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O TEXTO DESCRITIVO Professora Lúcia Brasil. TEXTO DESCRITIVO Descrição A descrição é um texto que procura caracterizar uma pessoa, um objeto, um ambiente.

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1 O TEXTO DESCRITIVO Professora Lúcia Brasil

2 TEXTO DESCRITIVO Descrição A descrição é um texto que procura caracterizar uma pessoa, um objeto, um ambiente. É uma espécie de fotografia feita por palavras. Na maioria das vezes, a descrição aparece misturada a outras modalidades de texto (narração ou dissertação), caracterizando uma personagem, ressaltando um pormenor, descrevendo um objeto ou um cenário.

3 Características: - ausência de progressão temporal; - presença de adjetivos e locuções adjetivas; - predomínio de verbos de estado; - emprego de figuras de linguagem: metáfora, - prosopopéia, sinestesia, antítese etc.; - uso de elementos sensoriais: visão, audição, olfato, paladar, tato; - emprego de frases nominais (sem verbo).

4 Descrição objetiva: A descrição pode ser objetiva, quando é uma fiel reprodução da realidade, mostrando de forma concreta como é, por exemplo, um objeto. As palavras buscam a exatidão, sem sentimentalismos, para que a ideia seja passada com precisão. Em outras palavras: na descrição objetiva não mostramos as nossas impressões pessoais, descrevemos o elemento da forma real que nos permite vê-lo.

5 Descrição subjetiva: Na descrição subjetiva, o texto procura sensibilizar o leitor através da percepção e da interpretação do observador-redator. O texto fica mais poético, mais lírico. Na descrição subjetiva acabamos retratando o objeto de acordo com nosso ponto de vista, ou seja, envolvemo-nos emocionalmente, expressando o nosso ponto de vista.

6 Na descrição subjetiva, além das características exteriores, encontramos elementos que nos permitem compreender algumas características interiores ou psicológicas da pessoa ou personagem da qual se está falando.

7 Veja um exemplo retirado do livro Inocência, do autor Taunay. Caía então luz de chapa sobre ela, iluminando-lhe o rosto, parte do colo e da cabeça, coberta por um lenço vermelho atado atrás da nuca. Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante. Do seu rosto irradiava singela expressão de encantadora ingenuidade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a franjar-lhe as pálpebras, e compridos a ponto de projetarem sobras nas momosas faces. Era o nariz fino, um bocadinho arqueado; a boca pequena, e o queixo admiravelmente torneado.

8 Você observou que, além dos traços físicos, essa descrição revela, no terceiro parágrafo, alguns aspectos da personalidade de Inocência, do seu jeito de ser. Desse modo o autor faz o leitor ter uma ideia de como é a personagem por fora e por dentro.

9 Descrição subjetiva Sua estatura era alta e seu corpo esbelto. A pele morena refletia o sol dos trópicos. Os olhos negros e amendoados espalhavam a luz interior de sua alegria de viver e jovialidade. Os traços bem desenhados compunham uma fisionomia calma, que mais parecia uma pintura.

10 O TEXTO MISTO No dia-a-dia, dificilmente vamos encontrar textos puros. Em um mesmo texto, podemos encontrar trechos narrativos, descritivos ou dissertativos. Para determinarmos o modo de organização de um texto (narrativo, descritivo ou dissertativo) procuramos verificar qual dos três modos de organização é predominante naquele caso.

11 Clara (Eu!) Sabe, toda vez que me olho no espelho, ultimamente, vejo o quanto eu mudei por fora. Tudo cresceu: minha altura, meus cabelos lisos e pretos, meus seios. Meu corpo tomou novas formas: cintura, coxas, bumbum. Meus olhos (grandes e pretos) estão com um ar mais ousado. Um brilho diferente. Eu gosto dos meu olhos. São bonitos. Também gosto dos meus dentes, da minha franja...Meu grande problema são as orelhas.

12 Acho orelha uma coisa horrorosa, não sei por que (nunca vi ninguém com uma orelha bonitona, bem-feita). Ainda bem que cabelo cobre orelha! Chego à conclusão de que tenho mais coisas que gosto do que desgosto em mim. Isso é bom, muito bom. Se a gente não gostar da gente, quem é que vai gostar? (Ouvi isso em algum lugar...) Pra eu me gostar assim, tenho que me esforçar um monte.

13 Tomo o maior cuidado com a pele, por causa das malditas espinhas (babo quando vejo um chocolate!) Não como gordura (é claro que maionese não falta no meu sanduíche com batata frita, mas tudo ligth...) nem tomo muito refri (celulite!!!). Procuro manter a forma. Às vezes sinto vontade de fazer tudo ao contrário: comer comer, comer... Sair da aula de ginástica, suando, e tomar três garrafas de refrigerante geladinho.

14 Pedir cheese bacon com um mundo de maionese. Engraçado isso. As pessoas exigem que a gente faça um tipo e o pior é que a gente acaba fazendo. Que droga! Será que o mundo feminino inteiro tem que ser igual? Parecer com a Gisele Bündchen... ou com a Xuxa ou sei lá com quem? Será que tem que ser assim mesmo?

15 Por que um monte de garotas que eu conheço vivem cheias de complexos? Umas porque são mais gordinhas. Outras porque os cabelos são crespos ou porque são um pouquinho narigudas. Eu não sei como me sentiria se fosse gorda, ou magricela, ou nariguda, ou dentuça, ou tudo junto. Talvez sofresse, odiasse comprar roupas, não fosse a festas...Não mesmo! Bobagem! Minha mãe

16 sempre diz que beleza é um conceito muito relativo. O que pode ser bonito para uns, pode não ser para outros. Ela também fala sempre que existem coisas muito mais importantes que tornam uma mulher atraente: inteligência e charme, por exemplo. Acho que minha mãe está coberta de razão! Pois bem, eu sou Clara. Com um pouco de tudo e muito de nada. (Juciara Rodrigues)

17 Nos três primeiros parágrafos, tempos a descrição de Clara. Ela apresenta suas características físicas e psicológicas. Nos três últimos, temos uma pequena dissertação que começa com a pergunta de Clara; Será que o mundo feminino inteiro te que ser igual?. Então, observe que em um texto predominantemente narrativo, temos ao menos um trecho descritivo e um dissertativo.


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