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Imagens que passais pela retina Dos meus olhos, porque não vos fixais? Que passais como a água cristalina Por uma fonte para nunca mais!...

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Apresentação em tema: "Imagens que passais pela retina Dos meus olhos, porque não vos fixais? Que passais como a água cristalina Por uma fonte para nunca mais!..."— Transcrição da apresentação:

1 Imagens que passais pela retina Dos meus olhos, porque não vos fixais? Que passais como a água cristalina Por uma fonte para nunca mais!...

2 Ou para o lago escuro onde termina Vosso curso, silente de juncais, E o vago medo angustioso domina, Porque ides sem mim, não me levais?

3 Sem vós o que são os meus olhos abertos? O espelho inútil, meus olhos pagãos! Aridez de sucessivos desertos...

4 O Meu Coração Desce O meu coração desce, Um balão apagado... Melhor fora que ardesse, Nas trevas, incendiado. Na bruma fastidienta. Como um caixão à cova... Porque antes não rebenta De dor violenta e nova?! Que apego ainda o sustém? Átomo miserando...

5 Se o esmagasse o trem Dum comboio arquejando... O inane, vil despojo Da alma egoísta e fraca! Trouxesse-o o mar de rojo, Levasse-o a ressaca.

6 Simbolismo Brasileiro Inicia em 1893 com a publicação das obras “Missal” e “Broqueis”de Cruz e Sousa

7 Alphonsus Guimarães ( ) Nome literário de Afonso Henriques da Costa Guimarães, foi importante expressão do simbolismo brasileiro. Sua poesia é marcada pela espiritualidade, misticismo, atmosfera religiosa, sonho e mistério. Influenciado por Verlaine, também apresenta melancolia e ternura. A morte da amada é tema recorrente.

8 Alphonsus Guimarães. “Ser poeta é cantar chorando, Entre mágoas celestiais; É viver, sem saber quando Terão fim seus ais.” Alfhonsus Guimarães.

9 A Morte da Mulher Amada Marcado pela perda da mulher amada (Constança), a cosmovisão do poeta ordena-se em torno do... ►Misticismo/Religiosidade. ► Amor (por uma mulher morta) e pela Virgem Maria), ►Morte.

10 São intensas em sua obra as presenças constantes da morte da mulher amada, os tons fúnebres de cemitérios e enterros, a nostalgia de um medievalismo romântico, além do seu famoso marianismo (culto a Virgem Maria).

11 TRANSCENDENTALISMO # Doutrina segundo a qual todos os fenômenos são explicáveis racionalmente sem observação nem análise. # Transcender – ser superior, muito elevado, que transcende do sujeito para alguma coisa fora dele.

12 Espiritualismo # Crença na vida espiritual. # Crença no reencontro com a mulher amada num plano transcendente. # Devoção à Virgem Maria.

13 O Lirismo Amoroso O lirismo amoroso de Alfhonsus Guimarães constitui uma espécie de biografia de seu drama intimo. Na maioria das vezes espiritualizado o amor conduz a deificação da mulher que universalizada com inicial maiúscula se identifica com a Virgem Maria ou tida como Santa, Anjo, ao invés de mulher-matéria, interessa-lhe a mulher espírito que despojada de sua carnalidade surge ao poeta como puro espírito participante do plano da transcendência cristã.

14 Hão de chorar por ela os cinamomos Murchando as flores ao tombar do dia Dos laranjais hão de cair os pomos Lembrando-se daquela que os colhia. As estrelas dirão: - “Ai, nada somos, Pois ela se morreu silente* e fria...” E pondo os olhos nela como pomos, Hão de chorar a irmã que lhes sorria.

15 A lua que lhe foi mãe carinhosa Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la Entre lírios e pétalas de rosa. Os meus sonhos de amor serão defuntos... E os arcanjos dirão no azul ao vê-la, Pensando em mim: - “Por que não vieram juntos?” Silente: silencioso, secreto.

16 Morte e Decadentismo “Alfhonsus foi o grande poeta da ausência, da distancia, do além. Via com os olhos da fantasia, ouvia sons irreais, respirava perfumes de flores inexistentes, cantava figuras que tinham com a realidade concreta o mínimo contato real.” Alceu Amoroso Lima.

17 AMOR E MORTE Temática fundamental da obra do escritor, a morte está relacionada à lembrança da amada (Constança) que transcendeu. Seus poemas de amor são vinculados à idéias fúnebres. Amor e morte, fórmula romântica, mas Alphonsus a trata de maneira diferente, fugindo do patético e alcançando um tom elegíaco, onde predominam a melancolia e a musicalidade.

18 Mundo & Dor Em vários momentos, a dor parece mais uma convenção poética do que propriamente um sentimento real. Seria uma possibilidade de aproximação para alcançar o enlace transcendental. Agregada à temática da morte está a atitude decadentista reconhecida através da visão de mundo concebido como palco de dores, cuja evolução só a morte pode interromper. O mundo é um caos onde tudo degenera e morre.

19 Nada somos, sabeis, e que seremos Mais do que duas miseras ossadas? As loucas ilusões em que vivemos São estrelas que morrem desmaiadas. Bem longe dos espíritos blasfemos, - Pobres crianças a ouvir contos de fadas – Ao céu nossas almas ergueremos, Como duas princesas encantadas.

20 O silencio agoniza pelas naves... São trindades que vão morrer no poente, Baixando mudas como vôo de aves. Que subam para o céu as nossas almas, Bailoçando entre os astros suavemente, Tão oblativas como duas palmas

21 Hirta e branca... Repousa a sua áurea cabeça Numa almofada de cetim bordada em lírios. Ei-la morta afinal como quem adormeça Aqui para sofrer Além novos martírios. De mãos postas, num sonho ausente, a sombra espessa Do seu corpo escurece a luz dos quatro círios: Ela faz-me pensar numa ancestral Condessa Da Idade Média, morta em sagrados delírios.

22 Os poentes sepulcrais do extremo desengano Vão enchendo de luto as paredes vazias, E velam para sempre o seu olhar humano. Expira, ao longe, o vento, e o luar, longinquamente Alveja, embalsamando as brancas agonias Na sonolenta paz desta Câmara-ardente...

23 Kyriale "Kyriale" tem uma atmosfera densa e pesada, remete sempre à morte, ao dia de finados, desde as palavras escolhidas pelo poeta até o tom solene. Este é um traço do Romantismo Gótico, recuperado pelos simbolistas decadentes. Nas obras posteriores é a amada ausente quem aparece com freqüência. Portanto, seus temas preferidos eram amor e morte. Guimarães também foi tradutor de Haine e de poetas chineses, a partir do francês.

24 ISMÁLIA Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar... Queria subir ao céu, Queria descer ao mar... E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar... Estava perto do céu, Estava longe do mar... E como um anjo pendeu As asas para voar... Queria a lua do céu, Queria a lua do mar... As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par... Sua alma subiu ao céu, Seu corpo desceu ao mar...


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