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Daniele Neves Fernando Wolter Morgana Marangone Guilherme Siqueira "Posso fazer dez poemas por dia, porque eu sei fazer. Mas nunca farei isso. Eu sempre.

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1 Daniele Neves Fernando Wolter Morgana Marangone Guilherme Siqueira "Posso fazer dez poemas por dia, porque eu sei fazer. Mas nunca farei isso. Eu sempre fui assim, sempre escrevi o poema necessário." "Quando o poema chega, é um acontecimento inusitado, uma erupção, como um vulcão. Está tudo bem e de repente ele começa a colocar fogo pela boca."

2 MUNDIAL BRASIL  Fim da 2° G. M  Início da ONU  Início da Guerra Fria  Fim da ditadura de Getúlio Vargas  Início do processo de redemocratização no país

3  José Ribamar Ferreira nasceu em São Luiz do Maranhão em 1930  Aos 21 anos mudou para o RJ – amizade com pessoas da Vanguarda  Escrevia teatros  Neoconcretista – M. de cultura popular  Auto – Exílio na Argentina e França com volta em 1977

4  1990  Abstinência de 12 anos  54 poemas  4 partes  Muitas Vozes  Aos Rés da Fala  Poemas Recentes  Poemas Resgatados

5 Meu poema é um tumulto a fala que nele fala outras vozes arrasta em alarido. (estamos todos nós cheios de vozes que o mais das vezes mal cabem em nossa voz: se dizes pêra, acende-se um clarão um rastilho de tardes e açucares ou se azul dizeres, pode ser que se agite o Egeu em tuas glândulas)

6 A água que ouviste num soneto de Rilke os ínfimos rumores no capim o sabor do hortelã (essa alegria) a boca fria da moça o maruim na poça a hemorragia da manhã tudo isso em ti se deposita e cala Até que de repente um susto ou uma ventania (que o poema dispara) chama esses fósseis à fala. Meu poema É um túmulo, um alarido: Basta apurar o ouvido.

7  Referências autobiográficas – terra natal, familiares, experiências pessois  Questionamento existencial  Imagens do cotidiano  A morte – vida  Referência a lugares

8 “De soar nas palmeiras e mangueiras e de solitárias águas brasileiras (que eram brasileiras aquelas águas) ali parecidas vindas do corpo do planeta no Maranhão na ilha de São Luíz atravessada de ventos que nos enredavam os cabelos” “fogem Os séculos no capim(entre os talos) próximo à estação Da Estrada de Ferro São Luíz- Teresina

9 REDUNDÂNCIAS “Ter medo da morte é coisa dos vivos o morto está livre de tudo o que é vida Ter apego ao mundo É coisa dos vivos Para o morto não há (não houve) Raios rios risos E ninguém vive a morte Quer morto quer vivo Mera noção que existe Só enquanto existo”

10 Filhos A meu filho Marcos Daqui escutei quando eles chegaram rindo e correndo entraram na sala e logo invadiram também o escritório (onde eu trabalhava) num alvoroço e rindo e correndo se foram com sua alegria Se foram Só então Me perguntei Por que Não lhes dera Maior Atenção se há tantos e tantos anos não os via crianças já que agora estão os três com mais de trinta anos”

11 “Para além da porta na sala nos quartos o silêncio cheirava àquela família” “Mas era macio nas folhas caladas do quintal vazio” “Que rumor era esse? barulho que de tão oculto só o olfato o escutava?” “ A luz da manhã era leitosa e não se via o leiteiro na esquina da Carlos Sampaio”

12 PELE SOBRE PELE Agitado no ar o lençol me sobrevoa ondula E lentamente pousa em meu corpo (ao longo dele) Quase tão leve quanto minha pele (ou o sono) cujo peso não sinto

13 “e por baixo com seu esporão te fende te fode e se fundem no gozo” “ Como possuí-la quando está desnuda se ela toda é chuva se ela toda é vulva” “emergias da treva as coxas o ventre os seios eram luas encantadas e do centro do teu corpo a macia estrela negra me chamava para dentro de si”

14 INVENTÁRIO “Vivo a pré-história de mim Por pouco pouco eu era eu José de Ribamar Ferreira Gullar Não deu O Gullar que bastasse não nasceu”

15  Pitada de Concretismo  Versos livres  Pontuação livre  Versos brancos  Linguagem fácil e cru  Expressa sentimentos  Sinestesia

16  Ferreira Gullar no ano de  Ouvindo apenas e gato e passarinho e gato e passarinho (na manhã veloz e azul de ventania e ar vores voando) e cão latindo e gato e passarinho (só rumores de cão e gato e passarinho ouço deitado no quarto às dez da manhã de um novembro no Brasil)

17  Acerca do poema acima reproduzido, considere as seguintes afirmativas:  I. No plano da linguagem poética, pelo menos um dos procedimentos empregados pelo autor em Muitas vozes encontra-se exemplificado em Ouvindo apenas: o texto espacializado (a linguagem de base visual).  II. O sujeito lírico de Ouvindo apenas mantém-se desligado do mundo objetivo, mostrando-se insensível a estímulos físicos.  III. O emprego de quadras e tercetos isométricos associa Ouvindo apenas ao modelo estrutural do soneto.  IV. O poema justapõe dois registros da realidade: fora dos parênteses, os elementos da realidade são relacionados de forma objetiva; dentro dos parênteses, fica evidenciada a atuação do componente subjetivo.  V. Embora use recursos do fazer poético concretista, Ferreira Gullar harmoniza a ousadia formal com a representação da emoção.  Assinale a alternativa correta:  a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras

18  Acerca do poema acima reproduzido, considere as seguintes afirmativas:  I. No plano da linguagem poética, pelo menos um dos procedimentos empregados pelo autor em Muitas vozes encontra-se exemplificado em Ouvindo apenas: o texto espacializado (a linguagem de base visual).  II. O sujeito lírico de Ouvindo apenas mantém-se desligado do mundo objetivo, mostrando-se insensível a estímulos físicos.  III. O emprego de quadras e tercetos isométricos associa Ouvindo apenas ao modelo estrutural do soneto.  IV. O poema justapõe dois registros da realidade: fora dos parênteses, os elementos da realidade são relacionados de forma objetiva; dentro dos parênteses, fica evidenciada a atuação do componente subjetivo.  V. Embora use recursos do fazer poético concretista, Ferreira Gullar harmoniza a ousadia formal com a representação da emoção.  Assinale a alternativa correta:  a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras

19  Acerca do poema acima reproduzido, considere as seguintes afirmativas:  I. No plano da linguagem poética, pelo menos um dos procedimentos empregados pelo autor em Muitas vozes encontra-se exemplificado em Ouvindo apenas: o texto espacializado (a linguagem de base visual).  II. O sujeito lírico de Ouvindo apenas mantém-se desligado do mundo objetivo, mostrando-se insensível a estímulos físicos.  III. O emprego de quadras e tercetos isométricos associa Ouvindo apenas ao modelo estrutural do soneto.  IV. O poema justapõe dois registros da realidade: fora dos parênteses, os elementos da realidade são relacionados de forma objetiva; dentro dos parênteses, fica evidenciada a atuação do componente subjetivo.  V. Embora use recursos do fazer poético concretista, Ferreira Gullar harmoniza a ousadia formal com a representação da emoção.  Assinale a alternativa correta:  a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras

20  Acerca do poema acima reproduzido, considere as seguintes afirmativas:  I. No plano da linguagem poética, pelo menos um dos procedimentos empregados pelo autor em Muitas vozes encontra-se exemplificado em Ouvindo apenas: o texto espacializado (a linguagem de base visual).  II. O sujeito lírico de Ouvindo apenas mantém-se desligado do mundo objetivo, mostrando-se insensível a estímulos físicos.  III. O emprego de quadras e tercetos isométricos associa Ouvindo apenas ao modelo estrutural do soneto.  IV. O poema justapõe dois registros da realidade: fora dos parênteses, os elementos da realidade são relacionados de forma objetiva; dentro dos parênteses, fica evidenciada a atuação do componente subjetivo.  V. Embora use recursos do fazer poético concretista, Ferreira Gullar harmoniza a ousadia formal com a representação da emoção.  Assinale a alternativa correta:  a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras

21  Acerca do poema acima reproduzido, considere as seguintes afirmativas:  I. No plano da linguagem poética, pelo menos um dos procedimentos empregados pelo autor em Muitas vozes encontra-se exemplificado em Ouvindo apenas: o texto espacializado (a linguagem de base visual).  II. O sujeito lírico de Ouvindo apenas mantém-se desligado do mundo objetivo, mostrando-se insensível a estímulos físicos.  III. O emprego de quadras e tercetos isométricos associa Ouvindo apenas ao modelo estrutural do soneto.  IV. O poema justapõe dois registros da realidade: fora dos parênteses, os elementos da realidade são relacionados de forma objetiva; dentro dos parênteses, fica evidenciada a atuação do componente subjetivo.  V. Embora use recursos do fazer poético concretista, Ferreira Gullar harmoniza a ousadia formal com a representação da emoção.  Assinale a alternativa correta:  a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras

22  Acerca do poema acima reproduzido, considere as seguintes afirmativas:  I. No plano da linguagem poética, pelo menos um dos procedimentos empregados pelo autor em Muitas vozes encontra-se exemplificado em Ouvindo apenas: o texto espacializado (a linguagem de base visual).  II. O sujeito lírico de Ouvindo apenas mantém-se desligado do mundo objetivo, mostrando-se insensível a estímulos físicos.  III. O emprego de quadras e tercetos isométricos associa Ouvindo apenas ao modelo estrutural do soneto.  IV. O poema justapõe dois registros da realidade: fora dos parênteses, os elementos da realidade são relacionados de forma objetiva; dentro dos parênteses, fica evidenciada a atuação do componente subjetivo.  V. Embora use recursos do fazer poético concretista, Ferreira Gullar harmoniza a ousadia formal com a representação da emoção.  Assinale a alternativa correta:  a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras

23  Acerca do poema acima reproduzido, considere as seguintes afirmativas:  I. No plano da linguagem poética, pelo menos um dos procedimentos empregados pelo autor em Muitas vozes encontra-se exemplificado em Ouvindo apenas: o texto espacializado (a linguagem de base visual).  II. O sujeito lírico de Ouvindo apenas mantém-se desligado do mundo objetivo, mostrando-se insensível a estímulos físicos.  III. O emprego de quadras e tercetos isométricos associa Ouvindo apenas ao modelo estrutural do soneto.  IV. O poema justapõe dois registros da realidade: fora dos parênteses, os elementos da realidade são relacionados de forma objetiva; dentro dos parênteses, fica evidenciada a atuação do componente subjetivo.  V. Embora use recursos do fazer poético concretista, Ferreira Gullar harmoniza a ousadia formal com a representação da emoção.  Assinale a alternativa correta:  a) Somente as afirmativas I, IV e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. e) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras

24 (Questão 13 PUC-PR 24/10/2010) Observe o poema abaixo, retirado de Muitas Vozes (1999), de Ferreira Gullar: Volta a São Luís Mal cheguei e já te ouvi gritar pra mim: bem te vi E a brisa é festa nas folhas ah, que saudade de mim! O tempo eterno é presente no teu canto, bem te vi (vindo do fundo da vida como no passado ouvi) E logo os outros repetem: bem te vi, te vi, te vi Como outrora, como agora como no passado ouvi (vindo do fundo da vida) Meu coração diz pra si: as aves que lá gorjeiam não gorjeiam como aqui. A respeito do texto, marque a alternativa INCORRETA:

25 A) Imbuído de um espírito criativo de experimentação formal, Ferreira Gullar demonstra no poema a sua sempre manifesta inclinação ao concretismo, tendência a que adere nos anos 1950 e da qual nunca se afastaria. O poema citado é marcado pelo uso de verso livre, com a exploração da imagem sendo uma de suas inovações. É um poema que explora o conhecido “cerebralismo” gullariano e sua recusa aos temas sentimentais. B) Trata-se de um poema em que se destaca a tematização da memória, com o retorno do eu lírico à cidade natal e às emoções a que ela se liga, com a revivência, pela percepção do som dos pássaros, de um tempo bom, como se indica nos versos “(vindo do fundo da vida/como no passado ouvi)”. C) O texto explora fonicamente a onopatopeia do pio do pássaro (“bem te vi, te vi, te vi”) para realçar a graciosidade da sensação auditiva a que a cidade se relaciona. Nota-se também a regularidade sonora na repetição, ao final de cada estrofe, de sons com final em “i” ou “im”. O uso das rimas sugere a sonoridade repetida dos pios ouvidos pelo eu lírico, que, assim, são informados não só pelo conteúdo mas também pela forma do texto. D) Há uma regularidade métrica no poema de Gullar. Usam-se redondilhas maiores (versos com sete sílabas métricas), recurso que dá ritmo ágil e, de certo modo, musical à declamação. Esses efeitos sonoros se ligam à intenção de retratar a musicalidade dos sons mencionados no texto, fator de exaltação do lugar descrito e motivo dos afetos sentidos pelo eu lírico em relação a ele. E) O texto explora a intertextualidade com um clássico do Romantismo brasileiro, a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. Os dois textos, escritos em contextos culturais diferentes, narram a experiência de afastamento dos poetas de sua terra (não por acaso, Dias e Gullar são maranhenses). Porém, enquanto o eu lírico do texto de Dias aspira ao retorno, o de Gullar já o vivencia (“Mal cheguei e já te ouvi”). Além disso, nos dois casos, a beleza do lugar é associada ao som dos pássaros, o sabiá em Dias, o bem-te-vi em Gullar.

26 A) Imbuído de um espírito criativo de experimentação formal, Ferreira Gullar demonstra no poema a sua sempre manifesta inclinação ao concretismo, tendência a que adere nos anos 1950 e da qual nunca se afastaria. O poema citado é marcado pelo uso de verso livre, com a exploração da imagem sendo uma de suas inovações. É um poema que explora o conhecido “cerebralismo” gullariano e sua recusa aos temas sentimentais. B) Trata-se de um poema em que se destaca a tematização da memória, com o retorno do eu lírico à cidade natal e às emoções a que ela se liga, com a revivência, pela percepção do som dos pássaros, de um tempo bom, como se indica nos versos “(vindo do fundo da vida/como no passado ouvi)”. C) O texto explora fonicamente a onopatopeia do pio do pássaro (“bem te vi, te vi, te vi”) para realçar a graciosidade da sensação auditiva a que a cidade se relaciona. Nota-se também a regularidade sonora na repetição, ao final de cada estrofe, de sons com final em “i” ou “im”. O uso das rimas sugere a sonoridade repetida dos pios ouvidos pelo eu lírico, que, assim, são informados não só pelo conteúdo mas também pela forma do texto. D) Há uma regularidade métrica no poema de Gullar. Usam-se redondilhas maiores (versos com sete sílabas métricas), recurso que dá ritmo ágil e, de certo modo, musical à declamação. Esses efeitos sonoros se ligam à intenção de retratar a musicalidade dos sons mencionados no texto, fator de exaltação do lugar descrito e motivo dos afetos sentidos pelo eu lírico em relação a ele. E) O texto explora a intertextualidade com um clássico do Romantismo brasileiro, a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. Os dois textos, escritos em contextos culturais diferentes, narram a experiência de afastamento dos poetas de sua terra (não por acaso, Dias e Gullar são maranhenses). Porém, enquanto o eu lírico do texto de Dias aspira ao retorno, o de Gullar já o vivencia (“Mal cheguei e já te ouvi”). Além disso, nos dois casos, a beleza do lugar é associada ao som dos pássaros, o sabiá em Dias, o bem-te-vi em Gullar.

27 A) Imbuído de um espírito criativo de experimentação formal, Ferreira Gullar demonstra no poema a sua sempre manifesta inclinação ao concretismo, tendência a que adere nos anos 1950 e da qual nunca se afastaria. O poema citado é marcado pelo uso de verso livre, com a exploração da imagem sendo uma de suas inovações. É um poema que explora o conhecido “cerebralismo” gullariano e sua recusa aos temas sentimentais. B) Trata-se de um poema em que se destaca a tematização da memória, com o retorno do eu lírico à cidade natal e às emoções a que ela se liga, com a revivência, pela percepção do som dos pássaros, de um tempo bom, como se indica nos versos “(vindo do fundo da vida/como no passado ouvi)”. C) O texto explora fonicamente a onopatopeia do pio do pássaro (“bem te vi, te vi, te vi”) para realçar a graciosidade da sensação auditiva a que a cidade se relaciona. Nota-se também a regularidade sonora na repetição, ao final de cada estrofe, de sons com final em “i” ou “im”. O uso das rimas sugere a sonoridade repetida dos pios ouvidos pelo eu lírico, que, assim, são informados não só pelo conteúdo mas também pela forma do texto. D) Há uma regularidade métrica no poema de Gullar. Usam-se redondilhas maiores (versos com sete sílabas métricas), recurso que dá ritmo ágil e, de certo modo, musical à declamação. Esses efeitos sonoros se ligam à intenção de retratar a musicalidade dos sons mencionados no texto, fator de exaltação do lugar descrito e motivo dos afetos sentidos pelo eu lírico em relação a ele. E) O texto explora a intertextualidade com um clássico do Romantismo brasileiro, a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. Os dois textos, escritos em contextos culturais diferentes, narram a experiência de afastamento dos poetas de sua terra (não por acaso, Dias e Gullar são maranhenses). Porém, enquanto o eu lírico do texto de Dias aspira ao retorno, o de Gullar já o vivencia (“Mal cheguei e já te ouvi”). Além disso, nos dois casos, a beleza do lugar é associada ao som dos pássaros, o sabiá em Dias, o bem-te-vi em Gullar.

28 A) Imbuído de um espírito criativo de experimentação formal, Ferreira Gullar demonstra no poema a sua sempre manifesta inclinação ao concretismo, tendência a que adere nos anos 1950 e da qual nunca se afastaria. O poema citado é marcado pelo uso de verso livre, com a exploração da imagem sendo uma de suas inovações. É um poema que explora o conhecido “cerebralismo” gullariano e sua recusa aos temas sentimentais. B) Trata-se de um poema em que se destaca a tematização da memória, com o retorno do eu lírico à cidade natal e às emoções a que ela se liga, com a revivência, pela percepção do som dos pássaros, de um tempo bom, como se indica nos versos “(vindo do fundo da vida/como no passado ouvi)”. C) O texto explora fonicamente a onopatopeia do pio do pássaro (“bem te vi, te vi, te vi”) para realçar a graciosidade da sensação auditiva a que a cidade se relaciona. Nota-se também a regularidade sonora na repetição, ao final de cada estrofe, de sons com final em “i” ou “im”. O uso das rimas sugere a sonoridade repetida dos pios ouvidos pelo eu lírico, que, assim, são informados não só pelo conteúdo mas também pela forma do texto. D) Há uma regularidade métrica no poema de Gullar. Usam-se redondilhas maiores (versos com sete sílabas métricas), recurso que dá ritmo ágil e, de certo modo, musical à declamação. Esses efeitos sonoros se ligam à intenção de retratar a musicalidade dos sons mencionados no texto, fator de exaltação do lugar descrito e motivo dos afetos sentidos pelo eu lírico em relação a ele. E) O texto explora a intertextualidade com um clássico do Romantismo brasileiro, a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. Os dois textos, escritos em contextos culturais diferentes, narram a experiência de afastamento dos poetas de sua terra (não por acaso, Dias e Gullar são maranhenses). Porém, enquanto o eu lírico do texto de Dias aspira ao retorno, o de Gullar já o vivencia (“Mal cheguei e já te ouvi”). Além disso, nos dois casos, a beleza do lugar é associada ao som dos pássaros, o sabiá em Dias, o bem-te-vi em Gullar.

29 A) Imbuído de um espírito criativo de experimentação formal, Ferreira Gullar demonstra no poema a sua sempre manifesta inclinação ao concretismo, tendência a que adere nos anos 1950 e da qual nunca se afastaria. O poema citado é marcado pelo uso de verso livre, com a exploração da imagem sendo uma de suas inovações. É um poema que explora o conhecido “cerebralismo” gullariano e sua recusa aos temas sentimentais. B) Trata-se de um poema em que se destaca a tematização da memória, com o retorno do eu lírico à cidade natal e às emoções a que ela se liga, com a revivência, pela percepção do som dos pássaros, de um tempo bom, como se indica nos versos “(vindo do fundo da vida/como no passado ouvi)”. C) O texto explora fonicamente a onopatopeia do pio do pássaro (“bem te vi, te vi, te vi”) para realçar a graciosidade da sensação auditiva a que a cidade se relaciona. Nota-se também a regularidade sonora na repetição, ao final de cada estrofe, de sons com final em “i” ou “im”. O uso das rimas sugere a sonoridade repetida dos pios ouvidos pelo eu lírico, que, assim, são informados não só pelo conteúdo mas também pela forma do texto. D) Há uma regularidade métrica no poema de Gullar. Usam-se redondilhas maiores (versos com sete sílabas métricas), recurso que dá ritmo ágil e, de certo modo, musical à declamação. Esses efeitos sonoros se ligam à intenção de retratar a musicalidade dos sons mencionados no texto, fator de exaltação do lugar descrito e motivo dos afetos sentidos pelo eu lírico em relação a ele. E) O texto explora a intertextualidade com um clássico do Romantismo brasileiro, a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. Os dois textos, escritos em contextos culturais diferentes, narram a experiência de afastamento dos poetas de sua terra (não por acaso, Dias e Gullar são maranhenses). Porém, enquanto o eu lírico do texto de Dias aspira ao retorno, o de Gullar já o vivencia (“Mal cheguei e já te ouvi”). Além disso, nos dois casos, a beleza do lugar é associada ao som dos pássaros, o sabiá em Dias, o bem-te-vi em Gullar.

30 A) Imbuído de um espírito criativo de experimentação formal, Ferreira Gullar demonstra no poema a sua sempre manifesta inclinação ao concretismo, tendência a que adere nos anos 1950 e da qual nunca se afastaria. O poema citado é marcado pelo uso de verso livre, com a exploração da imagem sendo uma de suas inovações. É um poema que explora o conhecido “cerebralismo” gullariano e sua recusa aos temas sentimentais. B) Trata-se de um poema em que se destaca a tematização da memória, com o retorno do eu lírico à cidade natal e às emoções a que ela se liga, com a revivência, pela percepção do som dos pássaros, de um tempo bom, como se indica nos versos “(vindo do fundo da vida/como no passado ouvi)”. C) O texto explora fonicamente a onopatopeia do pio do pássaro (“bem te vi, te vi, te vi”) para realçar a graciosidade da sensação auditiva a que a cidade se relaciona. Nota-se também a regularidade sonora na repetição, ao final de cada estrofe, de sons com final em “i” ou “im”. O uso das rimas sugere a sonoridade repetida dos pios ouvidos pelo eu lírico, que, assim, são informados não só pelo conteúdo mas também pela forma do texto. D) Há uma regularidade métrica no poema de Gullar. Usam-se redondilhas maiores (versos com sete sílabas métricas), recurso que dá ritmo ágil e, de certo modo, musical à declamação. Esses efeitos sonoros se ligam à intenção de retratar a musicalidade dos sons mencionados no texto, fator de exaltação do lugar descrito e motivo dos afetos sentidos pelo eu lírico em relação a ele. E) O texto explora a intertextualidade com um clássico do Romantismo brasileiro, a Canção do Exílio, de Gonçalves Dias. Os dois textos, escritos em contextos culturais diferentes, narram a experiência de afastamento dos poetas de sua terra (não por acaso, Dias e Gullar são maranhenses). Porém, enquanto o eu lírico do texto de Dias aspira ao retorno, o de Gullar já o vivencia (“Mal cheguei e já te ouvi”). Além disso, nos dois casos, a beleza do lugar é associada ao som dos pássaros, o sabiá em Dias, o bem-te-vi em Gullar.


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