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DENGUE: ATENÇÃO AO PACIENTE Dr. André Ricardo Ribas Freitas Médico Sanitarista – Mestre em Clínica Médica Coordenador do Programa Municipal de Controle.

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1 DENGUE: ATENÇÃO AO PACIENTE Dr. André Ricardo Ribas Freitas Médico Sanitarista – Mestre em Clínica Médica Coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue de Campinas

2 Histórico: uma doença nova MUNDO: 1000 d.C. China primeiras descrições de doença semelhante à dengue 1ª descrição oficial da dengue 1870 (Filadélfia, USA) Até década de 1950: grandes epidemias de em várias regiões do mundo, inclusive Brasil (doença debilitante benigna) Década de 1950: 1ª descrição de FHD (Filipinas) BRASIL Década de 1950: erradicado A. aegypti (febre amarela urbana) Década de 1970: início da expansão da dengue nas Américas Hoje: Brasil país com maior número de casos de dengue nas Américas

3 Há anos início da dispersão genética dos flavivirus para chegar ao ancestral do DENV Há anos início da diferenciação do DENV a partir de vírus ancestral na Malásia (ciclo silvestre: primatas não humanos e Aedes sp.) Há anos primeiras linhagens de DENV capazes de infectar A. albopictus (início do ciclo humano) Há cerca de 300 anos ciclos humanos sustentáveis sem outros primatas Últimos 200 anos grande dispersão genética dos DENV e adaptação de várias linhagens ao A. aegypti. Vírus, vetor e hospedeiro vertebrado uma relação sofisticada

4 Árvore filogenética dos flavivirus ZANOTTO, PAM et al. Proc. Natl. Acad. Sci. USA. 93, pp , Population dynamics of flaviviruses revealed by molecular phylogenies Dispersão intensa e concentrada nos últimos 200 anos (mosquito emergente) Dispersão progressiva ao longo de milênios (carrapatos) Dispersão sentido Ásia- Europa Origem do DENV há ~ 2000 ou 3000 anos

5 Dispersão genética dos vários sorotipos Twiddy SS, et al. Inferring the Rate and Time-Scale of Dengue Virus Evolution. Mol. Biol. Evol. 20(1):122–

6 Relação entre número de linhagens de DENV e população mundial PAOLO M. DE A. ZANOTTO, et al. Proc. Natl. Acad. Sci. USA. 93, pp , Population dynamics of flaviviruses revealed by molecular phylogenies

7 RNAss v M E C Estrutura do Vírus da Dengue 10 genes: 3 estruturais C, E, M NS-1 7 não estruturais: NS-1, NS2A, NS2B, NS3, NS4A, NS4B, NS5

8 Virus da Dengue Vírus RNA, gênero flavivírus; família flaviviradae Vírus RNA, gênero flavivírus; família flaviviradae 4 Sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 4 Sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 Todos sorotipos podem causar doença grave Todos sorotipos podem causar doença grave Imunidade permanente ao sorotipo que causador da doença (temporária e parcial a outros sorotipos) Imunidade permanente ao sorotipo que causador da doença (temporária e parcial a outros sorotipos)

9 Ciclo do vírus Homem incubação: 3-15 dias (média 6 dias) transmissibilidade: 1 dia antes até 5 dias depois da febre Mosquito incubação: 8-10 dias transmissibilidade: vida do mosquito (40 dias)

10 Dengue no mundo Áreas infestadas por Aedes aegypti Áreas com transmissão de dengue

11 Dengue no mundo WHO, Dengue: guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control- New edition, November 2009.

12 Países que relatam casos de dengue para OMS e total de casos WHO, Dengue: guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control -- New edition, November 2009.

13 Aumento da dengue nas Américas Estabilidade da dengue no Sudeste Asiático e Pacífico

14 Emergência do Dengue: causas Urbanização Descontrolada Em 1954, 42% da população da América Latina vivia em zonas urbanas; em 1999, já alcançava 75%. Ocupações irregulares sem infra-estrutura Carência de serviços básicos: água canalizada, esgoto, remoção de lixo. Pobreza. Alta densidade populacional. Uso intensivo de descartáveis Fontes: Gubler, 1998; OPS, 1997.

15 Tendências atuais no Brasil: mudança do padrão etário Idade (anos) Fonte: Sinan/SVS/MS *Dados até a s.e 26, sujeitos à alteração Casos de Febre Hemorrágica da Dengue, de acordo com a idade, Brasil, 2000 a 2008*

16 Ano Casos notificados Casos Graves* n% , , , , , , , ** ,84 Dengue com Complicação e FHD; **Dados até s.e. 26 Fonte: Sinan/SVS/MS Tendências atuais no Brasil: aumento formas graves Casos de dengue grave, Brasil, 2001 a 2008** Tendências atuais no Brasil: aumento formas graves Casos de dengue grave, Brasil, 2001 a 2008**

17 Ano Isolamentos realizados Positividade % % sorotipos DENV1DENV2DENV ,245,610,231, ,825,54,575, ,22,35,791, ,73,03,693, ,22,96,390, ,34,115,580, ,75,645,548,9 * Dados até s.e. 26 Fonte: SVS/SES Alternância dos sorotipos Monitoramento viral, Brasil, 2002 a 2008* Alternância dos sorotipos Monitoramento viral, Brasil, 2002 a 2008*

18 Situação regional e local Invernos pouco rigorosos Verões quentes e chuvosos Epidemias na baixada santista, noroeste paulista e região metropolitana de Campinas Circulação dos 3 sorotipos no Estado de São Paulo com re-circulação do sorotipo 1 Conseqüências: Aumento do número de casos Risco maior de casos graves

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20

21 Fisiopatologia I

22 Fisiopatologia II Macrófago Célula endotelial Anti-NS1 (reação cruzada) Vírus (infecção direta) TNF-α, NO Ativação da cascata do complemento Complexo AgAc-NS1 IL-6 e IL-8 Apoptose Aumento na permeabilidade capilar Anti-corpos anti-plaquetas Fragilidade capilar Plaquetopenia Hemorragias* *em casos graves pode haver consumo de fatores de coagulação FvW, PAF, TXA(?), PG(?) (hemoconcentração,, hipoproteinemia, efusões serosas, hipovolemia e choque) Depressão medular

23 Infecção pelo vírus DEN Assintomática Sintomática Indiferenciada 500 Febre do Dengue 400 Febre Hemorrágica do Dengue 100 sem choquecom choque sem hemorragiacom hemorragia Espectro Clínico da Dengue* *Classificação modificada por: Dengue: guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control. WHO, New edition, nov/2009

24 Espectro Clínico da Dengue Dengue clássica Dengue com complicações FHD/SCD Sub-clínica

25 Febre indiferenciada É a apresentação mais comum Estudos prospectivos mostram que cerca de 87% dos casos são oligossintomáticos DS Burke, et al. A prospective study of dengue infections in Bangkok. Am J Trop Med Hyg 1988; 38:

26 Dengue clássica Febre Cefaléia Mialgia e artralgia Prostração Prostração Alteração no paladar Alteração no paladar Dor retrorbitária Anorexia Anorexia Náuseas e vômitos Rash (20 a 30%, tardio) Manifestações hemorrágicas

27 Apresentações atípicas (Dengue com Complicações) Encefalite Meningoencefalite Mielite Miocardite Hepatite Outras

28 Febre Hemorrágica da Dengue* Manifestações hemorrágicas e Contagem de plaquetas (<100,000/mm 3 ) e Aumento na permeabilidade capilar e aumento de hematócrito (20% ou mais) ou hipoalbuminemia ou hipoproteinemia ou derrame pleural ou ascite *Classificação antiga: Dengue haemorrhagic fever: diagnosis, treatment, prevention and control, 2nd ed. WHO, 1997, Geneva. Modificada por: Dengue: guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control. WHO, New edition, November 2009

29 Risco para casos graves Re-infecções subseqüentes Cepa do vírus Doença crônicas prévias Características individuais ainda desconhecidas

30 MENINGOCOCCEMIA FEBRE MACULOSA SEPTICEMIA FEBRE AMARELA MALÁRIA GRAVE LEPTOSPIROSE DENGUE (diag diferencial) SÍNDROME FEBRIL FEBRE EXANTEMÁTICA SÍNDROME HEMORRÁGICA MALÁRIA ROTAVIROSE G.E.C.A. INFLUENZA LEPTOSPIROSE MENINGITE RUBÉOLASARAMPO ESCARLATINA MONONUCLEOSE EXANTEMA SÚBITO ENTEROVIROSES SÍNDROME DO CHOQUE: TODAS OUTRAS CAUSAS DE CHOQUE

31 Dengue Exantema Petéquias

32 Sarampo Definição de caso: exantema maculo-papular febril agudo acompanhado de: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite (independente de idade ou estado vacinal)

33 Rubéola Definição de caso: exantema maculopapular febril com linfoadenopatia. (independente de idade ou estado vacinal)

34 Rubéola congênita Rubéola Congênita RN: crescimento intra-uterino retardado (CIR), hepatoesplenomegalia e púrpura (trombopenia) Catarata

35 Doença meningocócica

36 Febre Maculosa

37 Exame clínico objetivo: (diagnóstico diferencial e sinais de gravidade) Anamnese buscando ativamente Local de sangramento (gengivorragia, epistaxe, metrorragia, melena) Sinais de alerta Dados vitais: P. A.* (deitado ou sentado e em pé) Pulso Temperatura Estado geral Hidratação Perfusão Prova do laço *hipotensão, hipotensão postural ou estreitamento da pressão de pulso são sinais de gravidade

38 Prova do laço 2,5cm Insuflar o manguito entre a PA sistólica e a diastólica, deixando: 5 minutos adultos 3 minutos em crianças Contar o número de petéquias em um quadrado de 2,5 cm de lado: positivo se: > 20 em adultos >10 em crianças

39 Exames complementares I: hemograma Recomendado para todo paciente com suspeita (obrigatório em todos pacientes com fator de risco ou com prova do laço positivo) Reforça suspeita de dengue (podendo ter uso como instrumento de vigilância) Classifica risco do paciente e monitora evolução Aumenta a segurança do profissional Campinas: chegando até às 14h00 no Laboratorio Municipal: resultado no mesmo dia por fax

40 Alteração no hemograma de pacientes com dengue não complicada Hematological and clinical evaluation of a cohort of 345 acute Dengue-3 infection patients during 2002 outbreak in Campinas - SP - Brazil Freitas ARR, et al. First Pan-American Dengue Research Network Meeting, July 2008.

41 Exames complementares II: a critério clínico Dosagem de albumina e proteínas totais: Coagulograma US abdominal (ascite e derrame pleural) Perfil hepático (pode haver discreta alteração e AST/ALT com bilirrubinas normais) Perfil renal

42 Marcadores de gravidade Hemograma: Hemoconcentração Leucocitose com desvio à esquerda Leucopenia menor que Plaquetopenia menor que Alterações no coagulograma (RNI e R) Hipoalbuminemia ou hipoproteinemia Derrame pleural ou ascite Alterações na função renal

43 Lembrar de outras doenças! Hemograma: Leucocitose com desvio à esquerda Desvio à esquerda sem leucocitose Pancitopenia Fenômenos hemorrágicos sem plaquetopenia AST/ALT > 500 Alterações significativas de bilirrubinas

44 História natural da dengue WHO, Adaptado de: Yip WCL. Dengue haemorrhagic fever: current approaches to management. Medical Progress, October 1980.

45 Viremia IgM infec secund IgG infec secund >50 Dias MARCADORES ESPECÍFICOS DA INFECÇÃO POR DENGUE MARCADORES ESPECÍFICOS DA INFECÇÃO POR DENGUE IgG infec prim NS-1, PCR e isolamento IgM infec prim

46 Exames específicos e rotina da vigilância Notificar todo suspeito de dengue Exames específicos: Até 3º dia Isolamento viral Teste rápido para NS-1 Após 6º dia: Sorologia ELISA: IgM (se NS-1 negativo ou não colhido) Teste rápido IgG/IgM (resultado em 15 minutos) Estes exames não devem nortear a conduta clínica

47 Exames específicos: situações especiais Imunohistoquímica: material de necropsia Isolamento viral: identificação de sorotipo Macrófago alveolar com antígenos de DENV Antígenos de DENV em cultura de células C6/36

48 Princípios do Tratamento Hidratação Hidratação (iniciar sempre o mais rápido possível, independentemente do local) Orientação Orientação para pacientes e familiares Monitoramento Monitoramento dos sinais de agravamento (em casa ou internado) Sintomáticos Analgésicos e anti-térmicos (paracetamol) Somente se necessário: anti-eméticos e anti-histamínicos

49 Perguntas Básicas para Classificação Inicial É suspeita de dengue? => A Há tendência a sangramento? => B Há sinais de alerta? => CHá sinais de choque? => D

50 DENGUE AVALIAÇÃO DA GRAVIDADE SINAIS/SINTOMAS CLÁSSICOS MANIFESTAÇÕES HEMORRÁGICAS SINAIS DE ALERTA SINAIS DE CHOQUE GRUPO A Azul GRUPO B Verde GRUPO C Amarelo GRUPO D Vermelho

51 Classificação: Grupo A (azul) Identificação: Febre há menos de 7 dias sem foco definido Ausência de FENÔMENOS HEMORRÁGICOS (prova do laço negativa) Ausência de SINAIS DE ALERTA Ausência de SINAIS DE CHOQUE SINTOMAS ASSOCIADOS À DENGUE mialgia, protração cefaléia e dor retroorbitária, alteração do paladar, diminuição do apetite, exantema escassez de sintomas respiratórios SINTOMAS ASSOCIADOS À DENGUE mialgia, protração cefaléia e dor retroorbitária, alteração do paladar, diminuição do apetite, exantema escassez de sintomas respiratórios

52 Colher hemograma* com retorno em 24 horas em pacientes do GRUPO A Recomendado para todos suspeitos de dengue Obrigatório para pacientes com fatores de risco *Hemograma pode ser simplificado: Hb, Ht, leucocitos totais e plaquetas.

53 FATORES DE RISCO Classificação: Grupo A - azul Suspeita de dengue, sem sangramento, sem sinais de alerta e sem alterações hemodinâmicas, prova do laço negativa. Idosos > 65 anos Crianças < 2 anos Gestantes

54 Classificação: Grupo A - azul Suspeita de dengue, sem sangramento, sem sinais de alerta e sem alterações hemodinâmicas. FATORES DE RISCO Diabetes Hipertensão arterial Outras doenças crônicas

55 Resultado do hemograma Hemograma normal: plaquetas > sem sinais de hemoconcentração: Criança Ht > 42% Mulher Ht > 44% Homem Ht > 50% GRUPO B Hemograma alterado GRUPO B

56 Conduta terapêutica (GRUPO A) Hidratação oral (60-80ml/kg/dia, pelo menos 1/3 com soro de reidratação oral) Sintomáticos (paracetamol) Orientação sobre Sinais de Alerta para paciente e seus familiares Casa + reavaliação Casa + reavaliação no primeiro dia sem febre

57 Alteração do hemograma ou tendência hemorrágica: Grupo B

58 Classificação: Grupo B (verde) Idem GRUPO A (febre sem foco) Presença de qualquer FENÔMENO HEMORRÁGICO (inclusive prova do laço positiva) Ausência de SINAIS DE ALERTA Ausência de SINAIS DE CHOQUE FENÔMENOS HEMORRÁGICOS MAIS COMUNS Prova do laço positiva petéquias epistaxe gengivorragia metrorragia FENÔMENOS HEMORRÁGICOS MAIS COMUNS Prova do laço positiva petéquias epistaxe gengivorragia metrorragia

59 Grupo B (verde): conduta Hemograma simplificado de urgência (resultado no mesmo dia) Obs: se inviável ter resultado na UBS no mesmo dia, encaminhar para Pronto Atendimento. Tratamento: Hidratação oral ou venosa enquanto aguarda hemograma (3-5ml/kg/h)

60 Grupo B (verde): conduta com resultado do hemograma Com hemoconcentração ou plaquetas < : encaminhar a uma Unidade de Saúde com possibilidade para observação e repetir hemograma após hidratação Sem hemoconcentração e plaquetas > : retorno em 24 horas para reavaliação clínica- laboratorial e orientação quanto à hidratação e SINAIS DE ALERTA

61 SINAIS DE ALERTA dor abdominal intensa e contínua, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, vômitos persistentes, hipotensão postural ou lipotímia, hipotensão postural ou lipotímia, sonolência ou irritabilidade, sonolência ou irritabilidade, melena ou hematêmese ou enterorragia, diminuição da diurese, diminuição repentina da temperatura, aumento do hematócrito, queda abrupta de plaquetas, desconforto respiratório. SINAIS DE ALERTA dor abdominal intensa e contínua, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, vômitos persistentes, hipotensão postural ou lipotímia, hipotensão postural ou lipotímia, sonolência ou irritabilidade, sonolência ou irritabilidade, melena ou hematêmese ou enterorragia, diminuição da diurese, diminuição repentina da temperatura, aumento do hematócrito, queda abrupta de plaquetas, desconforto respiratório. Grupo C (amarelo) Paciente sem alteração hemodinâmica com qualquer SINAL DE ALERTA

62 Grupo C - amarelo SINAIS DE ALERTA EM DESTAQUE Lipotímia / Hipotensão postural (variação da PA sentado/deitado - em pé 20mmHg)

63 Dor abdominal intensa e contínua Vômitos persistentes Grupo C - amarelo SINAIS DE ALERTA EM DESTAQUE

64 Conduta: Grupo C (amarelo) Leito de observação ou hospitalar Hidratação EV imediata inicial* (SF ou Ringer): Adulto 25ml/kg em 4 horas, repetir até 3x Criança 20ml/kg/h repetir até 3x Reavaliação Clínica c/ 2h criança, c/ 4h adulto HMG cada 4h * Iniciar antes da transferência Leito de observação ou hospitalar Hidratação EV imediata inicial* (SF ou Ringer): Adulto 25ml/kg em 4 horas, repetir até 3x Criança 20ml/kg/h repetir até 3x Reavaliação Clínica c/ 2h criança, c/ 4h adulto HMG cada 4h * Iniciar antes da transferência

65 Conduta: Grupo C (amarelo) Melhora: hidratação EV manutenção Adulto: 80ml/kg/dia (no primeiro dia) diminuindo na seqüência, monitorar sobrecarga. Criança: TRH + perda capilar estimada 20-40ml/Kg/dia Sem melhora clínica/laboratorial GRUPO D (VERMELHO) Sem melhora GRUPO D (VERMELHO) Melhora: hidratação EV manutenção Adulto: 80ml/kg/dia (no primeiro dia) diminuindo na seqüência, monitorar sobrecarga. Criança: TRH + perda capilar estimada 20-40ml/Kg/dia Sem melhora clínica/laboratorial GRUPO D (VERMELHO) Sem melhora GRUPO D (VERMELHO)

66 Classificação: Grupo D (vermelho) Paciente com SINAIS DE CHOQUE: Hipotensão arterial Pressão arterial convergente (PA sist - PA diast < 20mmHg) Extremidades frias e cianóticas Pulso rápido e fino Enchimento capilar lento (> 2 segundos) Paciente com SINAIS DE CHOQUE: Hipotensão arterial Pressão arterial convergente (PA sist - PA diast < 20mmHg) Extremidades frias e cianóticas Pulso rápido e fino Enchimento capilar lento (> 2 segundos)

67 Conduta: Grupo D (vermelho) Hidratação EV imediata inicial*: SF 0,9% 20 mL/Kg em até 20 min repetir até 3 vezes se necessário * Iniciar antes da transferência Hidratação EV imediata inicial*: SF 0,9% 20 mL/Kg em até 20 min repetir até 3 vezes se necessário * Iniciar antes da transferência

68 Conduta: Grupo D (vermelho) Com melhora hemodinâmica (PA em 2 posições, débito urinário, pulso e freqüência respiratória): adequar volume infundido para reposição de perdas (cuidado com hiperhidratação). Internação hospitalar: reavaliação clínica a cada 15 a 30 minutos, hematócrito cada 2h até estabilização Sem melhora hemodinâmica: Hematócrito aumentando: infundir colóide sintético (10ml/kg/h) ou plasma Drogas vasoativas Hematócrito diminuindo: investigar sangramento Pensar em transfundir concentrado de plasma Com melhora hemodinâmica (PA em 2 posições, débito urinário, pulso e freqüência respiratória): adequar volume infundido para reposição de perdas (cuidado com hiperhidratação). Internação hospitalar: reavaliação clínica a cada 15 a 30 minutos, hematócrito cada 2h até estabilização Sem melhora hemodinâmica: Hematócrito aumentando: infundir colóide sintético (10ml/kg/h) ou plasma Drogas vasoativas Hematócrito diminuindo: investigar sangramento Pensar em transfundir concentrado de plasma

69 Tratamento do Choque Hidratação 1. Soro fisiológico 2. Colóide sintético ou plasma Sem melhora hemodinâmica: Hematócrito aumentando: infundir colóide sintético (10ml/kg/h) ou plasma Hematócrito diminuindo: investigar sangramento, sangramento, coagulopatia, hiperhidratação (sinais de ICC). Hidratação 1. Soro fisiológico 2. Colóide sintético ou plasma Sem melhora hemodinâmica: Hematócrito aumentando: infundir colóide sintético (10ml/kg/h) ou plasma Hematócrito diminuindo: investigar sangramento, sangramento, coagulopatia, hiperhidratação (sinais de ICC).

70 100% 0.5 % (48-72 h) 12.0 % (24-47 h) 87.5 % (0-23 h) ______ __ ______ __ ______ Torres EM, 2005

71 Considerações importantes Deve-se cuidar para não hiperhidratar após a recuperação Com a resolução do choque, há reabsorção do plasma extravasado, com queda adicional do hematócrito, mesmo com suspensão da hidratação parenteral. Essa reabsorção poderá causar hipervolemia, edema pulmonar ou insuficiência cardíaca, requerendo vigilância clínica redobrada.

72 Necessidade de hidratação para paciente GRUPO B e C (adulto médio) Horas de infusão Volume em ml/hr Adaptado de: Kalayanarooj e Nimmannitya, 2007

73 Necessidade de hidratação para paciente em choque, GRUPO D (adulto médio) Horas de infusão Volume em ml/hr Adaptado de: Kalayanarooj e Nimmannitya, 2007

74 Pacientes que necessitam cuidados especiais na hidratação Gestantes Insuficiência Cardíaca Insuficiência Renal Crônica

75 Hemoderivados Não há indicação de transfusão profilática de plaquetas, nem baseado na contagem isolada Indicação de transfusão de plaquetas: Suspeita sangramento SNC + plaquetas < Sangramento importante + plaquetas < Dose = 1 U / 7 a 10 Kg cada 8 a 12h até parar sangramento (e não normalizar a contagem de plaquetas) Pode induzir ou piorar CIVD se choque associado Plasma fresco congelado: Sangramento importante + RNI > 1,25 Dose: 10 mL/Kg cada 8 ou 12h + vitamina K

76 Indicações de internação independentes da classificação Recusa na ingesta de alimentos e líquidos Impossibilidade de retorno à unidade Alterações laboratoriais sugerindo gravidade Co-morbidades descompensadas (DM, HAS, DPOC...) Comprometimento respiratório Outras situações a critério médico

77 Critérios de alta Ausência de febre por 24h sem anti-térmico Melhora visível do quadro clínico Ht normal e estável por 24h Plaquetas em elevação e > / mm ³ Estabilidade hemodinâmica por 24h Derrames cavitários Em regressão Sem repercussão cl í nica

78 Erros comuns sobre dengue (informar paciente) Dengue não tem tratamento O tratamento da dengue é a hidratação e monitoramento. O que mata na Dengue é hemorragia Em geral o paciente morre de choque hipovolêmico por perda de plasma ou outras complicações Dengue grave acontece sempre na segunda infecção por dengue a chance de dengue hemorrágica na primeira infecção é cerca de 0,3% já nas reinfecções chegam a 3%

79 Pontos-chave no tratamento Toda consulta incluir: monitoramento da pressão arterial (2 posições), estado geral, consciência, sangramentos, sinais de alerta, hidratação e perfusão orientação ao pacientes e familiares Todo paciente deve ser reavaliado no primeiro dia após o final da febre Reavaliar os pacientes até diariamente se necessário

80 CARTÃO DENGUE

81 MANUAIS DE DENGUE: Manejo Clínico e Organização da Assistência diretrizes_epidemias_dengue_11_02_10.pdf /2009/ _eng.pdf

82 CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES SEGUNDO LOCAL DE ATENDIMENTO (CSSD/CAMPINAS- SP, 2002) *Nenhum óbito **Houve muitos casos falsos negativos, pois o Instituto Adolfo Lutz não incluía naquela ocasião o DENV3 (causador daquela epidemia) no pool de antígenos. Classificação final do caso Unidade de atendimento Dengue Clássico Febre Hemorrágica da Dengue* Dengue com complicações* Descartado**Total geral Total geral (%) Centro de Saúde % Hospitais % Pronto Atendimento % Total geral %

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