A ERA FHC (1995-2002).

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Transcrição da apresentação:

A ERA FHC (1995-2002)

(Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda e “pai” do Real) Governo Itamar (1993-94) (PMDB) Itamar Franco, vice de Collor, assume a presidência. Plano Real (1994) - nova tentativa de acabar com a inflação, mas sem choques. Medidas: substituição da moeda: cruzeiro para real elevação dos juros valorização da moeda (atrelada ao dólar) facilitação de importações proibição de indexação (congelar preços) queda da inflação: de 916,5 % (1994) para 22,4 % (1995) (Fernando Henrique Cardoso, ministro da Fazenda e “pai” do Real) - sucesso do Plano Real influencia as eleições de 1994: FHC (PSDB) vence Lula (PT)

Primeiro Governo FHC (1995-1998) estabilização econômica e controle da inflação desmonte do modelo de desenvolvimento varguista (forte presença do Estado na economia) Neoliberalismo: defesa de que o Estado não deveria atuar diretamente na produção econômica (por meio de empresas estatais) nem regular as relações de trabalho (através de leis trabalhistas). Defesa do Estado mínimo: governo preocupado apenas em oferecer serviços essenciais à população (saúde, educação e segurança) e em assegurar um ambiente de liberdade econômica. Críticas ao Neoliberalismo: - em países marcados pela desigualdade social, a ação do Estado é fundamental para assegurar a proteção social aos mais pobres. - o Neoliberalismo beneficia apenas os grandes capitalistas.

Formas de aplicações do Neoliberalismo e do Estado mínimo: Utilização de emendas constitucionais (diminui o poder do Legislativo e aumenta o do Executivo)  denúncias de corrupção e fisiologismo (troca de favores entre o Executivos e parlamentares – ex.: “emenda da reeleição” em 1997). Aumento do tempo de contribuição dos trabalhadores (aposentadoria tardia). Fim do monopólio estatal (modelo varguista) sobre o petróleo e as telecomunicações. Abertura da economia brasileira ao capital estrangeiro.

PRIVATIZAÇÃO de dezenas de estatais das áreas de telecomunicações, energia, transporte ferroviário, etc. Argumentos: - Estado administrava mal suas empresas. - Falta de recursos estatais para novos investimentos. - Iniciativa privada melhoraria a qualidade e os preços dos serviços. - Dinheiro obtido com as vendas das estatais reduziria a dívida do país. Posições: Contra privatizações: - empresas vendidas a preços muito baixos (ex.: Vale do Rio Doce). - dívida pública subiu em vez de diminuir (1995: 31,1 % do PIB; 2002: 57,2 do PIB). - melhora dos serviços em alguns setores e piora em outros (ex.: transporte ferroviário, energia, etc.). - preço pago pelos serviços aumentou após as privatizações. - suspeita de fraudes nas privatizações. Pró-privatizações: - modernização de importantes setores da infra-estrutura do país. - ex-estatais deixaram de ser cabides de empregos. - ampliação do acesso da população a alguns serviços (ex.: telecomunicações)

Evolução da dívida pública brasileira (Pouco investimento em educação)

(Panelaço na Argentina) Segundo Governo FHC (1999-2002) Brasil afetado por crises financeiras internacionais (Rússia - 1997; Ásia - 1998; e Argentina - 2001). - país opta pelo câmbio flutuante - desvaloriza a moeda - elevação da taxa de juros para assegurar os investimentos internacionais - Resultado: pouco consumo, economia cresce quase nada e aumenta o desemprego no Brasil. 2001: Crise energética - falta de investimento das empresas privadas no setor - ocorreu o “apagão” (interrupções no fornecimento de energia elétrica) - aumento do preço da energia - racionamento de eletricidade - os consumidores ficaram com o ônus da falta de planejamento e de investimento das empresas privatizadas. Sofreram na hora de economizar e na hora de pagar a conta. (Panelaço na Argentina)

Aumento do desemprego (1995: 4,5 milhões; 2001: 7,8 milhões de pessoas) Pequeno crescimento do PIB e aumento de impostos (carga tributária) FHC deixa o governo sem popularidade e não consegue eleger o sucessor.

11 de setembro de 2001: - Atentado terrorista nos EUA organizado por extremistas árabes (Al QAEDA, liderada por Osama Bin Laden). - terroristas utilizam facilidades do mundo globalizado (internet, remessas internacionais de dinheiro, treinamento de pilotos através de simuladores, celulares, etc.) - Início da Doutrina BUSH “Cada nação, cada religião, tem de tomar uma decisão agora. Ou estão conosco, ou estão com os terroristas” (G. W. Bush) - criação do “Eixo-do-mal”: Irã, Iraque, Coréia do Norte, Afeganistão, Síria e Cuba. Conseqüências: invasão do Afeganistão (2001), limitação dos direitos civis nos EUA (tortura nos quartéis), Guerra do Iraque (2003), com o descumprimento de resoluções da ONU, conflito entre o mundo ocidental e mulçumano.

(God…», murmura o Homem-Aranha perante os escombros do World Trade Center. Era o desabafo de um super-herói americano incapaz de mudar o rumo dos acontecimentos reais).

Nova temática para os filmes americanos, superando as produções sobre a Guerra do Vietnã e a Guerra Fria. Inimigos momentâneo: árabes / mulçumanos.