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Diário de Viagem do 7º Prêmio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage Prof. Robson Tadeu Rodrigues Pereira II Semana de Debates Acadêmicos e Científicos.

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2 Diário de Viagem do 7º Prêmio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage Prof. Robson Tadeu Rodrigues Pereira II Semana de Debates Acadêmicos e Científicos da FADILESTE Curso de Letras

3 Bocage e as ninfas, prisão e exílio.

4 Prisão e exílio de Bocage no painel dos pintores setubalenses

5 Baseado na vida e obra de Bocage: painel pintado por artistas plásticos de Setúbal.

6 "Concerto para Bocage" sob o céu azul de Setúbal. Flâmulas verdes, amarelas, azuis e brancas. ornam a estátua do poeta. Reverência tardia às riquezas levadas do Brasil.

7 Praça do Bocage na manhã de 15 de Setembro.

8 Grupo de teatro encena a inauguração da estátua e da praça do Bocage em 1871.

9 Atores encenam a inauguração da Praça do Bocage

10 José Jorge Letria fala de educação, afeto e literatura.

11 Conferência "Já Bocage não sou": vereadora da Educação e Cultura, Maria das Dores Marques Banheiro Meira, o escritor, José Jorge Letria e o Presidente do Centro de Estudos Bocagianos, Daniel Pires.

12 Professor Maurício Costa: presidente da Fundação Cultural LASA. Embevecidos ao ouvir José Jorge Letria.

13 Sendo apresentado ao aclamado escritor português da contemporaneidade: José Jorge Letria

14 José Jorge Letria: o mais premiado escritor português da actualidade,

15 Flâmulas brasileiras ao redor da estátua de Bocage.Vista da sacada dos "Paços do Concelho"

16 Final da conferência com José Jorge Letria. Fim de tarde sobre a Praça do Bocage.

17 Apresentação do trabalho premiado: constrangido pela apresentação do jornalista Policarpo.

18 Agradecimentos pelo prêmio e pelo tratamento recebido: lágrimas do amigo Policarpo.

19 Discutindo pontos temáticos do ensaio "Bocage: um vendaval que se soltou."

20 Emoção: o pianista toca Aquarela Brasileira de Ary Barroso.

21 A poesia bocagiana cantada pela tradição do fado.

22 "Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) Cântico negro José Régio

23 E cruzo os braços, E nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidades! Não acompanhar ninguém. — Que eu vivo com o mesmo sem-vontade

24 Com que rasguei o ventre à minha mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"?

25 Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí... Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada.

26 Como, pois, sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

27 Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tetos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,

28 E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém! Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

29 Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou, É uma onda que se alevantou, É um átomo a mais que se animou...

30 Não sei por onde vou, Não sei para onde vou Sei que não vou por aí!

31 Já Bocage não sou!... À cova escura Meu estro vai parar desfeito em vento... Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento Leve me torne sempre a terra dura.

32 Conheço agora já quão vã figura Em prosa e verso fez meu louco intento. Musa!... Tivera algum merecimento, Se um raio da razão seguisse, pura! Conheço agora já quão vã figura Em prosa e verso fez meu louco intento. Musa!... Tivera algum merecimento, Se um raio da razão seguisse, pura!

33 Eu me arrependo; a língua quase fria Brade em alto pregão à mocidade, Que atrás do som fantástico corria: Eu me arrependo; a língua quase fria Brade em alto pregão à mocidade, Que atrás do som fantástico corria:

34 “Outro Aretino fui... A santidade Manchei... Oh!, se me creste, gente impia, Rasga os meus versos, crê na Eternidade!”


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