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CLASSIFICAÇÃO DAS CEFALÉIAS Segundo a Classificação Internacional das Cefaléias 2° edição Alunas: Cíntia Delbem Albino Caroline Alberghini (4° ano Medicina.

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1 CLASSIFICAÇÃO DAS CEFALÉIAS Segundo a Classificação Internacional das Cefaléias 2° edição Alunas: Cíntia Delbem Albino Caroline Alberghini (4° ano Medicina Famema)

2 R EGRAS G ERAIS Cada tipo distinto de cefaléia que o paciente relata deve ser, separadamente, diagnosticado e codificado; Quando um paciente recebe mais de um diagnóstico, eles devem ser listados de acordo com a importância relatada pelo paciente; Se um tipo de cefaléia em um paciente preenche igualmente dois critérios diagnósticos explícitos, então todas as outras informações disponíveis precisarão ser usadas para decidir qual alternativa é a correta ou a que mais se aproxima daquele diagnóstico; Para que qualquer diagnóstico particular seja dado, TODOS os critérios listados devem ser preenchidos; Considerações devem sempre ser feitas devido à possibilidade de algumas crises de cefaléia preencherem um conjunto de critérios e outras crises preencherem outro conjunto de critérios; Quando há suspeita de que um paciente possui mais de um tipo de cefaléia, é altamente recomendado que se preencha o diário de dor, no qual, para cada episódio de cefaléia, as principais características da crise sejam anotadas.

3 CLASSIFICAÇÃO Cefaléias Primárias; Cefaléias Secundárias; Neuralgias cranianas, dor facial primária ou central e outras cefaléias.

4 Provocadas por doenças observadas em exames clínico ou laboratoriais Sem etiologia demonstrável por exames clínicos ou laboratoriais Cefaléias Primárias X Cefaléias secundárias Classificação

5 CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 1.Enxaqueca 2. Cefaléia do tipo tensional (CTT) 3.Cefaléia em salvas e outras cefaléias trigêmino-autonômicas 4. Outras cefaléias primárias

6 1. ENXAQUECA (MIGRÂNEA) 1.1 Enxaqueca sem aura 1.2 Enxaqueca com aura 1.3 Síndromes periódicas da infância comumente precursoras de enxaqueca 1.4 Enxaqueca retiniana 1.5 Complicações da enxaqueca 1.6 Enxaqueca Provável

7 1.1 E NXAQUECA SEM AURA Critérios diagnósticos A. Pelo menos 5 crises preenchendo os critérios de B a D B. Cefaléia durando de 4 a 72 horas (sem tratamento ou com tratamento ineficaz) C. A cefaléia preenche ao menos 2 das seguintes características: 1. localização unilateral; 2. caráter pulsátil; 3. intensidade moderada ou forte; 4. exacerbada por ou levando o indivíduo a evitar atividades físicas rotineiras (por exemplo: caminhar ou subir escada). D. Durante a cefaléia, pelo menos 1 dos seguintes: 1. náusea e/ou vômitos; 2. fotofobia e fonofobia. E. Não atribuída a outro transtorno.

8 N OTAS Indivíduos com critérios para a 1.1 Enxaqueca sem aura, mas com menos de 5 crises Provável enxaqueca sem aura Quando as crises ocorrem durante 15 dias/mês durante mais de três meses Migrânea crônica. Em crianças: As crises podem durar de 1-72 horas Cefaléia occipital é rara e exige maior cautela no diagnóstico Em crianças menores, a fotofobia e a fonofobia devem ser inferidas através do comportamento das mesmas.

9 1.2 E NXAQUECA COM AURA (S UBTIPOS ) Aura típica com cefaléia típica (de enxaqueca) Aura típica com cefaléia atípica (de enxaqueca) Aura típica sem cefaléia Enxaqueca hemiplégica familiar (FHM) Enxaqueca hemiplégica esporádica Enxaqueca do tipo basilar

10 A aura é o conjunto de sintomas neurológicos focais reversíveis que se desenvolvem em 5 a 20 minutos e duram menos de 1 hora. Ocorre imediatamente antes ou no início da cefaléia da enxaqueca. -Sintomas visuais: características positivas (luzes cintilantes, manchas ou linhas oscilantes) e/ou características negativas (perda da visão) -Sintomas sensitivos: características positivas (parestesia) e/ou características negativas ( adormecimento) -Disfasia :completamente reversível A URA

11 1.2 E NXAQUECA COM AURA Critérios diagnósticos A. Pelo menos duas crises preenchendo o critério B B. Aura de enxaqueca preenchendo os critérios B e C para uma das subformas a C. Não atribuída a outro transtorno

12 1.2.1 A URA TÍPICA COM CEFALÉIA TÍPICA ( DE ENXAQUECA ) Critérios diagnósticos A. Pelo menos duas crises preenchendo os critérios de B a D B. Aura consistindo em pelo menos um dos seguintes, mas sem nenhuma paresia: 1. Sintomas visuais completamente reversíveis, incluindo características positivas e/ou negativas 2. Sintomas sensitivos completamente reversíveis, incluindo características positivas e/ou negativas 3. Disfasia completamente reversível C. Pelo menos dois dos seguintes: 1. Sintomas visuais homônimos e/ou sintomas sensitivos unilaterais 2. Pelo menos um sintoma de aura desenvolve-se gradualmente em 5 minutos e/ou diferentes sintomas de aura ocorrem em sucessão em 5 minutos 3. Cada sintoma dura 5 minutos e 60 minutos D. Cefaléia preenchendo os critérios de B a D para 1.1 Enxaqueca sem aura começa durante a aura ou a sucede com intervalo de até 60 minutos E. Não atribuída a outro transtorno

13 1.2.2 A URA TÍPICA COM CEFALÉIA ATÍPICA ( DE ENXAQUECA ) Critérios diagnósticos O mesmo que 1.2.1, exceto: D. Uma cefaléia que não preenche os critérios de B a D para 1.1 Enxaqueca sem aura começa durante a aura ou a sucede dentro de 60 minutos

14 1.2.3 A URA TÍPICA SEM CEFALÉIA Critérios diagnósticos O mesmo que 1.2.1, exceto: D. Não ocorre cefaléia nem durante a aura nem dentro de 60 minutos após a mesma

15 1.2.4 E NXAQUECA HEMIPLÉGICA FAMILIAR (FHM) Critérios diagnósticos A. Pelo menos duas crises preenchendo os critérios de B e C B. Aura consistindo em paresia totalmente reversível e ao menos um dos seguintes: 1. Sintomas visuais completamente reversíveis, incluindo características positivas e/ou negativas 2. Sintomas sensitivos completamente reversíveis, incluindo características positivas e/ou negativas 3. Disfasia completamente reversível C. Pelo menos dois dos seguintes: 1. Pelo menos um sintoma de aura desenvolve-se gradualmente em 5 minutos e/ou diferentes sintomas de aura ocorrem em sucessão em 5 minutos 2. Cada sintoma de aura dura 5 minutos e 24 horas 3. Uma cefaléia que preenche os critérios de B a D para 1.1 Migrânea sem aura, inicia-se durante a aura ou dentro de 60 minutos do início da mesma D. Ao menos um parente de primeiro ou segundo grau teve crises que preenchem os critérios de A a E E. Não atribuída a outro transtorno

16 1.2.5 E NXAQUECA HEMIPLÉGICA ESPORÁDICA Critérios diagnósticos O mesmo que 1.2.4, exceto: D. Nenhum familiar do 1º ou do 2º grau tem crises cumprindo os critérios de A a E

17 1.2.6 E NXAQUECA DO TIPO BASILAR Critérios de diagnóstico A. Pelo menos 2 crises cumprindo os critérios B-D B. A aura consiste em pelo menos dois dos sintomas (do tronco encefálico) seguintes, completamente reversíveis, excluindo-se as paresias: C. Pelo menos um dos seguintes: 1. Pelo menos um sintoma de aura desenvolve-se gradualmente em 5 minutos e/ou diferentes sintomas de aura ocorreram em sucessão em 5 minutos 2. Cada sintoma de aura dura 5 minutos e 60 minutos D. Uma cefaleia que preenche os critérios de B a D para 1.1 Enxaqueca sem aura, inicia-se durante, ou segue-se à aura num período de 60 minutos E. Não atribuída a outra alteração 1. disartria2. vertigem3. acufenos4. hipoacusia 5. diplopia6.alterações visuais 7. ataxia8. diminuição do nível de consciência

18 1.3 SÍNDROMES PERIÓDICAS DA INFÂNCIA COMUMENTE PRECURSORAS DE ENXAQUECA Vômitos cíclicos Enxaqueca abdominal Vertigem paroxística benigna da infância

19 1.3.1 VÔMITOS CÍCLICOS Critérios de diagnóstico A. Pelo menos 5 crises preenchendo os critérios B e C B. Crises episódicas, estereotipadas para um mesmo doente, de náuseas intensas e vômitos que duram de 1 hora a 5 dias C. Durante as crises, os vômitos ocorrem pelo menos quatro vezes por hora, durante pelo menos 1 hora D. Ausência de sintomas entre crises E. Não atribuído a outra alteração

20 1.3.2 E NXAQUECA ABDOMINAL Critérios de diagnóstico A. Pelo menos cinco crises que cumprem os critérios B-D B. Crises de dor abdominal durando 1 a 72 horas (sem tratamento ou com tratamento ineficaz) C. A dor abdominal tem todas as seguintes características: 1. localização na linha media, peri-umbilical ou mal localizada 2. carácter: peso ou moedeira 3. intensidade moderada a severa D. Durante a dor abdominal, coexistem pelo menos dois dos seguintes: 1. inapetência 2. náuseas 3. vómitos 4. palidez E. Não atribuída a outra alteração

21 1.3.3 VERTIGEM PAROXÍSTICA BENIGNA DA INFÂNCIA Critérios de diagnóstico A. No mínimo cinco crises cumprindo os critérios B-D B. Vários episódios de vertigem intensa, que ocorrem sem pródromos e se resolvem espontaneamente em minutos ou horas C. Exame neurológico, audiométrico e vestibular normais entre as crises D. Electroencefalograma normal

22 1.4 E NXAQUECA RETINIANA Critérios de diagnóstico A. Pelo menos duas crises cumprindo os critérios B e C B. Fenomenos visuais monoculares positivos e/ou negativos (p.e., cintilações escotomas ou amaurose) totalmente reversíveis, confirmados por exame durante uma crise ou posteriormente (após instrução apropriada), por desenho de um defeito do campo visual monocular, feito pelo doente durante uma crise C. A cefaléia cumprindo os critérios B-D para a 1.1 Enxaqueca sem aura, inicia-se durante os sintomas visuais ou segue-se a eles num período de 60 minutos D. Exame oftalmológico normal entre as crises E. Não atribuível a outra alteração

23 1.5 COMPLICAÇÕES DA ENXAQUECA Enxaqueca crônica Estado de mal de enxaqueca Aura persistente sem enfarto Enfarte atribuído a enxaqueca Crise epiléptica desencadeada por enxaqueca

24 1.5.1 ENXAQUECA CRÔNICA Critérios de diagnóstico A. Cefaléia cumprindo os critérios C e D para a 1.1 Enxaqueca sem aura durando 15 dias por mês por mais de três meses na ausência de abuso medicamentoso B. Não atribuída a outra alteração

25 1.5.2 E STADO DE MAL DE ENXAQUECA Critérios de diagnóstico A. A crise atual, ocorrendo num doente com 1.1 Enxaqueca sem aura, é semelhante às crises prévias, exceto na sua duração B. A cefaléia apresenta ambas as características seguintes: 1. sem remissão por 72 horas 2. intensidade severa C. Não atribuída a outra alteração

26 1.5.3 A URA PERSISTENTE SEM ENFARTO Critérios de diagnóstico A. A crise atual, ocorrendo num doente com 1.2 Enxaqueca com aura,é semelhante às crises prévias exceto pelo fato de um ou mais dos sintomas de aura persistir por mais de uma semana; B. Não atribuível a outra alteração

27 1.5.4 E NFARTE ATRIBUÍDO A ENXAQUECA Critérios de diagnóstico A. A crise atual, ocorrendo num doente com 1.2 Enxaqueca com aura, é semelhante às crises prévias, exceto em que um ou mais sintomas de aura persistem por >60 minutos B. A neuro-imagem demonstra um enfarte isquêmico numa área correspondente C. Não atribuído a outra alteração

28 1.5.5 C RISE EPILÉPTICA DESENCADEADA POR ENXAQUECA Critérios de diagnóstico A. Enxaqueca preenchendo os critérios para 1.2 Enxaqueca com aura B. Crise epiléptica cumprindo os critérios de diagnóstico para algum tipo de crise epiléptica ocorrendo durante ou dentro de uma hora após uma aura de enxaqueca

29 1.6 E NXAQUECA P ROVÁVEL Crises e/ou cefaléia, nas quais falta uma das características necessárias para cumprir todos os critérios para qualquer um dos sub-tipos codificados anteriormente Provável enxaqueca sem aura Provável enxaqueca com aura Provável enxaqueca crônica

30 2. C EFALÉIA DO TIPO TENSIONAL (CTT) 2.1 Cefaléia do tipo tensional episódica infreqüente 2.2 Cefaléia do tipo tensional episódica freqüente 2.3 Cefaléia do tipo tensional crônica 2.4 Provável cefaléia do tipo tensional

31 2.1 C EFALÉIA DO TIPO TENSIONAL EPISÓDICA INFREQÜENTE Critérios de diagnóstico A. Pelo menos 10 episódios ocorrendo em <1 dia por mês em média (<12 dias por ano) e preenchendo os critérios de B a D B. A cefaléia dura entre 30 minutos e sete dias C. A cefaléia tem pelo menos duas das seguintes características: 1. localização bilateral 2. caráter em pressão ou aperto (não pulsátil) 3. intensidade ligeira ou moderada 4. não é agravada por atividade física de rotina como caminhar ou subir escadas D. Acompanha-se dos seguintes aspectos: 1. ausência de náuseas e/ou vômitos (pode haver anorexia) 2. nenhum, ou apenas um dos seguintes sintomas estão presentes: fotofobia ou fonofobia E. Exclusão de outras hipóteses diagnósticas pela história clínica, exame objetivo e/ou exames complementares de diagnóstico1

32 2.1 C EFALÉIA DO TIPO TENSIONAL EPISÓDICA INFREQÜENTE Cefaléia do tipo tensional episódica infreqüente associada a dolorimento pericraniano Critérios diagnósticos A. Crises preenchendo os critérios de A a E para 2.1 Cefaléia do tipo tensional episódica infreqüente B. Aumento da sensibilidade dolorosa pericraniana à palpação manual Cefaléia do tipo tensional episódica infreqüente não-associada a dolorimento pericraniano Critérios diagnósticos A. Crises preenchendo os critérios de A a E para 2.1 Cefaléia do tipo tensional episódica infreqüente B. Sem aumento da sensibilidade dolorosa pericraniana

33 2.2 C EFALÉIA DO TIPO TENSIONAL EPISÓDICA FREQÜENTE Critérios diagnósticos O mesmo que 2.1., exceto: A. Pelo menos dez crises que ocorrem em 1 dia, porém < 15 dias por mês durante pelo menos 3 meses ( 12 dias e <180 dias por ano) preenchendo os critérios de B a D

34 2.2 C EFALÉIA DO TIPO TENSIONAL EPISÓDICA FREQÜENTE Cefaléia do tipo tensional episódica freqüente associada a dolorimento pericraniano Critérios diagnósticos A. Crises preenchendo os critérios de A a E para 2.2 Cefaléia do tipo tensional episódica freqüente B. Aumento da sensibilidade dolorosa pericraniana à palpação manual Cefaléia do tipo tensional episódica freqüente não- associada a dolorimento pericraniano Critérios diagnósticos A. Crises preenchendo os critérios de A a E para 2.2 Cefaléia do tipo tensional episódica freqüente B. Sem aumento da sensibilidade dolorosa pericraniana à palpação manual

35 2.3 CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL CRÔNICA Critérios de diagnóstico A. A cefaléia ocorre em 15 dias por mês, numa média >3 meses (180 dias por ano)1 e preenche os critérios de B a D B. A cefaléia dura horas ou pode ser contínua C. A cefaléia tem pelo menos duas das seguintes características: 1. localização bilateral 2. caráter em pressão ou aperto (não pulsátil) 3. intensidade ligeira ou moderada 4. não é agravada por atividade físicas de rotina como caminhar ou subir escadas D. Acompanha-se dos seguintes aspectos: 1. apresenta só um dos seguintes sintomas: fotofobia, fonofobia ou náuseas ligeiras 2. ausência de vômitos e de náuseas moderadas ou severas E. Exclusão de outras hipóteses diagnósticas pela história clínica, exame objetivo e/ou exames complementares de diagnóstico

36 2.3 CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL CRÔNICA Cefaléia do tipo tensional crônica associada a dolorimento pericraniano Critérios diagnósticos A. Cefaléia preenchendo os critérios de A a E para 2.3. Cefaléia do tipo tensional crônica B. Aumento da sensibilidade dolorosa pericraniana à palpação manual Cefaléia do tipo tensional crônica não- associada a dolorimento pericraniano Critérios diagnósticos A. Cefaléia preenchendo os critérios de A a E para 2.3. Cefaléia do tipo tensional crônica B. Sem aumento da sensibilidade dolorosa pericraniana à palpação manual

37 2.4 P ROVÁVEL CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL Doentes que reúnam um destes conjuntos de critérios podem ter também os critérios para uma das sub-formas de 1.6 Enxaqueca provável Cefaléia tipo tensão episódica pouco freqüente provável Cefaléia tipo tensão episódica freqüente provável Cefaléia tipo tensão crônica provável

38 3. CEFALÉIA EM SALVAS E OUTRAS CEFALÉIAS TRIGÊMINO-AUTONÔMICAS 3.1 Cefaléia em salvas 3.2 Hemicrania paroxística 3.3 Cefaléia de curta duração, unilateral, neuralgiforme com hiperemia conjuntival e lacrimejamento 3.4 Provável cefaléia trigêmino-autonômica

39 3.1 C EFALÉIA EM SALVAS Crises de dor forte, estritamente unilateral, na região orbitaria, supra-orbitária, temporal ou em qualquer combinação dessas áreas, durando de 15 a 180 minutos e ocorrendo desde uma vez em cada 2 dias até 8 vezes por dia. As crises associam-se a um ou mais dos seguintes aspectos, todos ipsilaterais à dor: hiperemia conjuntival, lacrimejo, congestão nasal, rinorréia, sudorose na região frontal e na face, miose, ptose, edema palpebral. Critérios de diagnóstico A. Pelo menos cinco crises preenchendo os critérios de B a D B. Dor severa ou muito severa, unilateral, orbitaria, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 a 180 minutos, se não tratada1 C. A cefaléia acompanha-se de, pelo menos, um dos seguintes aspectos: 1. hiperemia conjuntival e/ou lacrimejo, ipsilaterais 2. congestão nasal e/ou rinorreia ipsilaterais 3. edema palpebral ipsilateral 4. sudorose frontal e facial ipsilateral 5. miose e/ou ptose ipsilateral 6. sensação de inquietude ou agitação D. As crises têm uma frequência de uma a cada dois dias a oito por dia2 E. Não atribuída a outra alteração

40 3.1 C EFALÉIA EM SALVAS Cefaléia em salvas episódica Crises de cefaléia em salvas ocorrendo em períodos que duram de sete dias a um ano, separadas por períodos assintomáticos que duram um mês ou mais Cefaléia em salvas crônica Crises de cefaléia em salvas ocorrendo num período superior a um ano sem remissão ou com remissões durando menos de um mês

41 3.2 H EMICRANIA PAROXÍSTICA Crises com características de dor, sintomas e sinais associados semelhantes à cefaléia em salvas; porém mais freqüentes e de duração mais curta, que ocorrem mais freqüentemente em mulheres e respondem de maneira absoluta à indometacina Critérios de diagnóstico A. Pelo menos 20 crises preenchendo os critérios de B a D B. Crises de dor severa, unilateral, orbitaria, supra-orbitária e/ou temporal durando de dois a 30 minutos C. A cefaléia acompanha-se de pelo menos um dos seguintes: 1. hiperemia conjuntival e/ou lacrimejo ipsilaterais 2. congestão nasal e/ou rinorréia ipsilaterais 3. edema palpebral ipsilateral 4. sudorose frontal e facial ipsilateral 5. miose e/ou ptose ipsilateral D. As crises têm uma frequência superior a cinco por dia em mais de metade do tempo, embora possam ocorrer períodos de menor frequência E. As crises são completamente evitadas por doses terapêuticas de indometacina F. Não atribuída a outra alteração

42 3.2 H EMICRANIA PAROXÍSTICA Hemicrania paroxística episódica Crises de hemicrania paroxística ocorrendo em períodos que duram de sete dias a um ano, separados por períodos sem dor que duram um mês ou mais Hemicrania paroxística crônica (HPC) Crises de hemicrania paroxística ocorrendo por mais de um ano sem remissão ou com remissões durando menos de um mês

43 3.3 CEFALÉIA DE CURTA DURAÇÃO, UNILATERAL, NEURALGIFORME COM HIPEREMIA CONJUNTIVAL E LACRIMEJAMENTO Esta síndrome caracteriza-se por crises de dor unilateral de curta duração e freqüentemente acompanhada de lacrimejo marcado e vermelhidão no olho ipsilateral. Critérios de diagnóstico A. Pelo menos 20 crises preenchendo os critérios de B a D B. Crises de dor unilateral, orbitária, supra-orbitária ou temporal, em pontada ou pulsátil durando de 5 a 240 segundos C. A dor acompanha-se de hiperemia conjuntival ipsilateral e lacrimejo D. As crises ocorrem com freqüência de 3 a 200 por dia E. Não atribuída a outra alteração

44 3.4 PROVÁVEL CEFALÉIA TRIGÊMINO- AUTONÔMICA Crises de cefaléia que não preenchem os critérios de diagnóstico para quaisquer dos sub-tipos descritos acima Provável cefaléia em salvas Provável hemicrania paroxística Provável cefaléia de curta duração, unilateral, neuralgiforme com hiperemia onjuntival e lacrimejamento

45 4. O UTRAS CEFALÉIAS PRIMÁRIAS 4.1 Cefaléia primária tipo guinada 4.2 Cefaléia primária da tosse 4.3 Cefaléia primária do exercício 4.4 Cefaléia primária associada à atividade sexual Cefaléia pré-orgástica Cefaléia orgástica 4.5 Cefaléia hípnica 4.6 Cefaléia explosiva primária 4.7 Hemicrania contínua 4.8 Cefaléia persistente e diária desde o início (CPDI)

46 CEFALÉIAS SECUNDÁRIAS 5. Cefaléia atribuída a trauma cefálico e/ou cervical; 6. Cefaléia atribuída a doença vascular craniana ou cervical; 7. Cefaléia atribuída a transtorno intracraniano não-vascular; 8. Cefaléia atribuída a uma substância ou a sua retirada; 9. Cefaléia atribuída à infecção; 10. Cefaléia atribuída a transtorno da homeostase; 11. Cefaléia ou dor facial atribuída a transtorno do crânio, pescoço, olhos, ouvidos, nariz, seios da face, dentes, boca ou outras estruturas faciais ou cranianas; 12. Cefaléia atribuída a transtorno psiquiátrico.

47 5. Cefaléia atribuída a trauma cefálico e/ou cervical; A cefaléia é um sintoma que pode ocorrer após lesão no crânio, pescoço ou cérebro. Freqüentemente a cefaléia resultante de traumatismo craniano é acompanhada de outros sintomas, como vertigens, dificuldade de concentração, irritabilidade, alteração de personalidade e insônias.

48 6.C EFALÉIA ATRIBUÍDA A DOENÇA VASCULAR CRANIANA OU CERVICAL O diagnóstico da cefaléia é fácil de encontrar na maioria das alterações vasculares descritas adiante, porque a cefaléia apresenta-se de um modo agudo, associada a sinais neurológicos e também porque regride rapidamente. A relação temporal estreita entre a cefaléia e os sinais neurológicos é portanto crucial para se estabelecer a relação casual. Em muitas dessas doenças, como os acidentes vasculares isquêmicos ou hemorrágicos, a cefaléia é obscurecida por sinais neurológicos focais e/ou por alterações da consciência. Noutras, como a hemorragia subaracnóidea, a cefaléia costuma ser o sintoma mais proeminente. Noutras condições que podem causar tanto cefaléia como acidente vascular cerebral, como as dissecções, as tromboses venosas cerebrais, a artrite de células gigantes e a angeíte do sistema nervoso central, a cefaléia é frequentemente um sintoma inicial de alerta

49 7. CEFALÉIA ATRIBUÍDA A TRANSTORNO INTRACRANIANO NÃO- VASCULAR Cefaléias atribuídas a alterações da pressão intracraniana. Tanto o aumento quanto a redução da pressão do liquor podem levar ao aparecimento de cefaléias. Outras causas de cefaléias aqui definidas são as doenças inflamatórias não infecciosas, as neoplasias intracranianas, as crises epilépticas e situações raras como as malformações de Chiari tipo I, as injecções intra-tecais e outras doenças intracranianas não vasculares.

50 8. Cefaléia atribuída a uma substância ou a sua retirada Os doentes com enxaqueca são fisiológica e talvez psicologicamente hiperreativos a uma variedade de estímulos internos e externos. O álcool, alimentos, aditivos alimentares e substâncias químicas e a ingestão e a suspensão de fármacos foram todos relatados como desencadeantes ou atiradores da enxaqueca em indivíduos susceptíveis.

51 9. CEFALÉIA ATRIBUÍDA À INFECÇÃO A cefaleia constitui um acompanhamento comum de infecções virais sistémicas como a gripe. Em infecções intracranianas, a cefaleia é normalmente o primeiro e o mais frequente sintoma encontrado. A ocorrência de um novo tipo de cefaleia que é difusa, pulsátil e associada com uma sensação de indisposição e/ou febre deve direccionar a atenção para uma infecção intracraniana mesmo na ausência de rigidez da nuca.

52 10. C EFALÉIA ATRIBUÍDA A TRANSTORNO DA HOMEOSTASE As cefaléias descritas aqui foram previamente referidas como Cefaléia associada a doença sistêmica ou metabólica. As cefaléias causadas por alterações significativas da pressão arterial e isquemia do miocárdio, as perturbações homeostáticas que afetam uma variedade de sistemas orgânicos, incluindo as alterações dos gases arteriais, as alterações da volemia como na diálise e as alterações da função endócrina e cefaléia atribuída ao jejum estão incluídas

53 11. CEFALÉIA OU DOR FACIAL ATRIBUÍDA A TRANSTORNO DO CRÂNIO, PESCOÇO, OLHOS, OUVIDOS, NARIZ, SEIOS DA FACE, DENTES, BOCA OU OUTRAS ESTRUTURAS FACIAIS OU CRANIANAS As alterações da coluna cervical e de outras estruturas do pescoço e da cabeça são frequentemente consideradas causas de cefaléia, já que muitas das cefaléias se iniciam ou se localizam na região cervical ou occipital. Além disso, alterações degenerativas da coluna cervical podem ser encontradas em praticamente todas as pessoas com mais de 40 anos de idade. A localização da dor e as alterações degenerativas radiológicas têm sido os argumentos para considerar a coluna cervical como a causa mais freqüente de cefaléias. No entanto, estudos controlados de grandes dimensões têm demonstrado que estas alterações são igualmente freqüentes entre os indivíduos que não sofrem de cefaléias. Assim, as alterações degenerativas como a espondilose e a osteocondrose, não deverão continuar a ser consideradas como causa de cefaléias. O mesmo princípio se aplica a outras patologias muito freqüentes como: sinusite crônica, alterações da articulação temporo-mandibular ou erros de retração.

54 12. C EFALÉIA ATRIBUÍDA A TRANSTORNO PSIQUIÁTRICO Em geral, há uma evidência muito limitada que suporte a existência de uma causa psiquiátrica para as cefaléias. Por isso as únicas categorias incluídas nesta classificação são aqueles raros casos nos quais uma cefaléia ocorre no contexto de uma perturbação psiquiátrica que é reconhecida por se manifestar sintomaticamente por cefaléia (ex.: um doente que relata uma cefaléia associada com o delírio de que um artefato metálico teria sido secretamente inserido na sua cabeça, ou uma cefaléia que é uma manifestação de perturbação de somatização). A grande maioria das cefaléias que ocorrem em associação com perturbações psiquiátricas não estão causalmente relacionadas com a patologia psiquiátrica mas tratam-se sim de condições co-mórbidas (talvez refletindo um substrato biológico comum).

55 Neuralgias cranianas, dor facial primária e central e outras cefaléias 13. Neuralgias cranianas e causas centrais de dor facial; 14. Outras cefaléias, neuralgias cranianas e dor facial primária ou central.

56 13. Neuralgias cranianas e causas centrais de dor facial A dor na cabeça e pescoço é mediada por fibras aferentes dos nervos trigêmeo, intermediário, glossofaríngeo, vago e primeiras raízes cervicais via nervos occipitais. A estimulação destes nervos pela compressão, tração, exposição ao frio ou outras formas de irritação, ou por uma lesão nas vias centrais pode desencadear uma dor em guinada ou constante sentida na área inervada. A causa pode ser evidente, tal como uma infecção por herpes zoster ou uma alteração estrutural demonstrada por exames de imagem, mas em alguns casos pode não haver causa aparente para a dor nevrálgica.

57 14.O UTRAS CEFALÉIAS, NEURALGIAS CRANIANAS E DOR FACIAL PRIMÁRIA OU CENTRAL Cefaléias que não são enquadradas em nenhum outro critério diagnóstico de cefaléia.

58 OBRIGADA!!!


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