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Advento do Senhor!. Introdução e considerações gerais No ciclo do Natal, celebramos o mistério pascal de Cristo em suas primeiras manifestações. Nele.

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1 Advento do Senhor!

2 Introdução e considerações gerais No ciclo do Natal, celebramos o mistério pascal de Cristo em suas primeiras manifestações. Nele fazemos memória da vinda salvífica do Senhor, da sua manifestação na fragilidade de nossa carne, na contingência e contradições de nossa história, enquanto aguarda mos seu novo Natal, seu Reino, sua vinda definitiva e gloriosa no fim dos tempos.

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4 Como lemos no Guia Litúrgico Pastoral, tempo do Natal é a comemoração do nascimento do Senhor, em que celebramos a troca de dons entre o céu e a terra, pedindo que possamos participar da divindade daquele que uniu ao Pai a nossa humanidade. Na Epifania, celebramos a manifestação de Jesus Cristo, Filho de Deus, luz para iluminar todos os povos no caminho da salvação.

5 O A n o Li túr gi co

6 ADVENTO: JESUS CRISTO ONTEM, HOJE E SEMPRE! Sentido teológico...

7 Com quatro semanas antecedendo o Natal, o Advento, próprio do Ocidente, tem sua origem desde o século IV. É um tempo que nos coloca em permanente expectativa da vinda, da manifestação de Deus e de seu Reino em nossa realidade.

8 Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas; Mc 1, 2-3

9 Abre-nos para o encontro com o Senhor que vem nos acontecimentos da vida, particularmente, no momento celebrativo, comemorando o Senhor que veio e fazendo-nos dar um passo à frente ao encontro do Senhor que virá glorioso, quando seu Reino estiver plenamente estabelecido entre nós.

10 Essa manifestação se dá em dois aspectos: a manifestação em nossa carne ao nascer, que constitui sua primeira vinda, e sua manifestação gloriosa, no fim dos tempos, sua segunda vinda.

11 E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-lhe as correias das sandálias. Mc 1,7

12 Este duplo sentido determina a organização do Advento: o Advento escatológico, que vai do primeiro domingo do Advento ao dia 16 de dezembro e cuja liturgia nos inflama para a vinda final de Cristo; o Advento natalício, como preparação mais imediata para a festa do Natal, do dia 17 ao dia 24 de dezembro.

13 Os textos bíblicos propostos para os domingos deste tempo fazem emergir este duplo caráter do Advento. Assim, o primeiro domingo orienta para a vinda final, o segundo e o terceiro chamam atenção para a vinda cotidiana do Senhor; o quarto domingo prepara-nos para o nascimento de Cristo, ao mesmo tempo apresentando seu sentido e sua história.

14 Naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado no rio Jordão. Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem- se e o Espírito descendo como pomba sobre ele. Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.Mc 1, 9-11.

15 Também os textos eucológicos (coletas, prefácios..) acentuam as vindas do Senhor, seja na encarnação, seja na parusia, como juiz e senhor, em íntima relação entre si, como expressão de um único mistério: a Vinda do Senhor e seu Reino, já iniciada mas, aguardando sua plena realização, no final dos tempos.(cf. At 1,11)

16 Recordamos no Advento a grande verdade de que nossa história, com todos os seus dramas, contradições, conquistas e retrocessos é o lugar da atuação salvífica de Deus, para quem nada é impossível: aterrar vales, aplainar montanhas, fazer florir desertos, fazer conviver leões e cordeiros; transformar armas de guerra em instrumentos de trabalho e cultivo de vida.

17 Advent o DimensãoEspiritual...

18 Nesse período, conduzidos por grandes figuras bíblicas, como Isaías, João Batista, Maria, José, Isabel, Zacarias... modelos dos pobres que esperam e confiam nas promessas de Deus, entramos em ritmo mais intenso de espera e esperança...

19 ...de alegre e cuidadosa vigilância, como uma noiva que se enfeita, ansiosa e feliz, para a chegada de seu amado, como um incansável vigia anseia pelo amanhecer, como a terra seca deseja ardentemente a chuva benfazeja para o germinar das sementes.

20 De modo semelhante ao que ocorreu com Maria, o Espírito nos engravida da Palavra, fazendo crescer em nós uma atitude de humilde expectativa, de fé comprometida com a força escondida da vida, na certeza de um novo parto da salvação em nosso tempo, ainda tão marcado por decepções, desesperanças e incertezas.

21 A mística do Advento nos move também a cultivar uma atitude nova diante da realidade humana e cósmica, intensifica nosso desejo de felicidade plena, de relações fraternas verdadeiras e duradouras, e fortalece nossa vocação de testemunhas da esperança, superando todo o pessimismo e desencanto que nos possam abater.

22 Um acúmulo de desejos fará apressar a vinda do Reino, com nosso engajamento solidário nas lutas pela defesa da vida, pela transformação do mundo, em que todos sejamos, igualitariamente, livres e felizes.

23 Neste tempo, em que a religião do mercado faz das festas natalinas, o grande sacramento do lucro, somos convidados a proclamar profeticamente que o Senhor está chegando como libertador.

24 Seus sinais se manifestam diariamente, nas lutas dos pobres e de todos os que com eles se fazem solidários na busca de melhores condições de vida, de dignidade humana, de paz universal e de preservação da natureza.

25 Não só nós, cristãos, mas toda a humanidade e a criação inteira estão em clima de Advento, de ansiosa espera. Aguardam a manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus em que justiça e paz se abracem, todos os povos culturas desabrochem felizes e reconciliados e toda a terra se abra ao amor.

26 Toda a celebração cristã é uma contínua vinda do Senhor a nossa vida pessoal, a nossa comunidade e a nossa história. Ele vem ao nosso encontro no presente e no futuro, como veio no passado.

27 Ele é caminheiro fiel na grande peregrinação que fazemos rumo à casa do Pai. Ele é o Emanuel, o Deus-conosco com quem descobrimos sempre de novo quem somos, o que queremos e para onde vamos.

28 ElementosSimbólicos e rituais: Alguns símbolos, gestos e ações simbólico-rituais expressam intensamente a verdade dessa espera em nossas celebrações.

29 O símbolo principal é a Eucaristia, o sacramento da espera: até que ele venha. A Palavra (o VERBO!). Advento é tempo especial de escuta, de atenção, de gravidez da Palavra: que o Verbo se faça carne em nós! Todo o rito da Palavra merece destaque: o uso do livro, Bíblia ou o Lecionário com fitas coloridas, levado em procissão, beijado, incensado...;

30 o cuidado de preparar bem a proclamação dos vários textos bíblicos, o canto do salmo, ornando-os vivos, bem compreendidos para serem bem acolhidos pela comunidade. E mais: fazer da proclamação um ato sacramental, pelo qual o próprio Deus fale, convocando seu povo à vivência de seu projeto; o silêncio após cada leitura, após a homilia, para guardar no coração a boa notícia e o apelo amoroso de Deus.

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32 A comunidade reunida para a oração, para a escuta da Palavra e para a ação de graças é sinal sacramental da espera e da chegada do Senhor. Onde dois ou três estiverem reunidos, o Senhor está presente (cf. Mt 18,20)! Os ritos iniciais, constituindo a assembléia, o corpo vivo do Senhor, com acolhida bem afetuosa às pessoas, permitem reconhecer em cada uma delas a presença do Senhor que chega entre nós.

33 O Advento é tempo oportuno de aprofundar e melhorar nossas relações e nossa convivência na família, na comunidade, na vizinhança, como sinal visível da chegada do Reino entre nós. A esperança se reacende quando relações novas e fraternas se estabelecem entre as pessoas.

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35 Cantar o Advento! Os cantos e as músicas têm papel importante, evocando os temas bíblicos aprofundados, as experiências vividas, os sentimentos de espera, de expectativa pela vinda do Reino. O Hinário Litúrgico, 1° fascículo, apresenta um bom repertório dos cantos para este tempo.

36 Cantando os salmos e poemas dos profetas e evangelistas de ontem e de hoje, resgatando até, com novo sabor e vibração, as antigas antífonas do Ó com certeza aprofundaremos a nossa fé, reacenderemos a nossa esperança e prepararemos momentos autênticos e gostosos de confraternização. (CNBB, Hinário Litúrgico, 10 fascículo, introdução). O canto do Glória, antigo hino natalino é omitido, ficando reservado para o tempo do Natal.

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38 O diretório litúrgico indica o roxo como cor litúrgica deste tempo. Porém, a cor rósea ou violácea, indicada para o terceiro domingo, tem sido usada por muitas comunidades, em todo o tempo do Advento: traz aos olhos e ao coração, o sentido de uma alegre espera, diferenciando do sentido mais quaresmal do roxo.

39 A coroa do Advento, feita com ramos verdes, com as quatro velas que progressivamente se acendem, com um rito apropriado, no início da celebração, retoma o costume judaico de celebrar a vinda da luz à humanidade dispersa pelos quatro pontos cardeais, expressa nossa prontidão e abertura ao Senhor que vem e quer nos encontrar acordados e com nossas lâmpadas acesas.

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46 Entre os textos eucológicos (orações, prefácios...) deste tempo, a aclamação litúrgica Vem, Senhor Jesus! torna-se a grande súplica, o forte clamor das comunidades, em preces, refrãos e antífonas. O Missal Romano, p. 519, propõe uma bênção própria para O Advento.

47 A novena de Natal, feita em grupos, há anos realizada em todo o Brasil, é uma maneira de intensificar a espera e alimentar a esperança da libertação com cantos, orações, meditação da Palavra, gestos de solidariedade e compromisso com os mais pobres, montagem do presépio e momentos de confraternização.

48 Neste sentido, a Novena preparada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia e o Oficio Divino das Comunidades tem sido uma feliz referência para este momento tão valorizado pelas comunidades.

49 Fonte: Roteiros Homiléticos do Tempo do Advento e Natal /8 - Projeto Nacional de Evangelização – CNBB Montagem: Pe. Renato,SJ. As celebrações de reconciliação e penitência durante tempo do Advento possibilitam às comunidades um caminho de conversão e retomada do projeto de Jesus.


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