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TEORIA DOS CICLOS ECONÔMICOS Prof. Giácomo Balbinotto Neto UFRGS Notas de Aula.

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1 TEORIA DOS CICLOS ECONÔMICOS Prof. Giácomo Balbinotto Neto UFRGS Notas de Aula

2 2 Introdução As economias tendem a crescer ao longo do tempo, mas de uma maneira irregular. Tendem a oscilar em torno de suas tendências de longo prazo.

3 3 Definição A cycle consists of expansions occurring at about the same time in many economic activities,followed by similarly general recessions,contractions,and revivals which merge into the expansion phase of the next cycle;this sequence of changes is recurrent but not periodic; in duration business cycles vary from more than one year to ten or twelve years; they are not divisible into shorter cycles of similar character with amplitudes approximating their own. Burns e Mitchell (1946, p.3)

4 4 Definição O que é um ciclo econômico? Um ciclo econômico é um movimento periódico, para cima e para baixo na produção, emprego, consumo, investimento e outras variáveis econômicas relevantes.

5 5 O que é um ciclo econômico? Burns e Mitchell (Measuring Business Cycles, 1946) destacam 5 pontos principais sobre um ciclo econômico: 1. Os ciclos econômicos são flutuações da atividade econõmica agregada e não de uma variável específica; 2. Há expansões e contrações da atividade econômica; 3. As variáveis econômicas mostram co-movimentos - e eles apresentam padrões regulares e predizíveis ao longo do ciclo econômico. 4. O ciclo econômico é recorrente, mas não períódico. 5. O ciclo econômico é persistente.

6 6 Um Ciclo Econômico

7 7 Introdução

8 8 O que é um ciclo econômico? Expansões e Contrações Depois de uma depresão ( ponto mis baixo de um ciclo ), a atividade econômica aumenta gerando uma expansão ou um boom até atingir um pico (peak) Uma recessão partcularmenete severa é chamada de depressão. A sequência de um pico a outro é o que chamamos então de ciclo econômico (business cycle). Os pico (peaks) e vales (troughs) são os porntos de inflexão (turning points) do ciclo econômico.

9 9 As Fases de um Ciclo Econômico Iniciando de uma média, um boom é um aumento que dura até o pico; uma recessão é uma queda do pico até a média; uma depressão é uma queda do produto da média até o vale; uma recuperação é um aumento do produto até a média.

10 10 Introdução

11 11 Civil War Recovery of 1895 World War I Panic of 1893 Panic of 1907 Great Depression Korean War Vietnam War World War II Ciclos Econômicos nos EUA:

12 12 Ciclos Econômicos

13 13 Ciclos Econômicos

14 14 O Que é Um Ciclo Econômico? O ciclo econômico é recorrente, mas não periódico. Recorrente significa que o padrão contraction– trough–expansion–peak ocorre de frequentemente (occurs again and again). Não sendo periódico significa que ele não ocorrea a intervalos regulares e predizíveis.

15 15 O Produto na Economia Americana, World War 1 (1917 – 1918) Great Depression (1929 – 1939) World War II (1939 – 1945) Recession (1973 – 1975) Recession (1981 – 1982) Recession (1990 – 1991) Recession (2001) Recession (2008…?)

16 16 Questões? - Por que o produto flutua? - A teoria dos ciclos econômicos está preocupada com o fato de porque as economias não crescem de modo suave, mas sim apresentam flutuações recorrentes.

17 17 As flutuações econômicas e os ciclos econômicos A produção agregada flutua de modo marcante nas economias capitalistas. Elas possuem uma forte tendência (de crescimento econômico), mas longe de ser um crescimento suave, ele flutua em torno desta tendência com significativa amplitude. Tais flutuações são chamadas de ciclos econômicos.

18 18 Pontos Importantes (i) os ciclos econômicos são caracterizados por um co- movimento de um grande número de atividades econômicas e não somente pelo movimento de uma única variável, tal como o PIB real; (ii) os ciclos econômicos são um fenômeno que ocorrem em economias de mercado descentralizadas; (iii) os ciclos econômicos são caracterizados por períodos de expansão e contração da atividade econômica;

19 19 Pontos Importantes (iv) um ciclo econômico tem a duração superior a um ano Nós podemos dizer também que os ciclos econômicos apresentam uma persistência, eles tendem a persistir por um período além do choque inicial; (v) embora os ciclos econômicos se repitam, eles estão longe de serem periódicos, sendo que sua duração têm variado entre mais de um anos a anos, e a severidade das recessões têm variado consideravelmente, com algumas recessões tornado-se depressões.

20 20 As Fases de um Ciclo Econômico SchumpeterSchumpeter (1939) definiu quatro fases para um ciclo econômico: (i) boom; (ii) recessão; (iii) depressão; (iv) recuperação.

21 21 As Ondas Schumpeterianas de Inovação Tecnológicas

22 22 Produto corrente O produto corrente flutua em torno de sua tendência de crescimento de longo prazo. Ciclo Econômico tempo produto Tendência do produto. 0

23 23 Fatos Estilizados Sobre os Ciclos Econômicos [Burda & Wyplosz (2005, cap. 14)] Fato #1 – em economias avançadas, o crescimento do PIB real oscila de maneira recorrente, mas irregular, com uma duração média do ciclo de cinco a oito anos. Fato # 2- medida em relação ao PIB médio e ao processo de crescimento, a amplitude das oscilações do ciclo econômico é pequena.

24 24 Fatos Estilizados Sobre os Ciclos Econômicos [Burda & Wyplosz (2005, cap. 14)] Fato # 3 - os componentes dos gastos privados são pró- cíclícos, enquanto o consumo médio do governo é acíclico. Fato #4 – algumas variáveis sistematicamente saem na frente do PIB ao longo do ciclo (estoques, utilização da capacidade, preço das ações, saldos monetários reais) enquanto outros (inflação, desemprego) seguem atrás. Outras ainda (taxa de juros) são coincidentes.

25 25 Fatos Estilizados Sobre os Ciclos Econômicos [Burda & Wyplosz (2005, cap. 14)] Fato #5 – o investimento – especialmente o investimento em estoque – é mais volátil, e o consumo, menos volátil que o PIB. As exportações e as importações são altamente variáveis, enquanto as compras do governo são relativamente acíclicas.

26 26 Fatos sobre os Ciclos Econômicos Todos os ciclos econômicos tem as seguintes características em comum: O comportamento cíclico de variáveis econômicas – direção e timing Qual a direcão que uma variável se move com relação a atividade econômica agregada? Procyiclica: na mesma direção; Contra ciclica: na direção oposta; Aciclica: sem nenhum padrão claramente definido.

27 27 Fatos sobre os Ciclos Econômicos O que é o timing dos movimentos de uma variável com relação a atividade econômica agregada? Leading: antecipada Coincident: ao mesmo tempo Lagging: depois

28 28 Fatos sobre os Ciclos Econômicos Leading indicators Leading indicators são indicadores que nos ajudam a predizer os picos (peaks) e vales (troughs) de um ciclo econômico. O primeiro indíce foi desenvolvido por Mitchell e Burns no NBER em in 1938.

29 29 Fatos sobre os Ciclos Econômicos Comportamento ciclico das variáveis macroeconômicas chaves: Prociclica: Coincidente: produção industrial, consumo, investimento fixo, emprego. Leading: investimento residencial, estoques, produtividade média do trabalho; crescimento monetário, preço das ações. Lagging: inflação, taxa de juros nominal.

30 30 Resumo dos Indicadores VariávelDireçãoTiming Produção Produção Industrial ProciclicaCoincident Gastos Consumption Business Fixed Investment Residential Investment Inventory investment Government Purchases Procyclical Coincident Leading – Mercado de Trabalho Desemprego produtividade Média do trabalho Salários reais Procyclical Countercyclical Procyclical Coincident Unclassified Leading – Crescimento Monetário e Inflação Crescimento Monetário Inflação Procyclical Leading Variáveis Financeiras Stock Prices Nominal Interest Rates Real Interest Rates Procyclical Acyclical Leading Lagging – Source: Conference Board

31 31 Comportamento cíclico do índice de produção industrial Procíclico e coincidente

32 32 Comportamento do Consumo e Investimento Consumo: Procíclico e concidente Investmento:- Procíclico e concidente

33 33 Comportamento do Emprego Procíclico e concidente

34 34 Comportamento da Taxa de Desemprego Desemprego:- contraciclico

35 35 Comportamento da produtividade média e do salário real Prociclica e Antecedente Salário real Prociclica

36 36 Comportamento da Taxa de Inflação e Crescimento Monetário M2 :- Procíclico, Antecedente Inflação:- Procíclico e defasada

37 37 Comportamento da Taxa Nominal de Juros Procíclica e Defasada

38 38 A Volatilidade das Variáveis Volatilidade A produção de bens duráveis é mais volátil do que a de bens não duráveis. Os gastos com investimentos são mais voláteis do que o consumo.

39 Tx. De cresciment o real do PIB Tx. Média de crescimento Tx. De crescimento do consumo Percent change from 4 quarters earlier

40 Percent change from 4 quarters earlier Investment growth rate Real GDP growth rate Consumption growth rate

41 Classificação dos Ciclos Econômicos: Duração

42 42 Classificação dos Ciclos Econômicos: Duração a) Curto prazo: 3 – 4 anos [40 meses] – Ciclos de Kitchin. - evidências para os EUA Cycles and Trends in Economic Factors, 1923, REStat. Identificou um ciclo de estoques de 3 a 5 anos.

43 43 Classificação dos Ciclos Econômicos: Duração b) Ciclos de Juglar: 7 – 10 anos - duração entre os vales de 7 a 10 anos; - era um padrão associado ao RU no século XIX; - evidências para o Reino Unido; "Des crises commerciales", 1856, Annuaire de l'economie politique. Des Crises commerciales et leur retour periodique en France, en Angleterre, et aux Etats-UnisDes Crises commerciales et leur retour periodique en France, en Angleterre, et aux Etats-Unis, Du Change et de la liberte d'émission, Les Banques de depôt, d'escompte et d'émission, 1884

44 44 Classificação dos Ciclos Econômicos: Duração c) Ciclos de Kuznets: anos - é conhecido também como ciclo de construção e transporte.

45 45 Ciclos de Kondratiev

46 46 Classificação dos Ciclos Econômicos: Duração d) Ciclos de Kondratiev – duração de 50 anos - relacionados a mudanças tecnológicas; - a duração e o tempo de maturação dos equipamentos de capital é que explicariam a duração dos ciclos econômicos. - os investimentos vêem em ondas; - Kondratiev (1922) buscou computar os ciclos de longo prazo, destacando suas características cíclicas.

47 47 Os Ciclos de Kondratiev [Kuznets (1940)] (1) A Revolução Industrial ( ) constitui-se na mais famosa onda de Kondratiev: o boom iniciou por volta de 1787 e tornou-se uma depressão no inicio das Guerras napoleônicas em 1801 e, em 1814 aprofundou- se numa depressão que durou até 1827, quando inicia uma recuperação que dura até Esta onda de Kondratiev baseou-se nas indústrias têxteis, ferro e das máquinas a vapor.

48 48 Os Ciclos de Kondratiev [Kuznets (1940)] (2) The Bourgeois Kondratiev ( ): após 1843, o boom reemergiu e uma nova onde de Kondratiev iniciou. Ela foi resultado dos investimentos em ferrovias no Norte da Europa e Estados Unidos e foi acompanhada pela expansão das indústrias do fero e carvão. O boom acabou em torno de 1857 quando se inicia uma recessão. A recessão torna-se uma depressão em 1870, a qual dura até A recuperação inicia depois de 1885 e dura até 1897.

49 49 Os Ciclos de Kondratiev [Kuznets (1940)] (3) The Neo-Mercantilist Kondratiev ( ?): O boom inicia por volta de 1898 com a expansão do uso da energia elétrica e da indústria automobilística e duraria até A recessão que se segue torna-se uma depressão em torno de 1925 que iria durar até aproximadamentente A recuperação incia-se após 1935 e dura até 1950.

50 50 Os Ciclos de Kondratiev [Kuznets (1940)] (4) The Fourth Kondratiev (1950?- 2010?). Há muito debate sobre a datação da quarta onde de Kondratiev – em grande parte devido as confusões geradas pelas baixa flutuações nos níveis de preços e pelas políticas keynesianas de demanda agregada. Assim sendo este debate está ainda para ser resolvido. Talvez as datas mais aceitáveis seja que o boom tenha iniciado em torno de 1950 e tenha durado até 1974, onde se inicia uma recessão. Quando (e se) esta recessão se transforma em depressão é por volta de Contudo, há um certo consenso de que a recuperação inicia-se por volta de 1992 e é projetada que dure até um próximo boom que se iniciará em torno de 2010 (?).

51 51

52 52 Os Ciclos de Kondratiev [Kuznets (1940)] P R D E P: boom R: recessão D: depressão E: recuperação Steam Engine Railroads Electrical Engineering Petrochemicals Information Cotton Steel Chemistry Automobiles Technology

53 53 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Empiricistas Joseph Kitchin "Cycles and Trends in Economic Factors", 1923, REStat. Nikolai D. Kondratiev, ?- The World Economy and its Condition During and After the War, 1922 "The Long Waves in Economic Life", 1926, Archiv fur Sozialwissenschaft und Sozialpolitik (transl. 1935, REStat) The Long Wave Cycle, Wesley Clair Mitchell and the American InstitutionalistsMitchellAmerican Institutionalists The Harvard Barometer Group (Bullock, Persons, Crum)Harvard Barometer Group Moses Abramovitz, 1912-Abramovitz

54 54 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Teoria dos Ciclos Climáticos (teorias meteorológicas) : William Stanley Jevons, Jevons Henry Ludwell Moore, Moore index.wbk Johan Henryk Åkerman, Åkerman Rhythmics of Economic Life (1928), C. Garcia-Mata e F. I, Shaffner. (1934), QJE

55 55 Teorias dos Ciclos Econômicos: Teoria dos Ciclos Climáticos (Teorias Meteorológicas) W. Stanley Jevons (1875) afirmou que as variações na atmosfera do sol, manifestadas na freqüência e grandeza das manchas solares, determinariam as flutuações rítmicas da indústria.

56 56 Teorias dos Ciclos Econômicos: Teoria dos Ciclos Climáticos (Teorias Meteorológicas)

57 57 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Tradição Continental: Teóricos do superinvestimento Clèment Juglar, Juglar Mikhail Ivanovich Tugan-Baranovsky, Tugan-Baranovsky Arthur Spiethoff, Spiethoff Gustav Cassel, Cassel Dennis H. Robertson, Robertson Joseph A. Schumpeter, Schumpeter Jean Lescure, Lescure Marco Fanno, Fanno Adolph Lowe and the Kiel SchoolLoweKiel School

58 58 Teorias Pré-keynesianas do Ciclo Econômico (ii) Teorias não monetárias: explicavam a existência do ciclo econômico como uma decorrência do desajustamento entre o estoque de capital e o volume de demanda de consumo. Autores: Arthur Spientoff; Hobson (subconsumo); Gustav Cassel; Mikhail I. Tugan-Baranovsky (1894) - superinvestimentoTugan-Baranovsky

59 59 Arthur Spiethoff ( ) During the depression, loanable funds find no outlet, the rate of interest falls continuously, whilst fixed interest rate securities rise. The decline in the yield of loan capital does not, however, lead to an expansion of fixed investment, because overproduction and the general tendency for prices to fall not only depress profits, but even constitute a danger of loss on investment [...] The fear of a loss on investments deflects more and more capital into loans and tends to reduce the rate of interest. Only when it has become plain for all to see that the rate of interest compares unfavourably with profit on investment, will expectations act as a stimulus for bigger investment. It is necessary for such a difference in yield to be demonstrated as vividly as possible by a few firms or by some branch of industry brought into being by courageous entrepreneurs (Spiethoff [1925] 1953, p. 148).

60 60 Arthur Spiethoff ( ) For most upswings we are told of industries which served as a stimulus and a starting point for investment. Mining and steelworks, railways and electricity were large industries of this kind. In Germany, the 1840s showed clearly that good individual results were needed before the boom investments in railways started in 1844 [...] Once some industry, e.g. the railways in this case, has proved its value, then it can always become a fresh focus as soon as new fields of application are found; in such industries expectations regarded as assured may suffice to act as a stimulus. The same was true also for mining, iron works, electricity works, etc. (ibid., p. 149).

61 61 Arthur Spiethoff ( ) Vorbemerkungen zu einer Theorie der Überproducktion", 1902, Schmoller's Jahrbuch. "Die Krisentheorien von M. v. Tugan- Baranovsky und L.Pohle", 1903, JfGVV.Tugan- Baranovsky Outline of General Economic History, 2 vols, 1900/04. "Business Cycles", 1923, Handworterbuch der Staatswissenschaften. "Krisen", 1925, Handworterbuch der Staatswissenschaften "Die Allgemeine Volkswirtschaftslehre als Geschichtliche Theorie", Schmoller's Jarhbuch, "The Historical Character of Economic Theories", 1952, JEH. "Pure Theory and Economic Gestalt Theory", 1953, in Lane and Riemersma, editors, Enterprise and Secular Change

62 62 Teorias Pré-keynesianas do Ciclo Econômico Teorias do Lado da Oferta – explica o ciclo econômicos devido as variações de custo e da margem de lucro das empresas. Wesley Clair Mitchell,

63 63 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Teoria do Superinvestimentos: Teorias Monetárias Ralph G. Hawtrey, Hawtrey Friedrich A. Hayek, Hayek Gottfried von Haberler, 1900-Haberler Knut Wicksell.

64 64 Teorias Pré-Keynesianas do Ciclo Econômico: Teorias Monetárias Teorias Monetárias do Ciclo Econômico: relacionavam a explicação das flutuações do nível de produto as flutuações da taxa de juros, que geravam flutuações no nível de crédito da economia e consequentemente, flutuações no nível de investimento e renda.

65 65 Teorias Pré-Keynesianas do Ciclo Econômico: Teorias Monetárias A teoria monetária do ciclo baseia-se nas seguintes proposições: (i) que o comportamento conhecido do ciclo não poderia ocorrer se não houvesse uma oferta elástica de crédito; (ii) que a oferta monetária de todos os países com sistemas monetários é elástica e capaz de expansão e contração; (iii) quando ocorre uma expansão e contração, levam a uma expansão e contração cumulativa da indústria e são suficientes para explicar o ciclo econômico, mesmo quando não presentes outras causas; (iv) que a conduta normal dos bancos produz estas contrações e expansões em vez de controlar a oferta monetária no interesse da estabilidade; (v) o ciclo econômico e, em essência, o resultado das variações na oferta de crédito.

66 66 Knut Wicksell A Teoria dos Ciclos de Wicksell baseia-se sobre os mecanismos indiretos através dos quais os fatores monetários podem ter um efeito sobre as variáveis reais. Os mecanismos monetários do ciclo econômico funcionariam através da taxa de juros. Wicksell faz a distinção entre a taxa real e de mercado da taxa de juros.

67 67 Knut Wicksell A taxa real de juros iguala a S e o I (baseadas sobre as preferências temporais e a taxa real de retorno, mas não é diretamente observável. A taxa de juros de mercado e determinada ou fixada pelas bancos.

68 68 Knut Wicksell Se a taxa de marcado for fixada abaixo da taxa real, temos que: I > S e DA > OA; O excesso de I sobre a poupança privada S está sendo financiada pelos empréstimos bancários;

69 69 Knut Wicksell Se a taxa de juros de mercado for fixada acima da taxa real de juros, teremos que S > I e a DA < OA; Isto irá gerar uma queda nos preços e na renda dos fatores de produção. Os bancos por sua vez começam a acumular um excesso de reservas bancárias. Para que a economia se estabilize é necessário que a taxa de juros de mercado se igual a taxa real de juros.

70 70 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Tradição Anglo-Americana Alfred Marshall, Marshall Irving Fisher, Fisher William H. Beveridge, Beveridge Wesley C. Mitchell, Mitchell Albert Aftalion, Aftalion Arthur C. Pigou, Pigou John Maurice Clark, Clark George L.S. Shackle, Shackle

71 71 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Teóricos do Subconsumo: John A.Hobson, Hobson William T. Foster, Foster Waddill Catchings, Catchings John Maynard Keynes, Keynes

72 72 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Teóricos do Subconsumo: a causa fundamental das crises e das depressões periódicas é a incapacidade dos consumidores de adquirir produtos da indústria por preços que cubram seus custos. O que produz interrupções periódicas na indústria é a incapacidade dos produtores, não de continuar a produção, mas de encontrar uma saída, a preços lucrativos para seus artigos e produtos.

73 73 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Teorias Keynesianas do Multiplicador-Acelerador: Roy F. Harrod, Harrod Paul A. Samuelson, 1915-Samuelson Lloyd A. Metzler,Metzler Sir John R.Hicks, Hicks James S. Duesenberry, 1918-Duesenberry Luigi Pasinetti, 1930-Pasinetti Dale W. Jorgensen, 1933-Jorgensen Arthur Smithies.Smithies

74 74 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Teorias keynesianas do Ciclo (Endógenas) Erik F.Lundberg, Lundberg Michal Kalecki, Kalecki Nicholas Kaldor, Kaldor Richard M. Goodwin, Goodwin Hyman P. Minsky, Minsky Hugh Rose, 1920-Rose Jean-Michel Grandmont, 1939-Grandmont

75 75 Teorias dos Ciclos Econômicos: Principais Autores Teorias do Ciclo Choque-Dependentes Ragnar A.K. Frisch, Frisch Eugene Slutsky, Slutsky Robert E. Lucas, Jr., 1937-Lucas Real Business Cycle Theory

76 76 Teoria Keynesiana do Ciclo Econômico O modelo multiplicador-acelerador de Samuelson (1939)

77 77 Teorias Pós Keynesianas do Ciclo Econômico M. Kalecki (1935) N. Kaldor (1940) R. Goodwin (1948) Arrow-Domar (1948, 1949) J. Hicks (1949) A. Smithies (1957)

78 78 Sugestão de Leituras Adicionais Mankiw, N. Gregory, 1990, A Quick Refresher Course in Macroeconomics, Journal of Economic Literature, Dec 1990, 28:4, pp Kydland, F. and Edward Prescott, 1990, Business Cycles: Real Facts and a Monetary Myth, Quarterly Review, Federal Reserve Bank of Minneapolis, Spring, Pages Cecchetti, S., A. Flores-Lagunes and S. Krause, Assessing the Sources of Changes in the Volatility of Real Growth, in The Changing Nature of the Business Cycle, eds: C. Kent and D. Norman, October 2005, pp Romer, Christina, 1999, Changes in Business Cycles: Evidence and Explanations, Journal of Economic Perspectives, 13:2, Spring 1999, pp Basu, S. and A. Taylor, 1999, Business Cycles in International Historical Perspective, Journal of Economic Perspectives, 13:2, Spring 1999, pp Zarnowitz, V., 1999, Theory and History Behind Business Cycles: Are the 1990s the Onset of a Golden Age?, Journal of Economic Perspectives, 13:2, Spring 1999, pp

79 FIM Prof. Giácomo Balbinotto Neto UFRGS Notas de Aula


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