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Matrimônio endogâmico é uma espécie de tradição, que impunha ou, ao menos, recomendava o casamento no interior do clã.

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2 Matrimônio endogâmico é uma espécie de tradição, que impunha ou, ao menos, recomendava o casamento no interior do clã.

3 O cônjuge deveria ser encontrado no seio do parentesco ou linhagem

4 Nas narrativas patriarcais, temos a princípio o próprio Abraão, que se revela casado com sua meio irmã patrilateral, Sarah (Gn 20:12)

5 Apesar disso, o que o texto vai apresentar nos relatos seguintes, sugere que o casamento endogâmico ideal é realizado entre primos

6 É o caso de Isaac e Rebeca (neta do irmão de Abraão, conforme em Gn 24:15)

7 É o caso também entre Jacó e Leia e Rachel (as quais são primas cruzadas matrilaterais de Jacó, conforme Gn 28:2)

8 Antropologicamente, esses casamentos dentro do clã conservam a linhagem, garantem a preservação da identidade e impedem a dispersão dos bens familiares

9 Teologicamente, o casamento endogâmico, no período patriarcal, tem por finalidade garantir a pureza do culto a Deus e o não afastamento para servir outros deuses, já que há uma aversão por parte dos Israelitas aos cultos e culturas das outras nações, em especial as cananéias, consideradas não só profanas mas sobretudo como sendo imbuídas de perversões sexuais

10 Desta forma, o primogênito, levava o nome do pai legítimo (ou seja, o primeiro marido falecido), sendo o tio (pai biológico) o representante do pai

11 A importância desta lei reside não só em manter o nome da família, já que proibia o casamento da viúva fora da famíla do marido, mas talvez sobretudo na manutenção das propriedades dentro do clã

12 O levirato era prática entre israelitas e outros povos do Oriente Médio antigo (assírios e hititas)

13 Consistia na obrigação imposta às mulheres de se casarem com o irmão mais novo do falecido marido

14 Assim, o cunhado tinha a responsabilidade de, através deste casamento com a viúva de seu irmão, dar um herdeiro do sexo masculino ao falecido, de modo que o nome deste não desaparecesse em Israel e mantivesse a propriedade em seu nome

15 Assumir a responsabilidade de cumprir esse dever para com o falecido irmão é a essência do do levirato, como vemos em Gn. 38 (episódio de Tamar e Onã) e também na história de Rute (onde na falta de um cunhado, um parente mais próximo assume esta responsabilidade)

16 Na recusa a este dever, perante os anciãos, a cunhada viúva publicamente teria que desonrar o irmão do marido, tirando-lhe a sandália e cuspindo-lhe no rosto. Então a partir daquele momento, ele seria conhecido em todo o Israel como a casa do descalçado

17 O casamento exogâmico, por oposição ao endogâmico, é a contração de matrimônio fora do grupo étnico, o que, no contexto das narrativas patriarcais, é não só indesejável mas também proibido

18 É que se percebe no episódio em que Abraão envia seu servo à sua parentela para buscar uma esposa para Isaac com especial restrição às filhas dos cananeus (Gn 24:3

19 O episódio narra o matrimônio exogâmico de Esaú com as mulheres hetéias (Gn 26:34) que causa desgosto a Isaac e a Rebeca (Gn 26:35, 27:46)

20 A importância do casamento endogâmico é admitida pelo mesmo transgressor da regra, como no caso de Esaú, que reconhecendo que seu status havia caído pela violação ao costume.

21 Esaú tenta reavê-lo, casando-se com a filha de Ismael, sua prima paralela patrilateral, o que não fez sentido, já que ele se uniu com a parte deserdada descendência de Abraão

22 Os homens, aos poucos, observaram que a mistura racial aprimorava a qualidade da progênie

23 Reconhecia-se que a exogamia aumentava a oportunidade seletiva de variação evolucionária e de avanço

24 Os indivíduos da exogamia eram mais versáteis e tinham mais habilidade para sobreviver em um mundo hostil

25 Os indivíduos da endogamia, com seus costumes, gradualmente desapareceram

26 Ainda que a endogamia, na boa linhagem, algumas vezes haja produzido tribos fortes, os casos espetaculares de maus resultados, devidos a defeitos hereditários da endogamia, impressionaram mais fortemente a mente do homem

27 O resultado disso foi que os costumes, em constante avanço, formularam mais e mais tabus contra os matrimônios entre parentes próximos


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