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Ventilação de mina subterrânea (UFRGS/DEMIN - material de divulgação interna)

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1 Ventilação de mina subterrânea (UFRGS/DEMIN - material de divulgação interna)

2 Tópicos 1.Poluentes de minas subterrâneas 2.Normas para cálculo de necessidades de ar 3.Divisores do fluxo do ar 4.Configurações de sistemas de ventilação 5.Leis da ventilação 6.Ventiladores 7.Controle de ventilação Referências principais:  Hartman, H.L., Mutmansky, J.M., Wang, Y.J., eds.,1997, Mine Ventilation and Air Conditioning, 3 nd. Ed., John Wiley & Sons, ISBN  McPherson, M. J., 1993, Subsurface Ventilation and Environmental Engineering, Ed. Chapman & Hall, London.  Kennedy, W.R., 1999, Practical Mine Ventilation, 2nd. Ed., Intertec Publishing Corp., ISBN  Mutmansky, J.M., Ramani, R.V., 1992, “Environmental Health and Safety”, SME Mining Engineering Handbook, 2 nd edition, Vol.1, AIME, N.Y., section 11.  Normas NR-22 e NR-15, Ministério do Trabalho e Emprego, Brasil, 2010.

3 1.Poluentes de minas subterrâneas  Tarefas principais da ventilação de mina: - suprir de oxigênio homens e máquinas; - diluir gases tóxicos/explosivos e poeiras originadas nas operações de produção; - auxiliar no controle de temperatura e umidade do ambiente.

4  O sistema de ventilação de mina procura, dentro do possível, reproduzir a composição do ar na superfície. Composição do ar normal (puro, sêco): % em volume % em volume Oxigênio CO Nitrogênio Argônio 0.94 Total Estas percentagens serão reduzidas com a presença de vapor d’água no ar, o qual pode chegar a um valor máximo de 4%.

5 Quanto aos efeitos no organismo humano, os gases e vapores presentes no ar podem ser classificados como: - Asfixiantes simples - Tóxicos

6 Asfixiantes simples São gases fisiologicamente inertes, cujo perigo está ligado à sua alta concentração, pela redução da proporção de oxigênio presente no ambiente. São substâncias químicas que têm a propriedade comum de deslocar o oxigênio do ar e provocar asfixia pela diminuição da concentração do oxigênio no ar inspirado, sem apresentarem outra característica em nível de toxicidade. Exemplos de substâncias químicas com efeitos asfixiantes simples: etano, metano, gás carbônico (CO 2 ), acetileno, nitrogênio, hidrogênio, etc.

7 Gases Tóxicos São gases que mesmo quando presentes em pequenas concentrações, produzem diversos efeitos prejudiciais à saúde. Um exemplo de gás tóxico é o CO - monóxido de carbono. O CO é um asfixiante químico, produzindo anóxia tissular (baixa oxigenação dos tecidos), interferindo no aproveitamento de oxigênio pelas células.

8 Na prática da ventilação de minas, não existe a perspectiva de se alcançar uma pureza total do ar, mas sim de atingir-se um grau de pureza, com base na concentração dos contaminantes no ar, que não ofereça riscos à saúde do trabalhador. - Quais gases devemos medir ? Isso depende do tipo de mina, minério de interesse e equipamentos utilizados na lavra.

9 Contaminantes que ocorrem freqüentemente: n CO e CO 2 – combustão incompleta de matéria carbonosa, gases de escape de motores diesel e detonação de explosivos; n NO e NO 2 – formados na detonação incompleta de explosivos e em gases de escape de veículos diesel; n SO 2 – formado na detonação de minérios de enxofre, durante incêndios envolvendo sulfetos (p.ex. pirita), e em gases de veículos diesel.

10 (Continuação...) n Metano (CH 4 ) – jazidas minerais de origem orgânica (carvão) ou apodrecimento de madeira utilizada em escoramento; n H 2 S – presente em jazidas minerais de origem orgânica (p.ex. estratos de carvão); n NH 3 – liberado na detonação de explosivos à base de ANFO.

11 Normas para controle de poluentes em mina... Cada país estabelece suas próprias normas quanto às concentrações permitidas para contaminantes no ambiente de trabalho. No Brasil, a norma Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho, NR-15 (NR-15, /I4), estabelece as concentrações permitidas.

12 LIMITES DE TOLERÂNCIA DO CO n Gás tóxico. O limite de tolerância para até 48 horas semanais de exposição segundo a NR-15 é 39 ppm (43 mg/m3), ou 0,0039% em volume. A Tabela abaixo apresenta os níveis de contaminação em ppm, com os respectivos sintomas. ppmSintoma 50Riscos para a saúde em trabalhos que exijam muito esforço Dores leves de cabeça, dificuldades de respirar após duas horas de exposição 100 a 200Dores de cabeça, dificuldades de respiração, vertigem, diminuição da capacidade visual e vômitos 500 a 1000Risco de vida após uma hora de exposição 1000 a 10000Risco de vida após 3 a 5 minutos

13 n A principal fonte de CO 2 nas minas é o uso de explosivos; o limite tolerável no Brasil segundo a NR-15 é 0,39% em volume ou 3900 ppm. A Tabela abaixo mostra as faixas de contaminação em volume com os respectivos sintomas. LIMITES DE TOLERÂNCIA DO CO 2 %Sintoma 1%Respiração mais rápida sem prejuízo para a saúde, exposição rápida 2%Respiração duplicada, cansaço rápido 5%Respiração triplicada e dificultada 6%Sensação de falta de ar (apnéia), enfraquecimento 10%Risco de desmaio 20%Risco de vida após poucos minutos

14 Gás tóxico. No Brasil o limite de tolerância é de 4 ppm ou 0,0004% em volume. A tabela abaixo resume os níveis de contaminação com os respectivos sintomas. LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA NO 2 Teor (ppm) Sintomas 2.8 a 5Sem irritações nas vias respiratórias, alterações no sangue 5 a 10possíveis doenças pulmonares 10 a 20Irritação nas vias respiratórias, desaparecimento dos sintomas após adaptação 20 a 30Aumento do teor de hemoglobina 30 a 35Longo período de adaptação mas com todos os riscos descritos anteriormente 35 a 54Irritação forte nas vias respiratórias com tosse, início da intoxicação 55 a 120Após 3 a 5 minutos, angústia no peito 120 a 200Risco de vida após uma hora de exposição 200 a 300Morte

15 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA SO 2 n NR-15 estabelece como limite de exposição para 48 horas semanais o valor de 4 ppm. É um gás tóxico, incolor, não inflamável, que irrita olhos e garganta mesmo em baixas concentrações. ppmSintoma 3 - 5Detectável pelo odor (enxofre) 20Irritação de olhos, nariz e garganta 50Pronunciada irritação de olhos, garganta e pulmões > 700Risco de morte em minutos

16 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA NH 3 n Gás tóxico. A norma NR-15 estabelece como limite de exposição para 48 horas semanais o valor de 20 ppm ou 14 mg/m3.  A exposição aguda à amônia produz lesão tissular. É muito solúvel em água e, portanto, atua na mucosa umedecida das vias aéreas superiores e nos olhos.

17 LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA H 2 S n Gás tóxico. NR-15 estabelece como limite de exposição para 48 horas semanais o valor de 8 ppm. n A exposição provoca irritação de mucosas, olhos e vias respiratórias. Ataca o sistema nervoso. O sulfeto de hidrogênio é um gás com odor de ovos podres, o que pode denunciar sua presença.

18 OXIGÊNIO É um gás que não tem cor, sabor ou cheiro, com densidade de 1,10 em relação ao ar. A NR-22 considera o teor mínimo, que deve estar presente em volume no ambiente de trabalho, como sendo 19%. É considerado risco grave e iminente os valores abaixo deste patamar. Pode-se trabalhar em concentrações abaixo dos 19%, porém correndo riscos à saúde, pois o sangue não absorve plenamente o oxigênio, afetando o sistema nervoso central. Abaixo de 10% existe risco de vida.

19 METANO (CH 4 ) É um gás combustível (também denominado grisú) que ocorre em jazidas de origem orgânica como as de carvão. Há casos de ocorrência de grisú em minas metalíferas, decorrentes da presença de estratos ricos em matéria orgânica, situados nos contatos ou nas vizinhanças do depósito mineral, sendo também produzido no processo de apodrecimento de madeira utilizada na mina.

20 (Continuação...) O metano, no seu estado natural, ocorre confinado nas camadas de carvão, seja na forma de moléculas livres de gás, ocupando poros, vazios ou fissuras, por efeito de adsorção nas superfícies destas cavidades, sendo liberado lentamente nas frentes de lavra ou mais rapidamente quando o carvão é britado. Em minas com alta liberação de metano, há risco de explosão do gás. Pela NR-22, a concentração de metano no ambiente de trabalho deve ser < 1%.

21 (Continuação...) EXPLOSÃO DE METANO As condições de atmosfera da mina nas quais pode ocorrer a explosão do metano estão indicadas no gráfico conhecido como “triângulo de Coward”, delimitado pelos pontos da tabela abaixo. PontosOxigênio (%)Metano (%) B205 C1814 E126

22 Condições de explosividade do metano...

23 Tabela resumo de gases poluentes de mina ( ) Tabela resumo de gases poluentes de mina ( Hartman et al.,1997, Mine Ventilation and Air Conditioning )

24 Casos de explosão de metano ocorridos na mineração de carvão do sul do Brasil... O caso mais grave: acidente ocorrida na Carbonífera Urussanga - SC, 1984.

25 Cálculos de diluição de gases contaminantes: A vazão de ar requerida para diluir um determinado contaminante, considerando a situação em que a vazão do contaminante é constante ao longo do tempo, é dada por: Q = Qg (1 – VL) / (VL – Bg) onde... VL = valor limite máximo permitido para a concentração do contaminante (fração); Qg = vazão do contaminante na atmosfera de mina (m3/s); Bg = concentração do contaminante presente na vazão Q (fração); Q = vazão de ar requerida para a diluição (m3/s).

26 Exemplo: 1) Uma frente de lavra de carvão libera metano à uma taxa de 0.5 m3/s. Supondo que a concentração máxima permitida de gás metano na área de trabalho seja de 1%, calcule a mínima vazão de ar fresco necessária para a diluição. Q = 0.5 (1 – 0.01) / (0.01 – 0) = 49.5 m3/s 2) Supondo que o ar de entrada, na situação anterior, já esteja contaminado com metano, apresentando uma concentração inicial de 0.2 %. Qual a vazão de diluição para a frente de lavra? Q = 0.5 (1 – 0.01) / (0.01 – 0.002) = 61.9 m3/s

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28 Poeiras em minas subterrâneas  Poeiras: -consistem de partículas sólidas suspensas em um gás e sua presença em mina subterrânea representa um problema comum; - são formadas em processos de fragmentação de rocha; - o diâmetro das partículas de poeira pode variar de 1 a 100 μm, mas o intervalo normalmente é de 1 a 20 μm;

29 Poeiras... (cont.) - poeiras podem causar dano à saúde dos trabalhadores e apresentar explosividade; - um exemplo de doença causada pela exposição contínua a poeiras é a silicose, que é originada pelo acúmulo, nos pulmões, de partículas contendo sílica; - poeiras em suspensão cujas partículas apresentam diâmetros menores que 5 μm são denominadas “poeira respirável”;

30 Poeiras... (cont.) - Tipos de poeiras: 1. fibrogênicas – sílica, minérios de berílio, minério de ferro, carvão, etc. 2. carcinogênicas – asbestos, produtos de desintegração do Radônio, sílica, DPM’s, etc. 3. tóxicas – minérios de chumbo, berílio, arsênico, mercúrio, minérios radioativos, etc. 4. radioativas – minérios de urânio, radio, tório, etc. 5. explosivas – carvão, minérios de sulfetos, etc.

31 Poeiras... (cont.) - Explosividade de poeiras: Consiste em uma combustão muito rápida da poeira. A iniciação pode ocorrer por uma chama ou detonação (explosões de gás metano são iniciadores comuns de poeiras). - Condições de explosividade do carvão: 1. diâmetro de partícula abaixo de 850 μm; 2. concentrações acima de 60 g/m3; 3. a explosividade diminui pelo aumento do % de cinzas.

32 Poeiras... (cont.) As normas regulamentares do Ministério do Trabalho do Brasil (NR-15) fixam as concentrações máximas toleradas no ambiente de trabalho. - Limites máximos de concentração de sólidos no ar, conforme a NR-15, para o caso da presença de sílica cristalizada (p.ex. em minas de carvão): LT (Limite de Tolerância, em mg/m 3 ) para poeira total (respirável + não-respirável)... LT = 24 / (%Qz + 3). LT para poeira respirável... LT = 8 / (%Qz +2).

33 Poeiras... (cont.) Alternativas para controle de poeiras no ambiente... - Usar água no processo de fragmentação de rocha, umedecendo paredes das frentes de serviço (antes e após a detonação), além do material fragmentado; - Fazer a captação de poeiras (p.ex. na perfuração à seco); - Usar sprays d'água em locais onde existe formação de poeiras; - Usar máscaras de proteção individual.

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35 DPM – Diesel Particulate Matter -material particulado de diesel é parte da complexa mistura formada na exaustão do combustível consumido por veículos, máquinas e equipamentos movidos a óleo diesel. -na exaustão do diesel encontram-se gases e partículas resultantes da combustão incompleta do diesel. O particulado em geral apresenta diâmetro menor que 1µm, com o carbono como componente primário, além de outros compostos adsorvidos (benzeno, hidrocarbonetos aromáticos, sulfatos, nitratos,...).

36 DPM – Diesel Particulate Matter Problemas ocupacionais gerados pelo DPM estão relacionados à exposição curta e longa, além da concentração e a individualidade de cada trabalhador:  As emissões podem causar irritações nos olhos, nariz, garganta, pulmões.  Há consideráveis evidências de que estas emissões de diesel sejam cancerígenas.

37 DPM – Diesel Particulate Matter Medidas para minimizar o DPM:  utilizar equipamentos elétricos (se possível);  evitar manter o motor ligado quando o veículo estiver parado;  manter o equipamento revisado e ajustado;  usar filtro DPF (filtro para partículas do diesel) com dimensionamento e validade correta do elemento filtrante para cada equipamento;  manter a ventilação de mina nos padrões adequados definidos nas normas.

38 DPM – Diesel Particulate Matter Limites de exposição: A legislação ficou mais rígida nos últimos anos quanto à exposição diária do trabalhadores de minas subterrâneas, principalmente em países com tradição mineira como Alemanha, Canadá e Estados Unidos. Na Alemanha, os limites de tolerância para trabalhos subterrâneos são de 0.10 mg/m 3 de carbono elementar. Na Suíça esse limite corresponde a 0.20 mg/m 3, de carbono total contido no DPM.

39 DPM – Diesel Particulate Matter O instituto americano Mine Safety and Health Administration (MSHA) é um pouco mais tolerante e as faixas de exposição diária variam de 0.16 a 0.40 mg/m 3 de carbono total. No Canadá, conforme o Canadian ad hoc Diesel Committee, o limite foi estipulado em 1.50 mg/m 3, que parece ser um tanto alto em relação aos outros países, mas o método utilizado pelos canadenses leva em conta todo o material particulado e não somento o carbono.

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41 2.Normas para cálculo de necessidades de ar em minas subterrâneas  O principal parâmetro do sistema de ventilação de mina é a vazão de ar fresco, a ser insuflada nos locais de trabalho.  Do ponto de vista do suprimento das necessidades de oxigênio para consumo humano e de motores de combustão interna (diesel), existem normas específicas a serem observadas que são adotadas em cada país.

42  O raciocínio comum para o cálculo de vazões de ar fresco (necessidades de ar) envolve as seguintes variáveis: - o número de trabalhadores presentes em subsolo; - a potência de equipamentos diesel na mina; - a taxa de produção (minério+estéril) da mina; - outros elementos específicos (concentração de gases contaminantes, mina de carvão ou ñ-carvão, massa de explosivos, presença de equipamentos elétricos, etc.)

43  Um exemplo bastante simples será usado a seguir para mostrar o cálculo das necessidades de ar usando-se a norma NR-22 (Brasil), considerando mina subterrânea ñ-carvão.

44 Mina ñ-carvão: Elementos para cálculo de necessidades de ar. Conforme a NR-22, deve-se escolher o maior valor dentre os itens (a), (b) e (c) do quadro II.

45  Exemplo de aplicação da NR-22 para minas ñ- carvão... Suponha que em um stope de mina de ouro trabalhem simultaneamente, na situação mais crítica, 1 caminhão diesel (300cv), 1 LHD diesel (150cv) e 4 operários. Considere ainda que este stope usa 120kg de explosivos em seu desmonte, e produz mensalmente 5000 t de minério e estéril. Estimar a vazão requerida pela NR-22.

46 Exemplo de aplicação da NR-22 para um painel de lavra de mina ñ-carvão... Resp.: Item (a) do quadro II... Vazão p/homens e máquinas será igual a 2m3/min x m3/min/cv(300cv + 150cv)=1583 m3/min. Item (b) do quadro II... A vazão de ar de acordo com a massa de explosivos empregada no desmonte será calculada para um tempo de aeração de 30 minutos: Q = 0.5 x 120kg/30 minutos = 2 m3/min.

47 Exemplo de aplicação da NR-22 para um painel de lavra de mina ñ-carvão... Item (c) do quadro II... Vazão de ar de acordo com a produção do painel, supondo 180m 3 /min/1000t mensais: Qt = 180m 3 /min/1000t x t/mês = 900 m 3 /min. Neste caso, a necessidade de ar para o realce será de 1583 m 3 /min, conforme calculado no item (a)

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49 Limites para a velocidade do ar em subsolo: Procuram garantir que a velocidade do ar seja suficiente para remover contaminantes do local de trabalho, mas sem aumentar demais o transporte de poeiras ou prejudicar o conforto térmico dos trabalhadores. Lembrar que : Q = v A Q = vazão de ar na galeria (m 3 /s); v = velocidade do ar (m/s); A = área de seção de galeria (m 2 ).

50 Exemplos de limites velocidade do ar determinados pela NR-22 (Brasil):

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52 3.Divisores do fluxo de ar em mina subsolo Em circuitos de ventilação de minas subterrâneas, o ar fresco precisa ser direcionado até as frentes de serviço. Isto é feito usando-se determinados elementos, conhecidos genericamente como divisores do fluxo de ar. Cada seção de trabalho de uma mina possui seus próprios divisores, que obedecem a uma organização geral.

53 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo Tipos de divisores de fluxo:  Barragens As barragens são paredes usualmente de alvenaria ou de madeira, construídas em galerias ou entre pilares de minério para evitar a mistura do ar fresco (entrada) com o ar contaminado (retorno). As barragens temporárias são usadas próximas das frentes de serviço e, com o avanço da lavra, serão posteriormente substituídas por barragens permanentes.

54 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo Barragens permanentes confeccionadas em alvenaria (mina de carvão): Barragem provisória confeccionada em madeira (mina de carvão) :

55 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo  Linhas de tapume Linhas de tapume são usadas para movimentar o ar do último cruzamento até a face. São estruturas feitas de material flexível, muito empregadas na ventilação de frente de serviço que usa mineradores contínuos, na lavra de carvão.

56 Ventilação auxiliar Linha de tapume: A colocação de uma linha de tapume longitudinalmente em uma galeria divide esta abertura em duas para fins de ventilação. Normalmente é presa no teto e sempre está sujeita a vazamentos (fugas).

57 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo  Cortinas As Cortinas são estruturas temporárias para controlar o fluxo de ar. Trata-se simplesmente de uma cortina, a qual pode ser prontamente suspensa na direção do fluxo de ar para onde for necessário. As cortinas são usadas temporariamente também como barragem. Em algumas situações pode ser necessária a passagem de homens e/ou equipamentos através da cortina. Isto é efetuado pelo corte da cortina.

58 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo  Portas Quando o acesso entre galerias de entrada e retorno de ar deve permanecer disponível, são usadas as portas de ventilação, que podem ser feitas de metal ou madeira, dependendo da finalidade. Portas localizadas entre entradas e saídas principais de ar são usualmente construídas aos pares, para garantir segurança e impedir a passagem do ar mesmo quando uma das portas encontra-se aberta (ver disposição específica na NR-22).

59 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo  Portas de ventilação... Portão confeccionado em metal Portão confeccionado em madeira

60 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo  Crossings (cruzamentos de ar) Usam-se estas estruturas sempre que necessário, apesar de serem complexas, em cruzamentos onde não se deseja misturar o fluxo de ar da entrada com o do retorno. Podem ser do tipo overcast ou undercast. A estrutura undercast geralmente não é utilizada por causa da presença água que pode ocorrer no desnível, tendendo a obstruir o fluxo de ar. É uma estrutura característica em minas de carvão.

61 Cruzamento de ar (tipo overcast)

62 Diagrama agrupando diversos tipos de divisores do ar, em circuitos de ventilação de mina de carvão.

63 Exemplos de símbolos para elementos presentes em circuitos de ventilação de mina

64 Diagrama apresentando os divisores de fluxo em circuitos de ventilação.

65 Divisores do fluxo de ar em mina subsolo  REGULADORES A quantidade de fluxo de ar pode ser controlada por elementos chamados reguladores. Um regulador consiste numa estrutura com uma abertura à passagem do ar, que pode ser grande ou pequena. A abertura pequena reduzirá a passagem de ar. Cálculo aproximado da área de abertura de um regulador: a = 1,21 / R 1/2 ; sendo R em Ns 2 m -8, a em m 2.

66 Porta deslizante Reguladores

67 Típico modelo de fluxo de ar em um sistema de exaustão (divisão dupla)

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69 Ventilação auxiliar Na ventilação de frentes de trabalho ocorrem situações em que a corrente de ar da ventilação principal é inadequada ou mesmo não disponível. Nestes casos, um reforço deve ser providenciado como meio de garantir o correto suprimento de ar. Este sistema de reforço localizado denomina-se ventilação auxiliar. As principais aplicações da ventilação auxiliar são: 1- Ventilar galerias em desenvolvimento (fundos-de- saco). 2- Prover um fluxo suplementar para assistir a uma parte do circuito primário, através de um reforçador (denominado genericamente de booster).

70 Ventilação auxiliar Ventilação de galerias em fundo-de-saco: É a aplicação mais freqüente e importante da ventilação auxiliar. Quase sempre ela é necessária onde a lavra está ocorrendo, podendo constituir-se no único meio de suprir as necessidades de qualidade e quantidade de ar. Toda a abertura de galerias, poços, planos inclinados, raises e winzes sempre necessitam de ventilação auxiliar. Em minas de carvão, todas as frentes necessitam de ventilação auxiliar tão logo ultrapassem o último travessão (de modo geral, a norma NR-22 estabelece a obrigatoriedade da ventilação em fundo-de- saco).

71 Ventilação auxiliar Exemplo de ventilação de fundo-de-saco em painel de mina de carvão (Câmaras e Pilares), com ventiladores auxiliares de pequeno porte funcionando por exaustão, conectados a tubulações não-colapsáveis. tubulações ventiladores cortinas barragens

72 Ventilação auxiliar Exemplo de ventilação de fundo-de-saco com linhas de tapume e cortinas (carvão; método de câmaras e pilares).

73 Ventilação auxiliar Exemplo de organização da ventilação auxiliar em painel de mina de carvão (Criciúma-SC-BRA), com ventiladores fixados no teto e atuando por insuflação.

74 Ventilação auxiliar Posição dos equipamentos no painel de mina de carvão (Criciúma-SC-BRA) do slide anterior.

75 Ventilação auxiliar Ventiladores auxiliares com tubulações ou linhas de tapumes são os principais meios de ventilar as frentes de trabalho em fundo-de-saco, mas existem outros dispositivos que podem ser utilizados ou adicionados para fins de controle especial de poeiras ou movimentação especial do ar. Um fator muito importante a ser considerado no projeto e seleção de ventiladores auxiliares é a necessidade de garantir que a recirculação de ar não ocorra.

76 Ventilação auxiliar Ventiladores Auxiliares e Tubulações: tanto ventiladores axiais como centrífugos podem ser utilizados nos sistemas de ventilação auxiliar. Ventiladores axiais são preferidos devido ao seu tamanho compacto e facilidade de estagiamento. Os materiais mais usados para tubulações rígidas são: ligas de aço, malhas de aço entrelaçado, fibra de vidro e resinas.

77 Ventilação auxiliar Tubulações não rígidas (flexíveis e colapsáveis) são geralmente de nylon. As tubulações são disponíveis em ampla faixa de diâmetros, com seções circulares ou elípticas. O posicionamento mais comum das tubulações normalmente é no alto, sendo próximo ao central para galerias de seção arredondada e nos cantos para seções retangulares.

78 Ventilação auxiliar Exemplos de posicionamento de tubulações colapsáveis (Mina Cuiabá – MG/Brasil - AngloGold Ashanti)

79 Ventiladores auxiliares acoplados a tubulações: Ventiladores auxiliares para instalação no teto de galerias  Ventiladores auxiliares associados em série e conectados a tubos flexíveis.

80 Ventiladores auxiliares acoplados a tubulações: Exemplo de tubulação flexível e não-colapsável, que pode ser usada em sistemas por exaustão...

81 Ventilação auxiliar O uso de cortinas e linhas de tapume é mais comum em minas de carvão, onde é comum a frente de lavra operar com equipamentos de fragmentação mecânica (mineradores contínuos). Em minas metalíferas são pouco utilizadas porque estão mais sujeitas aos danos relacionados com o uso de explosivos. As barragens próximas de detonações também podem sofrer danos com a vibração produzida pelos explosivos.

82 Ventilação auxiliar Scrubbers: São coletores de poeiras que podem resolver problemas de supressão de poeiras, tanto montados sobre máquinas como associados a ventiladores adequados para este fim. Exemplo de scrubbers equipando minerador contínuo 

83 As principais fontes geradoras de poeira em minas de carvão são os mineradores contínuos (fragmentação de carvão) e roof bolters (parafusadoras de teto). Minerador contínuoRoof Bolter Scrubbers...

84 Os novos modelos de mineradores contínuos são quase todos equipados com scrubbers. A eficiência total varia de 60 a 75%. Quando a poeira é excessiva, o scrubber necessita de manutenção freqüente. Limpeza do filtro e do duto são necessárias. Scrubbers...

85 SCRUBBERS E VENTILAÇÃO POR INSUFLAÇÃO: Na ventilação por insuflação, o ar fresco é dirigido pela cortina em direção à face. Este ar fresco dilui e desloca poeira para a face da mineração. Após a remoção da poeira, o ar é descarregado pela parte traseira do scrubber. Operador remoto controlando o minerador cont.

86 SCRUBBERS E VENTILAÇÃO POR INSUFLAÇÃO: A posição do operador tem grande influência no quanto ele será afetado pelo ar contaminado. Estudos comprovam que mudando o operador para a posição 2, existe uma diminuição de 94% do nível de exposição deste. 2

87 SCRUBBERS E VENTILAÇÃO POR INSUFLAÇÃO: Fatores que causam elevados níveis de poeiras: • posição do operador; • manutenção do scrubber; • ventilação e sprays; • vazão de ar fresco.

88 SCRUBBERS E VENTILAÇÃO POR EXAUSTÃO:  Tanto a posição A quanto a posição B estão localizadas paralelas ao final da linha de cortina.  No caso do operador na posição A se movimentar, o nível de exposição não muda muito. Porém, no caso do operador na posição B, o nível de exposição aumenta bastante, pois ele sairá da zona de entrada de ar fresco. Na ventilação auxiliar por exaustão utilizando scrubbers, a posição do operador também influencia no nível de exposição que este sofre. As opções são melhores, pois existem mais lugares para o trabalhador se posicionar.

89 ____________

90 Ventilação auxiliar Sprays São geradores de spray d’água. Em minas modernas de carvão, a maioria das máquinas de corte, carregamento e mineradores contínuos possuem atomizadores para supressão de poeiras.

91 Ventilação auxiliar Sprays... A utilização de água após o desmonte é muito importante, pois partículas finas de poeira são geradas. Assim, pequenas partículas ficam presas nas superfícies das galerias e não dissipadas no ar, e a água consegue removê-las. Naturalmente, o uso excessivo de água pode gerar um nível alto de umidade, o que pode significar problemas como dificuldades no manejo de materiais e problemas na operação.

92 Ventilação auxiliar Arranjo do sistema de ventilação auxiliar: Cortinas, ventiladores e dispositivos especiais de ventilação podem ser arranjados em uma ampla variedade de configurações dependendo dos contaminantes envolvidos, limitações de espaço, equipamentos de mineração que estão sendo empregados, limitações de ruídos, além de considerações de custo e viabilidade.

93 Ventilação auxiliar por insuflação ou exaustão A ventilação auxiliar em fundo-de-saco pode ser: - por insuflação - por exaustão. A seleção de um sistema por insuflação ou exaustão deve ser considerada com cuidado. A insuflação se aplica a sistemas em que velocidades mais altas de fluxo são dirigidas para a face, tanto pelo lado estreito de uma cortina quanto por uma tubulação com pressão positiva. Quando o ar é sugado da face, tanto por tubulação com pressão negativa quanto pelo lado estreito de uma cortina, o sistema é de exaustão.

94 Ventilação auxiliar Ventilação auxiliar insufladora Ventilação auxiliar exaustora

95 Usos da ventilação auxiliar: fundo-de-saco em fase de desenvolvimento de rampa de acesso !

96 Usos da ventilação auxiliar: fundo-de-saco em fase de abertura de shaft !

97 Ventilação auxiliar Os seguintes fatores devem ser considerados na seleção de um sistema de insuflação ou exaustão: 1- A maior velocidade do ar resultante da insuflação é mais efetiva para maiores distâncias da saída do que na exaustão. Essa desvantagem do sistema de exaustão só pode ser superada pela colocação da entrada de ar mais próxima da face, o que nem sempre é possível; 2- A insuflação por tubulação pode buscar o ar em um lugar qualquer de origem e levá-lo até o ponto de utilização sem sofrer contaminações no caminho, ao passo que, na exaustão, o ar pode passar por galerias de transporte e mesmo áreas mineradas ou outras frentes de trabalho, chegando pré-contaminado ao ponto de utilização;

98 Ventilação auxiliar 3- A insuflação convencional provoca a contaminação com poeiras e/ou gases, levando-os além da face, podendo até mesmo aumentar a taxa de poeira em suspensão. A exaustão retira os contaminantes à medida em que são gerados na face, podendo até melhorar a visibilidade; 4- A insuflação permite o uso de tubulação colapsável, que é mais fácil de manusear e mais barata do que a tubulação rígida;

99 Ventilação auxiliar 5- A insuflação produz concentração mais baixas de contaminantes inflamáveis/explosivos passando pelo ventilador; 6- A sensação térmica pode ser de temperatura mais baixa quando usa-se insuflação. Ventilação auxiliar insufladora

100 Ventilação auxiliar Combinações (superposições) na ventilação auxiliar: É possível usar uma combinação de insuflação e exaustão para obter maior eficácia nas situações em que um único ventilador não possui capacidade suficiente para fornecer a vazão requerida em tubulações muito longas.

101 Ventilação auxiliar Combinações na ventilação auxiliar: Quando a disposição e vazão dos arranjos combinados não forem corretas, problemas de recirculação de poeira e gases vão ocorrer.

102 Ventilação auxiliar Combinações na ventilação auxiliar: Ao lado, duas situações onde a superposição não está adequadamente configurada.

103 ____________

104 Estimativas de perdas de carga em dutos de ventilação auxiliar: É possível calcular as perdas de carga em dutos de ventilação auxiliar a partir das equações de perdas por atrito e turbulência vistas anteriormente. Entretanto, os fabricantes de dutos flexíveis costumam fornecer bons valores para as perdas verificadas em seus materiais. Uma forma de apresentação das perdas encontra-se no ábaco do próximo slide.

105 Ábaco para cálculo da perda de pressão por metro de duto flexível (fabricante Vinivento-Sansuy):

106 Exemplo: Duto de diâmetro 1000mm; Vazão de ar através do duto: 30 m 3 /s ( m3/hora); Perda de carga no duto: 2.7 mmCA/metro. Obs.:A perda de carga indicada no ábaco refere-se a segmentos retos. Dobras no duto aumentam a perda de carga consideravelmente.

107 Exercícios: a) Suponha que um ventilador axial é capaz de fornecer 30m 3 /s a uma pressão estática de 120mmCA (livre de “stall”). Qual o máximo comprimento de dutos de ventilação auxiliar de diâmetro 1000mm ao qual este ventilador poderá ser conectado, de forma que ainda mantenha uma vazão mínima de 30m 3 /s ? R.: 44 metros. b) Para as mesmas condições (30m 3 /s e 120mmCA), qual o máximo comprimento de dutos de ventilação auxiliar de 1200mm de diâmetro que podem ser conectados, mantendo a vazão mínima de 30m 3 /s? R.: 133 metros. c) Suponha que na situação (a) seja feita uma tentativa de uso de dois dutos flexíveis de 600mm de diâmetro instalados em paralelo, substituindo o duto de 1000mm. Qual o máximo comprimento possível para os dutos de 600mm, para fornecer a mesma vazão (30m3/s) ? R.: 15 metros.

108 ____________

109 4.Layouts de ventilação Sistemas de ventilação em minas Componentes do sistema de ventilação: - ventilação mecânica + vent. natural - galerias e outras aberturas conectadas - elementos de controle do fluxo de ar (barragens,tapumes, portas, reguladores, etc.) A distribuição do ar na mina deve ser efetiva: direção e quantidade de ar devem ser controlados.

110 Layouts de ventilação Direção do fluxo de ar em subsolo: Pelo menos duas aberturas devem estar presentes na mina: entrada e saída de ar (exceção – trabalhos de desenvolvimento). Rotas de acesso e retorno às frentes de serviço percorridas pelos trabalhadores devem ser feitas em galerias de ar fresco.

111 Layouts de ventilação Mapeamento da ventilação na mina É necessário verificar periodicamente a vazão de ventilação para: Melhorar a eficiência da distribuição do ar nas áreas de trabalho (fazer o balanço de fluxo); Localizar e determinar a causa de galerias com alta resistência; Localizar e determinar a causa de fugas, perdas de ar e recirculação; Planejar a provável direção do fluxo para novas galerias e a locação dos ventiladores.

112 Layouts de ventilação Fugas: São perdas de vazão do circuito de entrada de ar para o retorno, que ocorrem de modo não intencional. As fugas são a causa mais comum de ineficiência na distribuição do ar em minas subterrâneas. Pontos de ocorrência de fugas...

113 Layouts de ventilação Locais onde ocorrem as fugas: Ocorrem em frestas e/ou trincas localizadas em portas de ventilação, barragens, crossings e tapumes. Às Às vezes, fraturas no próprio maciço (p.ex. em pilares) podem ocasionar fugas de ar. A intensidade das fugas depende do estado de conservação e acabamento dos divisores de ar e também do diferencial de pressão ao qual estão sujeitos (maior diferencial de pressão  maiores fugas). Fugas em minas de carvão: representam em média 50% da vazão total da mina. Fugas em minas metalíferas: 25% em média.

114 Layouts de ventilação Estudos relacionando as fugas (leakage) em conjuntos de barragens (stoppings) adjacentes em minas de carvão mostraram os seguintes resultados: Vazão da fuga Número de barragens adjacentes L = comprimento de galeria monitorado H = diferença de pressão através das barragens

115 ____________

116 Layouts de ventilação Ventiladores principais de minas subterrâneas: Grande parte das minas atualmente organiza o circuito de ventilação de modo a operar por exaustão, com os ventiladores principais posicionados na superfície. Para reduzir resistências, deve-se usar os poços de exaustão exclusivamente para a ventilação, sem funções de movimentação de produção, pessoal e materiais.

117 Layouts de ventilação Vantagens em posicionar o ventilador principal na superfície... Facilidade de instalação – em superfície existe mais espaço para instalar o equipamento; Facilidade de acesso – o ventilador apresenta acesso mais imediato em caso de manutenção ou desastres (fogo e inundações); Segurança – o ventilador fica menos vulnerável a desastres e problemas de instabilidade do maciço rochoso.

118 Layouts de ventilação Porém, em superfície... - haverá maior geração de ruído e possíveis problemas com vizinhos. Existem abafadores de ruído que podem ser instalados nos ventiladores, mas esses dispositivos diminuem a vazão do equipamento. - a construção de superfície que envolve o ventilador pode apresentar fugas, chegando eventualmente a 20% (neste caso, em relação à vazão total movimentada pelo ventilador, apenas 80% seria ar proveniente da mina).

119  Velocidades do ar recomendadas para poços: - poços verticais usados exclusivamente para ventilação (não equipados) = 18 a 22m/s; - poços verticais equipados = 10 a 12m/s. (Ref.: The mine ventilation practitioner's data book; ed. Dr. A.M. Patterson; Mine Ventilation Society of South Africa, 1992)  Para ventiladores principais, é preferível instalar 2 unidades em paralelo do que apenas uma unidade. A razão é que, na associação em paralelo, um ventilador produzirá 66% da vazão quando o outro estiver bloqueado para reparos. (The Hard Rock Miner’s Handbook, Ed. 3, 2003 McIntosh Engineering Limited)

120 ____________

121 Layouts de ventilação Diferenças entre ventilação de minas metalíferas e de carvão: -diferem pelas características do método de mineração e pelos tipos de gases contaminantes. Carvão  jazidas tabulares horizontalizadas; métodos de lavra... Câmaras e pilares; Longwall.

122 Layouts de ventilação Minas metalíferas  jazimentos verticalizados são comuns. Métodos de lavra... C&P, Stope&pillar, SLS, Shrinkage, Sublevel caving, Block caving, Cut and Fill, etc.

123 Layouts de ventilação Diferenças nos contaminantes do ar: Em muitas minas de carvão, o poluente primário é o metano (explosivo). Em minas metalíferas, gases originados por detonações e uso de diesel são os poluentes primários. Ventilação é prioridade maior em minas de carvão do que em metalíferas, com custos maiores no carvão.

124 Layouts de ventilação Características da ventilação de minas de carvão: -uso de exaustores locados na superfície, ocasionando depressão no ambiente de subsolo; -grandes fugas de ar; -grande número de barragens (e problemas de conservação); -grande necessidade de ar (presença de metano e poeira); -sistema de bleeders; -boosters em subsolo são permitidos no Brasil.

125 Minas de carvão Posicionamento dos acessos principais (planos inclinados e poços) em minas de carvão : - o posicionamento ideal procura manter a resistência equivalente do circuito aproximadamente constante ao longo da vida da mina; - isto pode ser obtido colocando os acessos principais no centro da área a ser minerada;

126 Minas de carvão Posicionamento dos acessos... - se o posicionamento central não for possível, a resistência equivalente do circuito irá aumentar e também as perdas de ar (fugas) devido ao alongamento do circuito de ventilação, dificultando a manutenção das vazões necessárias nas frentes de serviço; - quando o circuito se alonga, pode-se perfurar poços adicionais na periferia das áreas mineráveis, servindo como entradas ou saídas de ar, reduzindo-se as fugas e a resistência do circuito de ventilação.

127 Minas de carvão Posicionamento dos acessos principais longe do centro da área minerada...

128 Exemplo de mina de carvão com acessos principais longe do centro da área minerada (mina em SC)

129 Exemplos de sistemas de ventilação em eixos e painéis de lavra...  “tubo em U” (fig. esq.)  ventilação direta através do painel (fig. dir.) Minas de carvão

130 Exemplos de circuito de ventilação com painéis usando o sistemas de ventilação “tubo em U”. Minas de carvão

131 Mineração de carvão Detalhe da organização de um painel de lavra e sua conexão com eixo de desenvolvimento (mina de carvão em S.Catarina, método de câmaras e pilares). Ventilação “tubo em U” no painel.

132 Carvão Detalhe da ventilação na frente de produção em mina de carvão em S.Catarina:

133 Layouts-carvão  Boosters em circuitos de ventilação: - alternativa em geral mais econômica para alterar a distribuição de vazões em áreas específicas da mina (é mais interessante do que aumentar a ventilação principal ou usar reguladores para deslocar parte da vazão de um setor para outro da mina); - os boosters podem ser ventiladores de baixa potência (p.ex. no carvão, quando usados para fornecer vazão em painel de lavra específico) ou potências maiores (em outras minas, onde vários boosters podem estar associados em paralelo, auxiliando a ventilação principal); -sempre que possível, os boosters são posicionados em galerias de retorno de ar, deixando o circuito de entrada de ar fresco livre para acesso;

134 Layouts-carvão Exemplo de instalação de boosters (associação em paralelo) em galeria de subsolo...

135 Layouts-carvão Exemplo de uso de boosters em mina de carvão (figura abaixo): - circuito consistindo de uma entrada principal via plano inclinado + eixos de mina + painéis de lavra + exaustão geral por poço; -circuito de ar limpo (azul) e ar contaminado (vermelho);

136 Layouts-carvão Vazão de ar desejada/obtida (m 3 /s): Ou seja, painéis 1 e 3 estão com vazões insuficientes; painel 4 está com vazão excessiva. Para resolver o problema … usar boosters nos painéis 1 e 3, redistribuindo as vazões !!! Vazão desejada Vazão obtida Painel Painel Painel

137 Layouts-carvão -Bleeders: técnica de ventilação usada para diluir o metano durante a lavra em retrocesso no método Longwall ou recuperação de pilares (no Câmaras e pilares). Consiste em ventilar a área já minerada (gob) do painel ainda em atividade para impedir a concentração de metano. Isto é feito usando-se reguladores no painel e a permeabilidade existente na zona minerada. Bleeders podem ser auxiliados por desgaseificação por boreholes.

138 Layouts Minas de carvão: bleeders no Longwall em recuo.

139 Layouts-carvão Variações de sistemas para minas de carvão empregando Longwall...

140 Layouts-carvão Duas variações comuns para Longwall em recuo, em jazidas com significativa presença de metano, são as apresentadas nos diagramas (c) e (e). Os acessos laterais do painel podem ser compostos por duas ou mais galerias. As vazões de ar comuns passando pela face de Longwall são da ordem de 25 – 35m 3 /s, em frentes de alta produção (as vazões dependem da taxa de liberação de metano).

141 Layouts de ventilação Ventilação de minas metalíferas: Em modernas minas metalíferas, a prática é usar múltiplos ventiladores: ventiladores principais na superfície e boosters em subsolo para direcionar o fluxo para áreas de trabalho. Desvantagens do uso de múltiplos ventiladores: é mais difícil controlar e analisar o circuito de ventilação. Entretanto, se houver falha de um ventilador, o impacto no circuito é menor e mais fácil de remediar.

142 Layouts de ventilação Ventilação de minas metalíferas: -uso de equipamentos diesel; -menores fugas; -as galerias são projetadas com a menor área de seção possível, devido aos altos custos de desenvolvimento (grande parte feito em material estéril). Isto acarreta circuitos com maiores resistências aerodinâmicas.

143 Layouts de ventilação Exemplo de mina metalífera: ventiladores principais (shaft 3 e 4) na superfície e atuando por exaustão.

144 Layouts de ventilação Minas metalíferas: Características gerais dos layouts em minas metalíferas... Entrada da ventilação e saída em lados opostos dos stopes, o que permite eliminar a ventilação de fundo-de-saco na produção. Ventilação ascendente (do nível mais baixo para o mais alto) em corpos verticalizados, com o ar sendo conduzido por raises (chaminés) para os níveis superiores.

145 Layouts de ventilação Minas metalíferas: configuração simplificada.

146 Layouts de ventilação Minas metalíferas: configuração onde o ar limpo entra pela rampa principal e é distribuído pelos níveis, saindo pelo poço de exaustão.

147 Layouts de ventilação Minas metalíferas: detalhes dos stopes no método de lavra Shrinkage

148 Layouts de ventilação Minas metalíferas: detalhes dos stopes no método de lavra Sublevel Stoping

149 Layouts de ventilação Sublevel stoping: Orosur – San Gregorio – Uruguai (2013)

150 Layouts de ventilação Minas metalíferas: detalhes dos stopes no método de lavra Cut-and-Fill Rampa de entrada principal de ar fresco Poço de ventilação (upcast shaft)

151 Layouts de ventilação Esquema genérico de ventilação no método de lavra Cut-and-Fill: ar limpo vindo da superfície é fornecido pela rampa, passa pelo realce (parte interna do stope), a seguir é direcionado para a exaustão por raises. Raise Realce Travessa Rampa

152 Layouts de ventilação Esquemas de ventilação no Cut-and-Fill – Mina Cuibá (AngloGold Ashanti, Minas Gerais):

153 Layouts de ventilação Esquemas de ventilação no Cut-and-Fill – Mina Cuibá (AngloGold Ashanti, Minas Gerais):

154 Layouts de ventilação Esquemas de ventilação no Cut-and-Fill – Mina Cuibá (AngloGold Ashanti, Minas Gerais):

155 Layouts de ventilação Minas metalíferas: detalhes do método de lavra Sublevel Caving

156 Layouts de ventilação Minas metalíferas: detalhe dos stopes no método de lavra VCR

157 Layouts de ventilação Minas metalíferas:

158 5.Leis da Ventilação Durante o escoamento do ar em galerias de mina subterrânea, ele perde pressão (sofre “perdas de carga”), de dois modos: - por atrito do fluido contra a superfície das galerias (perdas H f ); - por turbulência (mudanças de direção em curvas, alargamentos e estreitamentos das galeiras; perdas H x ).  A perda total é dada por: H t = H f + H x  A perda de carga é um parâmetro usado na seleção de ventiladores !

159  Perdas H f por atrito (equação de Atkinson): H f = _k P L_ Q 2 A 3 No Sistema Internacional de unidades (S.I.), tem- se: H f em Pa (N/m 2 ); k, fator de atrito, dado em Ns 2 m -4 ; P, perímetro da galeria, dado em m; L, comprimento da galeria, dado em m; A, área de seção da galeria, dada em m 2 ; Q, vazão de ar, dada em m 3 /s.

160 O fator de atrito k é um parâmetro importante e pode ser obtido em tabelas ou por meio de medidas conduzidas nos locais de interesse. Em geral, o valor de k apresenta-se entre 0.01 e 0.02 Ns 2 m -4. A tabela a seguir, retirada de Hartman et al. (1997, cap.5), serve para estimar k em galerias de minas de carvão. Tipo de galeria RetilíneaSinuosa LimpaPoucoobstruídaModeradam.obstruídaLimpaPoucoobstruídaModeradam.obstruída Acabamento suave * Desmonte convencional Com escoramento de madeira Todos os valores de k estão em Ns 2 m -4. * Acabamento suave refere-se às galerias executadas com minerador contínuo, roadheader, raise drill ou TBM.

161 Valores de k para galerias de minas ñ-carvão encontram-se na tabela abaixo. Tipo de galeria RetilíneaSinuosa PoucosinuosaModeradamentesinuosaMuito sinuosa sinuosa AcabamentoSuave RochasSedimentares Escoramento em madeira Rochasígneas

162 Valores de k para dutos usados na ventilação auxiliar de galerias desenvolvidas em fundo-de-saco:

163 Os valores de k descritos nas tabelas anteriores são relativos a uma condição-padrão de massa específica do ar, correspondente a kg/m 3 (ou lb/ft 3 ), registrada quando o ar encontra-se ao nível do mar e a uma temperatura de 21.1 o C. Caso a massa específica do ar (ρ) na condição de interesse seja diferente da condição-padrão, deve-se corrigir o valor de k, da seguinte forma: k corrigido = k tabelado (ρ/1.201).

164 As variáveis _k P L_ podem ser condensadas em A 3 um único parâmetro R f, denominado “resistência de galeria”. R f é dado (no SI) em Ns 2 m -8. Assim, H f pode ser escrito como: H f = R f Q 2 = _k P L_ Q 2 A 3

165 Exemplo: Calcule as perdas de pressão por atrito originadas pela passagem de 200 m 3 /s de ar através de uma galeria de seção 4 x 5m e 100m de comprimento. Supor k = 0.01 Ns 2 m -4. P = 5x2 + 4x2 = 18m L = 100m A = 4x5 = 20 m 2 R f = 0.01 x 18 x 100 = Ns 2 m Hf = (200) 2 = 90 Pa.

166 Continuação: Mantendo-se os dados do exemplo anterior, quais as perdas de pressão por atrito alterando-se apenas a área de seção da galeria para 1.7 x 2m ? P = 1.7x2 + 2x2 = 7.4m A = 1.7x2 = 3.4 m 2 R f = 0.01 x 7.4 x 100 = Ns 2 m Hf = (200) 2 = 7520 Pa.

167  Perdas de pressão Hx por turbulência do ar: A obtenção de estimativas para Hx não é através de uma equação simples como Hf. Em geral, usam-se tabelas ou ábacos com valores originados experimentalmente. Perdas por turbulência (“shock losses”) podem ser transformadas em resistências (no caso, R x ) considerando que as perdas de pressão são expressas da seguinte forma: H x = Xρv 2 / 2, onde ρ = massa específica do ar (kg/m 3 ), v = velocidade média de escoamento do ar (m/s), X = fator de perdas por turbulência (adimensional).

168 Reescrevendo a Eq. de Atkinson apenas para as perdas de pressão por “shock”, tem-se: H x = R x Q 2 = R x v 2 A 2 = Xρv 2 / 2. Então, R x = Xρ / (2 A 2 ), de modo que R x é a resistência devida à turbulência do ar. O fator X é estimado a partir de tabelas obtidas na literatura. Alguns exemplos de configurações comuns em mina subterrânea são apresentados a seguir, com seu respectivo valor X. Uma observação importante é a de que pequenas variações na geometria das galerias podem provocar significativa mudança em X em relação às aproximações obtidas em tabelas.

169 Fator X para perdas por turbulência em algumas situações: (Ref.: McPherson, M. J., 1993, Subsurface Ventilation and Environmental Engineering, Ed. Chapman & Hall, London, Cap.5.3)  Entrada de ar com arestas bem definidas X = 0.5  Entrada de ar por um duto X = 1.0  Entrada de ar com arestas arredondadas X = 0.03 para r/D ≥ 0.2

170  Saída de ar X = 1.0  Alargamento abrupto de galeria A = área de seção v = velocidade do ar X 2 = [A 2 /A 1 -1] 2 ; para a seção 2. Se A 2 >> A 1, X 1 = [1- A 1 /A 2 ] 2 ; para a seção 1.

171  Estreitamento abrupto de galeria X = 0.5 [1- A 2 /A 1 ] 2 Rx = Xρ/(2A 2 2 )  Curva de 90 o em galeria de seção retangular  Fluxo divergente de galeria para poço X = 0.5 [ v 2 /v 1 ] Rx = Xρ/(2A 1 2 )

172  Cálculo de Hx pelo método do comprimento equivalente: Neste caso, as perdas por turbulência são expressas em termos de um comprimento equivalente de uma galeria retilínea e de geometria constante. Ou seja, determina-se um comprimento adicional Lx (proporcionando uma perda de carga Hx) que se somará ao comprimento L da galeria. Assim, as perdas de carga totais para uma determinada galeria que apresenta perda por atrito e por “shock”, assumem a forma: Ht = Hf + Hx = _k P (L+Lx) Q 2. A 3 A tabela do próximo slide contém algumas sugestões para Lx, de acordo com as diversas fontes de perdas Hx.

173 Valores de Lx para algumas fontes de perdas Hx: Origem da perdaLx(m) Lx(m) Entrada de ar6Expansão gradual1 Saída (descarga)20Expansão abrupta6 Curva de 90 o, com cantos arredondados1 Bifurcação com galeria divergente (90 o )60 Curva de 90 o, com cantos bem definidos20 Crossing com acabamento pobre290 Contração gradual1Crossing com bom acabamento65 Contração abrupta3

174  Curva característica de uma galeria: A resistência total de uma galeria (atrito + turbulência) é dada por Rt = Rf + Rx. A perda de carga total assume a forma... Ht = Rt Q 2. Costuma-se representar graficamente o comportamento de uma galeria (ou conjunto de dutos conectados entre si) para diferentes valores de vazão, da forma a seguir.

175 Da observação da curva do slide anterior, denominada curva característica da galeria (ou curva da mina, quando esta representa a resistência de um circuito completo), conclui-se que em altas vazões são geradas perdas de carga muito altas. Exemplo: Compare a perda de carga verificada em uma galeria de resistência Rt = 0.1 Ns2m-8 quando escoam, numa primeira situação, 50 m3/s de ar, com outra situação na qual escoam 100 m3/s. Ht para 50m 3 /s... Ht = 0.1 (50) 2 = 250 Pa; Ht para 100m 3 /s... Ht = 0.1 (100) 2 = 1000 Pa. Ou seja, para uma vazão de 100m 3 /s, as perdas foram 4 vezes maiores.

176 O valor Rt para uma determinada galeria ou conjunto de galerias é aproximadamente constante e não depende da vazão de ar que escoa no trecho. Em decorrência disto, pode-se determinar a perda de carga de uma galeria para qualquer vazão, usando a equação H t = R t Q 2.

177 Em galerias onde o valor de Rt é maior, há maior dificuldade à passagem do ar. O custo de fazer passar uma determinada vazão Q em uma galeria também depende diretamente de Rt : resistências maiores implicam em maiores custos de ventilação.

178 Exemplo: Calcular a resistência equivalente do circuito de ventilação da figura a seguir. Considerar: A1=20m 2 ; perím.=18m A2=15m 2 ; perím.=16m k=0.01 Ns2m-4 ρ=1.2kg/m3 Solução: Resistências por atrito... R1= kS/A 3 = 0.01 x 18 x 500 / 20 3 = Ns2m-8 R2= 0.01 x 16 x 500 / 15 3 = Ns2m-8 Resistências por shock... Entrada: X=0.5; Rx1=0.5 x 1.2 / (2 x 20 2 ) = 7.5x10 -4 Ns2m-8 Saída: X=1.0; Rx2=1.0 x 1.2 / (2 x 15 2 ) = Ns2m-8 Contração A1/A2: X=0.5 [1 - 20/15] 2 = Ns2m-8 Rx3=0.055 x 1.2 / (2 x 15 2 ) = 1.5x10 -4 Ns2m-8 Req = R1 + R2 + Rx1 + Rx2 + Rx3 = Ns2m-8

179  Relação entre pressões e perdas de carga para um fluido em escoamento Para a situação em que um fluido como o ar escoa em uma galeria, são definidas as seguintes pressões: Pressão estática (PS) – é a pressão que atua igualmente em todas as direções e resulta do estado termodinâmico de agitação das moléculas do ar. Pressão de velocidade (PV) – é a pressão resultante da energia cinética das moléculas do ar, que move-se com uma determinada velocidade v. PV = ρv 2 /2, sendo ρ a massa específica do ar e v a velocidade de escoamento. Pressão total (PT) – representa a soma de PS e PV, PT = PS + PV.

180 Supondo que o ar escoa com velocidade v em uma galeria, cuja forma e rugosidade provoquem perdas H f e H x (H t = H f + H x ), vale a seguinte relação: PT 1 = PT 2 + H t, onde PT 1 e PT 2 são as pressões totais observadas nos pontos 1 e 2.

181 As componentes da pressão total PT podem ser medidas de acordo com a ilustração a seguir, onde foram usados manômetros de coluna d’água do tipo tubo em U.

182  Resistências equivalentes de associações de dutos (galerias) de ventilação: Em uma mina, galerias com R diferente encontram- se conectadas umas às outras. Dependendo da configuração da mina e do modo são feitas as conexões, pode ser possível encontrar um valor de R único representando todo o circuito de ar (é a chamada “resistência equivalente” do circuito). Para determinar a resistência equivalente do circuito, é preciso identificar as associações de dutos (galerias) de ventilação.

183  Tipos de associações simples de galerias: Em série – a mesma vazão passa por R1 e R2; a perda de carga total é a soma das perdas em R1 e R2. Em paralelo – a vazão que passa em cada galeria é uma fração da vazão total; a perda de carga em R1 é igual à perda em R2.

184  Cálculo das resistências equivalentes: Em série... Em paralelo... Obs.: em uma associação de duas galerias em paralelo, a vazão na galeria 1 é dada por... (Q T = Q 1 + Q 2 )

185  Sempre que possível, deve-se conduzir o ar por galerias em paralelo. A associação em paralelo reduz drasticamente o valor da resistência equivalente do trecho, de forma que a condução do ar provoca menores perdas de carga. Exemplo: Calcule a perda de carga originada pela passagem de 50 m 3 /s de ar em uma galeria com resistência total R = 0.1 Ns 2 m -8. Ht = R Q 2 ; Ht = 0.1 (50) 2 = 250 Pa

186 Exemplo: Suponha que é possível colocar em paralelo duas galerias, cada uma com R = 0.1 Ns 2 m -8. Qual a perda de carga pela passagem de 50 m 3 /s ?

187 Potência estática de ventilação: É o produto da perda de carga H t pela vazão que passa em determinado trecho de galeria. A potência estática de ventilação representa a energia mecânica, por unidade de tempo, associada ao escoamento do ar. (Unidade do SI: watt) Pot = H t Q Exemplo: Qual a potência estática de ventilação empregada quando há escoamento de 50 m3/s de ar por uma galeria em que ocorre uma perda de carga de 62.5 Pa? Pot = Ht Q = 62.5 x 50 = 3125 W.

188 Observação: A potência estática de ventilação (Pot) não é igual à potência elétrica real que será necessária para mover uma determinada vazão. Para obter-se a potência elétrica real, é preciso considerar ainda a pressão de velocidade PV e os rendimentos característicos dos ventiladores e motores empregados no sistema.

189 Exercícios gerais sobre leis da ventilação: 1 – Qual a pressão requerida para uma vazão de 5 m3/s de ar escoar através de uma galeria circular de 3 m de diâmetro e 1200 m de comprimento (k = 0.02 Ns2m-4) ? Resp.: 16 Pa. 2 – Uma galeria de 1000 m de comprimento apresenta uma diferença de pressão de 125 Pa. Qual a pressão de ventilação requerida para obter- se esta mesma vazão quando a extensão da galeria for de 1800 m ? Resp.: 225 Pa. 3 – Quando o diâmetro de um poço passar de 4 m para 6 m, qual a relação requerida (p 2 /p 1 ) na pressão de ventilação, para manter-se a mesma vazão? Resp.: p2/p1 ≈ – Um exaustor que proporciona 100 m3/s e uma depressão de 8000 Pa é trocado por um novo que oferece Pa. Calcule a nova quantidade de ar que circulará na mina. Resp.: 150 m3/s. 5 – Se 1000 Pa são necessários para fazer circular 20 m3/s, qual a pressão requerida para circular 40 m3/s ? Resp.: 4000 Pa.

190 6 – Qual a potência estática de ventilação quando 55 m3/s circulam sob uma pressão de 900 Pa ? Resp.: 49.5 kW. 7 – Em uma mina circulam 120 m3/s de ar a uma pressão de 3000 Pa. Calcule a resistência equivalente do circuito e a potência de ventilação. Resp.: 360 kW. 8 – Calcule a resistência combinada de duas galerias paralelas com R 1 = 3.47 Ns2m-8 e R 2 = 12 Ns2m-8. Resp.: 1.46 Ns2m-8. 9 – Duas galerias paralelas de mesma seção transversal possuem 1000m e 500m de comprimento. A vazão total de ar é de 51 m3/s. Calcule a vazão em cada galeria. Resp.: Q1=21.13m3/s; Q2=29.87m3/s. 10 – Calcule o orifício equivalente de uma mina no qual circulam 120 m3/s, a uma pressão de ventilação de 2400 Pa. Resp.: a=3.02 m2.

191 11 – Para o circuito de ventilação da figura abaixo, determinar a resistência equivalente e a pressão (estática) necessária para movimentar uma vazão de 47.2 m3/s. Finalmente, calcular a vazão de ar em cada trecho do circuito. Resistências (em Ns 2 m -8 ): R1=0.0559;R6=0.1453; R2=0.1342;R7=0.1062; R3=0.1118;R8=0.1677; R4=0.0838;R9=0.1509; R5=0.1399;R10=

192 Solução: Ra = R4 + R5 + R6 = Ns2m-8 Rb = R7 + R8 + R9 = Ns2m-8 Rc = Ra // R3 (associação em paralelo entre Ra e R3) Rc = Ns2m-8 Rd = R2 + Rc = Ns2m-8 Re = Rb // Rd ( assoc. em paralelo entre Rb e Rd) Re = Ns2m-8 Resistência equivalente do circuito... Rf = R1 + Re + R10 = Ns2m-8 Pressão estática para circular uma vazão de 47.2 m3/s... H = Rf Q 2 = (47.2) 2 = 371 Pa.

193 Vazões em cada trecho: Q1 = Q10 = 47,2 m3/s Q2 = 28,6 m3/s Q3 = 18,4 m3/s Q4 = Q5 = Q6 = 10,2 m3/s Q7 = Q8 = Q9 = 18,6 m3/s

194

195 6.Ventiladores  Ventiladores são os equipamentos que fornecem a energia necessária ao ar para que ele se mova no interior das galerias. Os ventiladores provocam uma diferença de pressão no ambiente da mina; o ar move-se devido a esta diferença de pressão.

196 Ventiladores São equipamentos destinados a mover grandes quantidades de ar, a pressões moderadas (em geral, abaixo de 3 kPa). Tipos de ventiladores... axiais e centrífugos Axiais: Nestes ventiladores, a direção do escoamento do ar é aproximadamente paralela ao eixo do rotor. É um equipamento que permite o ajuste do ângulo de ataque das pás (passo) do rotor, proporcionando um significativo aumento de vazões (versatilidade), dependendo do passo escolhido para a operação. São os ventiladores mais comumente usados em mina subterrânea.

197 Dispositivos de ajuste do ângulo de ataque das pás (passo) do rotor de um ventilador axial  Ventiladores axiais de vários tamanhos e configurações Ventilador axial instalado em mina subterrânea

198  Curvas características de ventiladores: Cada modelo de ventilador possui um conjunto de curvas que caracterizam seu desempenho. Existem curvas de pressão, potência e eficiência em função das vazões produzidas pelo equipamento. Exemplo de curvas características (ver próximo slide)...

199 Uma desvantagem dos ventiladores axiais, em relação aos centrífugos, quando operam em altas pressões: há uma zona de instabilidade de funcionamento em sua curva característica pressão x vazão, representada pelo trecho E-D na figura abaixo. Nestas condições (denominada stall condition), além da redução de eficiência, há uma tendência de aumento da vibração no rotor, causando desgaste prematuro de peças. O fabricante recomenda não operar nesta faixa de vazões.

200 Exemplo de curvas características de um ventilador axial, para vários ângulos de ataque das pás do rotor. (Obs.: o aumento do ângulo de ataque exige maior potência do motor elétrico, que deve ser adequadamente dimensionado). Curvas para vários ângulos de ataque

201 Curvas de um ventilador axial de 75 cv, vendido comercialmente.

202 Algumas questões a respeito do ventilador de 75cv cujas curvas aparecem no slide anterior: - Qual a pressão desenvolvida pelo ventilador quando a vazão movida por ele é 20 m 3 /s ? (1 mmWG = 9.81 Pa) Resp.: 200 mmWG (pressão total). - Qual a potência consumida pelo motor elétrico do ventilador quando a vazão é 20 m 3 /s ? Resp.: 50 kW. - Qual o custo de energia elétrica por dia de funcionamento deste ventilador, supondo que ele movimenta 20 m 3 /s durante todo o período (24 horas), considerando que o valor da energia é R$ 0.20/kW-h ? (supor que a potência consumida é igual a potência obtida da rede elétrica) Resp.: 0.20 x 24 x 50kW = R$ 240,00.

203 Redução de ruído em ventiladores axiais: Algumas situações exigem redução de ruído por parte do ventilador axial (ex.: ventilador instalado dentro de mina; vent. próximo de zonas urbanas,...). Neste caso, os fabricantes fornecem dispositivos que diminuem a emissão sonora dos ventiladores. Estes dispositivos provocam uma certa perda de vazão, que deve ser verificada com o fabricante.

204 Redutores de ruído... Ventilador

205  Pressões em um ventilador: A Pressão total (PT) de um ventilador, para uma dada vazão, refere-se à soma da Pressão estática (PS) e da Pressão de velocidade (PV) desenvolvidas pelo equipamento. PT = PS + PV Obs.: no cálculo da PV, usa-se a velocidade do ar na saída do rotor do equipamento. Em unidades inglesas, PV = (CFM/4005 x Área) 2.

206 Ventiladores Ventiladores Centrífugos: São equipamentos nos quais o ar penetra na direção do rotor e é despejado radialmente. Atualmente, sua aplicação em mina subterrânea está ligada à necessidade de se obter altas pressões. São ventiladores mais robustos (menos manutenção), porém são de maior custo de aquisição e não permitem ajuste do passo.

207  Ponto de operação de um ventilador: É o ponto de equilíbrio entre a pressão estática (PS) fornecida pelo ventilador e as perdas totais de pressão (Ht) provocadas durante o escoamento do ar (então, PS=Ht). O ponto de operação define o regime de funcionamento do equipamento em termos de pressão e vazão, quando conectado a um circuito de ventilação. Para obter-se o ponto de operação, superpõe-se a curva da mina e a curva característica do ventilador em um gráfico Q x P.

208 Ponto de operação de um ventilador Ponto de operação

209  O ponto de operação de um ventilador pode mudar durante seu funcionamento. É comum ocorrerem mudanças no circuito de ventilação e estas mudanças induzirem alterações no ponto de operação do equipamento. Alongamentos dos circuitos de ventilação provocam aumento de resistência equivalente, de modo que o ventilador responderá com redução de vazão a estas mudanças (...e aumento da pressão de operação). Em outras situações, a abertura de portões ou barragens fará com que o circuito de ventilação tenha sua resistência reduzida, provocando aumento de vazão nos ventiladores.

210 Exercício: Calcular a resistência equivalente (R EQ ) do circuito de ventilação da figura ao lado, considerando que as perdas de carga e as vazões de cada trecho estão discriminadas diretamente no diagrama. Encontrar o ponto de operação para o ventilador cuja curva característica encontra-se na Tabela A, quando conectado ao circuito. Pressão estática (Pa) Vazão(m3/s) Tabela A: curva característica do ventilador

211 Solução: R EQ = R AB + R CD + R DE R AB = 61/(18.8) 2 = 0.17 Ns 2 m -8 R CD = 124/(18.8) 2 = 0.35 Ns 2 m -8 R DE = 88/(18.8) 2 = 0.25 Ns 2 m -8 R EQ = = 0.77 Ns 2 m -8 Ponto de operação (conf. solução gráfica ao lado): H = 610 Pa (pressão do ventilador) Q = 27 m3/s

212  Associações de ventiladores: Associações de ventiladores tornam possível atender-se a uma variada gama de combinações de perdas de carga e vazões, a partir de um conjunto limitado de ventiladores. A forma comum de associar ventiladores é colocando-os em série ou paralelo. Ventiladores são, em geral, conectados em série quando deseja- se obter uma determinada vazão, mesmo com resistências de mina crescentes (p.ex. quando o circuito de mina está se alongando). Ventiladores em paralelo são usados quando se quer um aumento significativo de vazões, com resistências de mina aproximadamente constantes. Existem métodos gráficos para conhecer-se a curva característica resultante e o ponto de operação de uma associação de ventiladores, os quais serão vistos a seguir.

213 Associação de ventiladores em série: A figura abaixo mostra dois ventiladores, a e b, posicionados em série em uma galeria única. A curva característica desta combinação é obtida adicionando as pressões individuais dos ventiladores, para cada valor específico de vazão. O ponto de operação efetivo é C, sendo que em cada ventilador passa a mesma vazão, Q.

214 Nas associações de ventiladores em série: - podem ser usados ventiladores diferentes, porém o mais comum é usar-se ventiladores iguais; - se um ventilador é muito mais potente que outro, ou a resistência do sistema é muito baixa, o ventilador mais fraco não produzirá efeito, podendo até mesmo servir como uma resistência adicional ao sistema.

215 Exemplo de ventiladores instalados em série: ventilação auxiliar em fundo-de-saco

216 Exercício: Supondo que dois ventiladores estão associados em série (a curva característica de cada um deles é dada na tabela abaixo) e conectados a uma mina cuja resistência equivalente é 1.1 Ns2m-8, calcule o ponto de operação do conjunto. pressão(Pa)vazão(m 3 /s) Curva da mina Curva da associação em série Ponto de operação: 30m3/s; 1000Pa

217 Associação de ventiladores em paralelo: Se os ventiladores a e b (fig. abaixo) estão associados em paralelo, então através de cada ventilador passa uma dada vazão (Qa e Qb), a uma mesma pressão p. A curva característica desta combinação é obtida adicionando vazões individuais dos ventiladores, para cada valor específico de pressão. O ponto de operação efetivo do sistema está representado em C.

218 As associações de ventiladores em paralelo: - são mais indicadas quando a resistência do circuito é baixa; neste caso, os ganhos em vazão são maiores; - podem ser feitas com ventiladores diferentes, mas isto pode provocar “stalling” no ventilador mais fraco.

219 Exemplo de associação de ventiladores em paralelo: três ventiladores fazendo exaustão em poço de ventilação

220 Exercício: Supondo que os dois ventiladores do exemplo anterior estão associados em paralelo e conectados à mina cuja resistência equivalente é 1.1 Ns2m-8, calcule o ponto de operação do conjunto. Curva da mina Curva da associação em paralelo Ponto de operação: 37m3/s; 1450Pa

221 Algumas definições relacionadas com eficiência e potência de ventiladores (extraído de McPherson, M. J., 1993, Subsurface Ventilation and Environmental Engineering, Ed. Chapman & Hall, London., cap.10 ):  Potência estática de ventilação (Airpower)... Pot = H t Q  Potência disponível no eixo do motor elétrico... Shaft power ou brake horsepower (BHP)  Relação entre shaft power e potência elétrica consumida da rede (input power) pelo motor do ventilador... Shaft power/input power ≈ 0.85  Eficiência total (Total efficiency)... Fan total pressure/shaft power  Eficiência estática (Static efficiency)... Fan static pressure/shaft power

222 Seleção de ventiladores Diferentes fabricantes de ventiladores possuem procedimentos similares para fazer a escolha do equipamento adequado a uma determinada situação. A seguir, será visto o procedimento empregado na seleção rápida de ventiladores axiais da marca Chicago Blower. Para aplicá-lo, usa-se a Tabela II ao lado, e a carta de opções de ventiladores (próximo slide), classificados de acordo com as faixas de pressão total e vazões que podem ser geradas para cada modelo de ventilador axial.

223 Carta de opções de ventiladores

224 Passos para a seleção: 1-Entre na carta com a Vazão (Q) e a Pressão estática (PS) requeridas. Determine o ventilador mais eficiente. (PS é igual às perdas Ht do circuito de mina, para a vazão Q). 2-A carta é baseada na Pressão total (PT), igual a PS + PV. A Pressão de velocidade (PV) deve ser determinada usando a equação PV=(Q/(A x 4005)) 2, sendo Q a vazão em CFM, A a área encontrada na Tabela II (em ft 2 ). 3-Voltar à carta e conferir se sua seleção está correta, baseada na Pressão total. Se não estiver, recalcular PV para um novo ventilador determinado. 4-Calcular o BHP aproximado por: BHP = (Q x PT)/(6361 x eficiência). Observe que as unidades usadas são do sistema inglês. As condições padronizadas de funcionamento do ventilador referem-se a massa específica do ar = 1.2 kg/m 3 e t=70 o F. Esta é uma pré-seleção de equipamento. Uma verificação definitiva deve ser feita com as curvas próprias do equipamento selecionado. Um ponto importante é que, no passo 1, a vazão e pressão estática requeridas devem ser estimadas por quem está adquirindo o ventilador.

225 Exemplo: 1-Considere a necessidade de um ventilador para m 3 /h, com PS = mmCA.Convertendo para as unidades da carta: Q = CFM; PS= 4” WG. Entrando na carta com estes valores, obtém-se o modelo 4450-B rpm e 80% de eficiência. 2-Calcula-se para este modelo PV=(40000/(4005 x 10.80)) 2 = 0.86”WG, onde PT=4,86”WG. 3-Volte à carta com PT=4.86”WG; obtém-se o mesmo modelo. Está confirmada a seleção. 4-Calcule o BHP aproximado: BHP=( x 4.86)/(6362 x 0.8) = 38 HP. 5-O ventilador axial para atender às necessidades opera em 1760 rpm, absorvendo 38HP.

226

227 ________________________________________________ Algumas conversões de unidades úteis ________________________________________________ 1 mmCA = 1 mmWG = 10 Pa 1 in.WG = 254 Pa 1 atm = Pa 1 CV = W 1 HP = W 1 CV = HP 1 cfm = m 3 /min = 4.72x10 -4 m 3 /s

228

229 6.CONTROLE DA VENTILAÇÃO n Objetivos: Manter as condições de higiene e segurança dos trabalhadores n O que devemos medir? - Vazão - Velocidade do ar - Pressão - Temperatura - Umidade - Contaminantes (gases e poeiras)

230 VAZÃO - é o parâmetro principal de ventilação. - O controle de vazão serve para: n Verificar se as necessidades de ar e limites de velocidade estão sendo atendidos; n Localizar fugas no circuito de ventilação; n Verificar o ponto de operação dos ventiladores da mina (principal e auxiliares).

231 Q = V · A ( m 3 /s ou m 3 /min) V= velocidade do fluxo de ar; A= área da seção transversal da galeria. Dependendo da velocidade do fluxo de ar, diferentes tipos de equipamentos de medida podem ser utilizados. O equipamento mais utilizado em mineração é o anemômetro de pás. VAZÃO (Q)

232 Anemômetro de pás Outros equipamentos para medidas de vazão: Termoanemômetros; Tubo de fumaça; Velômetros; Tubo de Pitot.

233

234 Procedimentos de medida Dependem principalmente do tipo de equipamento disponível. n Anemômetros de medição instantânea: possuem tempo de integração muito curto, medindo a velocidade instantânea de escoamento do ar que passa pelo equipamento. Posicionamento do anemômetro na galeria

235 Continuação... n Anemômetros integradores: medem a velocidade média de escoamento do ar após um certo tempo de integração (1 minuto, p.ex.).

236 Exemplo de levantamento de vazão...

237 Exemplo de registros de levantamento de vazão...

238 PRESSÃO n Medidas de diferenças de pressão do ar entre pontos distintos no interior da mina dão informações sobre as perdas de carga no circuito de ventilação. n Objetivos: - Estimar a resistência equivalente total e de trechos do circuito de ventilação; - Localizar fugas no circuito de ventilação; - Verificar os pontos de operação dos ventiladores principais da mina em sua curva característica P x Q.

239 Continuação... n As medidas de diferença de pressão entre dois pontos são feitas utilizando-se manômetros diferenciais. n A medida de pressão absoluta em um ponto é feita com a utilização de barômetros. n Modos de medir a diferença de pressão entre dois pontos do circuito de ventilação: métodos diretos e métodos indiretos.

240 Métodos diretos de medida de pressão n Métodos diretos utilizam manômetros diferenciais para realização das medidas. O objetivo das medidas de pressão diferencial é avaliar a perda de carga em determinados trechos do circuito de ventilação ou no circuito como um todo.

241 Continuação... Para propósitos práticos, os equipamentos devem possuir sensibilidade em torno de 1 mmCA (+/- 10 Pa). Sensibilidade menor pode ser admitida nos manômetros que fazem o acompanhamento dos ventiladores principais.

242 Continuação...

243 Métodos indiretos de medida de pressão n Métodos indiretos de medida de pressão utilizam barômetros aneróides ou altímetros. Estes equipamentos medem a pressão estática absoluta em um ponto. Perdas de carga entre dois pontos são calculadas por diferença e precisam de correções.

244 Tubo de Pitot n É um dispositivo que serve para medir pressão total (PT), pressão estática (PS) e pressão de velocidade (PV) em dutos de ventilação ou em ventiladores. Precisa ser conectado a um manômetro para executar as medidas de pressão. n Pode ser usado no cálculo da velocidade do escoamento do ar, pois PV = PT – PS = ρv 2 /2, então v = (2 PV/ρ) 1/2. O uso limita-se às situações onde a velocidade do ar é suficientemente elevada. Tubo de Pitot 

245 Diagrama simplificado de uso do tubo de Pitot para executar medidas de pressão total e estática em um exaustor de mina, posicionado na superfície.

246 ___________

247 TEMPERATURA E UMIDADE Parâmetros do clima em subsolo: n Temperatura de bulbo seco (t s ); n Umidade do ar, que pode ser caracterizada pela temperatura úmida (t u ) e pressão barométrica (p); n Velocidade do ar (v) nas proximidades do corpo humano;

248 TEMPERATURA E UMIDADE Índices de conforto térmico: Existem vários índices idealizados para representar o conforto térmico dos trabalhadores, entre os mais comuns estão a Temperatura Efetiva e o IBUTG. O índice a ser usado depende do país ou região.

249 Temperatura Efetiva Definição: A Temperatura Efetiva (t e ) foi idealizada pela American Society of Heating and Ventilating Engineers para caracterizar o conforto térmico dos trabalhadores. O valor de t e é determinado a partir dos valores t u, t s e velocidade do ar, usando-se o ábaco presente no próximo slide.

250 Temperatura Efetiva

251 Continuação... A temperatura efetiva é um índice utilizado em vários países para determinação do conforto térmico. Equipamentos usados – psicrômetro e anemômetro. Psicrômetro: equipamento que combina um termômetro de bulbo seco e outro de bulbo úmido.

252 Carta Psicrométrica: relaciona t s e t u com a umidade relativa do ar (as cartas psicrométricas são vendidas junto com o equipamento e podem ser encontradas na literatura de ventilação de mina).

253 Índice IBUTG No Brasil, este índice é utilizado na indústria para a especificação de níveis de exposição a ambientes quentes para o trabalhador. Foi regulamentado pela norma do Ministério do Trabalho NR-15, Anexo 3. É um índice obtido a partir da medida da temperatura de bulbo úmido natural e temperatura de globo, e representa a média ponderada destas medidas (Clezar, 1999 pág. 253).

254 Termômetro de bulbo úmido natural  é um termômetro de bulbo úmido que difere dos utilizados nos psicrômetros pelo fato de não se impor uma velocidade forçada ao ar e o bulbo não ser protegido contra radiação térmica. Termômetro de globo  consiste de um termômetro cujo o bulbo fica posicionado no centro de uma esfera metálica oca com quinze centímetros de diâmetro, tendo sua superfície externa pintada de preto fosco. Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0,7 tun + 0,3 tg IBUTG = 0,7 tun + 0,3 tg tun = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo Continuação...

255 Equipamentos utilizados: Termômetro de globo Termômetro de bulbo úmido

256 ____________

257 Equipamentos de medida da concentração de gases presentes no ar – princípios de detecção: Oxidação catalítica – usada para gases combustíveis como metano e CO. Nesta técnica, mede-se o calor gerado durante a oxidação do gás ou a troca de resistências de um componente de um circuito elétrico quando o gás é queimado. Sensores eletroquímicos – aplicados na determinação da concentração de oxigênio, CO, H 2 S (sulfeto de hidrogênio) e NOx. O gás medido reage com um eletrodo especial em um eletrólito. Esta reação gera corrente elétrica que é proporcional à concentração do gás. Detectores óticos – usados para metano, p.exemplo. Dois princípios usados: 1)gases diferentes absorvem luz em comprimentos de onda distintos; passando luz através de uma mistura com gás e medindo sua absorção, determina-se a concentração do gás. 2)Gases têm diferentes índices de refração. Um feixe de luz é dividido, parte passa em uma câmara contendo ar e outra parte em uma câmara contendo gás. A diferença na velocidade dos feixes de luz é proporcional à concentração do gás de interesse.

258 Equipamentos de medida...(cont.): Métodos de detecção usando semi-condutores – usam elementos (semi- condutores) que trocam de condutividade na presença de certos gases. Mede- se a mudança na condutividade, que é proporcional à concentração do gás. Tubos colorimétricos – usam uma propriedade química de reação de um gás com compostos químicos específicos, cuja reação provoca mudança de cor em tais compostos. A troca de cor é proporcional à concentração do gás, que é medida diretamente em um tubo contendo o composto químico determinado.

259 Equipamentos de medida: n Bomba de aspiração e tubos colorimétricos; n Detectores de gases; n Metanômetros; n Oxímetros;

260 Equipamentos de medida: n Coletor de poeira p/indivíduo: mede a quantidade de poeira ao qual o indivíduo ficou exposto durante a jornada de trabalho. filtros coletores bomba de sucção

261 Slide Final Obrigado a todos !!!


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