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Interpretação Não há sentido sem interpretação. Ela é sempre passível de equívoco. Os sentidos não se fecham, não são evidentes, embora pareçam ser. Além.

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1 Interpretação Não há sentido sem interpretação. Ela é sempre passível de equívoco. Os sentidos não se fecham, não são evidentes, embora pareçam ser. Além disso, eles jogam com a ausência, com os sentidos do não sentido. A vida é função da significação e de gestos de interpretação cotidianos, ainda que não sentidos como tal.

2 Consideremos o fato de que o dizer é aberto. É só por ilusão que se pensa poder dar a palavra final. O sentido está sempre em curso. Não há sentido sem silêncio. A linguagem e mundo tem suas mediações. Daí a necessidade da noção de discurso para pensar essas relações mediadas.

3 Não há linguagem em si. Não há um sistema de signos só, mas muitos. Porque há muitos modos de significar e a matéria significante tem plasticidade, é plural.

4 IMPORTANTE. Não é porque é aberto que o processo de significação não é regido, não é administrado. Ex. Nota de roda pé. São justamente os pontos em que há a possibilidade de fuga dos sentidos: onde a alteridade ameaça a estabilidade dos sentidos, onde a história trabalha seus equívocos, onde o discurso deriva para outros discursos possíveis.

5 O texto é um bólido de sentidos. Ele parte em inúmeras direções, em múltiplos planos significantes. Diferentes versões de um texto, diferentes formulações constituem novos produtos significativos. Nossa questão é então: o que muda nas diferentes versões ?

6 o texto original é uma ficção, ou melhor, é uma função da historicidade. São sempre vários, desde sua origem, os textos possíveis num mesmo texto.

7 Ideologia A ideologia é uma característica importante da interpretação. Ela sempre se dá de algum lugar da história e da sociedade e tem uma direção, que é o que chamamos de política. Nesse sentido, a ideologia é a interpretação de sentido em certa direção, direção determinada pela relação da linguagem com a história em seus mecanismos imaginários.

8 A linguagem é necessariamente opaca e imcompleta, porque não há sentido em si. O papel de interpretar é dizer o dito. É um gesto clínico que desloca sentidos, que vai através da materialidade discursiva, descontruindo os efeitos do já dito, em direção a uma outra significação, ainda inédita ao olhar do clínico.

9 O espaço da interpretação é o espaço do possível, da falha, do efeito metafórico, do equívoco, em suma: do trabalho da história e do significante, em outras palavras, do trabalho do sujeito.

10 ANÁLISE DO DISCURSO A análise de discurso questiona é o que é deixado para fora, no campo da lingüística: o sujeito e a situação. O mundo existe, mas no discurso ele é apreendido, trabalhado pela linguagem. Destaca-se aqui a construção discursiva do referente: trata-se então do mundo para ( e não do mundo em si ).

11 Todo discurso remete a um outro discurso, presente nele por sua ausência necessária, de tal modo que os sentidos são sempre referidos a outros sentidos e é daí que eles tiram sua identidade.

12 A importância da História Se se tira a história, a palavra vira imagem pura. Evidentemente que quando afirmamos que há uma determinação histórica dos sentidos, não estamos pensando a história como evolução e cronologia: o que interessa não são as datas, mas os modos como os sentidos são produzidos e circulam.

13 Compreensão A compreensão é a apreensão das várias possibilidades de um texto. Para compreender, o leitor deve se relacionar com os diferentes processos de significação que acontecem no texto.

14 DISTINÇÃO IMPORTANTE IMPORTANTE: distinção entre intérpretes e escreventes. O sujeito só se faz autor se o que ele produz for interpretável. O sentido que não se historiciza é inintelegível, ininterpretável, incompreensível.

15 PLÁGIO Estancamento do movimento da interpretação, lugar em que há silenciamento da autoria. O plagiado silencia o trajeto do autor, calando a voz do outro que ele retoma. Não é um silenciamento necessário, mas imposto, uma forma de censura. Nega o percurso já feito pelo autor, estanca o fluir histórico do sentido.

16 Porque entre o dito e o não dito é irremediável que haja um espaço de interpretação que não se fecha. Lugar de equívocos, de deslocamentos, de debates, de possíveis. Ao censurar o plagiador se fecha narcisicamente na vontade que o dizer comece e acabe nele mesmo e não se deixa atravessar nem atravessa outros discursos.

17 Todo texto tem a ver com outros textos.


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