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Contos fantásticos. Intertextualidade Edgar Allan PoeJulio Cortázar.

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Apresentação em tema: "Contos fantásticos. Intertextualidade Edgar Allan PoeJulio Cortázar."— Transcrição da apresentação:

1 Contos fantásticos

2 Intertextualidade Edgar Allan PoeJulio Cortázar

3 A queda da casa de Usher A queda da casa de Usher é um conto do escritor inglês Edgard Allan Poe de Trata-se de uma narrativa pertubadora como todos os contos do autor. O conto investiga as profundezas escuras do subconsciente e rastreia os terrores ocultos da alma humana. Enfim, todos os fatos, nomes e acontecimentos são meticulosamente pensados para se obter os resultados desejados, pressupostos para a elaboração da narrativa.

4 A narrativa Toda a narrativa é construída tendo-se em mente o medo e, então, a forma escolhida foi uma novela fantástica, em que o estranho será o elemento provocador do efeito. O ambiente, o cenário escolhido se enquadra ao tom da narrativa – um tom de tristeza e de melancolia.

5 Tempo e espaço O clima é pesado, as nuvens e os céus aqui são sombrios, escuros, opressores. Tem-se, então, um cenário propício a despertar a tristeza em qualquer indivíduo. A estação em que a história se passa – outono – pode ser compreendida como uma metáfora da queda – palavra exposta no título do conto –, já que o período outonal é a época em que as folhas das árvores caem ao chão. Isso indica, também, uma mudança; porém, no contexto da história, tal mudança guarda um sentido negativo, pois o outono marca o declínio, a decadência. E, como se sabe, a casa de Usher passará por várias mudanças, até chegar ao declínio e à queda total.

6 Foco narrativo O conto é narrado em primeira pessoa por um personagem cujo nome não é revelado. Narra seus dias na casa do amigo Roderick Usher, que padece de uma doença; este, sabendo do próprio fim, chama-o para seu convívio.

7 Protagonista Roderick Usher é um personagem em desacordo com o mundo, caracterizado por uma completa aversão a tudo aquilo que nos remete à vida, como as flores e a luz. Na verdade, ele parece ter criado um meio próprio e particular de subsistência, e qualquer alteração em sua rotina causa-lhe transtorno e irritação.

8 Espaço A mansão onde ele mora representa um repositório de lembranças, de fatos passados. A impressão que se tem é de que o medo nutrido por Usher está ligado justamente a essas reminiscências, aos acontecimentos pretéritos; medo de que um dia uma verdade dolorosa e traumática venha à tona, causando maiores estragos. Talvez esse seja o motivo que o levou a enterrar a irmã viva, porque a presença dela representa sua própria lembrança, na medida em que os dois compartilhavam todos os momentos de suas vidas

9 Lady O surgimento de Lady Madeline marca a volta de tudo aquilo que deveria ficar recôndito, o resgate de todo um passado caracterizado por segredos perigosos e inconfessáveis. A destruição final da mansão remete à expiação de todos os erros e pecados mantidos ocultos durante tanto tempo.

10 Simbologia Pode se dizer também que a rachadura que divide a casa ao meio forma duas metades complementares, assim como os irmãos de sexos diferentes constituem uma unidade. As duas janelas separadas pela rachadura podem simbolizar os olhos de duas faces similares, que são muito próximos um do outro. A casa mostra a relação de dependência de dois irmãos – cujo vínculo indissolúvel é necessário à sobrevivência de ambos.

11 A Casa O interior da casa pode simbolizar a mente de Roderick. Dividida em duas partes, possui tanto um porão escuro – que simboliza os desejos secretos e o subconsciente de Roderick – quanto uma parte iluminada – representativa da consciência e da razão do personagem. Essa oposição fica clara quando Roderick decide enterrar Madeline no porão.

12 A morte e o mistério Em A queda da casa de Usher não só as personagens envolvidas morrem como a própria casa, cenário dos acontecimentos, desaparece sem deixar vestígio. Todos estes fatores acentuam o mistério que envolve os fatos, deixando sempre em dúvida até onde termina a realidade e começa o fantástico.

13 Casa Tomada Casa Tomada, de Julio Cortázar, é um conto escrito em 1946, Foi inspirado no conto A queda da casa de Usher, de Edgar Allan Poe. Cortázar consegue dar uma nova roupagem ao seu texto, trazendo outras possibilidades de interpretação e entendimento do conto.

14 O Elemento do Fantástico O fantástico do conto pode ser considerado como as forças estranhas que invadem a casa e forçam a saída dos irmãos. O enredo é relativamente simples: o narrador e sua irmã, Irene, imersos na trivialidade da realidade cotidiana, têm a casa onde residem tomada. Tomada pelo que? Não se sabe. Forças ocultas, entidades insondáveis, forças irracionais. Entretanto, Cortázar se utiliza neste conto de um recurso metafórico clássico: a realidade objetiva da casa como representação da realidade subjetiva dos personagens.

15 Enredo Casa Tomada gira em torno de duas histórias. De um lado, conta a convivência de dois irmãos que habitam a mesma casa, de posse da família há anos. Assim, por meio da narração dos seus hábitos e costumes, vai sendo desvelada a maneira como eles vivem e o modo como interagem. De outro lado, o que move o conto é a relação de ambos com a casa e, fatalmente, com a presença anônima que vai aos poucos tomando conta do lugar.

16 Contexto histórico Nota-se a clara análise psicológica do homem quanto ao seu desejo de fuga do desconhecido e a busca da acomodação frente às intempéries. Pode ser feita também uma leitura no contexto histórico-social: a época da ditadura de Perón e a caça às bruxas – a qual Cortázar sofreu e o levou a se exilar em Paris – do socialismo. Nessa visão, o clima asfixiante e a fuga sem solução causada pelo inimigo onipresente dão o tom da realidade vivida na época na Argentina.

17 A casa Pode-se dizer que a casa do conto de Cortázar constitui-se como um repositório de lembranças, inacessíveis ou esfumadas e vagas. A casa adquire o status de um personagem, assim como Irene e o narrador.

18 Sons e símbolos Em primeiro lugar, pode-se interpretar os ruídos que invadiram a casa como o afloramento incontrolável do inconsciente, como a pulsação do passado. Por outro lado, os personagens revelam toda a sua negação, todo o seu medo de encarar as lembranças e reminiscências. Eles nem sequer procuram saber o que significam os ruídos que tomam a casa, apenas tentam ignorá-los.

19 Interpretação Casa Tomada não significa só angústia e perda, mas também o preço imposto ao indivíduo que recusa sua história (pessoal e social). A casa, que normalmente se caracteriza como um ambiente familiar e aconchegante, acaba tornando-se um território-surpresa, de dupla face, onde se estabelece um jogo entre o familiar e o estranho, a rotina prosaica e a inesperada ruptura.


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