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Teresa Cristina Barbo1 PERRY ANDERSON Profª. Teresa Cristina Barbo Siqueira Segundo Anderson (2000) em Balanço do Neoliberalismo, este é um fenômeno distinto.

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1 Teresa Cristina Barbo1 PERRY ANDERSON Profª. Teresa Cristina Barbo Siqueira Segundo Anderson (2000) em Balanço do Neoliberalismo, este é um fenômeno distinto do liberalismo clássico do século passado. Nasceu logo depois da Segunda Guerra Mundial, na Europa e na América do Norte, veementemente contra o estado intervencionista e do bem estar social. Seu texto de origem é O Caminho da Servidão, de Friedrich Hayeck, escrito já em Trata-se de um ataque apaixonado contra qualquer limitação dos mecanismos de mercado por parte do Estado, denunciados como ameaça letal à liberdade, não somente econômica, mas também política. Sua pregação tem por fundamento a desigualdade como valor positivo e imprescindível às sociedades ocidentais. O remédio recomendado foi: manter um Estado forte, em sua capacidade de romper o poder dos sindicatos e no controle dos recursos públicos, realizando gastos sociais cada vez menores e transferindo recursos para a sociabilidade do capital. A meta suprema de todo governo deveria ser: disciplina orçamentária, contenção dos gastos com bem estar social, restauração da taxa natural de desemprego, ou seja, criação de um exército de reserva de trabalhadores para quebrar o poder dos sindicatos. O objetivo primeiro era restaurar uma nova e saudável desigualdade social (exclusão da maioria dos benefícios sociais de forma planejada). O neoliberalismo tem no mercado o seu princípio fundador, unificador e auto-regulador da sociedade.

2 Teresa Cristina Barbo2 Origem do neoliberalismo: Surgimento logo após o término da Segunda Guerra Mundial, na Europa e na América do Norte. Forte reação teórica e política ao Estado intervencionista e do bem-estar social. Marco: O Caminho da Servidão, de Friedrich Hayek (1944) a intervenção estatal conduz a uma servidão moderna. Hayek convoca intelectuais contrários ao Estado do bem-estar e funda a Sociedade de Mont Pélerin, cujo propósito era combater o keynesianismo e o solidarismo, além de propor as bases do que seria o capitalismo futuro, livre de regras. Cabe notar que estas idéias surgem em um momento de auge do capitalismo, que apresentava taxas de crescimento expressivas. De fato, permanece alheio ao mainstream durante um bom tempo. Entretanto, a polêmica em torno da intervenção estatal transcendia a questão do crescimento econômico. Defesa da desigualdade como valor positivo, necessário para estimular o capitalismo.

3 Teresa Cristina Barbo3 Neoliberalismo ganhando força e espaço: Crise de questionamento do modelo econômico do pós- guerra. Baixas taxas de crescimento e alta inflação. Segundo os neoliberais, raízes da crise seriam: Poder excessivo e nefasto dos sindicatos; Movimento operário, que corroía a base da acumulação de capital com pressão por maiores salários e pelo aumento dos gastos sociais por parte do Estado. Solução: Estado forte no sentido de combater os sindicatos e controle do dinheiro; Estado fraco nas intervenções e nos gastos sociais. Surgiria, então, uma nova desigualdade, que dinamizaria as economias avançadas, e o crescimento retornaria assim que a estabilidade monetária e os incentivos fossem restituídos Implementação até hegemonia Apenas em 1979, na Inglaterra, com o governo Thatcher que o neoliberalismo foi publicamente adotado como prática. Seguem em onda neoliberal: Reagan (EUA – 1990), Khol (Alemanha – 1992), Schluter (Dinamarca – 1983), e quase todos os países do norte da Europa ocidental. Mas ao entrar no poder, quais as medidas neoliberais adotadas: Inglaterra: neoliberalismo mais puro; EUA: viés político – competição militar com a URSS; Europa continental: tradição católica. No Sul da Europa, certa resistência inicial às práticas neoliberais. Eleição de presidentes à esquerda na França, na Espanha, e na Grécia, por exemplo. França tenta adotar medidas em linha com o Estado de bem- estar social, mas logo abandona o modelo, forçada pelo capital financeiro internacional. Já a Espanha nunca nem mesmo tentou implementar uma política keynesiana ou redistributiva. Resultado: HEGEMONIA do neoliberalismo.

4 Teresa Cristina Barbo4 Cumprimento (ou não) de suas promessas: Pergunta que fica: conseguiu cumprir os seus objetivos? Êxito em sua prioridade imediata de combate à inflação; Taxa de lucro mostra recuperação, em função da menor influência sindical; Desemprego massivo (que contribui para a perda de influência dos sindicatos); Aumento das desigualdades. Entretanto, todas estas medidas visavam, em última instância, revitalizar o capitalismo, o que não acontece. Crescimento econômico pouco significativo. Por que do paradoxo? Basicamente, o crescimento das taxas de lucro não foi acompanhada pela recuperação dos investimentos (taxa de acumulação caiu nos anos 80). Causa: desregulação financeira. Outro fracasso: dificuldade em reduzir gastos do Governo como proporção do PNB, em função dos dispêndios sociais com elevado desemprego e das transferências, com o envelhecimento da população.

5 Teresa Cristina Barbo5 Conclusão: Autor identifica avanço do neoliberalismo para países da Ásia, como Índia e Japão se rendendo a esta matriz ideológica. Qualquer balanço do neoliberalismo é provisório, pois o movimento é inacabado. Economicamente: fracasso, pois não conseguiu revitalizar o capitalismo avançado; Socialmente cumpriu muitos objetivos, com aumento das desigualdades, embora o nível de desestatização seja menor do que se esperava; Política e ideologicamente teve grande triunfo, disseminando a idéia de que não há alternativas a seus princípios, o que lhe confere a hegemonia.


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