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Schopenhauer (1788-1860) O Mundo como Vontade e como Representação.

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Apresentação em tema: "Schopenhauer (1788-1860) O Mundo como Vontade e como Representação."— Transcrição da apresentação:

1 Schopenhauer ( ) O Mundo como Vontade e como Representação

2 Schopenhauer ( ) Representação Vontade Brahman Trimurti : Brahma, Vishnu e Shiva (Schopenhauer) Maya Upanixades Oupenek’hat (Hinduísmo) (Séc. VII a. C.) Coisa-em-siFenômenoKant ( ) Mundo Inteligível (das idéias) Mundo Sensível Platão ( a. C.)

3 Influências “Acredito – devo confessar – que minha doutrina não poderia ter nascido antes que as Upanixades, Platão e Kant pudessem projetar suas ideias ao mesmo tempo sobre o espírito da humanidade.” Schopenhauer, Manuscritos, 1816.

4 Representação e Vontade • O mundo é uma representação. Objetos representados por um sujeito. • A vontade é a essência do mundo, um impulso cego e irracional que leva todo ente, desde o inorgânico até o homem, a desejar sua preservação.

5 Mundo como representação • Sujeito representa objetos • Objetos são representados por sujeitos • Relação dialética entre sujeito e objeto • As coisas não são em si mesmas do jeito que as percebemos. Criamos representações do mundo. • Não existe Sol e terra, mas olhos que enxergam um Sol e mãos que tocam uma terra.

6 • Morcego: sabemos que a maior parte dos morcegos percebem o mundo externo primariamente por um sonar, localizando-se pelo eco, detectando as reflexões dos seu próprios gritos rápidos, sutilmente modulados e de alta freqüência, nos objetos ao seu alcance. • Gato: Os gatos têm, em média, campo visual estimado em 200°, contra 180° dos humanos. O olfato de um gato doméstico é 14 vezes mais forte que o dos humanos. Os bigodes auxiliam na navegação e tato. Podem detectar pequenas variações nas correntes de ar, possibilitando ao gato descobrir obstruções sem nem mesmo vê-las. • Cego de nascença: Pintor cego de nascença impressiona médicos com sua habilidade especial.... Eu nasci cego e não sei o que significam luz, cores e formas.

7 Mundo representado pelos homens • Representação intuitiva: inteligência prática dos homens, adquirida por experiências sociais ou naturais. Não é necessário conceitos e linguagem nesse tipo de representação. Um jogador de futebol, uma dançarina e um caçador são exemplos dessa característica humana. Diversos outros animais também possuem representações intuitivas. • Representação abstrata: inteligência teórica dos homens, adquirida pela cultura. São necessários conceitos e linguagem nesse tipo de representação. Um físico, professor, advogado e astrônomo são exemplos dessa característica humana. Apenas os homens possuem representações abstratas.

8 O Oriente de Schopenhauer • Vedas: quatro textos, escritos em sânscrito por volta de 1500 a. C., que formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo (Rig, Yarjur, Sama e Atarva). • Upanixades: comentários filosóficos sobre os Vedas, compilados no período Vedanta (fim dos Vedas), séc. VII a. C.. • Oupenek’hat: traduções em latim de 50 das 108 Upanixades (1801 e 1802).

9 Mundo como Representação (Schopenhauer) Maia

10 Mundo como Vontade Vontade-de-viver (Schopenhauer) Trimurti: Brahma, Vishnu e Shiva. (Upanixades) Ou Shiva

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13 Mundo como Vontade • Senso comum: querer/desejo consciente • Schopenhauer - Vontade: – Inconsciente – Impulso – Irracional – Luta de todos contra todos – Querer, vontade incontrolável – Criação, Conservação e Destruição

14 Afirmação da Vontade • Afirmação da individualidade • Afirmação da própria existência • Individualismo • Esquecimento do outro • O outro transforma-se em inimigo • Conflito entre desejos • Conflito entre quereres • Ações egoístas e malévolas • Ações Violentas • Sofrimento, dor, ausência, angústia e miséria

15 “A Vontade é a raiz metafísica do mundo e da conduta humana; por consequência, é a fonte de todos os sofrimentos.” “Por mais espesso que seja o véu com que Maya obscurece o espírito do mau, e, por maior que seja o apego com que o mau persevere no princípio de individuação, o qual lhe faz considerar a sua pessoa como absolutamente diferente de todas as outras e como separada delas por meio de um largo abismo, perspectiva a que se mantém com todas as suas forças, porque lhe convém ao egoísmo.” Schopenhauer, Mundo, 1918.

16 Peter Paul Rubens - Saturno devorando seu filho – 1639.

17 Francisco Goya - Saturno devorando seus filhos,

18 Francisco Goya, Fuzilamentos de 3 maio de 1808, pintado em 1814, Museu do Prado – Madrid.

19 A Liberdade guiando o Povo – 1830, Eugène Delacroix.

20 Galileu diante da Inquisição, de Joseph Robert Fleury (1847).

21 Segundo a mãe, o pai foi assassinado. O menino tem 4 anos, colombiano. A mãe tem 16, o pai tem 45 e são fugitivos de gangues na Colômbia. Os três estão sozinhos no Brasil, com medo, com fome e sem trabalho. Autor: Ricardo Carelli, 2006.

22 Mulheres se estapeiam no centro de Niterói e outra não sabe o que fazer. Autor: Marcos Silva, 2006.

23 Tentativa de assalto, Ormuzd Alves, Fotografia, Prêmio Folha de São Paulo

24 Favela da Rocinha - Rio de Janeiro. Autor: Marcelo Piu, 2005.

25 Guerra do Vietnã. Autor: Nick Ut, 1972.

26 Menino é acorrentado pela própria mãe. Foto de Cláudio Vieira, do jornal Vale Paraibano, de São José dos Campos, vencedor do Prêmio Vladmir Herzog de Direitos Humanos de 2002 na categoria Fotojornalismo.

27 “A triste rotina da violência já faz parte da vida do brasileiro.” Autor: Vitor Silva, 2007.

28 Violência entre homens e animais “Devemos proteger os animais, que foram tão irresponsavelmente esquecidos nos demais sistemas morais europeus. A pretendida ausência dos direitos animais, a ilusão que nossa conduta para com eles não tem valor moral e de que não existem deveres para com eles, é uma indigna brutalidade e barbaridade do ocidente.” Schopenhauer, Problemas da Ética, 1841.

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30 Violência e Natureza • Violência ou sobrevivência? • A natureza é violenta? • Qual é a origem do mal? • Um animal que mata para sobreviver pratica um ato violento? • Há violência (conflito) na matéria inorgânica?

31 Matéria inorgânica “Constatamos que a matéria inorgânica apresenta um constante conflito entre forças químicas, as quais por vezes promovem a dissolução; (...).” Schopenhauer, Parerga, 1851.

32 Na imagem, pelo menos duas das galáxias da Stephan’s Quintet estão envolvidas em acidentes em alta velocidade, que vem arrancando estrelas e gás das galáxias vizinhas e lançando-as no espaço. Fonte: Nasa.

33 Cratera do Arizona m de profundidade e 1250m de diâmetro. Vulcão Cleveland, no Alasca, soltando fumaça, em maio de (Fonte: Nasa Pictures)

34 “Violência: natural e gratuita.” Autor: Rui Gama, 2005.

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36 Matéria orgânica “A visibilidade mais nítida dessa luta universal se dá justamente no mundo dos animais – o qual tem por alimento o mundo vegetal (...) cada animal só alcança sua existência por intermédio da supressão contínua de outro.” Schopenhauer, Mundo, 1818.

37 Vírus da AIDS

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40 “Boxe” de insetos – China, autor desconhecido.

41 Solução Negação da Vontade • Em decorrência do caráter elevado do sujeito, a ação humana supera o egoísmo; • A ação egoísta provém da ilusão da individualidade (Véu de Maya), pela qual um sujeito deseja, constantemente, dominar os outros; • A compreensão da Vontade apresenta o caráter único de todos os seres, o que leva, a um sentimento de compaixão.

42 Negação da Vontade • Afirmação da coletividade • Negação da própria existência ≠ suicídio • Esquecimento do Eu • Percepção de que tudo está interligado e tudo é vontade. • O outro transforma-se em igual • Cessam os conflitos e desejos • Atos de amor e compaixão • Fim da dor do mundo

43 Negação da Vontade • Pauta-se essencialmente pelo esquecimento do EU. • Ocorre de dois modos diversos: – Ética: ação virtuosa da compaixão – Estética: produção ou contemplação da arte

44 “Se a aplico à conduta, não encontro, para exprimir esta verdade, fórmula mais elevada que a dos Vedas, que eu já citei: Tat tvam asi! Isto és tu! Quem estiver em condições de, com toda a clareza de conhecimento e com toda a firmeza de convicção, pronunciá-la sobre qualquer criatura com que se ache em contato, esse pode estar certo de que possui com isso a fonte de toda a virtude e de toda a bem-aventurança e de que está na estrada que leva direito à salvação.” Schopenhauer, Mundo, 1818.

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46 “Para o homem que pratica atos de compaixão, o véu de Maya cai de seus olhos e a ilusão do princípio de individuação o deixa. Ele reconhece a si mesmo em todos seres, em cada sofredor; (...) Ser curado dessa errônea noção e desiludir-se de Maya e praticar trabalhos de compaixão são a mesma coisa.” Schopenhauer, Manuscritos, 1816.

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48 Nietzsche ( ) O Nascimento da Tragédia Genealogia da moral Para além do Bem e do Mal Assim falou Zaratustra

49 O Nascimento da Tragédia • Crítica ao excesso de razão • Crítica ao moralismo socrático, platônico, cristão... • Crítica à criação ao desequilíbrio entre Dionísio (natureza) e Apolo (razão) • Busca na antiguidade clássica (gregos) o início desse desequilíbrio: Sócrates

50 O Nascimento da Tragédia APOLODIONÍSIO Razão, saber, luz, inteligênciaPrazer, sensualidade, Natureza, paixões Sócrates, Platão, Aristóteles, St. Agostinho, São Tomás de Aquino, filósofos modernos e contemporâneos Mitologia Pré-Socráticos Schopenhauer Moralidade criada com bases racionaisMoralidade criada com base da dominação Moral dominadora: razão Vs. Paixões Corpo Vs. Alma Nietzsche: Contra a moral pautada em discursos racionais e crentes Razão produz moralProblemas da razão Fé produz moralNietzsche: Crise do século XIX - ausência de valores, morte de Deus, surgimento de um certo relativismo moral. Moral dominadora, controladora Ética pautada em questões metafísicas Nietzsche: Não há relação da ética com a metafísica. A relação que faz Schop. Entre vontade, egoísmo e compaixão é um absurdo

51 Genealogia da Moral • De onde surge a noção de bem e de mal, certo e errado, justo e injusto? • Os valores morais são universais? Para Nietzsche não. Eles são construções sociais, políticas, econômicas, culturais... • Nietzsche relativiza esses valores • Critica todas morais construídas em coletivo e que visam a dominação.

52 Genealogia da Moral • Nem Sócrates, nem Platão • Nem cristianismo, nem budismo • Nem socialismo, nem capitalismo • Nem nazismo, nem fascismo, nem stalinismo • Ausência de valores para o agir humano. Sem referencial norteador, o homem cai no nada. Sem perspectivas, o homem se depara com o niilismo.

53 Genealogia da Moral • Moral de rebanho • Moral do escravo: controlados, dominados, guiados pelos valores morais do dominante • Moral do Senhor: “Dar ordens é mais difícil do que obedecer: porque aquele que dá ordens suporta o peso de todos os que obedecem, e essa carga prostra-o facilmente.

54 Para além do Bem e do Mal • Contra morais de rebanho • Contra todos os sistemas morais • Contra o coletivismo • Contra o individualismo (egoísmo). O eu é essa ilusão no qual as pessoas se apegam. • Contra

55 Vida – Chico Buarque Vida, minha vida Olha o que é que eu fiz Deixei a fatia Mais doce da vida Na mesa dos homens De vida vazia Mas, vida, ali Quem sabe, eu fui feliz Vida, minha vida Olha o que é que eu fiz Verti minha vida Nos cantos, na pia Na casa dos homens De vida vadia Mas, vida, ali Quem sabe, eu fui feliz Luz, quero luz, Sei que além das cortinas São palcos azuis E infinitas cortinas Com palcos atrás Arranca, vida Estufa, veia E pulsa, pulsa, pulsa, Pulsa, pulsa mais Mais, quero mais Nem que todos os barcos Recolham ao cais Que os faróis da costeira Me lancem sinais Arranca, vida Estufa, vela Me leva, leva longe Longe, leva mais Vida, minha vida Olha o que é que eu fiz Toquei na ferida Nos nervos, nos fios Nos olhos dos homens De olhos sombrios Mas, vida, ali Eu sei que fui feliz

56 Superação de si – Além do Homem • Super homem ou além do homem • Negar a moral vigente e buscar valores autênticos e originais • Os problemas da minha vida não são culpa de Deus, dos meus pais, da religião, da filosofia, do professor, dos meus amigos, mas sim de mim mesmo. O eu é que deve superar os problemas e as limitações a partir de um encontro consigo mesmo. • O homem que se supera é ético e sensível • Não é apenas razão, mas é também razão. • Ele vive de acordo com a sua vontade de potência, sua natureza, etc • Zaratustra, o homem dionisíaco, é um exemplo de superar- se

57 Super homem • Übermensche: aceitar a vida não é o mesmo que aceitar o homem. O super-homem é a vontade de poder, determinando a nova ordem de valores. É o líder guerreiro, altamente disciplinado. É o novo homem que quebrará as velhas cadeias e criará um novo sentido na terra. É o homem que vai além do homem. O cristianismo e o platonismo doma o espírito, a alma e enfraquece a vontade de poder, da conquista, da paixão, do corpo. Para Nietzsche, o santo é o resultado do medo do inferno e não do amor à humanidade.

58 Zaratustra • Nega o isolamento, nega o conforta da vida em contato com a natureza, para mergulhar na miséria humana • Nega o santo que é santo apenas para os animais • Nega o palhaço que fala para a massa inerte e sedenta por entretenimento • Nega o coveiro que discursa para os mortos • Zaratustra fala para o indivíduo • Zaratustra se supera, pois rompe com valores fúteis e vãos e cria seus próprios valores • Zaratustra não é controlado, mas também não controla • Zaratustra é o super homem, aquele que se distanciou do homem comum, assim como, o homem comum se distanciou do primata (australopitecus)


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