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CONTOS Machado de Assis. VÁRIAS HISTÓRIAS(1896) MACHADO DE ASSIS.

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Apresentação em tema: "CONTOS Machado de Assis. VÁRIAS HISTÓRIAS(1896) MACHADO DE ASSIS."— Transcrição da apresentação:

1 CONTOS Machado de Assis

2 VÁRIAS HISTÓRIAS(1896) MACHADO DE ASSIS

3 OBRA ANALISADAVÁRIA HISTÓRIAS GÊNEROCONTOS ÍNDICE 16 CONTOS AUTORJOAQUIM MARIA MACHADO DE ASSIS DADOS BIOGRÁFICOS* 21/06/ RJ +29/09/1908- RJ

4 Tema: A sociedade Professora Elis

5 “O homem é lobo do homem” Thomas Hobbes Thomas Hobbes, filósofo inglês, afirma em LEVIATÃ que é impossível ao homem viver plenamente seu instinto, pois isso equivaleria a ação de todos contra todos e prevaleceria a lei do mais forte. Para sobrevivência de maior número de homens, foi criado um pacto no qual nasce o Estado para proteger os mais fracos.

6 A sociedade e as obras lidas em 2008: Contos de Machado de Assis: 1- A Cartomante ( Narra a história de Camilo, Vilela e Rita): o desejo pela posse da “fêmea” produz a disputa entre ‘amigos’/ elementos da mesma espécie. O instinto( violência/ força) prevalece.

7 1- A Cartomante Conto que surpreende pela excelente estrutura narrativa, dividida em três partes. Na primeira, introdutória, fica-se sabendo que Rita, dotada de espírito ingênuo, havia consultado uma cartomante, achando que seu amante, Camilo, deixara de amá-la, já que não visitava mais sua casa.

8 A Cartomante Desfeito o mal-entendido, faz-se um flashback que vai explicar como se montou tal relação. Camilo era amigo, desde longínqua data, de Vilela. Tempos depois, este se casa com Rita. A amizade estreita a intimidade entre Camilo e Rita, ainda mais depois da morte da mãe dele.

9 A Cartomante Quando sente sua atração pela esposa do amigo, tenta evitar, mas, enfim, cai seduzido. Até que recebe uma carta anônima, que deixava clara a relativa notoriedade da sua união com a esposa do seu amigo. Temeroso, resolve, pois, evitar contato com a casa de Vilela, o que deixa Rita preocupada.

10 A Cartomante Terminada essa recapitulação, vai-se para a parte crucial do conto. Camilo recebe um bilhete de Vilela apenas com a seguinte mensagem: “Vem já, já”. Seu raciocínio lógico já faz desconfiar que o amigo havia descoberto tudo.

11 A Cartomante Parte de imediato, mas seu tílburi (espécie de carruagem de aluguel que equivaleria, hoje, a um táxi) fica preso no tráfego por causa de um acidente. Nota uma estranha coincidência: está parado justamente ao lado da casa da cartomante. Depois de um intenso conflito interior, decide consultá-la.

12 A Cartomante Seu veredicto é dos mais animadores, prometendo felicidade no relacionamento e um futuro maravilhoso. Aliviado, assim como o tráfego, parte para a casa de Vilela. Assim que foi recebido, pôde ver, pela porta que lhe é aberta, além do rosto desfigurado de raiva de Vilela, o corpo de Rita sobre o sofá. Seria, portanto, a próxima vítima do marido traído.

13 A Cartomante Note neste conto sua estrutura em anticlímax, pois tudo nele (já a partir da citação inicial da famosa frase de Hamlet: “há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia”) nos prepara para um final em que o misticismo, o mistério imperaria.

14 A Cartomante No entanto, seu final é o mais realista e lógico, já engendrado no próprio bojo do conto. Reforça esse aspecto o ritmo da narrativa, que é lento em sua maioria, contrastando com seu desfecho, por demais abrupto. E não se esqueça da presença de um quê de ironia nesse contraste entre corpo da narrativa e o seu final.

15 A Cartomante Conteúdo: vírgulas “Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de Novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante. A diferença é que o fazia por outras palavras. — Ria, ria...Os homens são assim, não acreditam em nada, pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo, que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..." Confessei que sim e, então, ela continuou a botar as cartas, combinou-as e, no fim, declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade... — Errou! Interrompeu Camilo rindo. — Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe, já lhe disse. Não ria de mim, não ria..., e Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança. Em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a. Disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e, depois, bastava-lhes o amor...”

16 2- Entre Santos Trata-se de uma narrativa dentro de narrativa, que em determinado momento dá caminho para mais outra. Um discreto narrador em terceira pessoa abre, já no primeiro parágrafo, espaço para um narrador em primeira pessoa, testemunha de um acontecimento surpreendente.

17 Entre Santos Enquanto era capelão na igreja de São Francisco de Paula, pôde surpreender, numa noite, o diálogo entre santos que durante o dia eram estátuas no templo. Discutiam o caráter humano, deslindado nas pessoas que vinham rezar diante deles. S. João Batista e S. Francisco de Paula eram os autores dos comentários mais ácidos em relação ao gênero humano.

18 Entre Santos Um deles faz questão de lembrar uma adúltera que vinha pedir ajuda para se afastar de tal relacionamento, mas que, enquanto orava, rememorava momentos ardorosos, o que diminuía a fé a ponto de fazê-la abandonar o recinto sem nem mesmo completar seu pedido. Tudo isso se contrapõe aos comentários de São Francisco de Sales.

19 Entre Santos Para reforçar a sua teoria de que não se deve perder a esperança no ser humano, conta a história de um avaro que cai no desespero quando sua esposa desenvolve erisipela (doença que se manifesta pela inflamação da pele).

20 Entre Santos Apesar de o pensamento corrente de que a sua agonia seria provocada pelo receio de despesas funerárias, na verdade é movido por amor. E para conseguir a graça da salvação, pede a intermediação do narrador divino, oferecendo em troca uma perna de cera.

21 Entre Santos No entanto, seu raciocínio rápido se transfere para a ideia da moeda que iria custar tal artefato. Passa então a pensar em pagar em espécie mesmo. Mas, sovina como era, tal contribuição seria por demais custosa. Apesar disso, é uma opinião que não chega a formular por completo, deixando-a no limbo de sua mente.

22 Entre Santos Até que salta para um postulado um tanto cômodo: acredita, iludindo- se convenientemente, que o espiritual é mais importante do que o material, por isso se propõe a, no lugar da moeda, rezar 300 padres- nossos. Nesse ponto, o seu caráter materialista entranha-se com o espiritualista, pois imagina ser muito mais lucrativo rezar 300 padres- nossos e 300 ave-marias.

23 Entre Santos De 300 passa para 1000, mas, em vez de expressar e, portanto, efetuar sua promessa, perde-se, maravilhado, diante de cifra tão alta.

24 Entre Santos Note nesse conto o esquema da narrativa. Um narrador lembra uma história que foi contada por um padre e que acaba relatando a história narrada por um santo. Essa trama dentro de trama lembra um outro tipo de texto que também usava esse mesmo procedimento e que também apresentava histórias mirabolantes: As Mil e Uma Noites.

25 Entre Santos Repare também a postura dos santos, que se assemelha à de Machado de Assis, na medida em que são devassadores da alma humana. Tal atividade inspira ou o descrédito próximo da impaciência diante de nossas fraquezas, assim como uma atitude de tolerância misturada com esperança.

26 Entre Santos Pode-se acreditar que Machado tenha, em sua carreira, assumido um pouco das duas. Finalmente, observe como o conto consegue apresentar o caráter dilemático da mente humana pela maneira como o avaro lida com sua promessa.

27 Entre Santos Mostra extremo materialismo ao entregar-se ao fervor espiritualista, conseguindo, talvez cínica, talvez inconscientemente, conciliar esses opostos.

28 3- Uns Braços Conto tocante que narra a descoberta do amor e de toda a sensualidade que cerca o descortinar desse mundo novo. É a história de Inácio, jovem de 15 anos que vai trabalhar como ajudante do ríspido solicitador (funcionário do Judiciário, algo entre procurador e advogado) Borges, morando na casa deste.

29 Uns Braços É lá que acaba se encantando com os braços de D. Severina, companheira do seu patrão. Deve-se lembrar que na época em que se passa a história, 1870, não era comum uma mulher exibir tal parte do corpo.

30 Uns Braços Mas, antes que se pense que ela era despudorada, deve-se lembrar que só o fazia por passar por certas dificuldades que tornava o seu vestuário falto de peças mais adequadas. Ainda assim, os breves momentos em que via a mulher e principalmente os braços dela eram, para Inácio, o grande alívio diante de um cotidiano tão massacrante.

31 Uns Braços Até que um dia D. Severina percebe o interesse que desperta no moço. Demora a aceitar, pois considera-o apenas uma criança. Mas, quando vê o homem já na forma do menino, entra num sentimento conflitante, misto de vaidade e pudor. Por isso oscila entre tratar mal o rapaz e mostrar preocupação com o seu bem-estar.

32 Uns Braços Até que num domingo ocorre a cena mais importante da história. D. Severina encontra Inácio dormindo na rede. Dá-lhe um leve beijo na boca. A senhora não sabe que naquele exato instante o garoto sonhava com o beijo dela e ele não sabe que era beijado realmente enquanto estava mergulhado na fantasia do seu sono.

33 Uns Braços Pouco tempo depois, Borges dispensa o garoto de forma admiravelmente amistosa. O menino não vê mais D. Severina, guardando a sensação daquela tarde como algo que não ia ser superado em nenhum relacionamento de sua existência.

34 Uns Braços Note que nesse conto Machado mostra o dom que possui para narrativas memorialistas. Veja também o seu início abrupto, sendo o leitor jogado de chofre no meio da história (técnica chamada de in media res). Repare, por fim, que a temática da descoberta do amor só vai perder em delicadeza e brilho para outro conto do autor, “Missa do Galo”, que infelizmente não faz parte dessa coletânea.

35 4- Um Homem Célebre A temática básica desse conto é a oposição entre vocação e ambição. Sua personagem principal, Pestana, é um famoso compositor de polcas, um estilo bastante popular de música. No entanto, seu grande sonho era produzir música erudita no nível dos grandes mestres, como Chopin, Mozart, Haydn.

36 Um Homem Célebre Por mais que se esforçasse, só conseguia compor o gênero popular. Chega até a se casar com uma cantora lírica tísica, Maria, crendo que, convivendo com ela, finalmente teria a fatídica inspiração. Esforço inútil.

37 Um Homem Célebre Por fim, ela morre e pensa em compor para ela, já que estava imbuído da dor da perda, um réquiem. Outro fracasso. Espera conseguir inspiração para a missa de aniversário do falecimento, mas mais uma vez frustra-se. É quando desiste e dedica-se às polcas.

38 Um Homem Célebre Por fim adoece, não demorando muito para morrer em consequência de uma febre. De acordo com o próprio narrador, teve tempo para uma última piada. Seu editor vinha pedir uma polca em deferência à subida dos conservadores ao poder. O compositor disse que a faria e ainda deixaria outra pronta, para quando subissem os liberais.

39 Um Homem Célebre Há uma crítica que ainda é atual: o mercado está mais interessado em obras de qualidade fácil, que satisfazem de forma imediata e rasteira o gosto do público. Sintomático disso é o fato de o editor já ter títulos prontos para obras que ainda nem existem, aproveitando-se de fatos do momento, da moda.

40 Um Homem Célebre Além disso, há um conflito interessante entre o efêmero (polca) e o eterno (música erudita), que pode ser também visto como entre o baixo e o sublime.


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