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Métodos e Técnicas Científicas Adm. Valmir Severiano

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Apresentação em tema: "Métodos e Técnicas Científicas Adm. Valmir Severiano"— Transcrição da apresentação:

1 Métodos e Técnicas Científicas Adm. Valmir Severiano

2 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito Em seu sentido mais geral, o método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um certo fim ou um resultado desejado. Nas Ciências, entende-se por método o conjunto de processos empregados na investigação e na demonstração da verdade.

3 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito Não se inventa um método; ele depende, fundamentalmente, do objeto da pesquisa. Os cientistas, cujas investigações foram coroadas de êxito, tiveram o cuidado de anotar os passos percorridos e os meios que os levaram aos resultados. A época do empirismo passou. Hoje, não é mais possível improvisar. A atual fase baseia-se na técnica, na precisão, na previsão e no planejamento.

4 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito Ninguém pode se dar ao luxo de fazer tentativas ao acaso para ver se colhe algum êxito inesperado. Deve-se disciplinar o espírito, excluir das investigações o capricho e o acaso, adaptar o esforço às exigências do objeto a ser estudado, selecionar os meios e processos mais adequados. Tudo isso é dado pelo método. Assim, o bom método torna-se fator de segurança e economia na ciência.

5 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito Evidentemente, o método não substitui o talento ou a inteligência do cientista. Ele tem também o seus limites, não ensina a encontrar as grandes hipóteses, as idéias novas e fecundas. Isto depende do gênio e da reflexão do cientista. O método científico, portanto, não possui as virtudes milagrosas que a mentalidade tradicional lhe atribuía. O método não é um modelo, fórmula ou receita que, uma vez aplicada, colhe, sem margem de erro, os resultados previstos ou desejados.

6 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito Toda investigação nasce de algum problema observado ou sentido, de tal modo que não pode prosseguir, a menos que se faça uma seleção da matéria a ser tratada. Essa seleção requer alguma hipótese ou pressuposição que vai guiar e, ao mesmo tempo, delimitar o assunto a ser investigado. Daí o conjunto de processos ou etapas de que se serve o método cientifico, tais como a observação e coleta de todos os dado possíveis, a hipótese que procura explicar provisoriamente todas as observações de maneira simples e viável.

7 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito A experimentação dá ao método científico o nome de método experimental, a indução da lei que fornece a explicação ou o resultado de todo o trabalho de investigação, a teoria que insere o assunto tratado num contexto mais amplo. Todo método depende do objetivo de investigação. Ora, a filosofia não tem por objeto o estudo de coisas fantasiadas, irreais ou inexistentes.

8 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito A filosofia questiona a própria realidade. Por isso, o ponto de partida do método racional é a observação desta realidade ou aceitação de certas proposições evidentes, princípios ou axiomas, para em seguida prosseguir por dedução ou indução, em virtude das exigências unicamente lógicas e racionais. É mediante o método racional, que também se desdobra em diversas técnicas, como a observação, a análise, a comparação e a síntese, a indução e a dedução, a hipótese e a teoria, procura-se interpretar a realidade quanto a sua origem, natureza profundidade, destino e significado no contexto geral

9 Métodos e Técnicas Científicas - Conceito Pelo método racional procura-se obter uma compreensão e visão mais ampla sobre o homem, sobre a vida, sobre o mundo, sobre o ser. Essa cosmovisão, a qual leva à investigação racional, evidentemente não pode ser testada ou comprovada experimentalmente em laboratórios. E é exatamente a possibilidade de comprovar ou não as hipóteses que distingue o método experimental do racional.

10 As técnicas O método concretiza-se como o conjunto das diversas etapas ou passos que devem ser dados para a realização da pesquisa. Esses passos são as técnicas. Os objetos de investigação determinam o tipo de método a ser empregado, a saber, o experimental ou o racional. Um e outro empregam técnicas específicas como também técnicas comuns a ambos.

11 As técnicas Pode-se dizer que a maioria das técnicas que compõe o método cientifico e racional é comum, embora devam ser adaptadas ao objetivo de investigação. Por isso, as técnicas ou processo que, a seguir, serão explicitadas dizem respeito ao método experimental e indiretamente, com as adaptações que se impõem, ao método racional.

12 As técnicas Podem ser chamados de técnicas aqueles procedimentos científicos utilizados por uma ciência determinada no quadro das pesquisas próprias desta ciência. As técnicas em uma ciência são os meios corretos de executar as operações de interesse de tal ciência. O treinamento científico reside, em grande parte, no domínio dessas técnicas.

13 As técnicas O conjunto dessas técnicas gerais constitui o método. Portanto, métodos são técnicas suficientemente gerais para se tornarem procedimentos comuns a uma área das ciências ou a todas as ciências. Existe, pois, um método fundamentalmente idêntico para todas as ciências, que compreende um certo número de procedimentos ou operações científicas levadas a efeito em qualquer tipo de pesquisa.

14 As técnicas Estes procedimentos, descritos nos tópicos seguintes, podem ser resumidos da seguinte maneira: Formular questões ou propor problemas e levantar hipóteses; Efetuar observações e medidas; Registrar tão cuidadosamente quanto possível os dados observados com o intuito de responder às perguntas formuladas ou comprovar a hipótese levantada; Elaborar explicações ou rever conclusões, idéias ou opiniões que estejam em desacordo com as observações ou com a respostas resultantes;

15 As técnicas Estes procedimentos, descritos nos tópicos seguintes, podem ser resumidos da seguinte maneira: Generalizar, isto é, estender as conclusões obtidas a todos os casos que envolvem condições similares; a generalização é tarefa do processo chamado indução; Prever ou predizer, isto é, antecipar que, dadas certas condições, é de se esperar que surjam certas relações

16 As técnicas – Observação Observar é aplicar atentamente os sentidos físicos a um objeto, para dele adquirir um conhecimento claro e preciso. A observação é de importância capital nas ciências. É dela que depende o valor de todos os outros processos. Sem a observação, o estudo da realidade e de suas leis seria reduzido às simples conjetura e adivinhação.

17 As técnicas – Observação De acordo com a finalidade e a forma como é executada, a observação pode assumir diferentes configurações, conforme classificação de Lakatos (1998, p. 170): Observação assistemática: também chamada espontânea, informal, simples, livre ou ocasional, caracteriza a observação sem o emprego de qualquer técnica ou instrumento, sem planejamento, sem controle e ser quesitos observacionais previamente elaborados.

18 As técnicas – Observação Observação sistemática: também chamada observação estruturada, planejada ou controlada, tem como característica básica o planejamento prévio e a utilização e anotações, de controle do tempo e da periodicidade, recorrendo também ao uso de recursos técnicos, mecânicos e eletrônicos; Observação não-participante: quando o observador deliberadamente se mantém na posição de observador e de expectador, evitando se envolver ou deixar-se envolver com o objeto da observação;

19 As técnicas – Observação Observação participante: quando o observador, deliberadamente, ser envolve e deixa-se envolver com o objeto da pesquisa, passando a fazer parte dele; Observação individual: em diversas situações de pesquisa a observação pode ser realizada individualmente, como nas pesquisas destinadas à obtenção de títulos acadêmicos, tendo o observador de submeter o objeto da pesquisa ao crivo dos seus próprios conhecimentos, dada a inexistência de controles externos;

20 As técnicas – Observação observação em equipe: quando um objeto de pesquisa é, simultâneo e ou concomitantemente, observado por várias pessoas com o mesmo propósito, ainda que em tempos e lugares distintos; Observação laboratorial: de caráter artificial, mas fundamental para isolar o objeto da pesquisa de interferências externas e para descobrir os mecanismos internos de funcionamento do objeto.

21 As técnicas – Observação Em qualquer das modalidades, a observação deve ser: atenta; exata e completa; precisa Sucessiva e metódica

22 As técnicas – Observação Para isso é preciso conseguir dar valores numéricos a tudo quanto no objeto de pesquisa observado for suscetível de medida quantitativa. Daí a importância que assumem as medidas, quando combinadas com métodos e técnicas científicas.

23 As técnicas – Experimentação A experimentação consiste no conjunto de processos utilizados para verificar as hipóteses. Difere da observação porque obedece a uma idéia diretriz, e não, simplesmente, porque implica a intervenção em vista de modificar o objeto da pesquisa.

24 As técnicas – Experimentação A idéia geral que governa as técnicas de experimentação é a seguinte: consistindo a hipótese, essencialmente, a respeito de estabelecer uma relação de causa e efeito ou de antecedente e conseqüente entre dois fenômenos, trata-se de descobrir ser realmente B (suposto efeito ou conseqüente) varia cada vez que se faz varia A (suposta causa ou antecedente) e ser varia nas mesmas proporções.

25 As técnicas – Experimentação Francis Bacon, 1958, p. 377 e Jolivet, 1957, p. 88) sugeriu algumas regras para a experimentação: Alargar a experiência: é aumentar, pouco a pouco e tanto quanto possível, a intensidade da suposta causa para ver se a intensidade do fenômeno (=efeito) cresce na mesma proporção; Variar a experiência: é aplicar a mesma causa a objetos diferentes; Recorrer aos casos da experiência.

26 As técnicas – Indução Antes de considerar os demais processos, principalmente a indução, processos esses que são comuns, embora com suas peculiaridades, ao método científico e racional, convém fazer uma observação: “A indução e a dedução são, antes de mais nada, formas de raciocínio ou de argumentação e, como tais, são formas de reflexão, e não de simples pensamento.”

27 As técnicas – Indução Na indução, a conclusão está pa as premissas, como o todo está para as parte. De verdades particulares concluímos verdades gerais. Veja o exemplo a seguir: Terra, Marte, Vênus, Saturno, Netuno são todos planetas; Ora, Terra, Marte, Vênus, Saturno, Netuno etc. não brilham com luz própria. Logo, os planetas não brilham com luz própria.

28 As técnicas – Indução O argumento indutivo baseia-se na generalização de propriedade comuns a certo números de casos, até agora observados, a todas as ocorrências de fatos similares que se verificam no futuro. O grau de confirmação dos enunciados traduzidos depende das evidências ocorrentes.

29 As técnicas – Indução formal Aristóteles é o maior expoente da indução formal. Ela equivale ao inverso da dedução e é submetida unicamente às leis do pensamento, tendo como ponto de partida todos os casos de uma espécie ou de um gênero, e não apenas alguns.

30 As técnicas – Indução formal Exemplo: Os corpos A, B, C, D atraem o ferro. Ora, os corpos A, B, C D são todos ímãs. Logo, os imãs atraem o ferro.

31 As técnicas – Indução formal Nesse tipo de indução, não há propriamente um inferência, mas uma simples substituição de uma coleção de termos particulares por um termo equivalente. Esse processo é indutivo apenas na forma, visto realmente passa dele para ele mesmo por ser a soma das partes igual ao todo. Esse é o motivo por que a indução formal é pouco usada.

32 As técnicas – Indução Científica Ela é o raciocínio pelo qual se chega à conclusão de alguns casos observados a partir da espécie que os compreende e a lei geral que os rege. É o processo que generaliza a relação de causalidade descoberta entre dois fatos ou fenômenos e da relação causal que conclui a lei.

33 As técnicas – Indução Científica Verifica-se, por exemplo, certo número de vezes, que o óxido de carbono paralisa os glóbulos sanguíneos; dessa observação infere-se que, sempre dada as mesmas condições, o óxido de carbono paralisará os glóbulos sanguíneos

34 As técnicas – Indução Científica Essa indução é alma das ciências experimentais. Sem ela a ciência não seria outra coisa senão um repositório de observação sem alcance.

35 As técnicas – Dedução A dedução é a argumentação que torna explícitas verdades particulares contidas em verdades universais. O ponto de partida é o antecedente, que afirma uma verdade universal, e o ponto de chegada é o conseqüente, que afirma uma verdade menos geral ou particular contida implicitamente no primeiro.

36 As técnicas – Dedução Duas regras gerais são apontadas quanto á validade das conclusões do processo dedutivo: a) Da verdade do antecedente segue-se a verdade do conseqüente. Todos os animais respiram. Ora, o mosquito é animal. Logo, o mosquito respira.

37 As técnicas – Dedução b) Da falsidade do antecedente pode seguir-se a falsidade ou a veracidade do conseqüente. Todos os animais são quadrúpedes. Ora, o cisne é animal Logo, o cisne é quadrúpede (conseqüente falso)

38 As técnicas – Dedução Ou então: Toda árvore e racional. Ora, Gilberto é árvore. Logo, Gilberto é racional (conseqüente verdadeiro) O raciocínio dedutivo pode ser expresso pelo silogismo, que poderá ter a seguinte forma: a) Categórica Todas as crianças têm pais. Ora, Gilberto é criança. Logo, Gilberto tem pais.

39 As técnicas – Dedução b) Hipotética Se Henrique estudar, passará nos exames. Ora, Henrique estuda. Logo, passará nos exames. No raciocínio dedutivo a conclusão ou conseqüente está contida nas premissas ou antecedente, como a parte no todo.


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