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S ENTADO NO DESERTO Proposta de resolução da interpretação, pág. 187 à 191, do manual de português. De Luísa Costa Gomes.

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1 S ENTADO NO DESERTO Proposta de resolução da interpretação, pág. 187 à 191, do manual de português. De Luísa Costa Gomes

2 1: E XPLICA O QUE SIMBOLIZA A IMAGEM QUE VEM RECORRENTEMENTE À CABEÇA DE M ARCIANA.

3 A imagem que vem recorrentemente à cabeça de Marciana, o menino negro sentado no deserto, simboliza o pensamento de Marciana imaginando que por alguma razão, o seu filho poderia estar naquela situação, apenas por ter tido o “azar” de ter nascido naquele lugar. A mãe de Miguel é como que consciencializada de que deveria ajudar Pereira, pois sente-se nessa obrigação devido à imagem que constantemente lhe havia surgido.

4 2: I DENTIFICA AS PERSONAGENS, ESTABELECENDO OS RESPECTIVOS LAÇOS DE PARENTESCO.

5 As personagens contidas no conto são:  Miguel, filho de Marciana e de Zé, sobrinho de Aureliano Auspicioso, Adelina, Refulgêncio e Deodato.  Marciana, mulher de Zé, mãe de Miguel, irmã de Aureliano Auspicioso, Refulgêncio e Deodato e cunhada de Adelina.  Zé, marido de Marciana, pai de Miguel e cunhado de Aureliano Auspicioso, Refulgência, Deodato e Adelina.  Aureliano, irmão de Marciana, Refulgêncio e Deodato, tio de Miguel e cunhado de Zé.  Refulgêncio, irmão de Aureliano Auspicioso, Marciana e Deodato, tio de Miguel e cunhado de Zé.  Deodato, irmão de Refulgêncio, Marciana e Aureliano, tio de Miguel e cunhado de Zé.

6 3: E XPLICA A ORIGEM DOS ESTRANHOS NOMES DOS IRMÃOS “ DE V ASCONCELOS ”.

7 A origem dos estranhos nomes dos irmãos “de Vasconcelos” provém do pai, que apesar da personalidade sensata e discreta, “marcou” os seus filhos com aqueles confusos nomes.

8 4 : F AZ O LEVANTAMENTO DOS INDÍCIOS QUE SITUAM ESTA FAMÍLIA NA CLASSE MÉDIA - ALTA.

9 Os indícios que situam esta família na classe média-alta são:  “por mais que o limassem, mesmo esfregado e desinfectado, nunca passaria por um deles”  “pratas e porcelanas”  “brilhantes e tufadas”  “Ia às barracas levar latas de feijão e sacos de açúcar”  “Eu levava miúdos da rua a lanchar ao café”  “ela podia, ao acaso, sem razão, ter nascido destinada àquele deserto”  “ Nunca mais tirava os auscultadores, acabei por lho dar”

10 5: I DENTIFICA OS GESTOS DO PAI DE M IGUEL QUE PROVAM OS RECEIOS DA MÃE, QUANTO À SUA REACÇÃO À PRESENÇA DE P EREIRA, ERAM INJUSTIFICADAS.

11 Os gestos do pai do Miguel que provam que os receios da mãe, quanto à sua reacção à presença de Pereira, eram injustificados são ter oferecido “mais uma rodada ao Pereira” e ter dado “um longo abraço ao filho”, como que a felicitá-lo.

12 6: C ONCENTRA - TE NAS PERSONAGENS M IGUEL, MARCIANA E PEREIRA

13 6.1: I DENTIFICA A TIPOLOGIA DO ACTO ILOCUTÓRIO PRESENTE NA FALA DE M IGUEL : “-T RAGO AQUI O P EREIRA PARA JANTAR CONHEÇO, MÃE.”

14 O acto ilocutório presente na fala de Miguel:”- Trago aqui o Pereira para jantar connosco, mãe”, é um acto ilocutório directivo.

15 6.2: J USTIFICA A DIFERENÇA NAS FORMAS DE TRATAMENTO UTILIZADAS PELA MÃE E PELO FILHO QUANDO SE REFEREM AO DESCONHECIDO QUE M IGUEL TROUXE PARA UMA CEIA DE N ATAL

16 A diferença nas formas de tratamento utilizadas pela mãe e pelo filho quando se referem ao desconhecido que Miguel trouxe para a ceia de Natal residem no facto de Miguel ser mais novo, logo tratar Pereira na 2ªpessoa, tendo uma postura mais informal, como se já se conhecessem há muito tempo, como se fossem amigos de longa data “Trago aqui o Pereira”. Este tratamento do Miguel perante Pereira dá-nos uma ideia de uma postura “à vontade”, de amizade. Por outro lado, a postura da mãe face ao mendigo e de afastamento, de uma certa indiferença, de formalidade, sendo o tratamento feito na 2ª pessoa do plural “Talvez o senhor Pereira”.

17 6.3: I NTERPRETA AS POSTURAS DE M IGUEL E DE P EREIRA QUANDO SE SENTAM NA SALA

18 As posturas de Miguel e Pereira quando se sentam na sala são completamente distintas: por um lado, Miguel com uma postura descontraída, despreocupada, de “dono”da casa, muito à vontade “Miguel com os ténis em cima da mesinha de tampo de vidro”. Por outro lado, Pereira mantinha uma postura embaraçada, desconfortável, de vergonha “O Pereira à ponta do sofá, de punhos rígidos assentes nos joelhos.”.

19 6.4: A SSINALA, ENTRE AS LINHAS 9 E 24, OS DOIS NOMES UTILIZADOS PARA REFERIR O P EREIRA.

20 Os dois nomes utilizados para referir o Pereira entre as linhas 9 e 24 são “vagabundo” e “indigente”.

21 6.5: I NDICA A FUNÇÃO DA ANALEPSE QUE COMEÇA NA LINHA 24

22 A analepse, que começa na linha 24, tem a função de caracterizar um dos aspectos relacionados com Miguel, relativamente à sua ideologia religiosa, estando esta relacionada com o facto de Miguel ter convidado Pereira para a ceia de Natal. A autora tem necessidade de explicitar o facto de Miguel ter atravessado uma “fase de cristianismo primitivo”, “começara os ataques à hipocrisia do espírito natalício, denunciara consumismos… e anunciara que as coisas se iam passar de maneira diferente nesse Natal”, sendo esta fase, esta forma como Miguel vê o Natal e o querer mudar isso, os factores que levaram ao convite feito pelo Miguel ao vagabundo.

23 6.6: E XPLICA O SENTIDO DA EXPRESSÃO “A FINAL O PIOR TINHA SUPERLATIVO ”

24 A expressão afinal o pior tinha superlativo, no sentido literal pode ser interpretada como a pior coisa. Marciana tinha receio que o seu filho não comparecesse em casa na ceia de Natal, mas o que aconteceu na realidade foi muito pior. “Miguel aparecera acompanhado de um desconhecido que tresandava a vinho e a miséria e que apreciara, logo à entrada, com olhar excessivamente sóbrio, não só a dona da casa, mas também as pratas e as porcelanas”. A autora do texto pretende mostrar que o pensamento inicial de Marciana era óptimo comparado com o que acabou por acontecer realmente.

25 6.7: F AZ O RETRATO DO JOVEM

26 O jovem Miguel era um rapaz reivindicativo, justo, inconformado com algumas posições tomadas pela sociedade, diferente, persistente, racional, directo.

27 7: R ELÊ AS LINHAS 78 A 87

28 7.1: P ROVA QUE OS COMENTÁRIOS FEITOS PELAS PERSONAGENS ÀS IMAGENS QUE PASSAM NA TELEVISÃO SE CENTRAM SOBRETUDO NOS PRÓPRIOS EMISSORES.

29 Os comentários feitos pelas personagens às imagens que passam na televisão centram-se sobretudo nos próprios emissores pois este discurso directo traduz exactamente o que se está a passar naquela sala. Marciana comenta: “-Temos de sofrer imagens horrorosas/Põem-nos os problemas à frente e não nos dão os meios para os resolvermos”, estando a referir-se ao Pereira e a como poderia ajudá-lo. Todas as citações e comentários referentes às imagens têm a ver com Pereira e com a sua situação.

30 7.2: J USTIFICA A INTERVENÇÃO DE P EREIRA.

31 Pereira pergunta: “- Sabem aquela do menino rico a quem a professora mandou fazer uma redacção sobre os pobres?”, referindo-se a Miguel e a ele próprio. O mendigo pretende demonstrar que sente os “Vasconcelos” a observarem-no, a descrevê-lo nas suas cabeças, a fazerem como que uma composição sobre ele.

32 8: R ELÊ O FINAL DA HISTÓRIA ( A PARTIR DA LINHA 97)

33 8.1: E XPLICA O SENTIDO DA AFIRMAÇÃO “E RA PRECISO VER E NÃO VER O MENINO E, CONTINUAR.” ( LL )

34 A afirmação “Era preciso ver e não ver o menino, e continuar”, traduz a relação que Marciana estabeleceu entre o menino negro no deserto e Pereira. A mãe de Miguel tentava encontrar em Pereira o menino, comparando-os, e imaginando o menino a fim de não pensar muito que o Pereira estava ali. Ao imaginar o menino, Marciana conseguia ver algo mais, pois projectava esta imagem no vagabundo.

35 8.2: C OMENTA O GESTO QUE M IGUEL TEM EM RELAÇÃO A P EREIRA, NESTA PASSAGEM.

36 O gesto que Miguel tem em relação a Pereira nesta passagem, oferecer uma prenda sua ao mendigo é um gesto de pura generosidade e compaixão, simplicidade, amizade, partilha. É um gesto muitíssimo genuíno e que só um bom ser humano seria capaz de realizar.

37 8.3: C LARIFICA O RECURSO AO VERBO “ DESABAR ”, NA LINHA 106.

38 O recurso ao verbo “desabafar” na linha 106, transmite uma ideia de que quando Miguel e Pereira saíram, tudo na casa se tornou mais natural, todos estavam mais à vontade sem a presença do mendigo. A tia Adelina estava ansiosa para que este pobre vagabundo fosse embora.

39 8.4: I NTERPRETA A SIMBOLOGIA DAS “ PASTILHAS CONTRA A INGESTÃO ” ( LL ) RELATIVAMENTE À ÉPOCA DO ANO EM QUE SE PASSA A ACÇÃO.

40 As “pastilhas contra a indigestão”, na época do ano em que se passa a acção, simbolizam a grande quantidade de comida e especialmente de doces que se comem no Natal, simbolizam o exagero e o consumismo e a perda de consciência das pessoas do é realmente o Natal.

41 8.5: D E TODOS OS DOCES DE N ATAL, D EODATO PROPÕEM - SE “ COMER MAIS UM SONHO ”. A DIANTA UMA EXPLICAÇÃO PARA ESTA ESCOLHA.

42 Deodato propõe-se “comer mais um sonho”. Este doce de Natal tem uma simbologia especial no contexto do conto, significa esperança, paz, alcançar algo mais. Tudo isto está muito relacionado com Pereira, com o facto de este certamente ter sonhos e ambições como qualquer outro ser humano, alcançar o alcançável. Relaciona-se também com Miguel, pelo facto de este sonhar com uma sociedade mais justa e genuína, sem “podres”. No fundo, todo o conto tem uma mensagem de perseguirmos sempre os nossos sonhos e concretizarmos o que achamos correcto e melhor para cada um de nós, e certamente perseguir a felicidade.

43 9: C ONSULTA NO GLOSSÁRIO DE TERMOS LITERÁRIOS ( PÁGINA 298), AS ENTRADAS RELATIVAS ÀS CATEGORIAS DO TEXTO NARRATIVO NARRADOR E PERSONAGEM, BEM COMO AS QUE LHE ESTÃO ASSOCIADAS – AUTOCARACTERIZAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO ( DIRECTA E INDIRECTA ) E FOCALIZAÇÃO. D E SEGUIDA, RELÊ O CONTO DE L UÍSA C OSTA G OMES PARA RESPONDERES ÀS QUESTÕES, SELECCIONANDO A ( S ) ALÍNEA ( S ) CORRECTA ( S ) E JUSTIFICANDO A ( S ) TUA ( S ) OPCÇÃO ( ÕES ).

44 9.1: Q UANTO À CIÊNCIA O NARRADOR NESTA HISTÓRIA ADOPTA UMA FOCALIZAÇÃO.

45 C. O narrador adopta uma focalização omnisciente devido ao facto de saber todas as informações acerca das personagens. “Detestava a comida de Natal”. (prova que conhecia as preferências de Marciana).

46 9.2: Q UANTO À FORMA COMO ESTÁ PRESENTE NA HISTÓRIA QUE CONTA, O NARRADOR É :

47 B. O narrador é heterodiegético pois não participa como personagem na história narrada. “Pensou que por mais que o limassem, mesmo esfregado e desinfectado num passaria por m deles”. (O que evidência o facto de o narrador não escrever na primeira pessoa). (…) ELE (…)

48 9.3: “ – O TEU M IGUEL É UM SANTO, - D ISSE UMA TIA, ABRAÇANDO M ARCIANA NA COZINHA.” ( LL ) N O EXCERTO ACIMA, M IGUEL É RETRATADO ATRAVÉS DE UM PROCESSO DE :

49 A. Miguel é retratado através de um processo de caracterização directa porque a tia descreve explicitamente através de um atributo “O teu Miguel é um santo.”


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