEMA e, em 1981, por meio da Lei são criados instrumentos para proteção ambiental, como EIA, licenciamento, etc, os quais demonstram preocupação com a escassez dos bens ambientais.

17 17Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Mas, o que é Ecodesenvolvimento. Mas, o que é Ecodesenvolvimento. Ecodesenvolvimento – “jogo de soma positiva no qual tanto a sociedade quanto a natureza poderiam se beneficiar mutuamente”. Ecodesenvolvimento – “jogo de soma positiva no qual tanto a sociedade quanto a natureza poderiam se beneficiar mutuamente”.

18 18Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Tenta- se promover uma “ecologização da economia” contrapondo-se a “economização da ecologia”. Que é é uma tentativa de encontrar um equilíbrio no conflito entre valores bio-cêntricos e antropocêntricos, convergindo para um “eco-centrismo” no qual nem a humanidade está acima da natureza nem o contrário (Colby, 1991, p.207). Tenta- se promover uma “ecologização da economia” contrapondo-se a “economização da ecologia”. Que é é uma tentativa de encontrar um equilíbrio no conflito entre valores bio-cêntricos e antropocêntricos, convergindo para um “eco-centrismo” no qual nem a humanidade está acima da natureza nem o contrário (Colby, 1991, p.207).

19 19Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Todos esses enfoques convergiram, com diferentes intensidade em suas contribuições, para o enfoque da gestão dos recursos ambientais, estruturado ao longo dos anos 80 e materializado em torno do conceito do desenvolvimento sustentável. Essa nova concepção conseguiu reunir sob o mesmo discurso grupos de interesse anteriormente rivais e divergentes. Todos esses enfoques convergiram, com diferentes intensidade em suas contribuições, para o enfoque da gestão dos recursos ambientais, estruturado ao longo dos anos 80 e materializado em torno do conceito do desenvolvimento sustentável. Essa nova concepção conseguiu reunir sob o mesmo discurso grupos de interesse anteriormente rivais e divergentes. A grande novidade deste enfoque era que o foco do debate já não se tratava mais de contrapor de forma antagônica meio ambiente e desenvolvimento, mas uma relação de complementaridade necessária. Dicotomia deixa de existir. A grande novidade deste enfoque era que o foco do debate já não se tratava mais de contrapor de forma antagônica meio ambiente e desenvolvimento, mas uma relação de complementaridade necessária. Dicotomia deixa de existir.

20 20Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Isso permitiu aglutinar em torno de uma visão comum grupos teóricos diversos trazendo o discurso do desenvolvimento sustentável vindo a se transformar no enfoque do desenvolvimento dos anos 90. Isso permitiu aglutinar em torno de uma visão comum grupos teóricos diversos trazendo o discurso do desenvolvimento sustentável vindo a se transformar no enfoque do desenvolvimento dos anos 90. Na verdade, “desenvolvimento sustentável” foi o conceito oficial da segunda conferência mundial sobre desenvolvimento e meio ambiente, a chamada ECO-92 ou RIO-92. Na verdade, “desenvolvimento sustentável” foi o conceito oficial da segunda conferência mundial sobre desenvolvimento e meio ambiente, a chamada ECO-92 ou RIO-92. Apesar da imprecisão a nível teórico desenvolvimento sustentável traduz-se na possibilidade de atender as necessidades do presente sem que haja comprometimento para que as gerações futuras possam atender as suas próprias necessidades. Apesar da imprecisão a nível teórico desenvolvimento sustentável traduz-se na possibilidade de atender as necessidades do presente sem que haja comprometimento para que as gerações futuras possam atender as suas próprias necessidades.

21 21Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Visa a harmonizar a dicotomia “crescimento e meio ambiente” com trade-off eficiente. É necessário crescer e para isso é preciso produzir. Qualquer forma de produção gera poluição para o meio ambiente, então temos que fazer o crescimento de tal forma que não comprometa a possibilidade de que as gerações futuras também possam dispor do meio ambiente equilibrado e sadio. Lembrando-nos que o gerenciamento sustentável fisicamente não é um objetivo imediato que deva ser perseguido à exclusão de tudo o mais. É necessário crescer e para isso é preciso produzir. Qualquer forma de produção gera poluição para o meio ambiente, então temos que fazer o crescimento de tal forma que não comprometa a possibilidade de que as gerações futuras também possam dispor do meio ambiente equilibrado e sadio. Lembrando-nos que o gerenciamento sustentável fisicamente não é um objetivo imediato que deva ser perseguido à exclusão de tudo o mais.

22 22Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Hoje tem-se avançado muito nos trade-offs necessários para que a dicotomia “crescimento e meio ambiente” possa se harmonizar. Hoje tem-se avançado muito nos trade-offs necessários para que a dicotomia “crescimento e meio ambiente” possa se harmonizar. Muitos tem sido os instrumentos utilizados para melhorar a relação “crescimento e meio ambiente”, entre eles: Muitos tem sido os instrumentos utilizados para melhorar a relação “crescimento e meio ambiente”, entre eles: 1. comando e controle, (ex. instrumentos da PNMA); 2. instrumentos econômicos (tributos, licenças negociáveis, depósito reembolsável, subsidios, etc; 3. instrumento persuasão / pró-ativo; 4. em paralelo, educação ambiental.

23 23Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre Meio Ambienta Mas, o que é meio ambiente?

24 24Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Meio ambiente Meio ambiente Art. 225 CF/88 e Art 3º da Lei 6.938/81. Art. 225 CF/88 e Art 3º da Lei 6.938/81.

25 25Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente “meio” e “ambiente” “meio” e “ambiente” Coisas naturais ou os bens jurídicos tutelados em geral? Coisas naturais ou os bens jurídicos tutelados em geral? Tudo que está ao seu redor, integrando vários elementos, como : Tudo que está ao seu redor, integrando vários elementos, como :

26 26Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Classificação do Meio Ambiente a) Natural ou Físico: Constituído pelo solo, a água, o ar atmosférico, a flora, a fauna.Proteção constitucional art. 225 “ caput” forma mediata de proteção, e no e § 1º Incisos I, III e VII, forma imediata de proteção.

27 27Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente c) Meio Ambiente Artificial: Constituído pelo espaço urbano. Consubstanciado no conjunto de edificações e dos equipamentos públicos.. Art. 225, caput; art. 182 “ caput” e art. 21,XX (tratam da política urbana); e Art. 5º, XXIII (função social) entre outros da CF/88

28 28Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente b) Meio Ambiente Cultural: São os bens que traduzem a história de um povo, sua formação, cultura, enfim os elementos que identificam sua cidadania, sua forma de vida. Art. 225, caput,CF/88 – mediata; e, art. 215 e 216 e incisos da CF/88 – imediata. Definição de patrimônio Cultural..

29 29Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente d) Meio Ambiente do Trabalho: É o lugar onde o ser humano exerce o seu labuto, independente de ser num prédio ou em local aberto, como os garis. Procura-se salvaguardar a saúde, a segurança e o bem-estar do trabalhador no seu ambiente de trabalho. Art.200, VIII – (imediata); e Art. 7º, XXII e XXXIII (mediata).

30 30Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Assim, podemos afirmar que: Assim, podemos afirmar que: Meio Ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas Meio Ambiente é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas (art. 3° da Lei 6938/81). (art. 3° da Lei 6938/81).

31 31Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Meio ambiente é: “o Meio ambiente é: “o conjunto de elementos naturais, artificiais, culturais e do trabalho, suas interações, bem como as condições, princípios, leis e influências, que permitem, abrigam e regem a vida em todas as suas formas.” DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol Pavani. Coleção Didática jurídica, São Paulo: MP Ed., 2009, p. 34. ISBN

32 32Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Agora vamos entender como evoluiu a forma de “enxergar” o meio ambiente.

33 33Marli T. Deon Sette Formas de entender o Meio Ambiente e o Direito Ambiental a) Visão Ecocêntrica: Todas as formas de vida têm direito de serem preservadas. b) Visão Antropocênctrica: O homem como centro da vida. c) Evolução da Visão Antropocêntrica: "Se o homem é o centro, então háperiferia, que deve ser respeitada"

34 34Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente a)Visão Ecocêntrica - Segundo a qual, todas as formas de vida têm o direito de serem preservadas. A proposta de tutela ambiental na constituição busca amparar a totalidade da vida e suas bases. Art. 225, § 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: Art. 225, § 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I – Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais... I – Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais... VII – proteger a fauna e a flora, vedadas,... Situações em que o legislador coloca em segundo plano a saúde e a segurança do ser humano, voltando-se exclusivamente à incolumidade de outras espécies. Ex. : (mico-leão-dourado, proibição de caça de animais peçonhentos (onça e jacaré), colocando em risco a própria segurança de pessoas. Situações em que o legislador coloca em segundo plano a saúde e a segurança do ser humano, voltando-se exclusivamente à incolumidade de outras espécies. Ex. : (mico-leão-dourado, proibição de caça de animais peçonhentos (onça e jacaré), colocando em risco a própria segurança de pessoas.

35 35Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente b)O homem como centro da vida, muitas vezes baseadas em raízes religiosas. Ex. farra do boi e tourada na Espanha, rinha - cultura, costumes, Etc. b)Visão Antropocêntrica: O homem como centro da vida, muitas vezes baseadas em raízes religiosas. Ex. farra do boi e tourada na Espanha, rinha - cultura, costumes, Etc. “Gênesis 1,26 : Deus disse : “Façamos o homem à nossa própria imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos e todos os animais selvagens e todos os répteis que se arrastam sobre a terra”. “Gênesis 1,26 : Deus disse : “Façamos o homem à nossa própria imagem e segundo a nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos e todos os animais selvagens e todos os répteis que se arrastam sobre a terra”. Coloca o HOMEM como um DÉSPOTA sobre a terra. Coloca o HOMEM como um DÉSPOTA sobre a terra. Não se pode conceituar o meio ambiente fora de uma visão antropocêntrica, pois sua proteção jurídica depende de uma ação humana. Não se pode conceituar o meio ambiente fora de uma visão antropocêntrica, pois sua proteção jurídica depende de uma ação humana.

36 36Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Segue o Princípio 1 – Declaração de Estocolmo – “ Os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimento sustentável. Têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza”. Segue o Princípio 1 – Declaração de Estocolmo – “ Os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimento sustentável. Têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza”. Essa é uma visão utilitárista, principalmente dos economistas neoclássicos, de que o Meio Ambiente deve servir, exclusivamente, para suprir as necessidades humanas, e que o ser humano deve subjugar a natureza. Essa é uma visão utilitárista, principalmente dos economistas neoclássicos, de que o Meio Ambiente deve servir, exclusivamente, para suprir as necessidades humanas, e que o ser humano deve subjugar a natureza.

37 37Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente c) Evolução da Visão Antropocêntrica: Uma visão abrandada do antropocentrismo, mais globalizada e ética, na qual valoriza a interdependência entre os seres humanos e os elementos da natureza (fauna, flora, ar atmosférico, água etc.). Leme Machado “ Se o homem é o centro, então há periferia, que deve ser respeitada” Leme Machado “ Se o homem é o centro, então há periferia, que deve ser respeitada” O ordenamento jurídico ambiental brasileiro adota a concepção de antropocentrismo alargado. Ou seja, não caímos nos extremos do antropocentrismo stricto sensu (egoístico) e nem do biocentrismo exagerado. Reconhece-se, no plano normativo brasileiro, o valor intrínseco do ambiente para além do valor da utilidade que tem para o homem, ou como valor de mercado. O ordenamento jurídico ambiental brasileiro adota a concepção de antropocentrismo alargado. Ou seja, não caímos nos extremos do antropocentrismo stricto sensu (egoístico) e nem do biocentrismo exagerado. Reconhece-se, no plano normativo brasileiro, o valor intrínseco do ambiente para além do valor da utilidade que tem para o homem, ou como valor de mercado. Art. 225 da CF/88 c/c o conceito jurídico de meio ambiente, da Lei n. 6938/81, refere-se à vida em todas as suas formas, sem especificar ordem de preferência. Art. 225 da CF/88 c/c o conceito jurídico de meio ambiente, da Lei n. 6938/81, refere-se à vida em todas as suas formas, sem especificar ordem de preferência.

38 38Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Principais características dos bens ambientais

39 39Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente a) Transindividualidade; b) Essencialidade; c) Indivisibilidade; d) Quando ocorrem danos são, na maioria das vezes, irreversíveis ou de difícil reparação; e) A poluição tem efeitos cumulativos e sinergéticos, gerando conseqüências imprevisíveis - ex. gases de efeito estufa provocam alteração de temperatura; f) Os efeitos não respeitam fronteiras; g) Suas vítimas não são individualizáveis. h) Difícil valoração.

40 40Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Por tudo isso é chamado de bem difuso, que é aquele “ Por tudo isso é chamado de bem difuso, que é aquele “é aquele bem que diz respeito à sociedade em sua totalidade, de forma que os indivíduos não podem dele dispor sem afetar a coletividade. É um bem que não pode ser fracionado, nem pela sua natureza, nem pela lei e muito menos pela vontade das partes.” DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol Pavani. Coleção Didática jurídica, São Paulo: MP Ed., 2009, p. 43. ISBN Este assunto será aprofundado na próxima aula.

41 41Marli T. Deon Sette Noções Gerais Sobre Meio Ambiente Um dos principais instrumentos para normatizar a gestão do meio ambiente para as presentes e futuras gerações é o direito ambiental. Um dos principais instrumentos para normatizar a gestão do meio ambiente para as presentes e futuras gerações é o direito ambiental.

42 42Marli T. Deon Sette Noções gerais sobre meio ambiente Pesquisas nos Capítulos 1 e 2 do livro: DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol Pavani. Coleção Didática jurídica, São Paulo: MP Ed., 2009, p ISBN DEON SETTE, MARLI T. Direito ambiental. Coordenadores: Marcelo Magalhães Peixoto e Sérgio Augusto Zampol Pavani. Coleção Didática jurídica, São Paulo: MP Ed., 2009, p ISBN


Carregar ppt "2Marli T. Deon Sette - 2010 Noções gerais sobre Meio Ambiente Professora Marli Deon Sette – 2010/2 Professora Marli Deon Sette – 2010/2"

Apresentações semelhantes


Anúncios Google