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Aula 06 – Patologia das estruturas Prof.ª MSc. Deyse Macêdo.

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1 Aula 06 – Patologia das estruturas Prof.ª MSc. Deyse Macêdo

2 ATAQUE POR CLORETOS

3 Levantamento da incidência de corrosão – estruturas de concreto armado

4 Levantamento da incidência de corrosão – principais causas

5 Limite de cloretos aceitáveis

6 Processo corrosivo - conceitos Corrosão: interação destrutiva de um material com o ambiente, entendida como o inverso do processo metalúrgico – transformação de um metal em íon metálico. Corrosão química: o metal reage com o meio de forma homogênea, em toda a sua superfície, não havendo geração de correntes elétricas; Corrosão eletroquímica: em geral localizada, resultado da formação de uma pilha ou célula de corrosão.

7 Mecanismo da célula de corrosão JUST,2008

8 Reações químicas envolvidas Ânodo: Fe Fe e - Cátodo: H2O + 0,5 O 2 + 2e- 2OH - Eletrólito: Fe OH - Fe(OH) 2

9 Perfil típico de concentração dos cloretos ao longo do cobrimento, em um concreto contaminado por impregnação externa de soluções ricas em cloretos. Fonte: CASCUDO, 1997, p. 45

10 Esquema de variação do teor de cloretos em função da qualidade do concreto e umidade do ambiente (CEB-FIB, Bulletin 183, 1992) Fonte: FIGUEREDO, 2005, p. 844

11 Formas em que os cloretos se apresentam: parte dos cloretos fica ligada ao aluminato tricálcico (C 3 A) e forma principalmente, o cloroaluminato de cálcio, conhecido por sal de Friedel (C 3 A.CaCl 2.10H 2 0), incorporando-se às fases sólidas do cimento hidratado; outra porção é adsorvida na superfície dos poros; uma terceira parte é dissolvida na fase aquosa dos poros, formando os cloretos livres que são perigosos.

12 Tipos de corrosão Generalizada; Localizada: por pite fissurante

13 Passivação Resistência à corrosão proporcionada por uma película de óxido estável e aderente formado na superfície do metal (HELENE, 1995) – pH = 12 a 13. Fonte: Just, 2008

14 Modelo de vida útil - tuutti

15 Possíveis causas Presença de quantidade suficiente de íons cloreto: penetram e destroem o filme protetor de óxido, podendo advir do meio externo (ambiente salino) ou interno (agregado contaminado); Redução da alcalinidade do concreto: devido às reações de carbonatação ou penetração de substâncias ácidas.

16 Ataques por íons cloreto Despassivação por meio de penetração no filme protetor mesmo com pH alcalino; Formação de pites de corrosão; Mecanismos de transporte: Absorção capilar Difusão iônica Permeabilidade Migração iônica

17 Reações por carbonatação

18 Período de propagação Eletrólito: fase líquida contida nos poros, por onde ocorre o movimento iônico para formação da pilha de corrosão; Diferença de potencial (ddp): é responsável pelo movimento de íons do ânodo para o cátodo, com origem em solicitações mecânicas, diferença na composição química e na compacidade do concreto, concentração salina diferencial etc; Oxigênio: essencial para a formação da ferrugem (óxido de ferro), devendo estar no estado dissolvido para ser consumido na reação catódica.

19 Exemplo – patologia nas estruturas de concreto devido ao processo corrosivo

20 Causas da corrosão e danos ocasionados A porosidade do concreto, a existência de trincas e a deficiência no cobrimento fazem com que a armação seja atingida por elementos agressivos, acarretando, desta maneira, a sua oxidação; A parte oxidada aumenta o seu volume em cerca de aproximadamente 8 vezes e a força da expansão expele o concreto do cobrimento, expondo totalmente a armadura à ação agressiva do meio. A continuidade desse fenômeno acarreta a total destruição da armação.

21 Exemplos típicos de corrosão das armaduras Face do pilar comprometidaEfeito de canto

22 Representac ̧ a ̃ o esquematica das patologias tipicas observadas em vigas de concreto armado afetadas por corrosa ̃ o. Fonte: HUSNI, 2003, p.46

23 TIPOS DE RECUPERAÇÃO Recuperação: Proteção Física da Armadura, podendo ser de caráter físico ou orgânico. Galvanização; Resinas Epóxi; Inibidores; Proteção Catódica Galvânica; Proteção Catódica por Corrente; Re-alcalinização; Extração de Cloretos;

24 Estudo de caso – fonte: medeiros, Téchne

25 Caso 01 Observou-se fissuração e destacamento de concreto dos pilares de borda de condomínio residencial, que comprometia a segurança dos usuários e pedestres. Essa manifestação patológica ocorreu na etapa de uso do edifício. a) Levante as possíveis causas e soluções para o problema em questão.

26 Sintomatologia Fissuração e destacamento

27 Passo a passo O início do reparo acontece com o corte da área afetada e a escarificação do concreto, processo que remove o material solto, de baixa resistência, resultante da corrosão das armaduras.

28 Depois da limpeza dos resíduos resultantes da escarificação e do lixamento das armaduras, realiza-se a saturação do substrato com água potável e pulverizador, de forma a manter a superfície na condição "saturado com superfície seca", ideal para o recebimento e adesão da argamassa de reparo

29 A partir daí aplica-se uma argamassa cimentícia tixotrópica, modificada com polímeros e, preferencialmente, reforçada com fibras, que recebe depois o acabamento com desempenadeira de madeira.

30 Atenção - Uma manta de cura molhada com água é aplicada sobre a argamassa, para manter a umidade ao longo de sete dias, evitando a evaporação da água de amassamento e a conseqüente fissuração.

31 Prevenção - Corrosão nas Armaduras de Concreto Armado Na estratégia de projeto deve-se considerar medidas que preservem e protejam a estrutura contra a deterioração prematura. Escolha apropriada da forma estrutural dos elementos; Determinação da composição do concreto; Definição da qualidade do concreto e da espessura de cobrimento; Detalhamento adequado das armaduras; Limitação da abertura nominal das fissuras; Medidas especiais para ambientes agressivos; Procedimentos de inspeção e manutenção durante o uso da estrutura; Consideração de aspectos relativos a execução.

32 Metodologia de recuperação

33 Informações básicas Locação, tamanho, tipo e idade da estrutura.Qualquer detalhe de projeto ou construção que não seja usual. Condições de exposição ao meio ambiente, tais como variações de temperatura e de umidade relativa, chuvas e sua drenagem,impermeabilização, ambiente marinho ou industrial. Sobre as armaduras, se protendidas, se protegidas, cobrimento, detalhamento. Histórico de recuperações e reforços, manutenção,presença de sistemas de proteção anticorrosiva.

34 Pontos averiguados antes da recuperação Informações sobre condições da estrutura e do meio ambiente; Levantamento eletroquímico e físico dos dados da estrutura e do meio ambiente; Análise destes dados, estabelecendo modelos de deterioração; Identificar opções viáveis de recuperação da estrutura; Projetar e detalhar tais soluções; Especificar materiais e procedimentos para recuperação.

35 Principais exames a serem realizados Inspeção visual detalhada dos locais manchados, fissurados e desplacados com registro fotográfico; Percussão na estrutura; Análise e quantificação de íons cloreto e sulfato; Resistência à compressão estimada do elemento estrutural; Estimativa da frente de carbonatação; Verificação da continuidade elétrica e sua reposição; Umidade do concreto e correspondente resistividade; Mapeamento do potencial eletroquímico das armaduras; Medição da velocidade de corrosão; Medição da perda de seção transversal das armaduras corroídas.

36 Medidor de potenciais

37 Proteção catódica preventiva

38 Corrosão em fundações – como evitar???

39 Proteção Catódica x Proteção por Barreira Neste pilar de edificação, há contaminação generalizada por íons cloretos, motivada pelas sucessivas lavagens com ácido muriático. A solução foi pela utilização de proteção catódica com corrente galvânica.

40 Como aplicar anodos de sacrifício

41 AS ESTAÇÕES PERMANENTES PARA TESTES APÓS A PROTEÇÃO CATÓDICA

42

43 Caso 02

44 Prédio situado entre duas ruas de grande movimento de veículos, região metropolitana de Porto Alegre, área considerada tipicamente urbana distante aproximadamente 100m do rio Guaíba. Com base nos registros fotográficos, em anexo e histórico descrito. Indique o que poderia ser considerado como medida corretiva da manifestação apresentada e as possíveis medidas preventivas?

45 Corrosão generalizada dos pilares Corrosão dos pilares

46 Fissuras verticais, formadas ao longo da barra de canto da armadura do pilar, devido ao processo expansivo do metal.

47 Desplacamento do cobrimento

48 Pilares com estribos parcialmente rompidos e armaduras longitudinais soltas

49 Corrosão generalizada


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