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NATURALISMO. Surgimento... O naturalismo desenvolveu-se paralelamente ao movimento realista, sendo uma espécie de realismo que carrega nas tintas. Nem.

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1 NATURALISMO

2 Surgimento... O naturalismo desenvolveu-se paralelamente ao movimento realista, sendo uma espécie de realismo que carrega nas tintas. Nem por isso deixou de dar origem a obras de grande valor, apesar de - no Brasil - primar pela mediocridade.

3 ... Influenciado pelo desenvolvimento das ideias científicas na época, especialmente na área das ciências biológicas e sociais, o Naturalismo tentava explicar de forma materialista ou científica os fenômenos da vida e do comportamento humano. Em outras palavras, buscava as explicações dos fatos sociais e pessoais, por meio do determinismo, das relações de causa e efeito das ciências. Acreditava-se que os acontecimentos e atitudes eram decorrentes ou condicionados pelo meio físico, pelas circunstâncias vividas ou pela etnia, segundo as idéias do filósofo francês Hypolite Taine.

4 Realismo x Naturalismo O Realismo tende para uma visão biológica do homem; o Naturalismo encaminha-se para uma visão patológica.

5 Romances de Tese Isso fica claro em romances e contos, nos quais as personagens são o resultado da sua descendência e das condições em que vivem. Condicionadas pela situação, seu livre arbítrio inexiste e não lhes resta a menor chance de evoluírem por si mesmas. As obras naturalistas são também chamadas de romances de tese: apresentam um ponto de vista e tentam demonstrá-lo através dos fatos narrados. Em geral, focalizam o lado patológico dos indivíduos ou da sociedade, ou seja, as piores situações sociais, como: traição, atentado ao pudor, exploração sexual, etc. Em seguida, procuram os motivos de tais problemas, encontrando-os na etnia, nos costumes, no ambiente social, no temperamento, na falta de valores morais e na libertinagem. Enfim, dissecavam as taras humanas, vistas como conseqüências da hereditariedade, de doenças, vícios, má formação do caráter e das relações sociais.

6 Descrição e distanciamento As cenas, narradas com tantos detalhes, em descrições caudalosas, são verdadeiros retratos ou quadros da situação. Os personagens que a protagonizam são muito mais estereótipos do que seres humanos. Os autores procuram assumir a postura de cientistas que observam experimentos. Tentam ser o mais objetivos possíveis, demonstrando distanciamento e impessoalidade no trato dos fatos do romance, como se estivessem num laboratório, diante de cobaias. Os autores brasileiros estavam influenciados pelo português Eça de Queirós e pela produção francesa - mais especificamente pelos romances de Émile Zola, como "Thérèse Raquin" (1867), que introduziu o Naturalismo literário em seu país. Zola, por sua vez, tinha suas idéias moldadas no evolucionismo de Darwin e no positivismo religioso de Comte, os principais responsáveis pelos estudos e pesquisas que deram fôlego e material de trabalho à literatura.

7 Autores Brasileiros Os que mais se destacam neste universo fatalista são: Inglês de Sousa, com "O Missionário" (1888); Domingos Olímpio, com "Luzia-Homem" (1903); Adolfo Caminha, com "O Bom Crioulo" (1895); Júlio Ribeiro, "A Carne" (1888) e, principalmente, Aluísio Azevedo, com sua obra prima, "O Cortiço" (1890). À exceção deste último, que ocupa sem dúvida um lugar de destaque em nossa literatura, Inglês de Souza, Adolfo Caminha e Júlio Ribeiro excessivamente descritivos, preocupados em pintar detalhadamente um retrato físico dos personagens e dos cenários em que eles se movimentam, produziram antes de mais nada uma literatura chata, aborrecida, onde a narração é de tal forma entrecortada pelos caudalosos trechos descritivos que o leitor precisa ter paciência - e não pouca - para chegar da primeira à última página. reduzindo os personagens a criaturas determinadas pelo meio físico e por seus instintos sexuais mais animalescos ou, pior, animalizados pelos autores, com o intuito de demonstrar suas teses O esquematismo não deixa de estar presente também nos referidos autores. Senão no invariável caráter trágico do enredo, ao menos na suposta análise científica que os romances naturalistas fazem de seus temas, reduzindo os personagens a criaturas determinadas pelo meio físico e por seus instintos sexuais mais animalescos ou, pior, animalizados pelos autores, com o intuito de demonstrar suas teses.

8 Denúncia vazia Há limites óbvios entre a arte e a ciência e, quando se tenta desconsiderar esses limites, o resultado é inevitalmente arte de má qualidade ou anticiência. Nas três obras, o que não faltam são preconceitos e chavões deterministas, difundidos em nome de uma suposta denúncia crítica da sociedade (burguesa). Sem falar que a trama abusa sempre de aspectos escabrosos do corportamento humano e de seus tipos mais mesquinhos, resvalando inevitavelmente para as cenas ou episódios de mau gosto.

9 O MISSIONÁRIO O MISSIONÁRIO (Inglês de Souza) Tomando o hábito, o Padre Antônio de Morais vai para Silves, povoado paraense, à entrada da selva amazônica. Malgrado carente de vocação, granjeia prestígio de sacerdote correto e pio; todavia, a rotina da vilazinha, começando a enfastiá-lo, sugere-lhe a procura de um objeto mais valioso para aplicar seu talento. E resolve embrenhar-se na mata inóspita, a fim de catequizar os temíveis mundurucus. Parte em companhia do sacristão, mas este regressa a Silves antes de chegar. E é doente que chega ao sítio de João Pimenta, onde os desvelos de Clarinha, neta do agricultor, e prolongado repouso lhe restituem a saúde e lhe acordam o erotismo que a batina dissimulara até então. Por fim, conduzindo a mameluca, retorna a Silves, e é recebido como um autêntico santo.

10 O BOM CRIOULO O BOM CRIOULO (Adolfo Caminha) Em tudo defende a tese determinista: o homem deve ser retratado dentro de um ambiente pernicioso e podre, decorrendo daí seu caráter enfraquecido e perverso, sua falta de travas morais, sua perversão, principalmente sexual, causadora de seqüelas irreversíveis como a bestialização, a insanidade mental, a histeria ou a degradação. Nesse romance, pela primeira vez na Literatura brasileira, é tratado o tema do homossexualismo, tendo como foco a vida dos marinheiros, retratada, às vezes, com requintes descritivos que chegam às raias da fotografia. Narrado em terceira pessoa, esse romance tem como protagonista o jovem Amaro, negro escravo, homem forte e de boa índole, mas de espírito fraco que foge da escravidão e se embrenha na Marinha. Aí conhece Aleixo, grumete que atrai o bom crioulo por ser exatamente o oposto, branco e frágil.

11 ... O autor deixa o leitor conhecer um vasto painel dos fatos que envolvem o caso amoroso de Aleixo e Amaro. No entanto, Aleixo também é o ponto máximo do amor da portuguesa Carolina, prostituta, mulher excessivamente carente, que nunca havia conhecido o amor desinteressado e é atraída pelo espírito infantil do rapaz branco, pelos olhos azuis e puros. Na terra, envolve-o pelo amor carnal e passa a ser sua amante, mãe, amiga e transpõe para Aleixo todo seu coração reprimido pelas cruezas da vida, ama-o como mulher e como mãe, uma vez que ela não tivera a oportunidade de gerar filhos. O ciúme interfere nesse singular triângulo amoroso, fazendo Amaro agir irracionalmente, como um animal diante do instinto selvagem, destruindo a sua única razão de ser e de viver. Ambientado preferencialmente no mar, o romance de Adolfo Caminha é a síntese da perversão sexual.

12 O CORTIÇO O CORTIÇO (Aluísio Azevedo) Uma narrativa em que as estrelas não são João Romão, português que, com o objetivo de enriquecer, constrói e aluga casas até ser proprietário de um imenso cortiço; o rico compatriota Miranda, burguês que não vê com bons olhos a ascensão do vizinho; e um grande bloco de personagens formado por brancos, pretos, mulatos, lavadeiras, malandros, assassinos, vadios e benzedeiras, tratados como animais movidos pela comida e pelo sexo. O grande astro é o próprio cortiço. Ele tem vida autônoma, bem a gosto da estética naturalista, que atribui vida própria aos agrupamentos humanos, segundo princípios científicos em que o meio é determinante, senhor soberano dos destinos humanos.

13 ... Assim, num universo marcado pelos mais diversos tipos de "vícios", como a lascívia e a homossexualidade - considerados, pelo autor, à época, como problemas -, a degradação moral é inevitável. O mais significativo dos casos é que os dois portugueses irão integrar a mesma família, pois Romão deseja se casar com Zulmira, filha de Miranda. Para isso, o dono do cortiço precisa se livrar de sua companheira, a escrava Bertoleza, que esteve ao seu lado em todo o seu processo de ascensão social. Ele havia forjado uma falsa carta de alforria e, para se livrar da mulher que o incomodava em seu desejo de ascensão social, chamou os antigos proprietários da escrava, denunciando-a como fugida. Quando a polícia vem buscá-la, ela, numa cena bem ao gosto naturalista, rasga o próprio ventre com um facão. A miséria moral do dono do cortiço gera a miséria existencial de sua companheira.

14 O ATENEU O ATENEU (Raul Pompéia) Uma das obras mais inteligentes da Literatura Brasileira. Livro de tom memorialista. História dos anos em que Sérgio estuda em um colégio interno. Obra de tom reflexivo. Trata de aspectos particulares da vida de Sérgio traçando o cenário da sociedade brasileira, que experimentava a decadência do regime monárquico-escravocrata.


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