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PROPRIEDADES DO AR. Não se pode pegar ou ver o ar, mas sabemos que ele existe. Através de suas propriedades é possível comprovar a sua existência. O ar.

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1 PROPRIEDADES DO AR

2 Não se pode pegar ou ver o ar, mas sabemos que ele existe. Através de suas propriedades é possível comprovar a sua existência. O ar é matéria e ocupa todo o espaço do ambiente que não exista outra matéria.

3 O ar tem massa. Na Terra, tudo o que tem massa também tem peso, ou seja, é atraído pela gravidade terrestre, que é a força que puxa todas as coisas para o seu centro.

4 O ar é compressível. Apresenta então compressibilidade. É a propriedade que o ar tem de diminuir de volume quando comprimido. Podemos demonstrar esta propriedade fazendo a experiência da seringa. Quando tapamos o seu orifício fica difícil de empurra o êmbolo até o fim. Mas podemos ver que o ar dentro da seringa diminui de volume, comprovando a sua compressibilidade.

5 O ar tem elasticidade. Quando tapamos o orifício da seringa e depois soltamos o êmbolo observamos que este êmbolo tende a voltar à posição inicial. Então, o ar volta ao seu volume inicial e assim está comprovada a elasticidade do ar. Elasticidade é a propriedade que o ar tem de voltar ao seu volume inicial, quando para a compressão.

6 O ar se expande. Possui a propriedade da expansibilidade. Quando uma substância volátil (que se transforma em gás) entra em contato com o ar, sentimos seu cheiro.

7 Isto ocorre porque essa substância se expande e mistura com o ar atmosférico ocupando um volume maior. A expansibilidade do ar é a propriedade que o ar tem de aumentar de volume, ocupando todo o lugar disponível.

8 O ar exerce pressão. A massa de ar atmosférico exerce pressão sobre a superfície da Terra, que é a pressão atmosférica. Em geral, não sentimos os efeitos da pressão atmosférica porque o ar atmosférico penetra no nosso organismo. Dos pulmões ele passa para o sangue e outros líquidos do corpo, exercendo de dentro para fora uma pressão igual à pressão atmosférica.

9 EXPERIÊNCIAS HISTÓRICAS No século XVII formam feitas duas experiências históricas sobre os efeitos da pressão atmosférica: hemisfério de Magdeburgo e a experiência de Torricelli.

10 O prefeito da cidade alemã de Magdeburgo, Otto von Guericke realizou uma experiência pública para comprovar que existe a pressão atmosférica. Mandou construir dois hemisférios de cobre, com meio metro de diâmetro cada um. Uniu os dois hemisférios de cobre, formando uma esfera oca e, com uma bomba tirou quase todo o ar do seu interior.

11 Antes de tirar o ar, os hemisférios eram facilmente separados porque a pressão era a mesma, dentro e fora. Mas quando o ar foi reduzido, a pressão no seu interior ficou menor que a pressão atmosférica que atuava externamente. Essa diferença de pressão uniu de tal maneira os dois hemisférios que foram necessários 16 cavalos (oito de cada lado) para separá-los.

12 Ainda neste século, o físico italiano Evangelista Torricelli construiu um barômetro, que é um dispositivo capaz de medir a pressão atmosférica. Pegou um tubo de aproximadamente 1m de comprimento, fechado numa das extremidades. Encheu-o de mercúrio (Hg, metal líquido e denso). Tapou com o dedo a outra ponta e inverteu o tubo, mergulhou-o num recipiente que também continha mercúrio.

13 Retirando o dedo, ele notou que o metal não desceu completamente do tubo porque a pressão atmosférica exercida sobre a superfície do mercúrio contido no recipiente não permitiu que todo o mercúrio saísse do tubo. A experiência foi realizada no nível do mar, então ficou convencionado: 1atm = 76cm Hg = 760mmg Hg

14 PRESSÃO E ALTITUDE Uma pessoa que está no nível do mar (na praia, por exemplo) está com uma quantidade maior de ar sobre ela do que uma pessoa que está a 800m acima do nível do mar.

15 Então, quanto maior a altitude, menor é a pressão atmosférica exercida sobre ela. E quanto menor a altitude, maior é a pressão atmosférica. O mesmo aparelho, que serve para medir a pressão atmosférica é usado para medir a altitude. O barômetro, então é usado também como altímetro.

16 EXEMPLOS DE BARÔMETROS

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18 PRESSÃO ATMOSFÉRICA NO NOSSO DIA A DIA

19 Ao colocarmos o canudo no líquido, a pressão dentro dele torna-se igual àquela que atua sobre a superfície do líquido no copo. Como a pressão atmosférica é a mesma nos dois locais, o líquido não entra no canudo.

20 Entretanto, no instante em que sugamos o líquido, a pressão no canudo fica menor que a pressão atmosférica na superfície do líquido, empurrando-o para o interior do canudo até chegar à nossa boca.

21 Ao ligarmos o aspirador de pó, o motor elétrico retira o ar de seu interior, criando uma área de baixa pressão. Assim, a pressão atmosférica na extremidade do tubo torna-se maior que a do interior, fazendo com que os materiais sejam empurrados para o interior do aspirador.

22 Se você já viajou para locais mais altos como a serra ou passou por alguma outra situação na qual você mudou de altitude rapidamente, deve ter percebido uma sensação desagradável na parte interna da orelha. Essa sensação é decorrente de um desequilíbrio momentâneo entre a pressão que existe dentro do seu corpo e a do ambiente, em que houve alteração.

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24 Ao subirmos uma serra a pressão atmosférica externa fica menor do que a do interior do corpo e o tímpano é empurrado para fora. Ao descermos ocorre o contrário: a pressão atmosférica externa fica maior do que a do interior do corpo e o tímpano é empurrado para dentro.


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