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MUDANÇA DO CLIMA E AGRICULTURA Adaptação ou Mitigação? - LARISSA SCHMIDT -

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Apresentação em tema: "MUDANÇA DO CLIMA E AGRICULTURA Adaptação ou Mitigação? - LARISSA SCHMIDT -"— Transcrição da apresentação:

1 MUDANÇA DO CLIMA E AGRICULTURA Adaptação ou Mitigação? - LARISSA SCHMIDT -

2 EFEITOS CITADOS PELO IPCCC Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade (2007) - Aumento da produção agrícola em ambientes mais frios. -Redução da produção em ambientes mais quentes. -Aumento da proliferação de vetores. -Aumento do perigo de incêndios florestais. -Salinização da água para irrigação, estuários e sistemas de água doce. -Para a América Latina, o IPCC estima uma aridificação do Semi- árido e a savanização do leste da Amazônia, além de perda da produtividade de várias culturas.

3 AGRICULTURA: vítima ou vilã?? A agricultura seria responsável por cerca de 13% das emissões anuais de gás carbônico. Sem políticas que promovam mudanças nos modelos atuais de agricultura, o IPCC espera que as concentrações de n2o cresçam de 35% a 60% e as de cH4, por volta de 60% até 2030, em decorrência do uso crescente de fertilizantes à base de nitrogênio e do aumento de rebanhos em todo o mundo. O IPCC destaca as florestas como um setor à parte que,como um todo (o que inclui todo tipo de desmatamento), responde por 17,4% das emissões totais. Dados Embrapa, 2008.

4 Convenção-Quadro das Nações Unidas de Mudança Global do Clima - Compromissos dos Países -

5 - Inventário das emissões antrópicas; - Programas de mitigação e adaptação; - Desenvolvimento de novas tecnologias; - Proteção de sumidouros; - Medidas relativas à mudança do clima nas políticas sociais, econômicas e ambientais; - Educação, treinamento e conscientização.

6 INVENTÁRIO BRASILEIRO DAS EMISSÕES E REMOÇÕES ANTRÓPICAS DE GASES DE EFEITO ESTUFA NÃO CONTROLADOS PELO PROTOCOLO DE MONTREAL (1994)

7 Emissões de CO2 por setor – 1994 (Inventário Nacional)

8 Processos agrícolas - emissões de gases de efeito estufa Fermentação entérica: digestão de animais ruminantes herbívoros (CH 4 ). Do Primeiro Inventario até agora, o Brasil passou a ter o maior rebanho bovino do mundo. O setor Agropecuário, em 1994, era o maior responsável pelas emissões de CH 4 (86%). Manejo de dejetos de animais: emissões de CH 4 e N 2 O. Cultivo de arroz: no caso de campos inundados ou várzeas, é uma importante fonte de emissão de CH 4. No Brasil, porém, a maior parte do arroz é produzida em áreas não inundadas. Reservatórios: decomposição anaeróbia de biomassa com conseqüente emissão de CH 4. A importância dessa fonte era de difícil avaliação no Primeiro Inventario e o IPCC não dispunha de metodologia para estimação dessas emissões.

9 Queima de resíduos agrícolas: produz emissões de CH 4, N 2 O, NO x, CO, entre outros. No Brasil, a prática de queima de resíduos agrícolas ocorre principalmente nas culturas de cana-de-açúcar e de algodão. Emissões de N 2 O provenientes de solos agrícolas: decorre da aplicação de fertilizantes nitrogenados, tanto de origem sintética quanto animal, e da deposição de dejetos de animais em pastagem. Os resíduos vegetais deixados no campo, fonte de nitrogênio, e o processo de fixação biológica desse elemento que ocorre na cultura da soja, também são fontes de emissão de N 2 O. Queima de cerrados: por indisponibilidade de dados para o período abrangido neste Inventário, estimativas de emissões de gases não-CO 2 não foram incluídas no Primeiro Inventário.

10 SETOR MUDANÇA NO USO DA TERRA E FLORESTAS No Primeiro Inventário foram consideradas apenas as florestas plantadas com fins econômicos. As mudanças nos estoques de carbono em florestas nativas que não são de natureza antrópica não foram contabilizadas. A transformação de florestas nativas em áreas agrícolas ou de pastagens causam mudança no conteúdo de carbono nos solos. A essa mudança no estoque de carbono são associadas emissões e remoções de CO 2. A conversão de solos orgânicos para agricultura é normalmente acompanhada por drenagem artificial, cultivo e calagem, resultando em rápida oxidação de matéria orgânica e estabilização do solo e conseqüente emissão de CO 2.

11 De acordo com cálculos do governo federal, cerca de 18% da Amazônia já foram desmatados. Historicamente,a derrubada da mata se deu primeiro por ação de madeireiras ilegais e depois pelo avanço da pecuária, em especial nos anos 70. Ambas as atividades continuam até hoje. (Dados: Embrapa, 2008)

12 De acordo com o IBGE, 73% das 74 milhões de cabeças de gado da região ocupam áreas que foram de floresta um dia. A conversão da mata para a colocação de pasto e agricultura também causou impactos a outros biomas. De acordo com estimativas do Ministério do Meio Ambiente,pelo menos 40% do Cerrado já foram perdidos (levantamento paralelo da ONG Conservação Internacional fala em 55%) – o avanço da agropecuária é um dos principais responsáveis, juntamente com o abastecimento de fornos das siderúrgicas e o crescimento urbano. (Dados: Embrapa, 2008)

13 IMPACTOS DAS PROVÁVEIS MUDANÇAS DO CLIMA - AGRICULTURA NO BRASIL -

14 IMPACTOS NA AGRICULTURA BRASILEIRA As exportações do agronegócio atingiram, em 2007, a marca de US$ 58,4 bilhões (mais de um terço de tudo o que o Brasil exportou no ano passado).O saldo da balança comercial do agronegócio ficou positivo em 49,7 bilhões. Para os próximas décadas as mudanças do clima devem ser tão intensas a ponto de mudar a geografia da produção nacional. A primeira cultura avaliada pela Embrapa, em 2001, foi o café arábica. Agora passam-se a ser avaliadas culturas de algodão,arroz,cana- de-açúcar, feijão, girassol, mandioca, milho e soja), além das pastagens e gado de corte. De um modo geral, poderá ocorrer uma diminuição no Brasil de regiões aptas para o cultivo dos grãos, com exceção da cana e da mandioca. Dados: Embrapa, 2008.

15 A soja deve ser a cultura mais afetada no Brasil. No pior cenário, as perdas podem chegar a 40% em 2070, levando a um prejuízo de até R$ 7,6 bilhões. O café arábica deve perder até 33% da área de baixo risco em São Paulo e Minas Gerais, apesar de poder ter um aumento de produção no Sul do país. (Dados: Embrapa, 2008)

16 Na produção nacional de algodão (4 milhões de ton. em 2007), de acordo com dados do IBGE, espera-se um impacto negativo, no pior cenário, de R$ 312 milhões em 2020, de R$ 401 milhões em 2050,chegando a R$ 444,8 milhões em Principais Estados produtores: Mato Grosso Bahia Goiás, São Paulo, Minas Gerais Mato Grosso do Sul. (Dados: Embrapa, 2008)

17 PROTOCOLO DE QUIOTO As Partes do Anexo I comprometeram-se com uma redução média de 5,2% das emissões de GEE, em relação ao ano de 1990, durante o período de 2008 – 2012 (Artigo 3°).

18 O QUE FAZER? Adaptação ou mitigação? O Brasil pode mitigar gases de efeito estufa mesmo sem a obrigação de reduções quantificadas no Protocolo?

19 1) Alterar a CF? O art. 225 CF, § 4º, determina as áreas que são patrimônio nacional: a Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira. Entretanto, seis das mais importantes bacias hidrográficas brasileiras têm suas nascentes no Cerrado e cerca de 45% de suas espécies são exclusivas de algumas regiões. FONTE: Ecoinformacao. Fotos de Tomé Schmidt

20 Dados recentes de pesquisadores nacionais apontam que até o ano de 2030 o Cerrado Brasileiro poderá estar extinto!! Deve ser aprovado em breve a PEC do Cerrado para alterar o artigo 225/CF. Fotos de Tomé Schmidt

21 2) Utilizar práticas sustentáveis, pois a dimensão ambiental da função social da propriedade, no direito brasileiro, possui um aspecto impulsivo (art. 170 CF) e outro limitativo (art. 5, XXIII, 182 e 186). Maior integração entre pecuária e lavoura, a utilização de sistemas agroflorestais e o incentivo ao plantio direto. O maior adensamento de bois por hectare evita a abertura de novas áreas para a colocação de pasto. Novas estratégias regionais de manejo de água são fudamentais.

22 Utilizar de forma mais racional os 54 milhões de hectares de pasto espalhados pelo Cerrado – grande parte em declínio de produtividade. Utilizar o manejo da Floresta Amazônica de modo a conter o desmatamento. Utilizar a técnica de plantio direto, o que promoveria a mitigação de 9 milhões de toneladas de carbono por ano. Transformar o metano contido nos dejetos animais em biogás.

23 3) Aumentar o número de atividades de projetos brasileiros relacionados a mudança do uso da terra no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto, aumentando a participação voluntária do Brasil na redução de emissões de gases de efeito estufa.

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26 LARISSA SCHMIDT (61)


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